outubro 23, 2019

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Pesquisadores apontam a existência de outras ”Terras” no Universo

A descoberta de planetas fora do Sistema Solar — algo que rendeu o Nobel de Física deste ano aos cientistas James Peebles, Michal Meyor e Didier Queloz — abriu uma nova perspectiva na busca por vida além da Terra. Porém, para abrigá-la, é preciso uma combinação de características geoquímicas até então não detectadas em nenhum outro mundo. Agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) afirmam, na revista Science, que exoplanetas com composição semelhantes à terrestre podem ser bem mais comuns que o imaginado.

Para buscar algo que se pareça com a vida como se conhece, os cientistas precisam voltar suas atenções a planetas rochosos, como a Terra. “No Universo, há uma quantidade enorme deles”, lembra o coautor do artigo Edward Young, professor de geoquímica e cosmoquímica da Ucla. A avaliação da composição de alguns desses mundos foi possível graças a um método desenvolvido por uma aluna da universidade, Alexandra Doyle, que se valeu de fragmentos de rochosos que orbitavam seis estrelas anãs brancas que colidiram com elas em algum momento.

Anãs brancas são estrelas com massa semelhante à do Sol, embora sejam pouco maiores que a Terra. Esse tipo de “sol” é remanescente de gigantes que explodiram em supernovas e tem um campo gravitacional muito forte, fazendo com que elementos pesados, como carbono, nitrogênio e oxigênio, sejam “sugados” para seu interior, impedindo que telescópios os detectem. A mais próxima da Terra estudada por Alexandra Doyle fica a cerca de 200 anos-luz, e a mais distante, a 665 anos-luz de distânciaContinua depois da publicidade

A estudante explica que a maioria dos materiais rochosos no Sistema Solar têm um alto grau de oxidação, algo chamado de fugacidade de oxigênio (fO2), que reflete condições dos primeiros estágios da formação protoplanetária dos rochosos ao redor do Sol. As propriedades químicas e geofísicas de um planeta, incluindo a composição de qualquer atmosfera produzida por ele, são influenciadas pelo fenômeno. Ela diz que, quando o ferro é oxidado, ele compartilha seus elétrons com o oxigênio, formando uma ligação química entre eles. A oxidação é o que se vê quando um metal fica enferrujado.

Sinais “enterrados”

Como, até agora, não é possível analisar a geoquímica de exoplanetas — o que deverá ser feito em breve pelo supertelescópio James Webber, com lançamento previsto para 2021 —, a equipe da Ucla se valeu de observações com espectrômetro, equipamento que mede a composição química de corpos celestes, das anãs brancas. Não era nelas que os cientistas estavam interessados, mas, sim, nos remanescentes dos rochosos que se chocaram com elas, deixando as próprias propriedades “enterradas” nas estrelas, incluindo elementos pesados, como magnésio, ferro e oxigênio. “O oxigênio rouba elétrons do ferro, produzindo óxido de ferro em vez de ferro. Medimos a quantidade de ferro oxidado nessas rochas que atingem a anã branca”, explica a líder do estudo.

Os resultados indicaram a composição dos exoplanetas — não só das atmosferas, mas dos interiores. Os corpos rochosos que orbitaram as anãs brancas antes de se chocarem contra elas apresentavam fugacidade de oxigênio alta, semelhante ao que ocorre na Terra, em Marte e em asteroides do Sistema Solar. “Observando essas anãs brancas e os elementos presentes em sua atmosfera, observamos os elementos que estão nos corpos que orbitam essas estrelas”, diz Alexandra Doyle. “Observar uma anã branca é como fazer uma autópsia no conteúdo do que ela devorou em seu sistema estelar”, compara.

Os dados analisados por Doyle foram coletados por telescópios, principalmente do W.M. Observatório Keck, no Havaí. “Se eu olhasse apenas para uma estrela anã branca, esperaria ver hidrogênio e hélio. Mas, nesses dados, também vejo outros elementos, como silício, magnésio, carbono e oxigênio, materiais que se acumularam nas anãs brancas de corpos que estavam em sua órbita”, diz.

Desvendar a geoquímica de um exoplaneta conta muito sobre ele, observa a professora de ciências planetárias Hilke Schlichting, coautora do artigo. “Se as rochas extraterrestres têm uma quantidade semelhante de oxidação que a Terra, então você pode concluir que o planeta tem placas tectônicas e potencial semelhante para abrigar campos magnéticos como os da Terra, que se acredita serem os principais ingredientes para a vida”, diz. “Esse estudo dá um salto, ao nos permitir fazer tantas inferências sobre corpos fora do nosso Sistema Solar, e indica que é muito provável que haja realmente análogos da Terra no Universo.”

