abril 2, 2019

Ciência comprova que viajar faz bem para a saúde

Não precisa ser cientista pra saber que viajar faz você feliz e melhora a saúde. Mas a ciência comprova isso em vários estudos. Conheça os seis mais importantes:

1. Menos estresse e maior bem-estar emocional

A redução do estresse parece ser o mais óbvio dos benefícios da viagem.

Embora seja uma breve partida e um destino não muito distante, deixar para trás a rotina e o ritmo frenético da vida na cidade permite que você se desconecte, deixe para trás a angústia e aproveite o presente.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Arizona, Estados Unidos, concluiu que as mulheres que saem de férias são menos tensas, cansadas, ou deprimidas e ainda ficam mais satisfeitas no casamento. Ou seja, têm uma melhor qualidade de vida.

2. Cérebro agradece

Os neurônios podem criar novas conexões e até mesmo novos neurônios podem ser formados ao longo da vida. “Para isso é fundamental treinar e estimular o seu cérebro,” explica José Manuel Molto, membro do conselho da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN),

Situações simples como a necessidade de se adaptar a novas sensações, paisagens, sons, aromas, etc., fazem um mapa mental de onde você está, ou ter que se comunicar em outro idioma estimulam o cérebro e o tornam mais plástico e mais criativo.

“Viajar requer, principalmente, aprender e memorizar tudo de maneira estranha até que tudo esteja normal e conhecido. Este é um desafio para o seu cérebro e é como um treino acelerado “, acrescenta Moltó.

O SEN especifica que esses benefícios atingem inclusive pessoas que já têm alguma doença neurológica.

3. Coração mais forte e saudável

Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que viajar reduz o risco de sofrer infarto do miocárdio , especialmente para os idosos.

As estatísticas indicam que os homens que viajam freqüentemente têm chance 21% menor de ter um ataque cardíaco. “Férias podem ser boas para sua saúde”, recomendam as conclusões deste trabalho.

Uma outra pesquisa feita por cientistas da Universidade de Jyväskylän, Finlândia, também encontrou uma associação entre a mobilidade do corpo, causada pela “atividade social coletiva” dada em viagens e um menor risco de mortalidade.

4. Melhora auto-estima

Cada viagem representa uma soma de desafios: mover-se, acostumar-se a um lugar desconhecido, e relacionar-se com novos povos.

E quanto mais longe o destino, maior o desafio, porque envolve entrar em contato com costumes exóticos, línguas desconhecidas e, inevitavelmente, desafios de vários tipos.

Encontrar os recursos para resolvê-los e conseguir progredir promovem a auto-estima, como poucas outras coisas podem fazer.

A viagem, além disso, é uma fonte de futuras memórias e casos para contar, além das possibilidades oferecidas pelas redes sociais.

Como escreveu George Eliot, pseudônimo da escritora britânica do século XIX, Mary Anne Evans, “nossas andanças viajam conosco de longe e o que fomos nos faz o que somos”. Tudo isso também contribui para reforçar a autoconfiança.

5. Força para enfrentar os problemas

Em seu livro Vá Embora Apenas Pela Saúde, publicado em 2000, o prestigiado médico canadense Mel Borins escreveu: “Ir longe ajuda a fugir das partes estressantes da vida. Pode ajudar a melhorar suas perspectivas, oferecer novos pontos de vista e desenvolver novas estratégias para enfrentar os problemas “.

Muitas vezes, depois de uma viagem, muitas pessoas valorizam mais o que têm e param de reclamar do que lhes faz falta, levando a um maior bem-estar.

E, para citar outro clássico do século XIX, Gustave Flaubert: “viajar faz de você uma pessoa modesta, porque isso faz você ver o pequeno lugar que você ocupa no mundo” .

6. Felicidade

O psicólogo Thomas Gilovich, professor da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, há anos tem como objeto de estudo a felicidade.

Ele chegou a uma conclusão que, em qualquer caso, muitas pessoas sabem ou intuem: viajar proporciona mais felicidade do que comprar coisas.

A razão é que as memórias armazenadas, a soma das experiências, proporcionam um prazer e bem-estar a longo prazo, muito mais do que a satisfação de comprar algo material durável.

A antecipação das experiências que têm de ser vividas durante a viagem também gera um sentimento de felicidade maior do que a antecipação da compra de objetos.

Nas palavras de Gilovich, experiências melhoram as relações sociais, são mais valorizadas em si e menos comparadas com as de outras pessoas…  e fazem parte da identidade daqueles que as vivem.

