março 30, 2018

O que os historiadores dizem sobre a real aparência de Jesus

1-concepcao-artistica-do-designer-grafico-especialista-em-reconstituicao-facial-forense

Concepção artística do designer gráfico especialista em reconstituição facial forense Cícero Moraes mosta que judeus que viviam no Oriente Médio no século 1 tinham a pele, o cabelo e os olhos escuros (Foto: Cícero Moraes/BBC Brasil)

Foram séculos e séculos de eurocentrismo – tanto na arte quanto na religião – para que se sedimentasse a imagem mais conhecida de Jesus Cristo: um homem branco, barbudo, de longos cabelos castanhos claros e olhos azuis. Apesar de ser um retrato já conhecido pela maior parte dos cerca de 2 bilhões de cristãos no mundo, trata-se de uma construção que pouco deve ter tido a ver com a realidade.

O Jesus histórico, apontam especialistas, muito provavelmente era moreno, baixinho e mantinha os cabelos aparados, como os outros judeus de sua época.

A dificuldade para se saber como era a aparência de Jesus vem da própria base do cristianismo: a Bíblia, conjunto de livros sagrados cujo Novo Testamento narra a vida de Jesus – e os primeiros desdobramentos de sua doutrina – não faz qualquer menção que indique como era sua aparência.

“Nos evangelhos ele não é descrito fisicamente. Nem se era alto ou baixo, bem-apessoado ou forte. A única coisa que se diz é sua idade aproximada, cerca de 30 anos”, comenta a historiadora neozelandesa Joan E. Taylor, autora do recém-lançado livro What Did Jesus Look Like? e professora do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos do King’s College de Londres.

“Essa ausência de dados é muito significativa. Parece indicar que os primeiros seguidores de Jesus não se preocupavam com tal informação. Que para eles era mais importante registrar as ideias e os papos desse cara do que dizer como ele era fisicamente”, afirma o historiador André Leonardo Chevitarese, professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro Jesus Histórico – Uma Brevíssima Introdução.

Em 2001, para um documentário produzido pela BBC, o especialista forense em reconstruções faciais britânico Richard Neave utilizou conhecimentos científicos para chegar a uma imagem que pode ser considerada próxima da realidade. A partir de três crânios do século 1, de antigos habitantes da mesma região onde Jesus teria vivido, ele e sua equipe recriaram, utilizando modelagem 3D, como seria um rosto típico que pode muito bem ter sido o de Jesus.

Esqueletos de judeus dessa época mostram que a altura média era de 1,60 m e que a grande maioria deles pesava pouco mais de 50 quilos. A cor da pele é uma estimativa.

Ilustração feita por especialista Richard Neave para documentário da BBC em 2001 (Foto: BBC)Ilustração feita por especialista Richard Neave para documentário da BBC em 2001 (Foto: BBC)

Ilustração feita por especialista Richard Neave para documentário da BBC em 2001 (Foto: BBC)

Taylor chegou a conclusões semelhantes sobre a fisionomia de Jesus. “Os judeus da época eram biologicamente semelhantes aos judeus iraquianos de hoje em dia. Assim, acredito que ele tinha cabelos de castanho-escuros a pretos, olhos castanhos, pele morena. Um homem típico do Oriente Médio”, afirma.

“Certamente ele era moreno, considerando a tez de pessoas daquela região e, principalmente, analisando a fisionomia de homens do deserto, gente que vive sob o sol intenso”, comenta o designer gráfico brasileiro Cícero Moraes, especialista em reconstituição facial forense com trabalhos realizados para universidades estrangeiras. Ele já fez reconstituição facial de 11 santos católicos – e criou uma imagem científica de Jesus Cristo a pedido da reportagem.

“O melhor caminho para imaginar a face de Jesus seria olhar para algum beduíno daquelas terras desérticas, andarilho nômade daquelas terras castigadas pelo sol inclemente”, diz o teólogo Pedro Lima Vasconcellos, professor da Universidade Federal de Alagoas e autor do livro O Código da Vinci e o Cristianismo dos Primeiros Séculos.

Outra questão interessante é a cabeleira. Na Epístola aos Coríntios, Paulo escreve que “é uma desonra para o homem ter cabelo comprido”. O que indica que o próprio Jesus não tivesse tido madeixas longas, como costuma ser retratado. “Para o mundo romano, a aparência aceitável para um homem eram barbas feitas e cabelos curtos. Um filósofo da antiguidade provavelmente tinha cabelo curto e, talvez, deixasse a barba por fazer”, afirma a historiadora Joan E. Taylor.

Chevitarese diz que as primeiras iconografias conhecidas de Jesus, que datam do século 3, traziam-no como um jovem imberbe e de cabelos curtos. “Era muito mais a representação de um jovem filósofo, um professor, do que um deus barbudo”, pontua ele.