Fonte: correiobraziliense

abril 10, 2018

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Evidências apontam uma inteligência por trás do universo, reconhece cientista da Nasa

Ciência e fé podem caminhar juntas e também se complementar, segundo uma analista de dados de astronomia da Nasa, agência espacial dos Estados Unidos.

“A criação fala do seu Criador assim como uma obra de arte reflete o gosto, talento e personalidade de um artista. Através da ciência podemos ver evidências que fortemente apontam para uma super inteligência por trás da arquitetura do universo. Estas evidências são tão convincentes que vários cientistas seculares mencionam esta super inteligência”, disse Gladys Kober ao G1.

Kober observa que embora muitos cientistas não acreditem na existência de um poder sobrenatural, muitos cientistas de alto nível com prêmios Nobel expressaram sua crença em Deus — como o físico alemão Albert Einstein.

“Por exemplo, Einstein escreveu: A harmonia das leis naturais revela uma Inteligência de tal superioridade que, comparada a ela, todo o pensamento sistemático e ações dos seres humanos são uma reflexão totalmente insignificante”, destaca.

O rabino Jacques Cukierkon, que auxilia na doutrina da Congregação Judaica de Piracicaba (CJP), lembra que Einsten era judeu. Ele acrescenta que as descobertas e os prêmios de outros cientistas judeus comprovam que a ciência e a fé podem coexistir. “Ciência e fé caminham juntas sim”, disse o rabino.

O pastor Carlos Eduardo Aranha Neto, líder da Igreja Presbiteriana de Campinas (SP), também concorda que ciência e fé podem caminhar lado a lado.

“É uma das coisas que a gente sempre considera no estudo da teologia. As duas coisas podem ser vistas combinadas. Até mesmo nesta forma de entender as coisas de Deus. A gente tem que pensar que Ele mesmo é o criador da própria ciência. No nosso conceito, a fé não descarta a ciência e também a ciência não descarta a fé”, ele afirma.

A disputa entre fé e razão teve início no final do século XVIII, quando os primeiros cientistas passaram a afirmar que a ciência era capaz de salvar a humanidade. “E aí surgiu esta briga entre fé e razão. Na verdade, não deveria existir”, esclarece o Pároco da Catedral Metropolitana de Campinas, o monsenhor Rafael Capelato.

“Os primeiros cientistas disseram que a fé trouxe prejuízos para a humanidade porque inventou a inquisição, mortes por causa de dogmas, mas a ciência moderna também inventou as armas e a técnica da guerra. Criou armas químicas. Então, as duas coisas, a fé e a razão precisam uma da outra para ajudar o ser humano a crescer e a se desenvolver”, avalia.

“Não tem como arrancar do ser humano a sua capacidade de inteligência, assim como não tem como arrancar do ser humano a sua capacidade de crer, a fé. É, neste sentido, que uma coopera com a outra”, o monsenhor acrescenta.

Fonte: guiame.com.br

março 2, 2018

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Astrônomos detectam sinais relacionados com primeiras estrelas do universo

Paris, França – Um grupo de astrônomos conseguiu detectar pela primeira vez sinais relacionadas com o aparecimento das primeiras estrelas, surgidas há 13,6 bilhões de anos, pouco depois do nascimento do Universo, indica um informe publicado na quarta-feira (28/2) pela revista científica Nature.
Embora estes sinais, obtidos graças a um pequeno radiotelescópio na Austrália, ainda tenham que ser confirmados com outros instrumentos, sua intensidade deixa supor que em suas primeiras dezenas de milhões de anos o universo esfriou mais rápido do que se pensava até agora.
Esta descoberta poderia levar a revisar os modelos cosmológicos em vigor e poderia ajudar a compreender melhor o mistério da matéria escura, invisível para os telescópios.
“A aparente detecção do sinal das primeiras estrelas no Universo será uma descoberta revolucionária”, disse Brian Schmidt, prêmio Nobel de física em 2011, que confessou sua “emoção” pela descoberta.
“É preciso ser muito prudente”, disse à AFP Benoit Semelin, um astrofísico do Observatório de Paris. “Mas se for confirmada a observação, é uma grande descoberta porque implicará mudar os modelos sobre o nascimento do universo”, afirmou.

