setembro 4, 2019

Missão a Marte: como a radiação ameaça o cérebro de astronautas

A corrida para levar uma nave tripulada a Marte mobiliza cientistas, engenheiros e projetistas no desenvolvimento de tecnologias. Mas, além dos inúmeros desafios técnicos dessa empreitada, a Nasa (agência espacial americana) identificou outro obstáculo para levar exploradores ao solo marciano e trazê-los de volta à Terra: a saúde.

Um novo estudo financiado pela agência concluiu pela primeira vez que os astronautas que conseguirem chegar a Marte ou a outros astros no espaço profundo estarão expostos, de maneira constante, a uma radiação cósmica prejudicial a seu organismo.

Segundo os estudiosos, existe um “aumento de risco alarmante” para funções cerebrais durante viagens ao espaço profundo, com potenciais impactos no humor e até na capacidade de tomada de decisões dos astronautas.

“(A radiação) pode ser o maior obstáculo que a humanidade terá de resolver para viajar além da órbita da Terra”, afirma o estudo, publicado em agosto no periódico ENeuro.

Para chegar a essa conclusão, cientistas submeteram camundongos a doses de radiação semelhantes às que seriam encontradas durante a exploração ao espaço profundo, e os roedores sofreram “sérias complicações neurocognitivas”, com impactos graves na memória e aprendizado. Além disso, adotaram comportamentos que os cientistas classificaram como “angustiados”.

Munjal Acharya, radiologista oncologista da Universidade da Califórnia e principal autor do estudo, explicou à rede NBC que essas radiações “poderiam dificultar que os astronautas reajam de forma eficaz a imprevistos ou situações estressantes”.

Foto de Marte formada por uma composição de mais de 100 fotos, tiradas pelas sondas Viking, nos anos 70. — Foto: Nasa/AP

Foto de Marte formada por uma composição de mais de 100 fotos, tiradas pelas sondas Viking, nos anos 70. — Foto: Nasa/AP

A pesquisa de Acharya indica que ao menos um em cinco astronautas que fossem a Marte regressaria à Terra com graves sequelas nas funções cognitivas.

A radiação, explica a Nasa, é a energia contida em ondas eletromagnéticas ou carregada por partículas. “Essa energia é distribuída quando uma onda ou partícula se choca com alguma outra coisa, como um astronauta ou um componente da nave espacial. Ela é perigosa porque atravessa a pele, irradiando energia e fragmentando células de DNA no caminho”, diz um artigo da agência. “O dano pode aumentar o risco de câncer no longo prazo ou, em casos extremos, causar males de radiação aguda de curto prazo.”

A agência lembra que, em circunstâncias normais, estamos protegidos desse risco na Terra, porque “a bolha magnética protetora do planeta, chamada de magnetosfera, desvia a maioria das partículas solares.”

Proteção

Segundo a Nasa, uma estratégia para se proteger desses efeitos negativos seria construir “escudos temporários” nas espaçonaves.

Kerry Lee, pesquisador da agência, explica que para isso estuda-se usar todo o tipo de massa (mesmo que terra) disponível para “preencher áreas pouco protegidas (da radiação) e fazer com que os tripulantes fiquem em áreas altamente protegidas”.

Quanto mais massa houver entre os astronautas e a radiação, maior é a possibilidade de que essa massa seja a depositária da energia radiativa.

O desafio é elevar a blindagem sem aumentar muito a quantidade de materiais na nave, o que a deixaria muito pesada.

Na Orion, a próxima espaçonave projetada para ir à Lua, a Nasa quer que os astronautas sejam capazes de construir escudos com o que tiverem em mãos, como sacolas cheias ou mesmo solo lunar, cobrindo seus abrigos com eles.

Boneca Helga participará de missão não tripulada para medir efeito da radiação sobre corpos — Foto: Divulgação/ESA

Boneca Helga participará de missão não tripulada para medir efeito da radiação sobre corpos — Foto: Divulgação/ESA

Outras possibilidades são o uso de coletes e dispositivos que aumentem a massa do corpo dos astronautas, ou mesmo superfícies eletricamente carregadas capazes de repelir a radiação.

Para isso, projetaram Helga e Zohar, duas bonecas que viajarão em uma missão não tripulada para pesquisar formas de proteger astronautas dos raios cósmicos e de tormentas solares.