“No centro da iconografia paleocristã, Cristo aparece sob diversas angulações: com o rosto barbado, como um filósofo ou mestre; ou imberbe, com o rosto apolíneo; com o pálio ou a túnica; com o semblante do deus Sol ou de humilde pastor”, contextualiza a pesquisadora Wilma Steagall De Tommaso, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e do Museu de Arte Sacra de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Teologia e Ciências da Religião.

Imagens

Joan acredita que as imagens que se consolidaram ao longo dos séculos sempre procuraram retratar o Cristo, ou seja, a figura divina, de filho de Deus – e não o Jesus humano. “E esse é um assunto que sempre me fascinou. Eu queria ver Jesus claramente”, diz.

A representação de Jesus barbudo e cabeludo surgiu na Idade Média, durante o auge do Império Bizantino. Como lembra o professor Chevitarese, eles começaram a retratar a figura de Cristo como um ser invencível, semelhante fisicamente aos reis e imperadores da época. “Ao longo da história, as representações artísticas de Jesus e de sua face raras vezes se preocuparam em apresentar o ser humano concreto que habitou a Palestina no início da era cristã”, diz o sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

“Nas Igrejas Católicas do Oriente, o ícone de Cristo deve seguir uma série de regras para que a imagem transmita essa outra percepção da realidade de Cristo. Por exemplo, a testa é alta, com rugas que normalmente se agrupam entre os olhos, sugerindo a sabedoria e a capacidade de ver além do mundo material, nas cenas com várias pessoas ele é sempre representado maior, indicando sua ascendência sobre o ser humano normal, e na cruz é representado vivo e na glória, indicando, desde aí, a sua ressurreição.”

Como a Igreja ocidental não criou tais normas, os artistas que representaram Cristo ao longo dos séculos criaram-no a seu modo. “Pode ser uma figura doce ou até fofa em muitas imagens barrocas ou um Cristo sofrido e martirizado como nas obras de Caravaggio ou Goya”, pontua Ribeiro Neto. “O problema da representação fiel ao personagem histórico é uma questão do nosso tempo, quando a reflexão crítica mostrou as formas de dominação cultural associadas às representações artísticas”, prossegue o sociólogo. “Nesse sentido, o problema não é termos um Cristo loiro de olhos azuis. É termos fiéis negros ou mulatos, com feições caboclas, imaginando que a divindade deve se apresentar com feições europeias porque essas representam aqueles que estão ‘por cima’ na escala social.”

Essa distância entre o Jesus “europeu” e os novos fiéis de países distantes foi reduzida na busca por uma representação bem mais aproximada, um “Jesus étnico”, segundo o historiador Chevitarese. “Retratos de Jesus em Macau, antiga colônia portuguesa na China, mostram-no de olhos puxados, com a forma de se vestir própria de um chinês. Na Etiópia, há registros de um Jesus com feições negras.”

O ator Jim Caviezel interpretou Jesus no filme 'A Paixão de Cristo', de 2004, dirigido por Mel Gibson (Foto: Icon Productions/Divulgação)O ator Jim Caviezel interpretou Jesus no filme 'A Paixão de Cristo', de 2004, dirigido por Mel Gibson (Foto: Icon Productions/Divulgação)

O ator Jim Caviezel interpretou Jesus no filme ‘A Paixão de Cristo’, de 2004, dirigido por Mel Gibson (Foto: Icon Productions/Divulgação)

No Brasil, o Jesus “europeu” convive hoje com imagens de um Cristo mais próximo dos fiéis, como nas obras de Cláudio Pastro (1948-2016), considerado o artista sacro mais importante do país desde Aleijadinho. Responsável por painéis, vitrais e pinturas do interior do Santuário Nacional de Aparecida, Pastro sempre pintou Cristo com rostos populares brasileiros.

Para quem acredita nas mensagens de Jesus, entretanto, suas feições reais pouco importam. “Nunca me ocupei diretamente da aparência física de Jesus. Na verdade, a fisionomia física de Jesus não tem tanta importância quanto o ar que transfigurava de seu olhar e gestos, irradiando a misericórdia de Deus, face humana do Espírito que o habitava em plenitude. Fisionomia bem conhecida do coração dos que nele creem”, diz o teólogo Francisco Catão, autor do livro Catecismo e Catequese, entre outros.

Joaquin Phoenix interpretou Jesus no filme 'Maria Madalena', de 2018 (Foto: Divulgação)Joaquin Phoenix interpretou Jesus no filme 'Maria Madalena', de 2018 (Foto: Divulgação)

Joaquin Phoenix interpretou Jesus no filme ‘Maria Madalena’, de 2018 (Foto: Divulgação)

Fonte: g1.globo.com

março 27, 2018

Cientistas mostram controle de ligação entre neurônios pela 1ª vez

Cientistas conseguiram mostrar pela 1ª vez como células especiais do cérebro, as microglias, realizam o controle das ligações entre neurônios. As imagens foram feitas pelo Laboratório Europeu de Biologia Molecular e publicadas na “Nature Communications” nesta segunda-feira (26).