outubro 27, 2017

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O Universo não deveria existir, concluem cientistas

Matéria e antimatéria são dois tipos de material presentes na composição do Universo que agem como “gêmeos idênticos” e, ao mesmo tempo, opostos: para cada partícula de matéria, de carga positiva, haveria uma antipartícula exatamente igual, mas de carga negativa, que formaria a antimatéria. Um estudo divulgado na última semana na revista científica Nature afirma que esses dois tipos de material teriam surgido em quantidades idênticas durante o Big Bang, há 13,8 bilhões de anos. Isso significa que, teoricamente, as partículas e antipartículas deveriam se anular, impedindo o surgimento do Universo. Mas, como sabemos que isso não aconteceu, cientistas estão intrigados com o fato de que simplesmente não conseguem explicar por que o Universo existe.

A única hipótese levantada é que um misterioso desequilíbrio entre a quantidade desses materiais tenha acontecido em algum momento, explicando a predominância de partículas de matéria. A última esperança dos cientistas para encontrar a fonte dessa assimetria estava no estudo das propriedades magnéticas de prótons (partícula positiva que pode ser encontrada nos átomos) e antiprótons (sua versão na antimatéria) – e foi exatamente isso que a equipe de pesquisadores do laboratório europeu CERN, na Suíça, tentou fazer. Mesmo assim, nenhuma discrepância na proporção dessas partículas foi encontrada.

“Todas as nossas observações encontraram uma completa simetria entre matéria e antimatéria, e é por isso que o Universo, na verdade, não deveria existir”, diz o líder da equipe, Christian Smorra, pesquisador do CERN. “Uma assimetria deve existir aqui em algum lugar, mas simplesmente não conseguimos entender onde está a diferença, qual é a fonte da ruptura dessa simetria.”

Como a antimatéria não pode ser fisicamente contida, Smorra e sua equipe usaram um dispositivo chamado “armadilha de Penning”, que usa campos magnéticos e elétricos para armazenar partículas carregadas (como, no caso, antiprótons) a temperaturas incrivelmente baixas.  Com essa experiência, a equipe conseguiu quebrar o recorde de armazenamento de antimatéria – as partículas ficaram contidas por 405 dias, no total.

A força do campo magnético dos prótons e antiprótons foi medida com uma precisão de nove dígitos, oferecendo uma exatidão 350 vezes maior do que medições anteriores. Ainda assim, nenhuma diferença entre a matéria e antimatéria pode ser encontrada.

O plano, então, é continuar investigando com precisões cada vez maiores, segundo o CERN. Experimentos futuros já estão sendo planejados para estudar mais detalhadamente as propriedades magnéticas dos antiprótons e verificar se a gravidade pode ser a diferença entre matéria e antimatéria que está intrigando os cientistas.

“Ao aprimorar o experimento com várias novas inovações técnicas, sentimos que ainda poderemos fazer algumas melhorias”, diz Smorra. Segundo ele, com os novos equipamentos de ponta que devem ser instalados no CERN até 2021, será possível conseguir uma precisão pelo menos dez vezes maior nas medições.

Fonte: Revista Veja

 

março 10, 2017

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Cientistas detectam pó interestelar de uma das galáxias mais distantes

Uma equipe internacional de cientistas detectou o pó interestelar da galáxia A2744_YD4, que é uma das mais distantes conhecidas, em uma pesquisa que traz luz sobre o ciclo de vida das primeiras estrelas do Universo.

O pó cósmico é composto de silício, carbono e alumínio, com grãos tão pequenos como um milionésimo de centímetro, e consiste de partículas que se formam no interior das estrelas que, quando morrem, as dispersam pelo espaço, especialmente ao explodirem como supernovas, a última fase das estrelas massivas.

Na atualidade, esse pó é abundante e vital para a formação de estrelas, planetas e moléculas complexas, mas existia em pouca quantidade no início do Universo, antes da morte das primeiras estrelas, explicou o Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC), na Espanha, em comunicado de imprensa.

A descoberta foi feita através do telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), no Chile, e o estudo publicado na revista especializada “The Astrophysical Journal Letters” foi dirigido por Nicolas Laporte, astrônomo da University College London (UCL), no Reino Unido.

