outubro 23, 2019

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Pesquisadores apontam a existência de outras ”Terras” no Universo

A descoberta de planetas fora do Sistema Solar — algo que rendeu o Nobel de Física deste ano aos cientistas James Peebles, Michal Meyor e Didier Queloz — abriu uma nova perspectiva na busca por vida além da Terra. Porém, para abrigá-la, é preciso uma combinação de características geoquímicas até então não detectadas em nenhum outro mundo. Agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) afirmam, na revista Science, que exoplanetas com composição semelhantes à terrestre podem ser bem mais comuns que o imaginado.

Para buscar algo que se pareça com a vida como se conhece, os cientistas precisam voltar suas atenções a planetas rochosos, como a Terra. “No Universo, há uma quantidade enorme deles”, lembra o coautor do artigo Edward Young, professor de geoquímica e cosmoquímica da Ucla. A avaliação da composição de alguns desses mundos foi possível graças a um método desenvolvido por uma aluna da universidade, Alexandra Doyle, que se valeu de fragmentos de rochosos que orbitavam seis estrelas anãs brancas que colidiram com elas em algum momento.

Anãs brancas são estrelas com massa semelhante à do Sol, embora sejam pouco maiores que a Terra. Esse tipo de “sol” é remanescente de gigantes que explodiram em supernovas e tem um campo gravitacional muito forte, fazendo com que elementos pesados, como carbono, nitrogênio e oxigênio, sejam “sugados” para seu interior, impedindo que telescópios os detectem. A mais próxima da Terra estudada por Alexandra Doyle fica a cerca de 200 anos-luz, e a mais distante, a 665 anos-luz de distânciaContinua depois da publicidade

A estudante explica que a maioria dos materiais rochosos no Sistema Solar têm um alto grau de oxidação, algo chamado de fugacidade de oxigênio (fO2), que reflete condições dos primeiros estágios da formação protoplanetária dos rochosos ao redor do Sol. As propriedades químicas e geofísicas de um planeta, incluindo a composição de qualquer atmosfera produzida por ele, são influenciadas pelo fenômeno. Ela diz que, quando o ferro é oxidado, ele compartilha seus elétrons com o oxigênio, formando uma ligação química entre eles. A oxidação é o que se vê quando um metal fica enferrujado.

Sinais “enterrados”

Como, até agora, não é possível analisar a geoquímica de exoplanetas — o que deverá ser feito em breve pelo supertelescópio James Webber, com lançamento previsto para 2021 —, a equipe da Ucla se valeu de observações com espectrômetro, equipamento que mede a composição química de corpos celestes, das anãs brancas. Não era nelas que os cientistas estavam interessados, mas, sim, nos remanescentes dos rochosos que se chocaram com elas, deixando as próprias propriedades “enterradas” nas estrelas, incluindo elementos pesados, como magnésio, ferro e oxigênio. “O oxigênio rouba elétrons do ferro, produzindo óxido de ferro em vez de ferro. Medimos a quantidade de ferro oxidado nessas rochas que atingem a anã branca”, explica a líder do estudo.

Os resultados indicaram a composição dos exoplanetas — não só das atmosferas, mas dos interiores. Os corpos rochosos que orbitaram as anãs brancas antes de se chocarem contra elas apresentavam fugacidade de oxigênio alta, semelhante ao que ocorre na Terra, em Marte e em asteroides do Sistema Solar. “Observando essas anãs brancas e os elementos presentes em sua atmosfera, observamos os elementos que estão nos corpos que orbitam essas estrelas”, diz Alexandra Doyle. “Observar uma anã branca é como fazer uma autópsia no conteúdo do que ela devorou em seu sistema estelar”, compara.

Os dados analisados por Doyle foram coletados por telescópios, principalmente do W.M. Observatório Keck, no Havaí. “Se eu olhasse apenas para uma estrela anã branca, esperaria ver hidrogênio e hélio. Mas, nesses dados, também vejo outros elementos, como silício, magnésio, carbono e oxigênio, materiais que se acumularam nas anãs brancas de corpos que estavam em sua órbita”, diz.