As microglias comumente atuam como células de defesa do cérebro e de outras regiões do sistema nervoso central. Quando há infecções e problemas nessas áreas, são elas que intervêm.

O que as imagens mostram, no entanto, é que elas também atuam em processos importantes da conexão entre células nervosas.

“Esse é um processo que os neurocientistas fantasiaram por anos, mas ninguém tinha visto antes”, disse Cornelius Gross, pesquisador do Laboratório Europeu de Biologia Molecular.

A equipe de Gross tentou três sistemas diferentes de última geração antes de conseguir mostrar o mecanismo. No total, foram cinco anos de desenvolvimento tecnológico:

Por fim, eles combinaram microscopia eletrônica com microscopia de fluorescência de lâminas de luz e fizeram o primeiro filme em que demonstram que a microglia “come” sinapses.

Entenda o mecanismo

Para controlar as funções do corpo, os neurônios passam informações uns para os outros sem se tocarem. Esses processos são conhecidos por sinapses.

Apesar de muito importantes, as sinapses devem ser controladas para que o nosso organismo não se desequilibre com o envio de muitas informações.

Neurocientistas costumam chamar esse controle de “poda” — uma ação que é muito comum no início do desenvolvimento humano e cerebral.

Nas imagens, pesquisadores mostram como a microglia ajudam nessa poda sináptica, meio como “mordiscando” as sinapses para que elas sejam direcionadas.

Imagem mostra detalhe da microglia interagindo com sinapse (Foto: L. Weinhard/EMBL Rome)Imagem mostra detalhe da microglia interagindo com sinapse (Foto: L. Weinhard/EMBL Rome)

Imagem mostra detalhe da microglia interagindo com sinapse (Foto: L. Weinhard/EMBL Rome)

Os cientistas também demonstraram que as microglias impedem que os neurônios realizem sinapse dupla — quando uma célula nervosa acaba se comunicando com duas, em vez de com apenas uma.

É esse processo mediado pela microglia que garante a comunicação efetiva entre um neurônio e outro — e é com isso também que processos importantes para a cognição (como a memória) se estabilizam.

Um outro ponto que os cientistas demostraram é que a poda é feita mais no sentido de direcionar melhor as sinapses e não de enfraquecê-las.

“Estávamos tentando ver como a microglia elimina as sinapses, mas percebemos que elas induzem seu crescimento na maior parte das vezes”, diz Laetitia Weinhard, pesquisador associado ao estudo.

Fonte: g1.globo.com

fevereiro 23, 2018

Arqueólogos encontram menções a rei bíblico debaixo da tumba do profeta Jonas

Antigas inscrições, com cerca de 2.700 anos de idade, foram descobertas sob o túmulo do profeta Jonas, na região de Nínive, Iraque. O local foi destruído pelos jihadistas do Estado Islâmico em 2014, mas agora está sendo restaurado.

Debaixo da tumba, que preserva uma tradição milenar, foram feitas escavações e encontradas inscrições sobre o rei assírio Esar-Hadom, citado várias vezes no Antigo Testamento. Ele era filho de Senaqueribe, e governou o império Neoassírio entre 681 a.C. e 669 a.C.

 Os arqueólogos iraquianos, que trabalhado nos túneis descobriram no ano passado inscrições de “touros e leões alados” que eram símbolos ao reinado Esar-Hadom. “O palácio de Esar-Hadom, rei forte, rei do mundo, rei da Assíria, governador da Babilônia, rei da Suméria e Acade, rei dos reis do Egito inferior, do alto Egito e de Cuxe [um antigo reino ao sul do Egito, atual Sudão]”, diz uma das gravuras decifradas e que foi revelada a público recentemente.

Outra inscrição diz que Esar-Hadom “reconstruiu o templo do deus Assur [principal divindade dos assírios]” e também restabeleceu as antigas cidades de Babilônia e Esagila, onde “renovou as estátuas dos grandes deuses”. Há indícios que ele também renovou um palácio construído por Senaqueribe, cujo exército invadiu Israel, conforme descrito em 2 Crônicas 32: 1.

Além de suas obras, há registros de suas conquistas, como da cidade de Cilicia (no sul da atual Turquia) e Sidon (no Líbano). Há outros registros mostrando que tinha sob seu domínio cerca de 20 reis vassalos, inclusive Manassés de Judá.

Embora não seja nominado, o registro de 2 Crônicas 33:10-13 mostra uma referência indireta a ele quando narra que o rei Manassés foi capturado pelos “comandantes do exército do rei da Assíria”, que o levaram para a Babilônia. O local onde acredita-se que o profeta Jonas está enterrado é considerado sagrado para alguns grupos de cristãos e muçulmanos. Os jihadistas destruíram a tumba por considera-la um local de idolatria. Após as derrotas do EI na cidade de Nínive, no início de 2017, estudiosos e arqueólogos vem estudando a complexa rede de túneis no subterrâneo e que foram reveladas pela destruição.