A galáxia A2744_YD4 não é apenas a mais distante observada pelo ALMA, mas, além disso, a detecção de tanto pó indica que supernovas anteriores devem tê-la contaminado previamente, segundo Laporte, que acrescentou que esta observação é também a detecção mais distante de oxigênio no Universo.

O pó cósmico encontrado na 2744_YD4 foi observado apontando o telescópio em direção a um conjunto de galáxias denominado Abell 2744, que serviu como uma lente gravitacional.

Devido a esse fenômeno, o conjunto de galaxias funciona como um telescópio gigante que magnifica em cerca de 1,8 vezes a galáxia A2777_YD4 e permite observar ainda mais longe, ou seja, antes no tempo.

As observações posteriores foram realizadas com o telescópio Very Large Telescope (VLT), no Chile, e confirmaram a grande distância em que está A2744_YD4, quando o Universo tinha apenas 600 milhões de anos e as primeiras estrelas e galáxias estavam se formando.

Também foram utilizadas imagens obtidas com o Telescópio Espacial Spitzer, para calcular o desvio para o vermelho aproximado (a partir do qual se pode determinar a distância em que se encontra a galáxia) inclusive antes de obter seu espectro, afirmou Alina Streblyanska, astrônoma do IAC.

A detecção de pó desta época tão primordial revela novas pistas do momento em que as primeiras estrelas explodiram como supernovas e inundaram o cosmos de luz, e calcular este “despertar cósmico” é um dos “Santos Graais” da astronomia moderna, de acordo com os pesquisadores.

A equipe estimou que A2744_YD4 tem uma quantidade de pó equivalente a 6 milhões de vezes a massa do Sol, enquanto todas as suas estrelas equivalem a 2 bilhões de massas solares.

Também puderam medir a taxa de formação estelar e descobriram que as estrelas estão se formando a um ritmo de 20 massas solares por ano, muito rápido se comparado com uma massa solar por ano na Via Láctea.

Essa velocidade não é incomum em uma galáxia tão distante, mas ajuda a saber a que ritmo o pó se formou nela, comentou o coautor do estudo Richard Ellis, astrônomo do European Southern Observatory (ESO) e da UCL.

O tempo que leva este processo é de cerca de 200 milhões de anos, portanto se a 2744_YD4 observada está pouco depois de sua formação, então as estrelas começaram a se formar aproximadamente 200 milhões de anos antes da luz observada agora, acrescentaram os cientistas.

Assim, abre-se uma grande oportunidade para que o ALMA e outros grandes telescópios comecem a explorar a época mais antiga possível, na qual surgiram as primeiras estrelas e galáxias do Universo.

fevereiro 24, 2017

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Estamos sozinhos no Universo? Eis a questão que intriga tantos terráqueos

Estamos sozinhos no Universo? Eis a questão que intriga tantos terráqueos. Uma pesquisa do professor de física Stephen Kane, da Universidade de São Francisco (EUA), pode colocar ainda mais mistério em torno desta questão. O cientista encontrou um sistema planetário a 14 anos-luz de distância da Terra que está em uma zona habitável. Isso quer dizer que o sistema fica em uma região onde a água poderia existir em estado líquido na superfície de exoplanetas –como são chamados planetas fora do nosso Sistema Solar. O estudo foi divulgado no jornal Astrophysival.

Para deixar a descoberta mais intrigante, Kane afirma que um dos três exoplanetas que existem no sistema Wolf 1061 está inteiramente dentro desta zona habitável, o que gera expectativas de ter água e vida por lá. Mas ainda são necessários estudos mais precisos para qualquer afirmação.

Kane está trabalhando com a ajuda de colaboradores da Universidade do Tennessee, nos EUA, e da Universidade de Genebra, na Suíça, para esclarecer mais detalhes sobre o exoplaneta Wolf 1061c e ver se ele tem características parecidas com as da Terra, que dão suporte à vida.

O que o exoplaneta precisa ter?

Dois pontos precisam ser estudados no decorrer da nova pesquisa para os cientistas desvendarem se existem extraterrestres no Wolf 1061c.

O primeiro é descobrir a distância entre o exoplaneta e sua estrela mãe. Um planeta que está muito longe pode ser frio demais e congelar a água, o que acontece em Marte. Por outro lado, quando o planeta está muito perto, o calor faz a água evaporar, como o que pode ter acontecido com Vênus, segundo cientistas que acreditam que Vênus teve oceanos.

