Futuro das religiões é tema discutido em conferência universitária

O futuro das religiões esteve em discussão na reitoria da Universidade do Minho, em Portugal. Assinalando o fim do ciclo de conferências comemorativas do 40º aniversário da UMinho, “UM futuro para as religiões” que contou com a presença do cónego José Paulo Abreu e do médico e  judeu Joshua Ruah. Representando as religiões católica e judaica, respetivamente, os oradores convidados debateram a importância da ciência e da religião para a prosperidade social.

Na primeira parte, discutiu-se a possibilidade de convivência entre a ciência e religião. Joshua Ruah afirmou que o conflito entre a ciência e a fé nunca existiu na comunidade judaica. “Deus, que criou o universo e nos trouxe a Lei, é exatamente o mesmo Deus que nos deu a inteligência e a possibilidade de criarmos”, justificou.

Outro dos assuntos que mereceu mais atenção na discussão refere-se aos limites da ciência. Em concordância, os dois oradores partilham a opinião de que o único limite para a criação científica é o respeito pelos princípios básicos da vida e da integridade humana. José Paulo Abreu adiantou mesmo que, em defesa do direito à vida, a religião é capaz de conviver “sabiamente com a ciência, aceitando tudo o que ela possa oferecer para o bem-estar e melhor qualidade de vida do ser humano”.

Já o judeu e médico Joshua Ruah reforçou o papel da ciência na tradição judaica, e explicou que esta é entendida como “uma forma de continuidade da criação que Deus delegou nos Homens”.

Sobre a eventualidade de existir uma faculdade de Teologia nas universidades públicas, os dois convidados não veem qualquer problema. No entanto, José Paulo Abreu questiona se será realmente necessário, uma vez que a Igreja criou as suas próprias instituições.

Quanto ao futuro das religiões na Europa, José Paulo Abreu e Joshua Ruah não têm dúvidas de que é possível uma coexistência pacífica entre a ciência e a religião. Ainda assim, alertaram para o facto de a Europa não estar preparada para travar um expansionismo, através da força, por parte da religião Islâmica. Neste ponto, Ruah destacou um crescimento exacerbado da religião Muçulmana, que compreende, atualmente, 40 milhões de europeus.

Fonte: Portal Comum

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