A arqueóloga Layla Salih disse que após terem explodido o local, os soldados do EI saquearam o local, para negociar os achados no mercado negro de antiguidades. “Acreditamos que eles levaram muitos dos artefatos, como cerâmica e peças menores, para vender. Mas o que eles deixaram será estudado e acrescentará muito ao nosso conhecimento sobre o período”.

Chamou a atenção doa arqueólogos as esculturas de pedra outras divindades antigas, que não foram destruídas. “Há uma grande quantidade de história aqui, não apenas pedras ornamentais. É uma oportunidade para finalmente mapearmos o tesouro do primeiro grande império do mundo, datado de seu período de seu maior sucesso”, comemora Salih.

Fonte: gospelprime 

fevereiro 20, 2018

Estudo relaciona ansiedade ao Alzheimer – descoberta ajuda no diagnóstico

Identificar pistas precoces do Alzheimer é um desafio que move cada vez mais cientistas, já que estratégias de cura avançam pouco nos laboratórios. Um grupo dos Estados Unidos tenta encontrar esses primeiros vestígios em outra complicação cada vez mais incidente e temida no planeta: a ansiedade. Segundo eles, o acúmulo da proteína beta-amiloide, considerado um dos pontos-chave do surgimento do Alzheimer, começa a correr no cérebro de ansiosos bem antes das limitações cognitivas e comportamentais da demência. Se identificado, portanto, funcionaria como um biomarcador preventivo. O estudo foi publicado recentemente na revista The American Journal of Psychiatry e, segundo os autores, pode melhorar estratégias de combate à doença neurodegenerativa.
O trabalho conta com o auxílio de uma investigação maior, o Harvard Aging Brain Study (HABS), uma pesquisa observacional sobre idosos iniciada em 2010 nos Estados Unidos. Desse banco, a equipe selecionou 270 americanos, homens e mulheres, cognitivamente normais, com idade entre 62 e 90 anos e sem distúrbios psiquiátricos. Os participantes foram, então, submetidos a exames de imagem de base, comumente usados em estudos de Alzheimer, e a avaliações anuais com a Escala de Depressão Geriátrica de 30 itens (GDS), utilizada para detectar a depressão em adultos mais velhos.
“Essa escala foi incluída como uma das medidas clínicas porque sabemos que a depressão é um fator de risco para o declínio cognitivo, embora os mecanismos biológicos que explicam essa associação ainda não sejam entendidos”, explica ao Correio Nancy Donovan, psiquiatra geriátrica no Brigham and Women’s Hospital e uma das autoras do estudo. A cientista conta que, em vez de olhar para a depressão como um todo, ela e os colegas optaram por investigar a ansiedade, um dos sinais depressivos. “Ao compará-los com outros sintomas característicos da depressão, como tristeza ou perda de interesse, os de ansiedade aumentaram com o tempo nos pacientes que demonstraram um nível mais alto de beta-amiloides no cérebro”, afirma.
A equipe analisou os dados considerando três sintomas de depressão: apatia anedonia (falta de energia e capacidade de sentir prazer), disforia (mudança repentina de humor) e ansiedade. Todos os dados foram avaliados ao longo de cinco anos. Os cientistas também chegaram à conclusão de que níveis mais altos de beta-amiloide podem estar associados com sintomas de ansiedade crescente, e que esse fenômeno pode ocorrer 10 anos antes do surgimento do Alzheimer. “Nós hipotetizamos que a ansiedade pode ser uma manifestação neuropsiquiátrica da doença de Alzheimer precoce e que a acumulação da proteína dessa doença pode dar origem a uma depressão aumentada ao longo do tempo”, ressalta Nancy Donovan.
Prevenção
Para Luciano Talma, neurologista do Instituto Castro e Santos, em Brasília, o trabalho norte-americano utiliza uma via investigativa promissora. “É um tema que tem sido bem explorado nos últimos anos. Antes de desenvolver o comprometimento da doença, o Alzheimer tem seus biomarcadores, como o acúmulo de beta-amiloide. Os cientistas relacionaram esse aumento com os sintomas psiquiátricos. Essa é uma busca de possíveis sintomas precoces da doença que poderia ajudar em intervenções realizadas mais cedo”, afirma. “O objetivo de estudos como esse é identificar grupos que possam se beneficiar de tratamentos de prevenção, mostrando como as doenças neuropsiquiátricas podem ser consideradas um fator de risco para esse problema de saúde.”
Nancy Donovan ressalta a aplicabilidade do seu estudo seguindo a mesma linha. “Em última análise, esperamos ser capazes de identificar subgrupos importantes de adultos de alto risco, mesmo antes do comprometimento cognitivo, com base em fatores biológicos, alterações de comportamento da beta-amiloide e sintomas neuropsiquiátricos”, diz. “Se mais pesquisas comprovarem a ansiedade como um sintoma precoce, a descoberta seria importante não apenas para identificar pessoas com a doença, mas também para iniciar o tratamento e potencialmente diminuir ou prevenir o seu desenvolvimento.”
A cientista americana destaca, ainda, que um maior acompanhamento dos pacientes é necessário para determinar se os sintomas depressivos crescentes darão origem a depressões clínicas e estados de demência. O próximo passo da equipe será avaliar outros fatores que expliquem melhor a relação entre ansiedade e Alzheimer. “Será importante estudar possíveis efeitos recíprocos: maior depressão leva ao aumento da carga da beta-amiloide ao longo do tempo no estágio pré-clínico da doença de Alzheimer?”, questiona Nancy Donovan.
Já com os atuais resultados, Luciano Talma acredita ser possível fazer um alerta sobre a importância dos cuidados com distúrbios de comportamento na população idosa. “Essas pesquisas reforçam a necessidade de tratamentos adequados para pacientes que sofrem desses transtornos, principalmente a depressão. Não só ela, também a hipertensão, a obesidade e outros fatores cardiovasculares que precisam ser bem tratados para evitar o surgimento de complicações maiores, como o Alzheimer”, explica. O especialista reforça, ainda, que os cuidados preventivos não se limitam a abordagens médicas. “É importante cuidar da alimentação, realizar a psicoterapia, ou seja, é um conjunto de fatores que fazem parte da prevenção desse problema de saúde”, lista.