Desvendar a geoquímica de um exoplaneta conta muito sobre ele, observa a professora de ciências planetárias Hilke Schlichting, coautora do artigo. “Se as rochas extraterrestres têm uma quantidade semelhante de oxidação que a Terra, então você pode concluir que o planeta tem placas tectônicas e potencial semelhante para abrigar campos magnéticos como os da Terra, que se acredita serem os principais ingredientes para a vida”, diz. “Esse estudo dá um salto, ao nos permitir fazer tantas inferências sobre corpos fora do nosso Sistema Solar, e indica que é muito provável que haja realmente análogos da Terra no Universo.”

Fonte: correiobraziliense

outubro 16, 2019

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Sonda da ESA revela antigo vale por onde a água percorreu em Marte

ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou nesta quinta-feira (10/10) imagens registradas por sua sonda espacial Mars Express que mostram um extenso vale de cerca de 700km de comprimento por onde já percorreu água em Marte. O antigo sistema fluvial, que agora está seco, tem entre 3,5 e 4 bilhões de anos, e é uma das maiores redes de vales existentes no planeta.

O vale, chamado de Nirgal Vallis, fica situado ao sul do planeta. É conhecido por ter sido moldado por uma mistura de fatores como água corrente e crateras causadas pelo impacto de rochas espaciais na superfície do solo marciano.
Nas imagens capturadas pela sonda, é possível ver tanto o extremo oeste do sistema fluvial, onde os canais já estão se espalhando, quanto a parte situada ao extremo leste, onde os canais se unem, formando um único vale. Este vale desemboca em Uzboi Vallis, onde se supõe ter existido um grande e antigo lago.
O Nirgal Vallis é um exemplo típico de vale em forma de anfiteatro. “Como o nome sugere, em vez de terminar bruscamente ou de forma direta, as extremidades desses sistemas têm como característica as formas circular e semicircular de um anfiteatro grego antigo”, explicam os cientistas. Vales como estes costumam costumam ter paredes íngremes, pisos lisos e, se cortados em uma seção transversal, adotam a forma de ‘U’.

Tubos de areia

Os vales retratados pela sonda têm cerca de 200m de profundidade e 2km de largura, com pisos cobertos por dunas de areia. A aparência das dunas indicam que os ventos em Marte costumam soprar paralelamente às paredes do vale.
O planeta vermelho também hospeda outros vales com características parecidas, como o Nanedi Valles e o Echus Chasma. “Ambas as características também se assemelham a sistemas de drenagem do solo em que vales sinuosos e íngremes abriram caminho por centenas de quilômetros de rochas marcianas, forjando antigas planícies vulcânicas, fluxos de lava, e material depositado pelos fortes ventos marcianos ao longo do tempo”.
Os pesquisadores acreditam que Nirgal Vallis se formou de maneira semelhante a vales morfologicamente semelhantes que vemos na Terra, como os situados no Deserto do Atacama, no Chile, e em ilhas no Havaí. “Como parece não haver afluentes semelhantes a árvores que se ramificam no vale principal de Nirgal Vallis, é provável que a água tenha sido reabastecida em Marte por uma mistura de precipitação e fluxo por terra do terreno circundante.”
Os cientistas pensam ainda na hipótese do sistema fluvial ter surgido de um processo de esgotamento hídrico subterrâneo, “no qual a água luta para viajar verticalmente e, em vez disso, escoa continuamente lateralmente por meio do material em camadas abaixo da superfície”.