Outra preocupação é que, diferentemente da Terra, que experimenta mudanças climáticas como a Era do Gelo devido a variações lentas em sua órbita em torno do Sol, a órbita de Wolf 1061c muda a um ritmo mais rápido, o que resultaria em um clima caótico com variações intensas de frio e calor.

Segundo Kane, nos próximos anos novos telescópios serão lançados, como o telescópio espacial James Webb, sucessor do Hubble, que será capaz de detectar componentes atmosféricos dos exoplanetas e mostrar o que está acontecendo na superfície.

Assim, as dúvidas sobre novos habitantes em um sistema planetário distante serão esclarecidas.

Quer ser um caçador de exoplanetas?

Se o seu sonho for buscar por novidades no Universo, você pode ter ganhado uma ajuda. Uma equipe internacional de astrônomos divulgou a maior compilação de observações de exoplanetas já feita, para tornar as pesquisas mais acessíveis.

A ideia da equipe é dividir a compilação que inclui quase 61 mil medições feitas em mais de 1.600 estrelas para que mais cientistas ou curiosos ajudem a encontrar os novos planetas. Eles já detectaram mais de 100 exoplanetas potenciais e esperam a ajuda do mundo para fazer esse número crescer.

A fórmula mágica usada por eles para localizar os novos planetas se baseia no fato de que se um planeta é influenciado pela gravidade da estrela que orbita, a gravidade do planeta também afeta a estrela. Eles calculam quantas forças estão interagindo com a estrela mãe e estimam quantos exoplanetas estariam naquela órbita.

O material pode ser acessado online e tem um software com o tutorial de como interpretar os dados. Quer tentar a sorte? Vai que você acaba achando um planeta novo para chamar de seu.

Fonte: uol.com.br

dezembro 23, 2016

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Com participação de brasileiros, grupo internacional faz teste inédito com anti-hidrogênio

Cinquenta cientistas de 11 países, incluindo quatro brasileiros, conseguiram criar, isolar e agora medir a energia de um átomo de anti-hidrogênio no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), na Suíça. O trabalho foi publicado na revista “Nature”.

A antimatéria é formada por antipartículas. Em teoria, para cada partícula de matéria no mundo, há uma antipartícula associada com as mesmas propriedades, uma espécie de simetria descrita em um teorema chamado de CPT. Entretanto, quando a antimatéria entra em contato com a matéria, ela é instantaneamente desintegrada. É isso é o que faz ser tão difícil estudá-la.

Na pesquisa publicada nesta semana, o grupo de pesquisadores conseguiu criar átomos de anti-hidrogênio. Depois, o isolou com a ajuda de forças magnéticas – justamente para evitar que fosse aniquilado. Finalmente, jogou um feixe de raio laser na partícula com o objetivo de fazer uma medição conhecida como espectroscópica. O objetivo é testar se a antimatéria tem as mesmas características da matéria.

Com a chegada do laser ao átomo, ele se “agita” e os cientistas podem medir sua energia, entendendo melhor suas características. Se, ao contrário do que se espera, o antiátomo se comportar diferente do átomo, essa pode ser uma grande novidade. Por enquanto, no entanto, o grupo ainda está na fase de testes, analisando os resultados.

“Estamos testando a simetria jogando um feixe de laser numa nuvem de átomos de anti-hidrogênio, comparando os níveis de energia do anti-hidrogênio com os do hidrogênio. O teorema CPT diz que eles precisam ser absolutamente iguais. Se medirmos alguma diferença, significa que a teoria precisa ser revista”, explica Daniel de Miranda Silveira, um dos quatro pesquisadores brasileiros envolvidos.

23O teorema CPT conversa com a ideia mais aceita sobre o início do universo, a teoria do Big Bang, segundo a qual uma grande expansão de matéria ocorreu há bilhões de anos. De acordo com uma das mais importantes teorias da física, o Modelo Padrão, no momento dessa “explosão” teria sido surgido a mesma quantidade de matéria e antimatéria.

“O grande mistério é o que aconteceu com a antimatéria no início no universo, quando deve ter sido formada a mesma quantidade de antimatéria e matéria, já que todo o universo que a gente conhece atualmente é feito de matéria”, explica o brasileiro Cláudio Lenz Cesar, um dos primeiros a participar da pesquisa no Cern. As agências espaciais, como a Nasa, tentam procurar respostas para esse pergunta também no espaço, num experimento na Estação Espacial Internacional (EEI).

Além de Silveira e Cesar, os brasileiros Rodrigo Sacramento e Bruno Alves também estão entre os 50 cientistas no experimento.

