outubro 23, 2019

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Pesquisadores apontam a existência de outras ”Terras” no Universo

A descoberta de planetas fora do Sistema Solar — algo que rendeu o Nobel de Física deste ano aos cientistas James Peebles, Michal Meyor e Didier Queloz — abriu uma nova perspectiva na busca por vida além da Terra. Porém, para abrigá-la, é preciso uma combinação de características geoquímicas até então não detectadas em nenhum outro mundo. Agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) afirmam, na revista Science, que exoplanetas com composição semelhantes à terrestre podem ser bem mais comuns que o imaginado.

Para buscar algo que se pareça com a vida como se conhece, os cientistas precisam voltar suas atenções a planetas rochosos, como a Terra. “No Universo, há uma quantidade enorme deles”, lembra o coautor do artigo Edward Young, professor de geoquímica e cosmoquímica da Ucla. A avaliação da composição de alguns desses mundos foi possível graças a um método desenvolvido por uma aluna da universidade, Alexandra Doyle, que se valeu de fragmentos de rochosos que orbitavam seis estrelas anãs brancas que colidiram com elas em algum momento.

Anãs brancas são estrelas com massa semelhante à do Sol, embora sejam pouco maiores que a Terra. Esse tipo de “sol” é remanescente de gigantes que explodiram em supernovas e tem um campo gravitacional muito forte, fazendo com que elementos pesados, como carbono, nitrogênio e oxigênio, sejam “sugados” para seu interior, impedindo que telescópios os detectem. A mais próxima da Terra estudada por Alexandra Doyle fica a cerca de 200 anos-luz, e a mais distante, a 665 anos-luz de distânciaContinua depois da publicidade

A estudante explica que a maioria dos materiais rochosos no Sistema Solar têm um alto grau de oxidação, algo chamado de fugacidade de oxigênio (fO2), que reflete condições dos primeiros estágios da formação protoplanetária dos rochosos ao redor do Sol. As propriedades químicas e geofísicas de um planeta, incluindo a composição de qualquer atmosfera produzida por ele, são influenciadas pelo fenômeno. Ela diz que, quando o ferro é oxidado, ele compartilha seus elétrons com o oxigênio, formando uma ligação química entre eles. A oxidação é o que se vê quando um metal fica enferrujado.

Sinais “enterrados”

Como, até agora, não é possível analisar a geoquímica de exoplanetas — o que deverá ser feito em breve pelo supertelescópio James Webber, com lançamento previsto para 2021 —, a equipe da Ucla se valeu de observações com espectrômetro, equipamento que mede a composição química de corpos celestes, das anãs brancas. Não era nelas que os cientistas estavam interessados, mas, sim, nos remanescentes dos rochosos que se chocaram com elas, deixando as próprias propriedades “enterradas” nas estrelas, incluindo elementos pesados, como magnésio, ferro e oxigênio. “O oxigênio rouba elétrons do ferro, produzindo óxido de ferro em vez de ferro. Medimos a quantidade de ferro oxidado nessas rochas que atingem a anã branca”, explica a líder do estudo.

Os resultados indicaram a composição dos exoplanetas — não só das atmosferas, mas dos interiores. Os corpos rochosos que orbitaram as anãs brancas antes de se chocarem contra elas apresentavam fugacidade de oxigênio alta, semelhante ao que ocorre na Terra, em Marte e em asteroides do Sistema Solar. “Observando essas anãs brancas e os elementos presentes em sua atmosfera, observamos os elementos que estão nos corpos que orbitam essas estrelas”, diz Alexandra Doyle. “Observar uma anã branca é como fazer uma autópsia no conteúdo do que ela devorou em seu sistema estelar”, compara.

Os dados analisados por Doyle foram coletados por telescópios, principalmente do W.M. Observatório Keck, no Havaí. “Se eu olhasse apenas para uma estrela anã branca, esperaria ver hidrogênio e hélio. Mas, nesses dados, também vejo outros elementos, como silício, magnésio, carbono e oxigênio, materiais que se acumularam nas anãs brancas de corpos que estavam em sua órbita”, diz.

Desvendar a geoquímica de um exoplaneta conta muito sobre ele, observa a professora de ciências planetárias Hilke Schlichting, coautora do artigo. “Se as rochas extraterrestres têm uma quantidade semelhante de oxidação que a Terra, então você pode concluir que o planeta tem placas tectônicas e potencial semelhante para abrigar campos magnéticos como os da Terra, que se acredita serem os principais ingredientes para a vida”, diz. “Esse estudo dá um salto, ao nos permitir fazer tantas inferências sobre corpos fora do nosso Sistema Solar, e indica que é muito provável que haja realmente análogos da Terra no Universo.”