Fonte: sonoticiaboa

março 5, 2019

Projeto pretende “ressuscitar” Mar Morto

O diretor-executivo da Empresa Governamental para a Preservação do Mar Morto, Nir Kedmi, pretende desenvolver a região sul do Mar Morto para oferecer aos turistas hotéis e opções de lazer.

“Setenta por cento dos turistas estrangeiros visitam o Mar Morto, mas não costumam pernoitar, ou o fazem por apenas um ou dois dias, e queremos que façam parte da grande comunidade de israelenses que vêm atualmente”, disse ele à agência EFE.

O projeto é construir mais 17 hotéis, de luxo e alto padrão, entre os já existentes complexos de Ein Bokek e Hamei Zohar. Hoje os complexos hoteleiros oferecem 4 mil leitos, a ideia é dobrar a capacidade e aproveitar a inauguração do aeroporto internacional de Eliat, no sul de Israel, para atrair mais turistas.

“Esta região tem enorme potencial, com o deserto e um clima perfeito no inverno, quando na Europa o tempo é horrível. Aqui não há chuvas em 99% do ano, e as temperaturas no inverno ficam entre 25 e 11 graus”, explicou Amir Halevi, diretor-geral do Ministério do Turismo para o Conselho Regional de Tamar.

Halevi considera o Mar Morto como um dos lugares mais importantes do país, pelo seu significado e também pelo potencial turístico que passará a ser uma das prioridades para investimentos.

Fonte: gospelprime

fevereiro 26, 2019

Estudo da Nasa mostra que planeta está ‘mais verde’ que há 20 anos

Ao mesmo tempo em que o mundo testemunha avanços preocupantes do desmatamento na Amazônia em outras grandes florestas, como na Indonésia, Congo e Rússia, no quadro geral, o planeta se tornou mais verde na comparação com 20 anos atrás.

Essa conclusão surpreendente foi apresentada pela Nasa (a agência espacial americana) na semana passada.

Esse aumento nas áreas foliares globais se deve basicamente aos dois países mais populosos do mundo: China e Índia. Mas se deve, também, à expansão de áreas agrícolas “verdes”.

Por quase 20 anos, dois satélites da Nasa coletaram dados e imagens da Terra para observar o comportamento das áreas “verdes”.

Ao analisar esses dados, os pesquisadores notaram que, durante essas duas décadas, essa área foliar aumentou o equivalente a toda cobertura da Amazônia.

A grande contribuição da China para isto se deve em grande parte ao fato de o país ter implementado programas para conservar e expandir suas florestas – uma estratégia para reduzir os efeitos da erosão do solo, a poluição do ar e as mudanças climáticas.

Cachoeiras e floresta sob dia ensolarado na China

Direito de imagemGETTY IMAGES Image captionNas últimas décadas, a China implementou programas para aumentar sua cobertura vegetal

O aumento do verde também é devido, em menor proporção, à expansão de áreas de cultivo agrícola naquele país.

No caso da Índia, é o inverso. A expansão do verde se deve mais à ampliação agrícola do que ao aumento das florestas em si.

“Isso não significa que as florestas estão sendo substituídas por terras cultivadas”, disse à BBC News Mundo Chi Chen, pesquisador do Departamento de Terra e Meio Ambiente da Universidade de Boston, que liderou o estudo.

“Em vários casos, trata-se do uso do mesmo terreno, que se torna mais produtivo”, explica.

Em ambos os países, a produção de grãos, legumes e frutas aumentou entre 35% e 40% desde 2000.

Dois agricultores trabalham em plantação na Índia

imagemGETTY IMAGES Image captionNa Índia, o aumento da vegetação é tributário principalmente da ampliação da agricultura; esta, no entanto, não contribui para a captura do carbono, como é o caso das florestas

Os poréns

Para os autores do estudo, em geral, as descobertas são boas notícias.

“Nos anos 70 e 80, na Índia e na China, a situação da perda de vegetação não era boa”, disse em comunicado à imprensa Rama Nemani, pesquisador da Nasa que participou do estudo.

“Nos anos 90 as pessoas perceberam isso, e hoje as coisas melhoraram”.

Mas os cientistas também fazem alertas e ressalvas.

Por exemplo, na Índia, o aumento na produção de alimentos depende da irrigação das águas subterrâneas. Se essa água acabar, a tendência pode mudar.

Além disso, estudiosos destacam que o aumento da vegetação em todo o mundo não compensa os danos causados ​​pela perda da cobertura natural em regiões tropicais, como o Brasil e a Indonésia.

“As consequências para a sustentabilidade e a biodiversidade desses ecossistemas permanecem”, diz o relatório.

Além disso, como Nemani explica à BBC News Mundo, “a terra dedicada à agricultura não ajuda a armazenar carbono, como é o caso das florestas”.