Primeiro a Lua: depois, Marte

A Orion, por sua vez, vai primeiro à Lua, mas a ideia é que sirva também para explorar Marte. Portanto, as informações coletadas pela missão lunar serão úteis para aperfeiçoar os projetos posteriores rumo ao Planeta Vermelho.

A viagem a Marte é muito mais longa do que a ida à Lua, e a tripulação estará exposta a muito mais partículas radiativas.

Além disso, a Nasa afirma que diferentemente da Terra, Marte não tem um campo magnético capaz de desviar a radiação.

“Uma das razões pelas quais vamos à Lua é para nos prepararmos para ir a Marte”, afirma Ruthan Lewis, engenheiro da agência espacial americana. “Fizemos muitas simulações. Agora, vamos começar a passar à (fase) prática.”

Protótipo de como será o pouso futuro do ser humano na Lua — Foto: Nasa

Protótipo de como será o pouso futuro do ser humano na Lua — Foto: Nasa

Fonte: g1.globo.com

maio 30, 2019

Físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebe Prêmio Templeton 2019 em cerimônia nos EUA

O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebeu o Prêmio Templeton 2019 nesta quarta (29) em uma cerimônia nos Estados Unidos. O prêmio é considerado o “Oscar da espiritualidade” e é dado a personalidades que contribuíram para afirmar a dimensão espiritual da vida.

Ele é o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio, criado em 1972, e vai receber 1,1 milhão de libras esterlinas, o equivalente a R$ 5,5 milhões.

Mas, como um físico e astrônomo pode contribuir com a espiritualidade? Enquanto na obra acadêmica Gleiser se debruça sobre números, gráficos e tabelas em busca de pistas que ajudem a desvendar a formação do universo, na atuação pública ele expande a interpretação das tais evidências em busca da resposta à grande questão da humanidade: Afinal, quem somos?

“Mantenho a mente aberta para surpresas. Depende do que você chama de Deus. Tem gente que diz que é a natureza. Então, se Deus é a natureza, eu sou uma pessoa religiosa”, afirmou durante o evento.

Na cerimônia de premiação nesta quarta, Gleiser disse que “precisamos ir além das divisões que têm sido problema real no mundo moderno”, que “precisamos nos unir”, e que quer “dedicar os próximos anos e a honra do prêmio para criar o censo moral de que estamos juntos, que temos que salvar o planeta, a vida, e tudo o que temos.”

O anúncio de que Gleiser receberia o premio deste ano foi feito em março, no mesmo dia em que o físico e astrônomo completava 60 anos. Na ocasião, ele conversou com o G1 e explicou como a sua obra contribui para refletir sobre a espiritualidade.

“A ciência é o caminho para entendermos o mistério da existência humana”, disse Marcelo Gleiser. “É mais ou menos o que o paleontólogo faz: a partir de ossos de dinossauro, reconstrói o passado. Buscamos pistas no universo para reconstruir a história desde o Big Bang até hoje”, explica.

Para ele, ciência e espiritualidade são dois lados de uma moeda só. “A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural. Mas, por outro lado, a ciência tem limite e oferece só um tipo de explicação”, diz.

“A gente sabe que só vê parte da realidade. Essa conexão com o mistério que nos cerca, para mim, é profundamente espiritual. Meu discurso tem todo um lado ecológico e social. Informa pela ciência, mas constrói uma nova moral do século 21 para salvar nosso planeta e nossa espécie”, diz

Marcelo Gleiser, vencedor do premio Templeton 2019 — Foto: Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação

Marcelo Gleiser, vencedor do premio Templeton 2019 — Foto: Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação

Fonte: g1.globo.com

março 20, 2019

Robson Rodovalho parabeniza físico brasileiro por prêmio Nóbel do diálogo e espiritualidade

O astrônomo brasileiro  Marcelo Gleiser, de 60 anos, foi escolhido como o vencedor do prêmio Templeton de 2019, conhecido como o “Nobel” do diálogo e da espiritualidade. Gleiser é o primeiro latino-americano a ser reconhecido com o valor de 1,1 milhão de libras esterlinas — a quantia será entregue oficialmente em um cerimônia em Nova York, em maio deste ano.

