março 24, 2020

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O Egito reabre a pirâmide de Djoser, a mais antiga de todas

Depois de vários anos sendo restaurada, a pirâmide mais antiga do Egito reabriu ao público nesta quinta-feira, segundo informações do jornal Al-Ahram. A reabertura da pirâmide de Djoser, que faz parte do complexo de Saqqara, a sul do Cairo, foi assinalada com uma cerimônia especial.

A estrutura com 63 metros de altura foi construída durante o reinado do faraó Djoser, que viveu entre 2650 e 2575 A.C e cujo reinado durou quase duas décadas.

Os trabalhos de restauração da pirâmide começaram em 2006 mas foram interrompidos em 2011 e 2012 na sequência da revolta da Primavera Árabe, que culminou com a deposição do então presidente Hosni Mubarak. A restauração foi retomada em 2013.

Durante os trabalhos de restauração foi descoberto um sarcófago de granito com quase cinco metros de altura. Foi instalado um novo sistema de iluminação e acessos para pessoas com deficiências.

Khaled El-Enany, ministro do Turismo e das Antiguidades egípcio, informou que a restauração da pirâmide de Djoser custou 104 milhões de libras egípcias (5,9 milhões de euros).

Fonte: Revista Veja

março 9, 2018

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Mosaico milenar que reconhece a divindade de Jesus Cristo será revelado ao público em Israel

Um mosaico que teria sido montado em 230 d. C. como reconhecimento à divindade de Jesus será revelado ao público em um museu israelense. Esse é o registro histórico mais antigo do reconhecimento do nazareno como Filho de Deus de que se tem notícia, já que a Igreja, oficialmente, só o fez no Concílio de Niceia, em 325 d. C.

Descoberto em 2005, na região de Othnay, próxima a Megido, na região norte de Israel, o artefato tem a chancela da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Universidade de Tel Aviv, duas instituições consideradas sérias e especializadas em arqueologia. Relatórios apontam que o mosaico era parte do piso do que se acredita ter sido um local de culto que funcionava em uma casa.

O mosaico traz três inscrições em grego, que dizem “a Akeptous, que ama a Deus, que ofereceu a mesa ao Deus Jesus Cristo como memorial”. De acordo com informações do portal Christian Today, Akeptous seria uma mulher que teria disponibilizado sua mesa para a celebração da ceia. Dessa forma, o mosaico funcionava como uma “placa” de reconhecimento.

Yotam Tepper, da Universidade de Haifa, líder da escavação que descobriu o mosaico, explica que a peça, provavelmente, era parte de uma sala de oração na casa de uma família cristã, e como costume da época, o local terminava funcionando como um ponto de encontro e reunião dos cristãos da época, que ainda não haviam adquirido autonomia suficiente para construção de templos.

Imagens de peixe – um dos símbolos mais comumente usados por cristãos da Igreja Primitiva – também estão presentes no mosaico. Os historiadores se referem a ele como Icthys (termo grego para ‘peixe’), e descobriu-se que ele funcionava como uma mensagem ‘cifrada’ em tempos de persgeguição intensa, significando “Jesus Cristo, Filho de Deus, o Salvador”, que correspondiam a um acrônimo com as letras do termo grego.

Os arqueólogos destacaram ainda que, mesmo oficialmente perseguida pelo Império Romano à época, os cristãos gozavam de certa tolerância, pois havia na região um acampamento militar. “Aqui, os romanos tinham até oficiais cristãos. A perseguição pode ter sido exagerada ou acorreu mais tarde aqui”, comentou Tepper.

A afirmação do especialista se baseia em indícios que apontam que o doador do mosaico teria sido um centurião romano chamado Gaianus, também conhecido como “Porophrius, nosso irmão”.

Fonte: GospelMais