 

Fonte: bbc.com/portuguese

agosto 24, 2018

Cientistas desenvolvem sistema para capturar CO2 afim de amenizar aquecimento global

Os próximos cinco anos devem ser ainda mais quentes do que o normal, sendo que o Brasil deve ser um dos países que serão mais afetados com ondas de calor. Mas a ciência não está assistindo ao fenômeno do aquecimento global de braços cruzados: um grupo de cientistas canadenses desenvolveu um sistema capaz de capturar CO2 rapidamente, permitindo a criação de novas armas contra as mudanças climáticas.

O dióxido de carbono é um dos gases que promovem o efeito estufa e um sistema do tipo, capaz de retirá-lo da atmosfera, pode representar uma solução para o problema global. Nos experimentos, os cientistas conseguiram criar magnesita (mineral que é capaz de armazenar CO2 por longos períodos) em laboratório em apenas 72 dias (contra os milhares de anos necessários para que o mineral se forme naturalmente). Ou seja: caso seja possível reproduzir essa criação em larga escala, talvez tenhamos à mão um poderoso meio de reduzir a quantidade de CO2 de nossa atmosfera.

Fonte: canaltech.com.br

agosto 10, 2018

Arqueólogos encontram ruínas de igreja em Armagedom

O fim de “Armagedon” está próximo. Pelo menos para a antiga prisão israelense que fica perto das ruínas de Megido. Depois de vários anos de atraso e muita burocracia, a prisão será transferida e o local será liberado para futuras escavações arqueológicas, previstas para 2021.

Entre os detentos de Armagedon estão militantes do Hamas e membros adeptos ao movimento da “jihad islâmica”. O nome da prisão pode ter sido um erro de tradução da palavra hebraica Har Meggido. O correto seria Monte Megido. Mas é assim que o local ficou conhecido desde então.

Estes nomes chamam a atenção dos cristãos pelos seus significados bíblicos. A palavra “Armagedon” é interpretada como o lugar onde acontecerá a batalha final entre o bem e o mal. E “Megido” é a localização geográfica dessa batalha.

Descobertas Arqueológicas

Em 2005, arqueólogos israelenses encontraram na prisão de Armagedon evidências de que ali existiu uma igreja que pode ter funcionado entre os séculos III e IV, provavelmente numa época em que os romanos perseguiam os cristãos. Onde parece ter sido uma sala de orações, havia um mosaico com a inscrição “Deus Jesus Cristo”.

O local que os arqueólogos passaram a chamar de “Grande Megido” foi escavado durante 18 meses e alguns artefatos foram encontrados. “Ficamos animados por um minuto, mas depois percebemos que há uma prisão de segurança máxima ali, então não poderíamos avançar com nossos planos”, disse Matthew Adams, diretor do W.F. Albright Institute of Archaeological Research.

Ele explica que agora que o governo decidiu mudar a prisão de local, será possível explorar a área para novas descobertas. As autoridades turísticas israelenses estão planejando um complexo no local para combinar arqueologia e turismo, visando o público cristão. Eles esperam atrair 300 mil visitantes ao ano, quase o dobro do número atual.

Fonte: gospelprime.com.br

julho 6, 2018

Antigo mosaico pode revelar como seriam os rostos dos apóstolos Pedro e Paulo

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Arqueólogos descobriram imagens em mural na cidade de Roma

Arqueólogos encontraram as mais antigas representações dos apóstolos Pedro e Paulo. As imagens faziam parte de um mosaico nas pequenas catacumbas de Santa Tecla, localizada a uns 500 metros da Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma.

No mesmo local há cerca de uma década foram encontrados ossos de um homem que especialistas do Vaticano identificaram como de Paulo, que sabidamente morreu em Roma.

Os ícones estavam em um mural, a quatro metros de profundidade, num cubículo de uma antiga tumba. Na verdade, a existência deste cubículo é conhecida desde 1720, mas as imagens estavam ocultas por uma grossa camada de cal.

Com a aplicação de novas técnicas da arqueologia, principalmente o uso do laser, eles foram revelados ao mundo. Apresentados pelo presidente da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra e do Pontifício Conselho para a Cultura, o cardeal Gianfranco Ravasi, acredita-se que as faces sejam a representação mais próxima das figuras bíblicas.

Ao contrário de muitos registros antigos, descobertos em igrejas no Oriente Médio, os desenhos dos 12 não são todos muito parecidos. Fabrizio Bisconti, professor de Arqueologia Cristã e Medieval da Universidade de Roma, explicou que após várias tentativas, o laser permitiu revelar os primeiros três ícones, que representariam Pedro, André e João.