Fonte: correiobraziliense

janeiro 30, 2018

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Pesquisador diz que o sistema solar aponta para um Criador

Um novo estudo publicado na revista científica The Astronomical Journal, mostra que nosso sistema solar pode ser único em todo o universo. As características que tornam o nosso arranjo planetário único são os mesmos elementos que tornam a Terra habitável, explica Jay Richards, pesquisador do Discovery Institute e co-autor do livro “O Planeta Privilegiado”.

Os astrofísicos da Universidade de Montreal, no Canadá, estudaram 909 planetas e 355 estrelas e descobriram que, ao contrário do nosso sistema solar, os planetas em outros sistemas são de tamanho semelhante, com espaçamento regular entre suas órbitas, lembra a pesquisadora Lauren Weiss. Em nosso sistema solar, Júpiter, o maior planeta, é 28,5 vezes maior em diâmetro que o menor planeta, Mercúrio e os planetas têm espaços surpreendentemente grandes entre suas órbitas. Os pesquisadores observaram que essas variações poderiam sugerir que nosso sistema solar se formou de maneira bem diferente dos outros no universo.

Weiss disse que essas disparidades “não ocorreriam se os tamanhos ou espaçamentos dos planetas fossem atribuídos aleatoriamente”. Os pesquisadores compararam as propriedades distintas de nossos planetas às interrupções causadas pelos tamanhos de Júpiter e Saturno. Para Richards, esse design incomum de nossos corpos planetários mostra a mão de um Criador. O estudioso acredita que esse novo estudo certamente mostra algo muito incomum no nosso sistema solar, formado por alguns planetas rochosos na parte interna, com uma zona habitável (onde fica a Terra) e um par de gigantes cheios de gás na parte externa para proteger os planetas rochosos, exatamente o que é necessário para haver vida.

“Se você está tentando construir um sistema habitável, ele precisaria ser muito, muito parecido com o que temos aqui”, destaca.

Fonte: Gospel Prime

junho 6, 2017

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Cientistas descobrem planeta mais quente já encontrado, com 4,3 mil ºC

Um exoplaneta gigante – fora do Sistema Solar – é o mais quente relatado até agora, de acordo com descoberta publicada pela revista “Nature” nesta segunda-feira (5). Ele tem uma temperatura estimada em 4.600 kelvin, ou 4.327 ºC.

Scott Gaudí, da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, com a ajuda de colegas, relatou que o exoplaneta é chamado de KELT-9b, e ele orbita uma estrela maciça chamada KELT-9. Essa estrela tem uma temperatura estimada em 10.170 Kelvin, ou 9.896 ºC. Esse calor é irradiado para o planeta ao redor, com um nível de radiação estelar ultravioleta tão alto que atmosfera está sendo removida.

Outros milhares de exoplanetas são conhecidos, mas apenas seis foram encontrados na órbita de estrelas quentes do tipo A – com temperaturas de 7.300 até 10.000 Kelvin -, mas nenhum havia até então chegado à categoria B, superior a 10.000 Kelvin. O planeta mais quente encontrado até agora tinha temperatura de 3.300 Kelvin, ou 3.026 ºC, e estava ao redor de uma estrela de 7.430 Kelvin, ou 7.156 ºC.

A pesquisa contou com autores da Austrália, Dinamarca, Alemanha, Itália, Japão, Portugal e Estados Unidos.

Fonte: g1.globo.com

abril 21, 2017

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Cientistas descobrem super-Terra considerada promissora para a busca de sinais de vida

A última edição da revista “Nature” apresenta a descoberta de LHS 1140b, um planeta que circunda a estrela LHS1140, na constelação de Cetus, a 39 anos-luz de distância do nosso Sistema Solar, e apresenta características que o tornam um forte candidato para que os cientistas o explorem mais detalhadamente atrás de evidências de vida extraterrestre.

A órbita do planeta é vista praticamente de perfil aqui da Terra e os cientistas são capazes de analisar detalhes de sua composição quando ele passa em frente à LHS1140, bloqueando um pouco de sua luz, o que acontece a cada 25 dias.

Para a existência de vida da forma como nós a conhecemos, um planeta deve ter água líquida na superfície e manter uma atmosfera. O planeta LHS1140b está no meio da chamada “zona habitável” de sua estrela, onde é possível existir água líquida.