Fonte: correiobraziliense

setembro 18, 2019

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A 111 anos-luz da Terra: detectados sinais de água líquida em outro planeta

A vida como se conhece depende de um elemento-chave, que vem sendo buscado avidamente por astrônomos no restante do Universo: H2O. Agora, pela primeira vez, um grupo de pesquisadores da Universidade College London (UCL), na Inglaterra, detectou sinais de vapor d’água na atmosfera de uma super-Terra — planeta fora do Sistema Solar, maior que a Terra, mas menor que os gasosos — dentro da zona habitável de um sistema estelar. Isso significa que, ao menos teoricamente, ele tem condições físicas e químicas de abrigar algum tipo de vida extraterrestre.

Trata-se do K2-18b, exoplaneta descoberto em 2015 que tem massa oito vezes superior à da Terra e é orbitado por uma estrela anã vermelha a 110 anos-luz daqui, na constelação de Leão. Desde que ele foi identificado pela já aposentada sonda Kepler, os cientistas sabiam que o K2-18b poderia ser coberto por oceanos líquidos. Contudo, só agora, a partir de dados coletados pelo Telescópio Espacial Hubble, da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), se confirmou que o planeta não apenas tem água, como ela está na atmosfera, e não congelada, como a detectada em Marte.Continua depois da publicidade

“O planeta está numa zona habitável. Isso significa que ele pode suportar água líquida. É o primeiro planeta conhecido que está fora do Sistema Solar, está na zona habitável, tem uma atmosfera e suporta água líquida, fazendo dele o melhor candidato para habitabilidade até agora”, afirmou, em uma coletiva de imprensa, Angelos Tsiaras, professor de física e astronomia da UCL e um dos autores do estudo. O artigo sobre a detecção de vapor d’água no K2-18b foi publicado na edição desta quinta-feira (13/9) da revista Nature Astronomy.

A maioria dos 4.109 exoplanetas detectados até o fim de agosto consiste em gigantes gasosos, semelhantes a Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Compostos basicamente por gás, eles não poderiam abrigar água, especialmente no estado líquido. Os melhores candidatos são os planetas menores e rochosos, com uma extensa atmosfera. Angelos Tsiaras ressalta: esse não é uma segunda Terra.

O  K2-18b é oito vezes maior, leva 33 dias (contra 365) para dar a volta completa em sua estrela e tem uma composição atmosférica diferente. “Mas nos coloca mais perto de responder uma questão fundamental: a Terra é única?”, diz. Segundo o astrofísico, embora a estrela que ele orbita tenha metade do tamanho do Sol, o nível de radiação que chega ao planeta é similar ao da Terra, fazendo com que a temperatura do K2-18b seja semelhante.

Outros elementos

Para detectar o vapor d’água, os pesquisadores valeram-se de dados capturados pelo Hubble entre 2016 e 2017 e desenvolveram um algoritmo capaz de analisar a luz estelar filtrada através da atmosfera do planeta. Os resultados revelaram não apenas a assinatura de moléculas de vapor d´água, mas a presença de hidrogênio e hélio, embora a primeira, provavelmente, seja responsável por 50% da composição.Continua depois da publicidade

De acordo com os pesquisadores, é possível que outros elementos, como nitrogênio e metano, também estejam presentes, mas os métodos disponíveis de observação ainda não permitem confirmá-los. A expectativa é de que a nova geração de supertelescópios espaciais, como os esperados James Webb, da Nasa, e Ariel, da Agência Espacial Europeia, consigam decifrar detalhadamente a atmosfera de objetos distantes.

“Com tantas novas super-Terras que esperamos encontrar nas próximas décadas, é provável que essa seja a primeira descoberta de muitos planetas potencialmente habitáveis. Isso não só porque super-Terras como o K2-18b sejam os planetas mais comuns da nossa Via Láctea, mas também porque anãs vermelhas — estrelas menores que nosso Sol — são as estrelas mais comuns”, acrescenta Ingo Waldmann, astrofísico da UCL e coautor do artigo.