Mais tarde foi revelado também o de Paulo. Fica claro como os primeiros cristãos conseguiram distinguir os rostos de cada um desses personagens.

Fonte: exibirgospel.com.br

junho 5, 2018

Astrônomo diz que ciência se aproxima da descoberta de vida fora da Terra

A ciência está cada vez mais próxima de fazer uma descoberta que desperta a curiosidade humana há décadas: a existência de vida fora do planeta Terra. De acordo com o astrônomo Gustavo Porto de Mello, são grandes as possibilidades de essa notícia ser dada nos próximos dez anos.
Segundo ele, alguns corpos celestes têm surpreendido os cientistas por apresentarem possibilidades de abrigar vida, ainda que microscópica. Se até pouco tempo Marte era o favorito para dar essa boa nova, após a descoberta de água em seu subterrâneo, agora, com as recentes confirmações da presença de água em duas luas do Sistema Solar (Europa, do planeta Júpiter; e Encélado, de Saturno), os indícios de vida extraterrena ficaram ainda maiores.
Quem mais tem instigado os cientistas sobre a possibilidade de abrigar vida é a lua Europa.
“Essa lua desperta interesses desde as primeiras visitas das sondas Voyager, da Nasa [agência espacial norte-americana], que, no final dos anos 70, mostraram o satélite completamente coberto de gelo, com uma superfície lisa e sem crateras, o que indica estar sendo renovada”, disse o astrônomo Gustavo Porto de Mello, professor no Observatório do Valongo, no Rio de Janeiro.
Segundo ele, os dados obtidos posteriormente pela sonda Galileu confirmaram essa conclusão. “Aparentemente havia algum tipo de atividade interna dentro dessa lua [Europa], que mantinha o gelo renovado de forma constante. A maneira mais fácil de entender esse efeito na superfície é supor que existe um oceano, possivelmente de grandes dimensões, abaixo do gelo”.
A Missão Cassini, em Saturno, observou também esse tipo de atividade na lua Encélado. A atividade interna do satélite foi capaz de manter a água líquida abaixo da superfície e ejetar água na forma de gêiseres. Imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble detectaram possíveis evidências de água jorrando também da superfície de Europa.
Gustavo Mello explica que, embora a sonda Galileu não tenha identificado água diretamente por meio de fotografia, foi observada uma distorção do campo magnético em Europa que, de acordo com os autores do estudo, deveria ter sido causada por emissões de água. “Ao ser enviada ao espaço, essa água é alterada pela luz do sol, gerando uma carga elétrica capaz de distorcer o campo magnético daquela lua. Foi isso o que a sonda mediu.”
A partir desses dados, foram feitas simulações por meio de computadores que reproduziram as características das plumas de água observadas pelo Hubble em Europa. Os resultados apresentaram medidas muito parecidas com as observadas pela Galileu.
“Surgiu então mais uma evidência, dentro de um corpo de evidências muito grande e acumulado há quase 30 anos, de modo que já dá para se afirmar com muita segurança que deve haver um oceano bastante extenso de água líquida debaixo da superfície de Europa”, destacou o astrônomo.
Segundo ele, a expectativa é que, diante de tantos dados, a descoberta de algum tipo de vida extraterrena ocorra em menos de dez anos. “Estou cada vez mais otimista de que encontraremos vida [extraterrena] nos próximos anos. Seja em um lugar como Europa ou Marte, seja em algum planeta [orbitando] em outra estrela, através da detecção do oxigênio na atmosfera. Vamos detectar alguma evidência clara. Possivelmente apenas de vida microbiana, mas já é um grande ponto de partida.”
De acordo com o astrônomo, existe uma grande divisão nas escolas de astrobiologia sobre a chance de se detectar uma biosfera complexa, com animais multicelulares e inteligência, como a terrestre. “É uma questão complicada e sem resposta clara, mas quase todo mundo concorda que vida microbiana, unicelular, simples, vai ser detectada”.