A LHS 1140 é uma anã vermelha, menor e mais fria do que o nosso Sol. Assim, embora o LHS 1140b esteja dez vezes mais próximo da sua estrela do que a Terra do Sol, ele recebe apenas metade da luz solar que recebemos aqui. Quando estrelas vermelhas anãs são jovens, elas emitem uma radiação que pode ser prejudicial para as atmosferas dos planetas que as orbitam. Mas, no caso da LHS1140, sua radiação é menor que a de outras estrelas de pouca massa.

Maior que Terra

Os astrônomos estimam que a idade do planeta deve ser de pelo menos 5 bilhões de anos. Eles também concluíram que ele tem um diâmetro 1,4 vez maior do que o da Terra – quase 18 mil quilômetros. Mas com uma massa em torno de sete vezes maior que a Terra e, portanto, uma densidade muito maior, isso implica que o exoplaneta é provavelmente feito de rocha, com um núcleo de denso de ferro.

O tamanho grande do planeta significa que ele pode ter tido um oceano de magma fervente em sua superfície por milhões de anos. Este mar fervente de lava poderia produzir vapor para a atmosfera muito tempo depois que a estrela perdeu brilho, reabastecendo a superfície do planeta com água.

Para os autores, esta super-Terra pode ser o melhor candidato para futuras observações para estudar e caracterizar sua atmosfera, se ela de fato existir. “É o exoplaneta mais emocionante que vi na última década,” disse o autor principal Jason Dittmann do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica. “Dificilmente poderíamos esperar um alvo melhor para realizar uma das maiores procuras da ciência – buscar evidências de vida além da Terra”.

“As condições atuais da anã vermelha são particularmente favoráveis – a LHS 1140 gira mais lentamente e emite menos radiação de alta energia do que outras estrelas similares de baixa massa”, explica outro membro da equipe, Nicola Astudillo-Defru, do Observatório de Genebra, na Suíça.

Fonte: g1.globo.com

dezembro 22, 2016

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Alinhamento de cinco planetas no céu será visível até setembro

Após ter sido observado no início deste ano, o incrível alinhamento dos cinco primeiros planetas do nosso Sistema Solar poderá ser visto a olho nu no horizonte novamente. A partir desta semana, astrônomos e entusiastas poderão observar Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno visíveis no céu pouco depois do pôr do sol, por volta das 18h30. O fenômeno deve se repetir até a primeira semana de setembro e promete ser um belo espetáculo celeste.

“A grosso modo esse é o mesmo fenômeno visto em janeiro, pois os cinco planetas visíveis a olho nu também estavam no céu todos ao mesmo tempo. A diferença é que em janeiro essa configuração aconteceu no final da madrugada, antes de amanhecer, e agora acontece logo após o entardecer”, afirmou Gustavo Rojas, astrônomo e físico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Este, no entanto, não é um alinhamento “clássico”, em que as órbitas dos planetas se aproximam e eles parecem estar “chegando mais perto” no céu, quando vistos da Terra – a aproximação é sempre aparente, pois os planetas estão a milhões de quilômetros de nós. Dessa vez, os planetas parecem estar “enfileirados”, um efeito visual causado pela perspectiva que temos do Sistema Solar.

De acordo com Rojas, os observadores devem olhar para a faixa entre os horizontes Oeste e Leste do céu para ver o espetáculo. “Cerca de meia-hora depois do Sol se pôr será possível ver Mercúrio, Vênus e Júpiter perto do horizonte, na constelação do Leão, enquanto Marte e Saturno estarão no alto do céu na constelação do Escorpião. Isso se repetirá durante todo o mês de agosto e início de setembro”, afirma o astrônomo.

“Para garantir uma boa observação, procure um local com vista desimpedida do horizonte Oeste (onde o Sol se põe), caso contrário não será possível visualizar Mercúrio e Vênus. Se esse local for afastado de iluminação artificial, melhor ainda”, diz Rojas. De acordo com o astrônomo Daniel Mello, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o melhor momento para observação ocorrerá entre o início e meados de agosto, quando as condições para a observação de Mercúrio serão mais favoráveis.

Identificando os planetas

No horizonte Oeste estarão Mercúrio, Vênus e Júpiter – sendo os últimos dois mais brilhantes que qualquer estrela, e bastante fáceis de identificar (Vênus é o mais brilhante e vai estar mais perto do horizonte). Já Mercúrio será mais difícil de ver, pois seu brilho não é tão grande. Segundo Rojas, o planeta estará entre Vênus e Júpiter durante boa parte do mês, e no dia 4 de agosto a Lua ficará bem ao seu lado, facilitando a identificação.