“Nossa descoberta faz do K2-18b um dos mais interessantes alvos para estudos futuros. Mais de 4 mil exoplanetas já foram detectados, mas não sabemos muito sobre sua composição e natureza. Ao observar uma grande amostra de planetas, esperamos revelar segredos sobre sua química, formação e evolução”, disse, em nota, a astrofísica Giovanna Tinetti, coautora do artigo e principal cientista do projeto Ariel, supertelescópio espacial que deverá entrar em órbita em 2028.

Fonte: correiobraziliense

janeiro 12, 2018

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Ao contrário do que parece, astronomia garante que nossos dias têm ficado mais longos

Cabeça formada por relógiosDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionDivisão do dia em 24 horas remonta ao Egito antigo

Como seria se não houvesse medidas precisas de tempo? Nada de horas ou minutos?

A importância desse sistema em nossas vidas é tal que fica difícil vislumbrar a vida sem relógios, mas um dia já foi assim – e coube ao homem criar uma forma de demarcar a passagem do tempo com exatidão.

Mas como os dias acabaram sendo divididos em 24 horas? Ou se convencionou que o sentido horário seria da esquerda para a direita?

Marek Kukula, astrônomo do Observatório Real de Greenwich, em Londres, no Reino Unido, respondeu a esta e outras dúvidas e curiosidades sobre o tempo ao site bbc.

Por que os dias são divididos em 24 horas?

Isso remonta ao Egito antigo e seu sistema de divisão dos períodos de luz do dia e de escuridão, segundo o especialista.

“De noite, eles dividiram o céu em dez seções iguais tendo certas estrelas como referência e ainda com outras duas seções específicas para o poente e o nascente”, diz Kukula.

“Durante o dia, eles usavam relógios solares e decidiram dividir o dia também em 12 partes. E, com isso, chegamos ao sistema de 24 horas.”

E quanto aos minutos e segundos?

RelógioDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSistema de horas formadas por 60 minutos e do minuto por 60 segundos vem do Oriente Médio

A divisão de horas em 60 minutos e do minuto em 60 segundos vem do Oriente Médio – da Babilônia e, antes disso, do Imperio Sumério.

Kukula explica que essas civilizações gostavam de usar divisões em 60 partes. “Aparentemente, eles achavam que essa era uma boa forma de fracionar as coisas.”

É verdade que os dias hoje são mais curtos que há alguns anos?

É o contrário. Na verdade, é muito difícil definir a duração de um dia, segundo o astrônomo britânico.

A órbita da Terra não é exatamente circular, então, o Sol não leva o mesmo tempo para chegar ao mesmo ponto do céu a cada dia.

“E a rotação da Terra não é constante, pode acelerar ou ficar mais lenta”, diz Kukula. “Fenômenos como terromotos mudam o formato da crosta terrestre, e isso pode alterar o ritmo de rotação do planeta.”

AmpulhetaDireito de imagemGETTY
Image captionOs dias estão ficando mais longos, diz astrônomo britânico

A Lua e e sua influência sobre as marés, a enorme quantidade de água que a gravidade da Lua movimenta na superfície da Terra, também afetam os movimentos do planeta, funcionando como um “grande freio”.

“O efeito disso no longo prazo é que a rotação da Terra está desacelerando, e os dias estão ficando mais longos. Os dinossauros tinham dias mais curtos do que nós, e os de nossos descendentes serão mais longos.”

Quando foi decidido que os ponteiros do relógio se moveriam para a direita?

É por uma razão astronômica, diz Kukula. A tecnologia de engrenagens de relógios remonta à Grécia antiga, mas foi só na Idade Média que relógios mecânicos se popularizaram.

“Antes disso, as pessoas usavam relógios solares para demarcar o tempo. Conforme a Terra gira e o Sol produz uma sombra no chão que se movimenta. No hemisfério norte, ela se move da esquerda para a direita, em um arco”, diz o astrônomo.

“Quando começaram a ser criados relógios com faces circulares, foi possível adotar esse movimento nos dispositivos.”

É possível voar rumo a oeste e chegar antes da hora em que se partiu por causa do fuso horário?