Para comentar sobre o assunto, o físico e bispo Robson Rodovalho gravou um vídeo parabenizando a comunidade científica brasileira pelo feito.  “O Brasil está de parabéns e nos enche de orgulho saber que um brasileiro ganhou um pódium tão importante e mais ainda pelo tema “física, química e espiritualidade”. Contribuição como o pensamento pode influenciar na vida humana. Parabéns ao meu colega, Marcelo Gleiser e a todos os cientistas brasileiros por esta grande conquista”.

Segundo a Fundação Templeton, o reconhecimento é pensado para profissionais que tenham feito “uma contribuição excepcional para afirmar a dimensão espiritual da vida, seja por insights, descoberta ou trabalhos práticos”.

Gleiser se formou em física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1981, e tornou-se doutor em física teórica em 1986. Ao longo de sua trajetória, ele escreveu nove livros em português e cinco em inglês.

“No meu trabalho como cientista, minha pesquisa é muito mais ligada a questões fundamentais sobre a origem do universo, da vida, do que sobre como criar um microchip melhor para fazer um iPhone funcionar mais rápido, por exemplo. Minhas questões são mais existenciais”, disse Gleiser em entrevista ao jornal O Globo.

“O professor Gleiser incorpora os valores que inspiraram meu avô a estabelecer o Prêmio Templeton e a criar a Fundação John Templeton”, disse Heather Templeton Dill, atual presidente da John Templeton Foundation.

A honraria, porém, já foi muito criticada por cientistas pela aproximação com temas religiosos. Em resposta, o físico disse à agência AFP que “O ateísmo é inconsistente com o método científico”.

Para assistir ao vídeo do físico Rodovalo na íntegra acesse as redes sociais: twitter@robsonrodovalho, Instagram@bprodovalho ou Facebook.com/bisporobsonrodovalho

Com informações do site revistagalileu

março 15, 2019

Pesquisa revela que 25% dos cristãos norte-americanos leem a Bíblia e oram em suas casas

Os três elementos são: orar todos os dias com os seus familiares e ler a Bíblia juntos; conversar sobre Deus pelo menos uma vez por semana; e acolher não familiares regularmente ou várias vezes por mês.

Dos entrevistados 33% declara que seguem as práticas espirituais de orar e ler a Bíblia e ainda conversam sobre Deus; 14% pratica apenas a hospitalidade e 28% não pratica nenhuma das ações.

“Famílias vibrantes se destacam por terem um tempo significativo, divertido e de qualidade com seus familiares”, diz a pesquisa ao comparar dados de que 32% dos entrevistados se reúnem para jogos, 63% para tomarem o café da manhã juntos e 75% que jantam juntos todos os dias.

“Um dos objetivos deste estudo era aprender com famílias que pareciam estar excepcionalmente engajadas na expressão de fé comunitária e consistente em casa”, explicou o instituto de pesquisa.

Para chegar nesta conclusão, 2.347 pessoas foram ouvidas.

 

Fonte: gospelprime

setembro 7, 2018

Cientista judeu reconhece Jesus como Messias, após estudar o Novo Testamento

O químico James Tour está entre os 50 cientistas mais influentes do mundo. (Foto: James Tour)
O químico James Tour está entre os 50 cientistas mais influentes do mundo. (Foto: James Tour)

A carreira do cientista James Tour é marcada por inúmeras conquistas. Ele está entre os 50 cientistas mais influentes do mundo, tem mais de 650 artigos acadêmicos publicados, 120 patentes e está envolvido em sete empresas com produtos de nanotecnologia e eletrônica molecular.

No entanto, sua maior realização não está no mundo da ciência. “Mais do que isso, o que mais tem significado para mim é ser um judeu que acredita que Jesus é o Messias”, declarou Tour em um vídeo do ministério One For Israel.

Tour cresceu em um bairro judeu nos arredores de Nova York, nos Estados Unidos, mas não se familiarizava com a religião. “Uma vez eu tentei conversar com um rabino, mas ele me ignorou. Havia pouca explicação para mim”, ele conta.

Quando estava cursando Química na Universidade de Syracuse, ele conheceu pessoas que se diziam ser “cristãos nascidos de novo”. “Achei esse termo estranho. O que é nascido de novo?”, questionou na época.

O termo começou a fazer sentido no lugar mais inusitado — uma lavanderia. Tour estava conversando com um homem que explicou que o “pecado” é o abismo que separa a humanidade de Deus.