Fonte: g1.globo.com

junho 19, 2015

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Cientistas descobrem primeiros animais canhotos: os cangurus

Cangurus selvagens tendem a usar mais os membros esquerdos na realização de tarefas comuns como catação ou alimentação, diz um novo estudo. Os pesquisadores dizem que se trata da primeira demonstração de preferência manual em grupo de uma espécie de animal não-humano. Os seres humanos, em sua maioria, são destros.

A descoberta foi possível depois que os cientistas observaram espécies na selva por várias horas. Duas espécies de cangurus e uma de wallaby demonstraram a tendência do uso das patas esquerdas, diferentemente de outros marsupiais quadrúpedes, que não apresentaram a mesma propensão.

A pesquisa, publicada na revista científica Current Biology, foi realizada por cientistas da Universidade Estadual de São Petersburgo, que viajaram à Austrália para fazer o trabalho de campo.

No país, eles tiveram a ajuda de Janeane Ingram, uma ecologista especialista em vida selvagem e estudante da Universidade da Tasmânia.

Ingram afirmou à BBC que o trabalho foi alvo de desconfiança dos próprios cientistas. “Infelizmente, até meus próprios colegas acham que o estudo do uso dos membros esquerdos em macrópodes não é um assunto sério, mas qualquer pesquisa que prove a preferência manual em outras espécies bípedes contribui para o estudo da simetria do cérebro e da evolução dos mamíferos”, explicou.

Segundo o pesquisador Yegor Malashichev, havia uma “noção generalizada” de que a preferência manual era unicamente um fenômeno humano, até que pesquisas dos últimos 10 a 20 anos mostraram que a assimetria no comportamento e a estrutura do cérebro eram surpreendentemente muito difundidas.

“Como um dos nossos especialistas destacou, a preferência manual é também óbvia em como os papagaios pegam a comida e em como os cães dão a pata”, disse Ingram. “Mas esses exemplos ainda não foram comprovados a nível populacional”.

‘Evolução paralela’

O novo estudo achou uma tendência consistente no uso das patas esquerdas entre os cangurus cinzas, cangurus vermelhos e wallabies de pescoço vermelho –independentemente da forma como os animais se alimentavam, pulavam ou se limpavam.

Segundo Malashichev, pela primeira vez “não estamos sozinhos no Universo, somos dois –humanos e cangurus– destros e canhotos”.

Ele e sua equipe sugeriram que a descoberta é um exemplo de “evolução paralela”.

Isso porque a tendência em usar um lado do corpo em detrimento do outro parece ter aparecido em primatas, que pertenciam ao grupo dos mamíferos placentários, assim como nos marsupiais no novo estudo, mas não em animais próximos dos dois ramos da árvore evolutiva.

Os pesquisadores também argumentam que a postura é um fator importante. A tendência ao uso da pata esquerda era apenas observada em espécies que ficam de pé sobre as patas traseiras, usando as patas dianteiras com mais regularidade para outras tarefas que não andar.

De modo similar, sugerem os cientistas, a transição para uma postura ereta talvez tenha sido a chave para que primatas desenvolvessem a preferência manual.

Ainda não se sabe, contudo, se há aspectos específicos do cérebro dos marsupiais que permitiram o desenvolvimento da preferência manual –e se esses fatores podem explicar porque cangurus, diferentemente dos humanos predominantemente destros, tendem a ser canhotos.

Fonte: Uol Ciência

abril 24, 2015

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‘Supervazio’ no Universo que ‘suga’ luz intriga astrônomos

Astrônomos de uma universidade no Havaí podem ter decifrado um mistério de dez anos e encontrado a maior estrutura conhecida do Universo. Em 2004, ao examinar um mapa da Radiação Cósmica de Fundo (CMB, na sigla em inglês), resíduo do Big Bang presente em todo o Universo, astrônomos descobriram uma área diferente, surpreendentemente ampla e fria, batizada de Ponto Frio.

A física que estuda a teoria do Big Bang para a origem do Universo prevê pontos quentes e frios de vários tamanhos em um Universo ainda jovem, mas um ponto tão grande e tão frio como o desta descoberta não era esperada pelos cientistas.

Mas uma equipe, liderada por István Szapudi, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, em Manoa, pode ter a explicação para a existência deste Ponto Frio que, segundo Szapudi, seria “a maior estrutura individual já identificada pela humanidade”.