fevereiro 2, 2018

O que a mudança brusca de temperatura durante o eclipse da superlua pode ajudar a revelar?

Os eclipses lunares como o que se viu nesta quarta-feira (31) são um grande espetáculo.  Quem observou o céu conseguiu apreciar uma lua mais brilhante e maior, conhecida como superlua, que também coincidiu com um eclipse, com uma lua azul e uma lua de sangue, que resultou em imagens incríveis.

Mas os cientistas que investigam as características do satélite natural da Terra ganharam mais um presente. Eclipses como o de quarta-feira são uma oportunidade perfeita para estudar a Lua usando uma câmera térmica astronômica, de acordo com a agência espacial norte-americana Nasa. “Durante um eclipse lunar, a oscilação da temperatura é tão dramática que é como se a superfície da Lua passasse de um forno a um freezer em poucas horas”, explica o cientista Noah Petro, do Orbitador de Reconhecimento Lunar da Nasa. A temperatura na superfície lunar durante um eclipse varia entre 93°C e -128°C.

O regolito

A mudança de temperatura é extrema e ocorre em um período relativamente curto. Do Observatório Haleakala, na Ilha de Maui, no Havaí, pesquisadores americanos fizeram testes medindo comprimentos de ondas invisíveis para detectar o calor. O principal objetivo foi estudar as características do regolito, a camada que recobre as rochas tanto na Lua quanto na Terra – formada por materiais diferentes em cada um desses astros -, diz a Nasa.

Ter uma compreensão clara de qual é a composição do solo na Lua é valioso para que as futuras missões tripuladas localizem pontos confiáveis para fazer um pouso lunar. “Se você quiser pousar em um ponto, você quer ter certeza de que é um lugar seguro e relativamente livre de rochas”, disse o cientista da Nasa Rick Elphic à NPR (Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos, na sigla em inglês). “Um lugar onde suas botas não vão afundar em 18 polegadas (45 cm) ou algo assim”, diz ele.

O lado escuro das crateras

O eclipse desta quarta-feira também ajudou no mapeamento da superfície lunar, uma tarefa que centros como o Orbitador de Reconhecimento Lunar têm a oportunidade de realizar uma ou duas vezes por ano, quando ocorrem eclipses lunares totais. “Toda a natureza da Lua muda quando é observada com uma câmera térmica durante um eclipse”, diz Paul Hayne, do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade de Colorado Boulder. Como explica a Nasa, quando ocorre um eclipse, crateras desconhecidas ficam expostas, uma vez que as rochas perdem calor com mais ou menos rapidez, dependendo de seu tamanho. “Algumas crateras começam a brilhar porque as rochas das quais são formadas ainda estão quentes”, diz Hayne.

novembro 21, 2017

Planeta de temperatura e tamanho semelhante à Terra pode abrigar vida

Um planeta com tamanho e temperatura similares à Terra, orbitando uma estrela a apenas 11 anos luz de distância do nosso planeta, pode ser “o lugar com maior probabilidade de vida extra-terrestre perto de nós”, segundo estudo da Universidade de Geneva, na Suíça. Batizado como Ross 128, a estrela orbita outra estrela anã com metade da temperatura do sol e se locomove em direção ao nosso mundo, mas só deve nos alcançar daqui há 79 mil anos, algo considerado um piscar de olhos nos anos cósmicos. Ross só foi descoberto com uma parceria entre o Observatório do Sudeste Europeu e o Observatório de La Silla, no Chile.

