Cientistas investigam as múltiplas influências de energia entre as pessoas

É comum ouvirmos falar sobre o campo de energia, mas isso é restrito à mente de uma pessoa ou, de fato, existe fisicamente? (*Shutterstock)

É comum ouvirmos falar sobre o campo de energia, mas isso é restrito à mente de uma pessoa ou, de fato, existe fisicamente? (*Shutterstock))
O universo é cheio de mistérios que desafiam o nosso conhecimento atual. Em “Além da Ciência”,  coletamos histórias sobre alguns estranhos fenômenos para estimular a imaginação e abrir a mente para novas possibilidades. Elas são reais? Você decide.
O Dr. Imants Barušs analisa conceitos geralmente conhecidos por serem intangíveis ou espirituais. É comum ouvirmos falar sobre o campo de energia de uma pessoa, sobre a habilidade do campo de energia de uma pessoa influenciar o de outra pessoa e muitos outros fenômenos. Mas até onde isto é restrito à mente de uma pessoa e até onde isso, de fato, existe fisicamente?
O Dr. Imants Barušs, professor de psicologia da Universidade de Kings, afiliada à Universidade de Western Ontario, não responde de modo definitivo esta questão. Porém seu estudo recente pode trazer mais conteúdo para a resposta.  Ele é o coordenador e autor do artigo intitulado “Alterations of Consciousness at a Self-Development Seminar: A Matrix Energetics Seminar Survey” (Alterações da Consciência no Seminário de Desenvolvimento Próprio: Uma pesquisa da Matriz Energética), publicado em novembro de 2014, no Jornal da Pesquisa de Exploração da Consciência.
Neste artigo, ele reporta alguns experimentados relacionados ao poder da consciência.
Influência Remota
Nestes dois experimentos, Barušs direcionou seus pensamentos às pessoas de longe para ver se estas conseguiam sentir alguma coisa. Estes experimentos foram detalhados no capítulo três de seu livro “The Impossible Happens” (O Impossível Acontece), e foi novamente mencionado em outras passagens do livro. Ele focou nos efeitos que estes pensamentos tinham no que se refere à níveis de energia, se as pessoas se sentiam mais energizadas ou mais fatigadas do que o normal.
Ele testou 37 participantes, organizando os horários nos quais ele conduziria as sessões com eles via e-mail. Os participantes não podiam estar dirigindo nestes momentos, e deveriam monitorar seus sentimentos. Barušs jogou uma moeda no começo de cada sessão para determinar se iria, aleatoriamente, praticar a influência remota ou se não faria nada.
Ele também monitorou seu nível de concentração e “a profundidade do seu estado alterado de consciência”. Ao que pareceu, quando a profundidade de seu estado alterado foi maior, os participantes se sentiam mais cansados. O resultado foi uma grande probabilidade de que sua influência remota tenha ocasionado um efeito sobre os participantes (a sua conclusão foi de p < 0,05 , o que significa que a probabilidade da mudança no nível de energia ter ocorrido ao acaso é menor do que 5%, e sua influência, em outras palavras, tem mais de 95% de probabilidade de ter alterado seu estado de energia).
Os resultados devem ser tomados como um ponto de partida interessante, mas Barušs advertiu que os resultados podem mudar se mais pontos de comparação forem feitos.
Matriz Energética
A matriz energética é a prática na qual uma pessoa, alegadamente, afeta outra através de intenções. Barušs resumiu alguns efeitos, conforme detalhado por outro pesquisador, Jos Marlowe do Instituto de Psicologia Transpessoal: “Os participantes, por vezes, experimentam várias sensações somáticas, incluindo o sentimento de queda e que a realidade tenha se tornado mais ‘plástica’ para que eventos improváveis sejam mais prováveis de ocorrer, como a remissão espontânea de uma doença.”
“Todos estes eventos devem ser examinados cuidadosamente, e estamos tentando fazer isto neste estudo”, ele escreveu. Seus experimentos foram conduzidos em uma Conferência sobre a Matriz Energética na Filadélfia, Pensilvânia, em 2012. Este era o foco principal do estudo. Uma variedade de participantes, incluindo profissionais da saúde até engenheiros e frentistas foram envolvidos. Para a maioria, era a primeira vez que participavam em algo assim.
Barušs e sua equipe de pesquisadores pediram que os participantes preenchessem pesquisas antes do seminário e logo após a experiência. Depois de dois meses, preencheram novamente para analisar as alterações de curto e longo prazo na saúde física e mental. Ele utilizou alguns testes padrão de psicologia para ter acesso a seus estados mentais e emocionais. Ele também utilizou a “RAND 36-Item Health Survey”, uma medida padrão para a saúde psicológica e mental utilizada para pesquisas médicas.
De acordo com os resultados da pesquisa de acompanhamento, a saúde dos participantes melhorou a longo prazo. Novamente, entretanto, Barušs sugeriu que fossem cautelosos em interpretar os resultados. Ele disse que existiam muitas pessoas cuja saúde não havia melhorado e que poderiam não ter participado do questionário de acompanhamento. Também é possível que as pessoas que tiveram sua saúde normalizada podem ter tomado outras providências para melhorá-la, e que não tenha sido diretamente resultado da Matriz Energética.
“As alterações de consciência experimentadas no contexto da Matriz Energética devem ser investigadas a fundo”, ele escreve. Também pontuou que: “Para os propósitos deste estudo, nenhum esforço foi feito para distinguir ME (Matriz Energética) de outros fatores não específicos, tais como interações sociais com outros indivíduos influentes, sugestão, escutar um interlocutor carismático e demais fatores. Para separar estes fatores, deve-se separar os estudos.”
Seria hipnose?