‘Supervazio’
Usando dados do telescópio Pan-STARRS1 (PS1), em Haleakala, Maui, e também do satélite Wide Field Survey (WISE), da Nasa, a equipe de Szapudi descobriu o que chamaram de “supervazio”, uma grande região de 1,8 bilhão de anos-luz de largura, na qual a densidade das galáxias é muito menor do que o normal encontrado no Universo conhecido.

Os cientistas dizem que essa região é tão grande que é difícil encaixá-la na nossa compreensão convencional sobre dimensões e espaço.

Ela é mais fria do que outras partes do universo, e apesar de não ser um vácuo ou totalmente vazia, parece ter cerca de 20% a menos de matéria do que outras regiões.

O “supervazio”, localizado a 3 bilhões de anos-luz da Terra, “sugaria” energia da luz que viaja através dela, o que explica o intenso frio da região. Segundo os cientistas, atravessá-la pode levar milhões de anos, mesmo à velocidade da luz.

O estudo foi publicado no Notices of the Royal Astronomical Society.

fevereiro 13, 2015

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Terra está cercada por material invisível que intriga cientistas

A matéria escura foi originalmente descoberta pelo efeito gravitacional que provocava em estrelas nas bordas das galáxias. Mas agora um trio de cientistas encontrou evidências de que ela também existe em quantidade apreciável na região interna da Via Láctea, a nossa galáxia.

O achado pode nos dar novas pistas do que é e de como detectar essa misteriosa substância, que aparentemente só interage com a matéria normal por meio da gravidade.

É essa baixa interatividade que lhe rendeu o apelido de matéria escura – e também é o que explica a dificuldade em identificá-la.

Achado Astronômico

As primeiras sugestões de que algo estava errado com a descrição tradicional da composição do Universo na década de 1930, quando pesquisadores começaram a estudar o movimento de aglomerados de galáxias.

A evidência só se tornou contundente, contudo, quando no fim da década de 1960 a astrofísica Vera Rubin fez a descoberta crucial: ela notou que as estrelas na periferia nas galáxias orbitavam em torno do centro galáctico mais rápido do que deveriam.

Isso só podia significar que havia um halo de matéria em torno da galáxia, além das últimas estrelas. Mas, ao observar essas regiões, não havia nada lá. Nada detectável, pelo menos. Era matéria escura.

Agora, o que dizer da presença dessa misteriosa substância no interior das galáxias, o que incluir a Terra?

O novo estudo, liderado pelo italiano Fabio Iocco, astrofísico do Instituto Sul-Americano de Pesquisa Fundamental e do Instituto de Física Teórica da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em São Paulo, explica essa questão.

Ponto de Vista

O que os cientistas fizeram foi comparar as observações reais sobre o movimento das estrelas com o que se esperava delas tendo em mente somente a influência gravitacional da matéria visível ao seu redor.

A diferença entre trajetória esperada e real pode ser atribuída à influência da matéria escura. A conclusão é inescapável: também deve haver matéria escura neste pedaço do Universo, inclusive na região do nosso planeta.

“Nosso resultado é um passo firme: dizemos pela primeira vez  com toda certeza, ‘ela está lá'”, disse à Folha Iocco, cujo trabalho foi publicado online nesta segunda-feira, 9, pela revista científica “Nature Physics”.

Modelos teóricos já sugeriam que esse era mesmo o caso, e a confirmação é um primeiro passo importante para finalmente desvendar o enigma da matéria escura.

“O próximo passo, já em andamento, é fazer análises mais precisas da distribuição e do total de matéria escura por toda a Via Láctea”, afirma Iocco.

Outro ponto importante é que a revelação aumenta a chance de detectarmos algum sinal da matéria escura na pesquisa de raios cósmicos. Já há alguns resultados sugestivos, mas de modo algum conclusivos, nesse sentido.

Os cientistas estão tentando, por exemplo, buscar sinais de aniquilação de partículas de matéria escura emanados do espaço. Um experimento a bordo da Estação Espacial Internacional tem registrado partículas que podem ser resultado disso.

“Pelo menos mostramos que a condição zero [para que se possa observar tal fenômeno], a presença da matéria-prima, está garantida”, diz Iocco. “Mas, claro, isso não garante que os sinais que estão sendo observados sejam mesmo de matéria escura. Isso depende da natureza da matéria escura, que é basicamente desconhecida.”

Fonte: Ciência – Folha de São Paulo