Relógios na paredeDireito de imagemGETTY
Image captionO planeta é dividido em 24 zonas de fuso horário

Todas as viagens levam algum tempo, então, é impossível chegar antes do horário de partida, segundo Kukula.

Mas é possível “voltar no tempo” de certa forma já que vivemos em um planeta esférico e determinamos o horário local de acordo com o sol.

“O mundo foi dividido em 24 fusos. Então, é possível ir para oeste e entrar em uma zona com outro fuso e, de repente, o horário é adiantado em uma hora”, diz Kukula.

Isso torna-se mais complexo quanto mais próximos estamos do Equador, porque as zonas de fuso são mais largas nesta região do planeta.

“Você teria de viajar muito rápido, mas, se você for em direção aos polos, as zonas ficam mais estreitas, e, exatamente nos polos, você pode estar em todas as zonas ao mesmo tempo”.

Fonte: bbc.com/portuguese

novembro 21, 2017

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Planeta de temperatura e tamanho semelhante à Terra pode abrigar vida

Um planeta com tamanho e temperatura similares à Terra, orbitando uma estrela a apenas 11 anos luz de distância do nosso planeta, pode ser “o lugar com maior probabilidade de vida extra-terrestre perto de nós”, segundo estudo da Universidade de Geneva, na Suíça. Batizado como Ross 128, a estrela orbita outra estrela anã com metade da temperatura do sol e se locomove em direção ao nosso mundo, mas só deve nos alcançar daqui há 79 mil anos, algo considerado um piscar de olhos nos anos cósmicos. Ross só foi descoberto com uma parceria entre o Observatório do Sudeste Europeu e o Observatório de La Silla, no Chile.

Segundo o estudo, o planeta deve ter temperatura entre -60 e 20ºC e recebe 1,38 vezes mais radiação da estrela a qual orbita do que a Terra recebe do sol, algo que pode decrescer as possibilidades de vida ali. Mesmo assim, as expectativas da comunidade acadêmica são grandes. “Essa descoberta é baseada em mais de uma década de monitoramento intensivo com dados e análises técnicas”, afirmou em entrevista ao jornal britânico Daily Mail o coautor da publicação científica, Dr. Nicola Astudillo-Defru. Com a tecnologia atual, porém, um astronauta levaria 141 mil anos para alcançá-la.

junho 16, 2017

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Humanidade tem 100 anos para mudar de planeta, segundo Stephen Hawking

Foto: internet

Foto: internet

O físico teórico Stephen Hawking tem defendido há tempos que os humanos precisam colonizar um novo planeta – e rápido. Agora, ele argumenta que precisamos fazer isso em 100 anos para manter a espécie viva, relata artigo da Time.

Ele deve sustentar sua ideia em um programa da BBC que vai ao ar nos próximos meses, chamado Stephen Hawking: Expedition New Earth. No passado, ele afirmou que a chance de um desastre na Terra aumenta com o tempo, então há “quase certeza” de que um evento de grande magnitude acontecerá nos próximos mil ou dez mil anos. Segundo ele, a humanidade só vai sobreviver se emigrar para outro planeta .

“Com as mudanças climáticas, a demora de uma colisão de asteroide, epidemias e crescimento populacional, nosso planeta está ficando precário”, afirmou a BBC, em peça de divulgação para o programa. “A ambição do professor Hawking não é tão fantástica quanto pode parecer”, diz a emissora.

Fonte: epocanegocios.globo.com

junho 6, 2017

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Cientistas descobrem planeta mais quente já encontrado, com 4,3 mil ºC

Um exoplaneta gigante – fora do Sistema Solar – é o mais quente relatado até agora, de acordo com descoberta publicada pela revista “Nature” nesta segunda-feira (5). Ele tem uma temperatura estimada em 4.600 kelvin, ou 4.327 ºC.