Segundo o estudo, o planeta deve ter temperatura entre -60 e 20ºC e recebe 1,38 vezes mais radiação da estrela a qual orbita do que a Terra recebe do sol, algo que pode decrescer as possibilidades de vida ali. Mesmo assim, as expectativas da comunidade acadêmica são grandes. “Essa descoberta é baseada em mais de uma década de monitoramento intensivo com dados e análises técnicas”, afirmou em entrevista ao jornal britânico Daily Mail o coautor da publicação científica, Dr. Nicola Astudillo-Defru. Com a tecnologia atual, porém, um astronauta levaria 141 mil anos para alcançá-la.

novembro 13, 2017

Livro O Código do Universo figura entre os mais vendidos na lista da Veja

O livro O Código do Universo, de Robson Rodovalho, figura entre os exemplares mais vendidos em todo o país segundo a revista Veja.  A cada semana, o site de notícias divulga uma lista dos livros mais vendidos nas três categorias: “Ficção”, “Não Ficção” e “Autoajuda e Esoterismo”. Essas listas são baseadas nas vendas dos principais e-commerces do Brasil.

O Código do Universo é uma leitura obrigatória  para aqueles que querem entender como a teoria quântica e a espiritualidade explicam a vida. Na obra, você vai passar a compreender como o universo conspira a seu favor. Um verdadeiro mergulho na natureza física em busca de respostas que mostram ser possível, ou não, a espiritualidade estar presente no universo. Será que cada partícula e cada átomo têm elementos específicos e inteligentes, capazes de tomar decisões e fazer escolhas por conta própria?

Saiba que ter a capacidade de ler os sinais do universo que chegam ao nosso cotidiano através dos fenômenos físicos, que de forma tão plena interagem conosco, é fundamental para uma visão de vida plena, bem além do véu da materialidade. Desvende os mistérios que circundam a vida humana.

 

outubro 31, 2017

O remoto lugar na Terra para onde os satélites são enviados para ‘morrer’

A estação espacial chinesa Tiangong-1 está, atualmente, fora de controle. Espera-se que ela caia na Terra em algum momento do ano que vem, mas não exatamente no local onde outros módulos espaciais terminam seus dias, os chamados polos de inacessibilidade.

Dois deles são particularmente interessantes. Um é o polo continental de inacessibilidade, o local na Terra mais longe do oceano. Existe uma discussão sobre sua posição exata, mas, para muitos, ele fica próximo ao chamado passo de Alataw –uma passagem montanhosa entre a China e a Ásia Central.

O ponto equivalente no oceano, o local mais afastado de qualquer território, fica no sul do Pacífico, cerca de 2.700 km ao sul das Ilhas Pitcairn –em algum lugar na “terra de ninguém” entre a Austrália, a Nova Zelândia e a América do Sul.

Possíveis pontos de morte do satélite (Foto: BBC)

Esse polo de inacessibilidade oceânico não atrai apenas o interesse de exploradores: operadores de satélite também se interessam por ele. Com o fim da vida útil de satélites e espaçonaves atualmente em órbita ao redor da Terra, a grande maioria desses artefatos eventualmente irão voltar. Mas, onde cairão?

Satélites menores geralmente se incendeiam antes mesmo de entrar na atmosfera terrestre, porém alguns pedaços dos maiores conseguem sobrevivier ao atrito e se chocam com o solo. Para evitar que caiam em áreas populosas, eles costumam ser conduzidos para a área em torno do ponto de inacessibilidade oceânica. Uma área que se estende por aproximadamente 1.500 km² no leito oceânico está, aos poucos, sendo transformada em um verdadeiro cemitério de espaçonaves construídas pelo homem. Na última contagem havia mais de 260 delas, a maioria da Rússia.

Os destroços da estação espacial Mir, por exemplo, estão lá. Ela foi lançada ao espaço em 1986 e recebeu diversos cosmonautas russos e visitantes de várias nacionalidades. Com uma massa de 120 toneladas, a estação não conseguiria queimar completamente na atmosfera. Por isso, ela foi direcionada à região em 2001 e chegou a ser vista por alguns pescadores locais como uma bola de destroços brilhantes se desintegrando enquanto percorria o céu.

A Terra é circundada por milhares de pedaços de lixo espacial, como satélites e módulos desativados (Foto: NASA)

A Terra é circundada por milhares de pedaços de lixo espacial, como satélites e módulos desativados (Foto: NASA)

Controle

Ao retornar à Terra, o módulo que leva suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) entra em combustão sobre essa região, incinerando também o lixo que traz da Estação. Essa desintegração controlada de satélites e módulos espaciais em nossa atmosfera não causa perigo para ninguém. A região desse polo de inacessibilidade também não costuma ser frequentada por pescadores, porque as correntes oceânicas não passam pela área e, portanto, não levam nutrientes para lá, o que torna escassa a vida no local.