“Eu olhei para ele e disse: ‘Eu não sou pecador. Eu nunca matei ninguém. Eu nunca roubei um banco. Como eu poderia ser um pecador?’”, Tour questionou. O homem citou Romanos 3:23, que diz: “Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”.

“O judaísmo moderno nunca fala sobre pecado. Eu não me lembro de falar sobre o pecado em minha casa”, respondeu Tour, que ficou ainda mais impressionado quando soube que Jesus ensinou que até mesmo sentir desejo por outra mulher é adultério.

“Eu senti como se tivesse levado um soco no peito”, lembra Tour, que na época era viciado em pornografia. “De repente, algo que está escrito na Bíblia, dito por alguém que viveu 2 mil anos atrás, me fez perceber que era um pecador”.

Do arrependimento à mudança

Intrigado, Tour passou a pesquisar mais sobre a Bíblia e notou que não há perdão de pecados sem derramamento de sangue: no Antigo Testamento, foi estipulado o sacrifício de animais e, no Novo Testamento, Jesus era o Cordeiro da humanidade. “Comecei a perceber o quão judaico é o Novo Testamento”, afirma.

Em 7 de novembro de 1977, sozinho em seu quarto, Tour percebeu que Jesus é o Messias. “Eu disse: ‘Senhor, eu sou pecador. Me perdoe. Entre na minha vida’. Então, de repente, alguém estava no meu quarto. Eu estava de joelhos. Eu abri meus olhos. Jesus Cristo estava no meu quarto”, relata o cientista. “Eu não sentia medo, eu só chorava. A presença era tão gloriosa que eu não queria levantar. Esse incrível sentimento de perdão começou a vir sobre mim”.

Quando a família de Tour soube de sua profunda experiência com Jesus, o químico teve que enfrentar a rejeição — mas este não foi o fim da história. “Minha mãe leu a Bíblia cuidadosamente. Ela comparou o Antigo Testamento ao Novo e disse: ‘Deus nos alertou várias vezes’”, ele conta.

Quando sua mãe completou 72 anos, ela finalmente recebeu a revelação sobre quem é o Messias. Ela contou a novidade para o filho por telefone. “Jimmy, você não pode acreditar no que aconteceu. Eu estava lendo [a Bíblia] e isso me atingiu, a forma como Ele deu a vida. Eu creio agora. Jesus é o Filho de Deus”.

Fonte: guiame.com.br

agosto 31, 2018

Foto de eclipse solar feita por brasileiros ganha destaque na Nasa

O Astronomy Picture of the Day (foto de astronomia do dia), tradicional site de divulgação de fotos da Nasa, a agência espacial americana, destaca nesta segunda-feira (27) a imagem obtida pelo Projeto Kuaray, realizado em parceria por brasileiros e americanos, durante o eclipse solar total de 21 de agosto de 2017 (quase exatamente um ano atrás).

O registro foi captado por uma câmera de 360 graus instalada num balão estratosférico, lançado para que sua permanência no ar coincidisse com a fase de totalidade do eclipse em Idaho, nos EUA. A iniciativa é fruto de trabalho conjunto do CAsB (Clube de Astronomia de Brasília) e da UnB (Universidade de Brasília), em parceria com o Grupo Mutum, a Universidade Estadual de Montana e a própria Nasa.

A imagem mostra a circunferência da sombra da Lua projetada sobre o solo, conforme ela se interpõe entre o Sol e a Terra. Tão bela quanto impressionante.

Confira o vídeo em 360 abaixo.

Fonte: Folha.uol

 

julho 13, 2018

Cientistas identificam fonte de misteriosas emissões que estão destruindo camada de ozônio

Nos últimos meses, cientistas de todo o mundo foram surpreendidos com um misterioso aumento das emissões de gases que estão comprometendo, de forma drástica, a camada de ozônio que protege a Terra.

Agora, um grupo de pesquisadores acredita ter descoberto os responsáveis pelos danos ao meio ambiente: espumas de isolamento térmico de poliuretano, produzidas na China para uso em residências.

A Agência de Investigação Ambiental (EIA, na sigla em inglês), com base no Reino Unido, identificou a presença de CFC-11, ou clorofluorocarbonos-11, na produção dessas espumas na China. O composto químico havia sido proibido em 2010, mas está sendo usado intensamente em fábricas chinesas.