“Marte e Saturno estarão no alto do céu durante o começo da noite, na constelação de Escorpião, a Leste. Marte é o astro mais brilhante nessa região do céu, com coloração levemente avermelhada. Ele não deve ser confundido com a estrela Antares, a mais brilhante de Escorpião, que também tem um tom levemente avermelhado. Saturno parece formar um triângulo com Marte e Antares, e seu brilho é comparável ao de Antares”, afirma Rojas.

Mesmo assim, de acordo com Mello, caso os observadores não consigam distinguir os planetas apenas olhando para o céu, os aplicativos podem dar um bom auxílio. “Em geral planetas são mais brilhantes que as estrelas e estão localizados em uma faixa no céu chamada eclíptica – a faixa que delimita o caminho da Lua e do Sol durante os dias e durantes os meses do ano. Se o observador não conseguir identificar por esses meios, pode consultar algum aplicativo estelar como Google Sky Map, Sky View ou Stellarium”, afirma o astrônomo.

Uma configuração planetária bastante parecida com essa poderá ser vista novamente em outubro de 2018, sendo diferente da que deve ocorrer em 2042. “Em julho de 2042 a configuração dos planetas será diferente. De qualquer forma, em 2018 teremos uma configuração de posição planetária muito parecida com a que teremos agora em agosto”, afirmou Mello.

Fonte: Revista Veja

agosto 29, 2016

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Cinco motivos que tornam fascinante a descoberta do planeta Proxima b

O mundo habitável mais próximo de nós pode estar na nossa vizinhança espacial, segundo um estudo recém-publicado na revista Nature. Cientistas da Universidade Queen Mary de Londres, no Reino Unido, dizem que a estrela mais próxima de nosso Sistema Solar, a Proxima Centauri, é orbitada por um planeta do tamanho da Terra, o Proxima b.

Acredito que essa seja a descoberta mais importante possível de um exoplaneta. O que poderia superar um planeta habitável que orbita a estrela mais próxima do Sol?

Carole Haswell, pesquisadora da Open University.

Entenda a seguir o que torna este achado tão significativo.

1. Proxima b está bem perto de nós

Em escala espacial, esse planeta é praticamente um vizinho da Terra. Está a apenas 4 anos-luz de distância. Ele estava “escondido” bem embaixo de nossos narizes, orbitando a estrela mais próxima ao nosso Sistema Solar, Proxima Centauri.

2. É um planeta parecido com a Terra

Proxima b tem dimensões bem parecidas com a do nosso mundo. E, assim como a Terra, cientistas acreditam se tratar de um planeta sólido e rochoso.

3. É possível que tenha água líquida

O planeta está se movendo a 7,3 milhões de km de sua estrela, uma distância consideravelmente menor do que a da Terra para o Sol, de 149 milhões de km. Mas Proxima Centauri é uma estrela-anã vermelha, ou seja, bem menor e mais fria do que o nosso Sol, então, Proxima b acaba recebendo 70% do fluxo de energia que normalmente atinge a Terra.

Nessas condições, o planeta não é quente ou frio demais para que exista água em estado líquido em sua superfície. Se houver, também pode haver vida nele. Mas ainda é preciso determinar se ele tem ou não uma atmosfera, o que é muito importante para essa hipótese.

4. Mas a radiação é um problema…

Proxima b orbita um tipo de estrela muito ativa e que emite uma forte radiação por meio de explosões.

Isso tornaria desafiador que qualquer coisa sobreviva em sua superfície, mas alguns cientistas acreditam que esse fator não necessariamente elimina a possibilidade de o planeta abrigar vida.

5. E chegar lá ainda é uma missão impossível

Apesar de ser o exoplaneta mais próximo que já encontramos, levaríamos, com a tecnologia atual, milhares de anos para percorrer os 40 trilhões de quilômetros que nos separam dele. Ainda assim, é um ótimo objeto de estudo para a ciência. E, com a ajuda de telescópios posicionados na Terra e no espaço, será possível observá-lo mais de perto para checar se Proxima b de fato tem as condições ideias para vida.

“Claro, ir até lá atualmente é ficção científica”, diz Guillem Anglada-Escudé, integrante da equipe que revelou a existência do planeta.

“Mas não é mais apenas um exercício de imaginação pensar em enviar uma sonda até ele algum dia.”