Imagem conceitual de poder da mente (*Shutterstock)

Imagem conceitual de poder da mente (*Shutterstock)
Quando uma pessoa alegadamente influencia a outra de tal forma que levanta a questão, o que está acontecendo no nível do subconsciente? É similar à hipnose?
Os comportamentos durante a Matriz Energética são similares àqueles da hipnose, segundo Barušs. Ele explica que o comportamento de pessoas submetidas à cura em cultos pentecostais também podem ser incluídos nessa comparação. “O mecanismo para qualquer destes acontecimentos não é conhecido”.
A definição de hipnose geralmente utilizada pelos pesquisadores é muito vaga, de acordo com Barušs: “Os pesquisadores de hipnose não conseguem chegar a um consenso sobre sua definição. O mais perto que chegaram é que a hipnose é tudo aquilo que acontece em situações intituladas como hipnose.”
As pessoas que são muito suscetíveis à hipnose caem em algumas categorias: “a positiva, a fantasiosa e a da amnésia.”
No caso da Matriz Energética ou da influência remota, a pessoa pode ativamente decidir se quer ser influenciada, e neste caso ela pertence à categoria da “positiva”.
Barušs explicou que “hipnose não é a explicação para estes fenômenos, mas sim uma renomeação”, e uma pesquisa mais profunda deveria ser feita para descobrir a explicação.
Isto é parte de uma discussão que os pesquisadores tiveram antes do estudo. Eles não encontraram evidências ao longo do estudo de que a hipnose estava acontecendo no seminário, mas o estudo não foi desenhado especificamente para determinar isso. É verdade, disse Barušs, que o que acontece em seminários de Matriz Energética pode soar como a hipnose, mas um estudo mais aprofundado seria necessário para determinar a relação ou sobreposição entre a Matriz Energética e a hipnose.

A consciência poderia ser o fator oculto na equação quântica

 

Inovação (Shutterstock*)

Inovação (Shutterstock*)
O universo é cheio de mistérios que desafiam o nosso conhecimento atual. Em “Além da Ciência”, o Epoch Times coleta histórias sobre alguns estranhos fenômenos para estimular a imaginação e abrir a mente para novas possibilidades. Elas são reais? Você decide.
CALIFÓRNIA – O famoso experimento de física quântica, conhecido como o experimento da fenda dupla, forneceu, há décadas, evidências impactantes sobre a habilidade mental para controlar a matéria (veja o vídeo em inglês no final do artigo com uma simples ilustração do experimento).
Demonstrou-se que partículas atômicas também são ondas. O fato de se manifestarem como ondas ou como partículas dependia de se alguém estava olhando. A observação influenciou a realidade física das partículas. Em linguagem mais técnica, a observação colapsou o funcionamento da onda.
O físico austríaco Erwin Schrödinger inventou uma equação para mostrar as propriedades ondulatórias da matéria. Entretanto, a observação não está considerada nessa equação, nem em qualquer outra equação quântica, porque é subjetiva e não objetiva, explicou o engenheiro e físico Alan Ross Hugenot, na conferência de 2014 da Associação Internacional para Estudos de Quase-Morte (International Association for Near-Death Studies – IANDS), em Newport Beach, Califórnia, em 29 de agosto.
Hugenot tem doutorado de ciências em engenharia mecânica e uma carreira bem sucedida em engenharia marinha, servindo em comitês que escrevem normas de construção naval para os Estados Unidos. Estudou física e engenharia mecânica no Instituto de Tecnologia de Óregon. Hugenot falou sobre uma teoria que trata da questão da observação.
O Dr. Evan Harris Walker, um físico que trabalhava no Laboratório de Pesquisa de Balística do Exército, tentou incluir a observação na equação de Schrödinger. Em 2000, Walker descreveu duas variáveis ocultas. Uma é o canal da vontade e a outra é o canal da consciência, explicou Hugenot.
O canal da vontade, o que uma pessoa deseja, é positivo. O canal da consciência, o que está na mente de uma pessoa, é negativo, disse Hugenot. Um positivo e um negativo se anulam entre si, por isso, essas duas funções não aparecem nas equações. Mas, quando se juntam, colapsam o funcionamento da onda.
A maioria das pessoas têm muito em suas mentes, o que precisam apanhar no caminho de casa para o trabalho, que compromissos precisam cumprir, etc. Esses pensamentos no canal da consciência, frequentemente, bloqueiam o canal da vontade, disse Hugenot. A consciência e a vontade não estão sincronizadas. Mas, se estivessem, as pessoas poderiam materializar o que quisessem. Elas poderiam desejar coisas para que passassem a existir.
“Sua mente controla a matéria”, disse, definitivamente, Hugenot à multidão na conferência.
“Sei que vocês não sabem como fazer isso. Quantos são pianistas de concerto? Ninguém aqui é um pianista de concerto? Por que não? Porque não praticaram… Mas algumas pessoas são pianistas de concerto, não são? O que fizeram? Muitos fracassos, muito estudo, muito aprendizado para saber como fazer.”
“Estou trabalhando para ser um médium, para que eu possa aprender a fazer algumas dessas coisas”, disse. “Não me limito a nada”.

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