Uma das futuras visitantes desse ponto isolado será a própria Estação Espacial Internacional. Os planos atuais preveem que ela seja desativada na próxima década e seja conduzida para o polo oceânico de inacessibilidade. Com uma massa de 450 toneladas –quatro vezes mais que a da estação russa Mir–, sua volta à Terra provavelmente será um acontecimento espetacular.

No entanto, nem sempre é possível conduzir um satélite ou estação espacial para o sul do oceano Pacífico, pois os controladores podem perder contato com ele.

Foi exatamente isso o que aconteceu com a estação espacial Salyut 7, em 1991, que caiu na América do Sul, e também com a Skylab, primeira estação espacial americana, que atingiu a Austrália em 1979. Ninguém foi ferido e, até onde se sabe, ninguém jamais foi atingido por algum pedaço de um módulo espacial desativado. o ano que vem, esse problema se repetirá. Entre os meses de janeiro e abril, a estação chinesa Tiangong-1 voltará à Terra, em sua última viagem. Ela foi lançada em 2011, como a primeira estação espacial da China. No ano seguinte, recebeu a visita da primeira mulher astronauta chinesa, Liu Yang.

A órbita da Tiangong-1 vem declinando à medida que ela se aproxima do ponto de reentrada na atmosfera terreste. Mas os engenheiros chineses perderam o controle de sua trajetória e não estão conseguindo ligar seus propulsores para guiá-la até o Pacífico Sul.

Com isso, calculam que a estação irá cair na Terra em algum local entre as latitudes do norte da Espanha e o sul da Austrália. Não será possível ter uma localização mais precisa de sua queda até poucas horas antes da Tiangong-1 entrar em combustão.

Mas o mais provável é que ela não se junte a suas companheiras no “cemitério de satélites”.

setembro 29, 2017

Identificado o local da multiplicação dos pães e peixes

Junto ao Mar da Galileia, também conhecido como Lago Tiberíades ou Kinneret, as ruínas de Betsaida voltaram a ver a luz. A cidade é bem conhecida dos católicos, pois os Evangelhos nos falam muitas vezes dela.

Trata-se da cidade onde nasceram e moravam os apóstolos Pedro, André e Felipe, que eram pescadores, e na qual pregou Nosso Senhor. Ela foi destruída e sobre suas ruínas os romanos construíram outra, em estilo pagão, chamada Julias, também desaparecida.

A Sagrada Família se instalou em Nazaré, não distante do Mar da Galileia, e ali Jesus passou a maior parte de sua vida oculta, exceto o Nascimento em Belém e a fuga para o Egito. Por isso, o povo se referia a Ele dizendo: “É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia” (São Mateus 21, 11)

Após a pregação inicial na Judeia e em Jerusalém, Nosso Senhor abandonou a capital de seu antepassado, o rei Davi, pois corria risco de morrer, devido ao ódio dos fariseus e do Sinédrio. Limitou então sua divina ação ao norte do atual Israel – então parte do antigo reino de Israel – onde o ódio assassino do Sinédrio teria mais dificuldade de atentar contra Ele.

Jesus pregou demoradamente na região e lá operou alguns de seus maiores e mais conhecidos milagres, como na Boda de Canaã, a pesca milagrosa, a multiplicação dos pães e peixes. Ele curou, exorcizou, andou sobre as águas, ensinou o Padre-Nosso e pregou numerosas parábolas, além de pronunciar o “Sermão da Montanha”.

Tendo sabido Jesus que o rei Herodes Antipas mandara degolar São João Batista, seu primo e precursor, afastou-se para repousar na solidão, não longe do Mar da Galileia. Ali fez o milagre da multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes:

“13. A essa notícia, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé.

“14. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes.

O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Jacopo Tintoretto (1518/19–1594), Metropolitan Museum of Art, New York
O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes.
Jacopo Tintoretto (1518/19–1594), Metropolitan Museum of Art, New York

“15. Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia.

“16. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer.

“17. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes.

“18. Trazei-mos, disse-lhes ele.

“19. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.

“20. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios.

“21. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.” (São Mateus 14, 13-21)

Jesus continuou pregando na região até que, sentindo que os tempos tinham chegado, voltou para Jerusalém.

Ele sabia que ia cumprir o supremo holocausto para a Redenção dos homens:

“17. Subindo para Jerusalém, durante o caminho, Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes:

“18. Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte.

“19. E o entregarão aos pagãos para ser exposto às suas zombarias, açoitado e crucificado; mas ao terceiro dia ressuscitará.” (São Mateus, 20, 17-19)

Fez uma entrada triunfal na capital de Davi e Salomão, que é comemorada no Domingo de Ramos. Mas tudo correu muito rapidamente. Na sexta-feira da mesma semana, o Sinédrio já tinha conseguido completar a conspiração e Lhe havia dado Morte no alto do Calvário.