Fonte:uol.com.br

junho 27, 2016

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Observatório europeu divulga espetacular imagem detalhada de Júpiter antes de chegada de sonda ao planeta

Na reta final para a chegada da sonda Juno à Jupiter, astrônomos divulgaram uma imagem inédita do maior planeta do Sistema Solar. O objetivo do registro, feito pelo poderoso telescópio VLT (Very Large Telescope), do consórcio internacional ESO (Observatório Europeu do Sul, na sigla em inglês), é criar mapas de alta resolução do gigante gasoso para subsidiar a missão da sonda.

A imagem, colorida artificialmente, é resultado da seleção e combinação dos melhores registros obtidos por um equipamento do VLT que consegue estudar a luz infravermelha de objetos celestes. Lançada pela Nasa em agosto de 2011, a Juno iniciará no próximo dia 4 de julho uma missão científica de 16 meses, com a tarefa de explicar melhor o Sistema Solar a partir da origem e evolução de Júpiter.

A sonda fará uma série de voos a menos de 5 mil km da espessa camada nublada do planeta, batendo o recorde anterior de aproximação, de 1974 – 43 mil km da sonda americana Pioneer 11. Os instrumentos de sensoriamento remoto da sonda irão analisar as várias camadas do gigante gasoso e medir propriedades como composição, temperatura e movimento.

A sonda também tentará verificar se Júpiter possui ou não um núcleo sólido, mapeará seu campo magnético, medirá água e amônia na atmosfera e observará suas auroras (as mais energéticas do Sistema Solar), entre outras ações. Espera-se que a missão traga novas informações sobre as faixas coloridas que envolvem Júpiter, bem como revelações sobre a origem da chamada Grande Mancha Vermelha (Great Red Spot), uma tempestade gigantesca que se mantém há séculos no planeta.

Uma tarefa chave da missão será medir a abundância de água na atmosfera – indicador da quantidade de oxigênio presente na região de Júpiter quando o planeta se formou, e da possível rota de migração do gigante gasoso dentro do Sistema Solar.

Fonte: g1.globo.com

outubro 2, 2014

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Pesquisadores afirmam que a água é mais velha que o sol

Em um trabalho divulgado na edição desta semana da revista americana Science, um grupo internacional de pesquisadores defende que uma fração da água da terra teria surgido antes da formação do Sol. De acordo com os cientistas, a descoberta aumenta as chances de que os exoplanetas (os que estão fora do Sistema Solar) também possam ter água em sua composição. Dessa forma, as chances de que eles também sejam habitáveis aumentam consideravelmente.

Para analisar se a água da Terra teria surgido antes da formação do Sol, os cientistas utilizaram como base a composição da água interestelar (que existia antes da formação do Sistema Solar) e que possui uma grande quantidade de deutério – átomo de hidrogênio mais pesado.

Para comparar a composição dessa água interestelar e do gelo antigo da Terra, os pesquisadores simularam em um modelo computacional um sistema de formação do Sistema Solar (uma nuvem de gás e poeira onde se formaram os planetas). Depois, analisaram em que a radiação de uma estrela como o Sol modificaria a formação de gelo.

Ao comparar a composição do gelo antigo da Terra com o modelo computacional, eles constataram que a água do planeta possuía muito mais deutério do que imaginavam. De acordo com os estudiosos, os níveis altos de deutério no gelo da Terra são a razão pela qual se justifica a presença das substâncias interestelares na formação da água do planeta. “Nossos resultados mostram que uma fração significativa de água do nosso Sistema Solar, o ingrediente mais fundamental para promover a vida, é mais velha do que o Sol”, destaca Ilsedore Cleeves, estudante de doutorado na Universidade de Michigan e autor principal do artigo, em um comunicado à imprensa.

Os cientistas acreditam que a confirmação de que a Terra possui em sua parte origem interestelar pode trazer esperanças de que os exoplanetas também possam abrigar água. “Esses resultados apontam que parte da água do Sistema Solar deve ter sido herdada do ambiente antes do nascimento do Sol e, portanto, são anteriores a ele. Se a formação do nosso Sistema Solar era típica, isso implica que a água é um ingrediente comum durante a formação de todos os planetários”, explica Cleeves.

Para os cientistas, a descoberta aumenta as esperanças de que outros planetas também possam ser considerados como habitáveis. “Até o momento, o Satélite Kepler detectou cerca de 1 mil planetas extrassolares confirmados.  A ampla disponibilidade de água durante o processo de formação planetária coloca uma perspectiva promissora sobre a prevalência da vida em toda a galáxia”, acredita Cleeves.