Parte de cargueiro encalhado na Nova Zelândia já afundou, diz governo

Navio Rena se dividiu em duas partes no último fim de semana. Embarcação encalhou na costa e já provocou desastre ambiental histórico

Navio que se partiu em duas partes no sábado (7) na Nova Zelândia está praticamente submerso. (Foto: Maritime New Zealand/Handout/Reuters)

Metade do navio Rena, que partiu ao meio no último fim de semana na costa da Nova Zelândia, começou a afundar no oceano nesta terça-feira (10) e restos de óleo que estavam no seu interior já aparecem na superfície junto com destroços, afirmam autoridades do país.

A popa da embarcação começou a descer para o fundo do mar na manhã de terça (hora local, madrugada no Brasil). A embarcação de bandeira liberiana havia encalhado em corais em outubro passado, o que provocou vazamento de petróleo – considerado o maior acidente ambiental da história da Nova Zelândia. A maré negra matou mais de 2 mil aves e contaminou praias da Baía de Plenty.

Segundo James Sygrove, porta-voz da autoridade marítima neozeolandesa, a frente do barco continua firme na superfície, já que está cravada no recife. Ele afirmou ainda que é grande a quantidade de madeira, plástico e outros detritos que flutuam ao redor.

Equipes de limpeza foram preparadas para limpar o óleo que é derramado e, possivelmente, poderá atingir novamente as praias. Cerca de 150 contêineres já caíram no mar, alguns carregados de leite em pó. Praias foram fechadas para impedir as pessoas de recolherem sacos de leite, que podem estar contaminados.

Quando o navio, Rena, encalhou no coral de Astrolabe no dia 5 de outubro com 1.733 mil toneladas de óleo, 350 toneladas vazaram.  O capitão e outros oficiais que comandavam o navio foram indiciados pelo acidente. Entretanto, as autoridades ambientais neozelandesas sustentam que desta vez o dano ambiental será menor.

*Com informações da Associated Press

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