Tão logo ressuscitou, encaminhou-se para a única região que O tolerava: a Galileia. Ali apareceu a Maria Madalena “e à outra Maria” junto ao Santo Sepulcro: “Disse-lhes Jesus: ‘Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galileia, pois é lá que eles me verão’” (São Mateus 28, 10)

Betsaida: casa dos três Apóstolos na praia de Kinneret. Crédito: Zachary Wong.
Betsaida: casa dos três Apóstolos na praia de  Kinneret. Crédito: Zachary Wong.

Betsaida teve um fim tremendo. Pois, juntamente com Cafarnaum e Corazim, foi amaldiçoada por Jesus, que predisse a completa destruição das três durante seu ministério na Galileia.

No Evangelho de Mateus, Jesus lança três “ais” contra três cidades (Corazim, Betsaida e Cafarnaum), por não terem feito penitência nem mesmo após os grandes milagres que Ele realizou nelas.

E até as increpou, dizendo que no Dia do Juízo haverá menos rigor para os de Tiro, Sidônia e Sodoma que para os habitantes dessas três cidades judaicas.

21. Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e a cinza.

22. Por isso vos digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Tiro e para Sidônia que para vós!

23. E tu, Cafarnaum, serás elevada até o céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque, se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia.

24. Por isso te digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Sodoma do que para ti! (Mt 11:20-24)

Pelos anos 30/31 ela foi toda reformada como cidade greco-romana pelo rei judeu Filipe, o Tetrarca.

Esse rei de costumes paganizados lhe trocou o nome para Julias, em louvor da mulher do imperador Augusto, segundo registrou o historiador judeu Flavio Josefo, referido pelo jornal francês “Le Figaro”.

Betsaida restos da cidade romana de Julias construída sobre a cidade amaldiçoada por Jesus.
Restos da cidade romana de Julias construída sobre Betsaida amaldiçoada por Nosso Senhor

A nova cidade acabou sendo arrasada na Grande Revolta Judaica contra Roma, iniciada no ano 67 e terminada desastrosamente em 70. O historiador Flavio Josefo (Vida 399-403) diz ter sido ferido em combate perto das muralhas de Julias, citado pelo jornal israelense “Haaretz”.

Hoje, os arqueólogos que foram à procura dos restos dessas cidades afirmam ter encontrado suas ruínas.

“Achamos o que parece ser a cidade dos três apóstolos, onde Jesus multiplicou os pães e os peixes”, declarou à Agência Efe o arqueólogo Mordejai Aviam, do israelense Kinneret College, que escava o local há três anos.

O lugar coincide com o Novo Testamento e hoje constitui a Reserva Natural do Vale de Betsaida.

Junto com sua equipe de mais de 25 arqueólogos e voluntários, Aviam tinha descoberto no local uma capa do período das Cruzadas, uma feitoria de açúcar do século XIII, um mosteiro e provavelmente uma igreja.

Escavando ainda mais, eles encontraram objetos da cidade greco-romana enterrados dois metros abaixo.

“Existem moedas, cerâmica, um mosaico, paredes e um banheiro de estilo romano, o que nos leva a crer que não se tratava simplesmente de um povoado, mas de uma grande cidade romana”, explicou Aviam.

O Dr. Mordejai Aviam que dirigiu os trabalhos.
O Dr. Mordejai Aviam que dirigiu os trabalhos.

Aviam tem certeza de que os objetos descobertos provam ser esse o local do milagre da multiplicação, afastando outras teorias arqueológicas que imaginam o grande evento evangélico em outros pontos da Galileia.

Para Aviam, a identificação de um banho público, como era costume greco-romano, “atesta a existência de uma cultura urbana”, citou o “Haaretz”.

Uma grande igreja desaparecida teria sido também encontrada. É o que fazem pensar paredes com ricos vidros dourados formando um mosaico, sinal de uma igreja abastada e importante.

Willibald, bispo de Eichstätt, na Baviera, que visitou a Terra Santa em 725, descreve sua visita a uma igreja em Betsaida, construída sobre a casa de São Pedro e Santo André, acrescentou o “Haaretz”. 

Hoje as ruínas de Betsaida saem à luz testemunhando a maravilhosa pregação de Nosso Senhor e alguns de seus mais portentosos milagres.

Mas, também, do tremendo abandono em que incorreu até desaparecer de todo por ter recusado os apelos divinos à penitência e à conversão.

Fonte: cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br

setembro 22, 2017

Rodovalho fala em vídeo sobre o alinhamento dos planetas

Muitos sinais contidos na Bíblia já estão acontecendo nos dias atuais, mas será que as pessoas estão preparadas para esses acontecimentos? Neste sábado, 23, acontece o alinhamento dos planetas e  Robson Rodovalho fala sobre o assunto que você pode conferir no Sara Play. E se você ainda não baixou o aplicativo, essa é a oportunidade.

Acesse saraplay.com.br