Scott Gaudí, da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, com a ajuda de colegas, relatou que o exoplaneta é chamado de KELT-9b, e ele orbita uma estrela maciça chamada KELT-9. Essa estrela tem uma temperatura estimada em 10.170 Kelvin, ou 9.896 ºC. Esse calor é irradiado para o planeta ao redor, com um nível de radiação estelar ultravioleta tão alto que atmosfera está sendo removida.

Outros milhares de exoplanetas são conhecidos, mas apenas seis foram encontrados na órbita de estrelas quentes do tipo A – com temperaturas de 7.300 até 10.000 Kelvin -, mas nenhum havia até então chegado à categoria B, superior a 10.000 Kelvin. O planeta mais quente encontrado até agora tinha temperatura de 3.300 Kelvin, ou 3.026 ºC, e estava ao redor de uma estrela de 7.430 Kelvin, ou 7.156 ºC.

A pesquisa contou com autores da Austrália, Dinamarca, Alemanha, Itália, Japão, Portugal e Estados Unidos.

Fonte: g1.globo.com

abril 28, 2017

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Engenheiros criam método para fabricar tijolos com o solo de Marte

Captura de Tela 2017-04-27 às 18.54.40Graças a uma técnica desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, o projeto de explorar Marte está mais perto de se tornar possível. Uma equipe liderada pelo professor de engenharia Yu Qiao conseguiu fazer tijolos com solo idêntico ao marciano utilizando recursos muito simples. O novo método foi descrito na revista “Scientific Reports” nesta quinta-feira (27).

“As pessoas que irão para Marte serão incrivelmente corajosas. Serão pioneiras. E eu ficaria honrado em fazer seus tijolos”, disse Qiao. O método desenvolvido pelos pesquisadores consiste em colocar um solo que simula o marciano em um tubo flexível de borracha e, em seguida, submeter essa terra a uma pressão forte o suficiente. Para fazer uma pequena amostra, por exemplo, a pressão necessária é equivalente a derrubar um martelo de 4,5 kg de uma altura de um metro.

Captura de Tela 2017-04-27 às 18.54.02

O método levou à produção de pequenos discos de 2,5 cm de espessura que podem ser cortados em formato de tijolo. Não é necessário usar um forno nem acrescentar aditivos químicos. Segundo os pesquisadores, o óxido de ferro, que dá ao solo marciano sua cor vermelha característica, age como uma liga. O próximo passo é conseguir aumentar o tamanho dos tijolos produzidos.

A descoberta é importante no contexto em que a Nasa tem planos de levar o homem para Marte na década de 2030. Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, assinou uma lei que definiu o objetivo central da Nasa para as próximas décadas: missões tripuladas para o espaço distante, com o planeta Marte na mira.

janeiro 10, 2017

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O que a morte da orca mais velha do mundo pode nos ensinar sobre a menopausa

Granny (vovó), como era conhecida, tinha mais de 100 anos e foi fundamental para pesquisas que estudaram questões ligadas à influência da menopausa na evolução.

Isso porque as orcas são uma das únicas espécies de mamíferos que entram na menopausa – juntamente com outro tipo de cetáceo (a baleia-piloto-de-aleta-curta), além das mulheres. Até mesmo espécies consideradas nossos “primos”, como os chimpanzés, não passam por essa experiência.

O objetivo das pesquisas era entender por que esses animais deixam de ter bebês aos 30 ou 40 anos, mesmo podendo viver por ainda muito tempo.

Assim, acompanhar a vida de Granny e de outras orcas fêmeas mostrou aos pesquisadores o papel fundamental que elas têm no grupo familiar, justamente nesse período pós-reprodutivo.

“Ela vinha ajudando seu grupo familiar a sobreviver ao compartilhar seu conhecimento sobre quando e onde encontrar alimentos”, explica o professor de biologia da Universidade de Exeter Darren Croft, que coordena a pesquisa. Orcas mais velhas também seriam responsáveis por cuidar dos filhotes do grupo.