O relatório da EIA apontou a construção de casas na China como fonte das emissões atípicas de gases. Há dois meses, pesquisadores publicaram um estudo que mostrava que a esperada redução do uso de CFC-11, banido há oito anos, havia desacelerado drasticamente.

Os pesquisadores suspeitavam que o composto continuava sendo usado em algum lugar do leste da Ásia. Mas a fonte exata ainda era desconhecida.

OzônioDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA camada de ozônio protege dos efeitos nocivos da radiação solar e fica de 25 km a 30 km da superfície da Terra

Especialistas tinham receio de que o CFC-11 pudesse estar sendo usado secretamente para enriquecer urânio na produção de armas nucleares.

Agora, os pesquisadores dizem não ter dúvidas de que a fonte de produção do composto está vinculada ao uso de espuma para isolamento térmico de casas.

‘Agente expansor’

Os CFC-11 funcionam como um eficiente agente expansor na fabricação de espuma de poliuretano, convertendo-as em isolantes térmicos rígidos usados, principalmente, como forro no teto de residências para reduzir o custo da eletricidade e a emissão de carbono.

O EIA entrou em contato com fábricas de espuma de poliuretano em dez províncias na China. Depois de várias conversas com executivos de 18 empresas, os investigadores concluíram que o composto químico estava sendo usado na maioria dos isolantes de poliuretano produzidos pelas empresas.

A razão é simples: os CFC-11 têm melhor qualidade e são muito mais baratos que os produtos alternativos. Apesar do CFC-11 ter sido banido, a fiscalização não é eficiente e, por isso, ele continua sendo usado.

Barris

“Ficamos totalmente chocados ao descobrir que as empresas eram muito abertas em confirmar que estavam usando o CFC-11 e, ao mesmo tempo, reconhecendo que era ilegal”, disse à BBC Avipsa Mahapatra, do EIA.

A EIA calcula que os gases produzidos na China estão ligados ao aumento das emissões observado no relatório da agência em maio. No entanto, embora os achados da EIA sejam considerados plausíveis, alguns especialistas acreditam que eles não explicariam, por si só, o atual elevado nível de emissão de gases que tem comprometido a camada de ozônio.

Stephen Montzka, da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (Noaa, na Sigla em inglês), disse à BBC que “o uso generalizado do CFC-11, que parece ser evidente na China com base no estudo (do EIA), é bastante surpreendente”.

Ele pondera, contudo, ser difícil analisar com precisão o cálculo das emissões provenientes do uso do CFC-11 para “saber se é realmente possível que essa atividade explique tudo ou quase tudo que estamos observando na atmosfera global”.

Por que a descoberta da EIA é importante?

balões lançados para coletar amostras de poluentesDireito de imagemALAMY
Image captionMisterioso aumento das emissões de gases foi identificado este ano e pesquisadores acreditam ter achado a fonte de emissão que estaria comprometendo a camada de ozônio

Ainda que o uso de CFC-11 em fábricas chinesas não seja o único ou mesmo o maior responsável pela emissão de gases que estão destruindo a camada de ozônio, a descoberta do EIA é importante por ter identificado que uma quantidade considerável de químicos ilegais continua sendo usada – com a capacidade em potencial de reverter a já observada recuperação da camada de ozônio.

A espuma de poliuretano fabricada na China representa quase um terço da produção global desse produto. Os pesquisadores calculam que a produção atrasará em uma década ou mais o objetivo de fechar o buraco que permite os efeitos nocivos da radiação solar.

Como a China é signatária do Protocolo de Montreal – tratado de 1987, mas que entrou em vigor dois anos depois -, seria possível impor sanções comerciais contra o país. Mas desde que o protocolo foi firmado, há mais de 20 anos, nenhum país foi punido com sanções e dificilmente será esse o caso para o uso de CFC-11 na China.

É provável que a China seja incentivada a reduzir a produção de CFC-11 e será aberta uma investigação com o apoio do secretariado do Protocolo de Montreal para averiguar a situação no país.

Nesta semana, representantes do Protocolo de Montreal se reúnem em Viena, na Áustria, para elaborar um plano na tentativa de solucionar o problema.