Com essas ações em mente, Croft e seus colegas investigam se as orcas na menopausa aumentam as possibilidades de sobrevivência do restante de suas famílias e, portanto, de seus próprios genes.

Vovós trabalhadoras

A pesquisa coleta estatísticas vitais – como taxa de nascimento, de mortalidade e probabilidade de sobrevivência – e as estuda de acordo com uma calculadora darwiniana para checar se a menopausa das orcas traz benefícios aos netos.

“Notamos que as velhas guiam o grupo para encontrar alimentos. Todos confiam em sua experiência e em seu conhecimento ecológico”, afirmou Croft.

Mas apesar das vantagens de se ter avós trabalhadoras, esses benefícios talvez não superem o “custo” – ou a interrupção – da reprodução, segundo os pesquisadores.

Croft acredita que pode haver outro fator impulsionando a evolução da menopausa. O professor pesquisa se ela ajuda as orcas a sobreviver, reduzindo as possibilidades de que as mães e as filhas tenham bebês ao mesmo tempo.

A pesquisa vai continuar, mas agora sem a orca mais estudada do planeta, Granny.

Ela vivia na zona costeira do Pacífico norte, próximo a Vancouver (Canadá) e Seattle (Estados Unidos), mais especificamente no chamado mar de Salish.

A orca integrava um clã de 78 cetáceos que se divide em três grupos distintos e que regressavam a Salish todos os verões.

Fonte: bbc.com/portuguese

dezembro 2, 2016

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Astronauta diz que do espaço pôde ver “a obra criativa de Deus”

O coronel do exército e astronauta da NASA Jeff Williams está na Estação Espacial Internacional, de onde fotografa a Terra. Quando voltar à Terra, no dia 6, quebrará o recorde de tempo que um americano já ficou no espaço: 534 dias.

Ele também é a pessoa que mais registou imagens a partir do espaço. Ele usa suas contas no Facebook, Twitter e Instagram para postar vídeos e imagens que mostram de uma perspectiva incomum o nosso planeta. Como cristão dedicado, Williams por vezes menciona que tudo que está vendo é parte da criação de Deus. Na Páscoa, uma de suas postagens dizia: “fui presenteado com esta vista espetacular do poder e da beleza da obra do Criador”.

Ele já declarou que a fé é o combustível do seu trabalho e entende que sua missão como cristão e como astronauta são inseparáveis. “O trabalho que faço e tenho feito através da minha carreira militar e com a NASA tem sido perfeitamente compatível com as Escrituras”, afirmou.

Williams, que tem formação científica, diz que as únicas pessoas que realmente veem um “conflito” entre a Bíblia e a ciência são “aquelas que se recusam a reconhecer a existência de Deus”.

Esta semana ele conversou com os alunos do Seminário Teológico Batista do Sul, no Texas. Em uma videoconferência com o presidente da instituição, R. Albert Mohler Jr., ressaltou: “É algo ímpar estar aqui dentro, olhar pela janela e ver os elementos da criação de Deus no espaço, assim como nosso planeta”. Também destacou que “você pode ver a criatividade, a beleza e o propósito, todos esses elementos mostram que há uma ordem até nos detalhes”.

Enquanto falava, a Estação passava sobre a América do Norte a cerca de 400 quilômetros acima da Terra. Evangélico, ele disse que sua experiência em órbita “Só aprofunda a compreensão do que sabemos pelas Escrituras sobre a obra criativa e surpreendente de Deus. Essa experiência me fez ver o quanto sou pequeno”, sublinhou.

Além do trabalho na Estação Espacial, que inclui as caminhadas no espaço, contou que continua tendo o seu período devocional de oração e leitura da Palavra. Ele encontra ainda tempo para escrever sobre o que aprende.

Em 2010 lançou o livro The Work of His Hands [As Obras das Suas Mãos], que reúne fotos imagens e lições sobre “a bondade meticulosa da providência divina, o cuidado de Deus com sua criação e sua sabedoria na ordenação do universo”.

Fonte: Gospel Prime