Fonte: bbc.com/portuguese

julho 6, 2018

Antigo mosaico pode revelar como seriam os rostos dos apóstolos Pedro e Paulo

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Arqueólogos descobriram imagens em mural na cidade de Roma

Arqueólogos encontraram as mais antigas representações dos apóstolos Pedro e Paulo. As imagens faziam parte de um mosaico nas pequenas catacumbas de Santa Tecla, localizada a uns 500 metros da Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma.

No mesmo local há cerca de uma década foram encontrados ossos de um homem que especialistas do Vaticano identificaram como de Paulo, que sabidamente morreu em Roma.

Os ícones estavam em um mural, a quatro metros de profundidade, num cubículo de uma antiga tumba. Na verdade, a existência deste cubículo é conhecida desde 1720, mas as imagens estavam ocultas por uma grossa camada de cal.

Com a aplicação de novas técnicas da arqueologia, principalmente o uso do laser, eles foram revelados ao mundo. Apresentados pelo presidente da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra e do Pontifício Conselho para a Cultura, o cardeal Gianfranco Ravasi, acredita-se que as faces sejam a representação mais próxima das figuras bíblicas.

Ao contrário de muitos registros antigos, descobertos em igrejas no Oriente Médio, os desenhos dos 12 não são todos muito parecidos. Fabrizio Bisconti, professor de Arqueologia Cristã e Medieval da Universidade de Roma, explicou que após várias tentativas, o laser permitiu revelar os primeiros três ícones, que representariam Pedro, André e João.

Mais tarde foi revelado também o de Paulo. Fica claro como os primeiros cristãos conseguiram distinguir os rostos de cada um desses personagens.

Fonte: exibirgospel.com.br

junho 22, 2018

Pesquisa mostra que transtornos mentais diferentes podem ter a mesma causa genética

Estudo publicado na revista “Science” nesta quinta-feira (21), mostra que transtornos mentais diferentes, como depressão e déficit de atenção, dividem o mesmo grupo de genes, e por isso, podem ter a mesma causa genética. O estudo faz parte do projeto BrainStorm Consortium, iniciativa de cientistas norte-americanos que tentam medir o peso que a genética tem em distúrbios psiquiátricos.

A pesquisa envolveu pesquisadores dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália e da Ásia e teve a coordenação de Ben Neale, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O primeiro autor foi Verneri Anttila, que faz o pós-doutorado no MIT.

“Este foi um esforço sem precedentes no compartilhamento de dados, de centenas de pesquisadores em todo o mundo, para melhorar nossa compreensão do cérebro” — Verneri Anttila (MIT).

Para chegar a essas conclusões, cientistas mediram a sobreposição de fatores de risco genéticos de 25 distúrbios psiquiátricos e neurológicos. Foram analisados dados de 215.683 pacientes e de 657.164 pessoas saudáveis (grupo-controle). Também pesquisadores consideraram o quadro clínico e características de quase 1,2 milhões de indivíduos.

Além das similaridades genéticas, a comparação entre os grupos e o mapeamento de genes traz dois desdobramentos importantes:

  1. A pesquisa reforça que pessoas com pais com distúrbios psiquiátricos têm mais chance de desenvolver condições similares;
  2. Distúrbios psiquiátricos diferentes estão relacionados a um mesmo conjunto de genes, mesmo que os sintomas se apresentem de formas diferentes.

Autores ressaltam que a descoberta mostra a necessidade do reconhecimento das similaridades entre as condições para que novas estratégias de tratamento sejam desenvolvidas.

Sobreposição genética entre diferentes doenças

Os resultados do estudo apontam que a sobreposição genética foi mais forte entre Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), transtorno bipolar, depressões mais graves e esquizofrenia.

Os dados também indicaram forte sobreposição genética entre anorexia nervosa e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), bem como entre TOC e síndrome de Tourette.

Entre os distúrbios neurológicos, houve fraca sobreposição de genes. Dados do estudo mostram que a doença de Parkinson, a doença de Alzheimer, a epilepsia e a esclerose múltipla, mostraram pouca ou nenhuma correlação genética entre si e com outros distúrbios cerebrais.

Cientistas dizem ser necessário uma maior quantidade de dados para analisar ainda qual o impacto da similaridade genética entre as diferentes condições.

Eles acreditam, no entanto, que a sobreposição de genes agora apresentada exerce uma forte pressão sobre as fronteiras clínicas estabelecidas entre os distúrbios mentais.

Fonte: g1.globo.com