Europa Clipper

Mello tem grandes expectativas em relação à missão Europa Clipper, que está sendo planejada pela Nasa para explorar a lua de Júpiter nos primeiros anos da próxima década.
“Isso é importante porque nos últimos anos a Nasa vinha colocando muita ênfase em Marte, que é um planeta parecido com a Terra. Mas esses resultados recentes de Europa mostram uma mudança de pensamento, de modo que vai haver missões biológicas com o objetivo de buscar vida em lugares que são substancialmente diferentes da Terra”.
Segundo ele, é bastante possível que, caso sejam encontrados organismos vivos em Europa, eles sejam similares às chamadas bactérias termófilas encontradas na profundidade dos oceanos do planeta Terra.
“Da maneira como entendemos a vida na Terra, para haver vida é necessário haver três ingredientes: água líquida; uma certa química, principalmente a química orgânica do carbono, com moléculas capazes de fazer ligações; e energia, que aqui na Terra é principalmente fornecida pela luz do sol”, explicou o cientista.
No caso de Europa, a vida pode ter se desenvolvido abaixo do gelo. “Com a presença de água e com a química do carbono que já sabemos estar presente na composição do satélite. Havendo energia interna, teremos os três ingredientes necessários à vida”, acrescentou o astrônomo ressaltando que, nesse caso, seria algum tipo de vida marinha baseada na energia interna do satélite, e não na luz do sol.
Diante da curiosidade que assuntos como esse despertam nas pessoas, o Observatório do Valongo criou o projeto Vida no Universo. Por meio dele, os visitantes poderão se informar sobre diversos tipos de corpos celestes, além de eventos cósmicos e biológicos que podem vir a responder a velha e clássica pergunta: “Será que estamos sós?”.

abril 13, 2018

Ficar muito tempo sentado pode prejudicar a memória, diz estudo

Ficar sentado é o novo fumar. Um novo estudo publicado nesta quinta-feira (12) mostra que não sair do sofá ou da cadeira por muito tempo pode afetar uma área do cérebro que é fundamental para a memória.

Em janeiro, os cientistas já haviam demonstrado que ficar sentado por longos períodos pode aumentar o risco de doenças vasculares, assim como o de problemas cardíacos.

Nesta nova pesquisa, os professores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) recrutaram 35 pessoas com idades entre 45 e 75 anos. Eles perguntaram a frequência com que praticavam atividades físicas e o número de horas que costumavam ficar sentados por dia.

Cada um dos participantes faz uma ressonância magnética de alta resolução, que mostra uma visão detalhada do lobo temporal medial – região afetada quando as pessoas têm amnésia e envolvida na formação de novas memórias.

Jovens fazem exercícios físicos durante o entardecer na costa do Mar mediterrâneo em Ashkelon, Israel (Foto: Amir Cohen/Reuters)Jovens fazem exercícios físicos durante o entardecer na costa do Mar mediterrâneo em Ashkelon, Israel (Foto: Amir Cohen/Reuters)

Jovens fazem exercícios físicos durante o entardecer na costa do Mar mediterrâneo em Ashkelon, Israel (Foto: Amir Cohen/Reuters)

Os cientistas descobriram que o comportamento sedentário é um fator significativo de desgaste do lobo temporal medial. A prática de atividade física, mesmo que em níveis elevados, não é suficiente para repor esses efeitos de ficar sentado por longos períodos.

Os autores dizem, no entanto, que essa pesquisa ainda não é uma prova definitiva de que ficar sentado por bastante tempo é a causa do “afinamento” de alguns áreas do lobo temporal medial. Eles pretendem expandir o número de pessoas e aumentar o tempo de acompanhamento para entender mais profundamente a questão, além de levar em consideração outros fatores, como raça, gênero e peso.

Fonte: g1.globo.com

abril 10, 2018

Evidências apontam uma inteligência por trás do universo, reconhece cientista da Nasa

Ciência e fé podem caminhar juntas e também se complementar, segundo uma analista de dados de astronomia da Nasa, agência espacial dos Estados Unidos.

“A criação fala do seu Criador assim como uma obra de arte reflete o gosto, talento e personalidade de um artista. Através da ciência podemos ver evidências que fortemente apontam para uma super inteligência por trás da arquitetura do universo. Estas evidências são tão convincentes que vários cientistas seculares mencionam esta super inteligência”, disse Gladys Kober ao G1.

Kober observa que embora muitos cientistas não acreditem na existência de um poder sobrenatural, muitos cientistas de alto nível com prêmios Nobel expressaram sua crença em Deus — como o físico alemão Albert Einstein.

“Por exemplo, Einstein escreveu: A harmonia das leis naturais revela uma Inteligência de tal superioridade que, comparada a ela, todo o pensamento sistemático e ações dos seres humanos são uma reflexão totalmente insignificante”, destaca.

O rabino Jacques Cukierkon, que auxilia na doutrina da Congregação Judaica de Piracicaba (CJP), lembra que Einsten era judeu. Ele acrescenta que as descobertas e os prêmios de outros cientistas judeus comprovam que a ciência e a fé podem coexistir. “Ciência e fé caminham juntas sim”, disse o rabino.

O pastor Carlos Eduardo Aranha Neto, líder da Igreja Presbiteriana de Campinas (SP), também concorda que ciência e fé podem caminhar lado a lado.

“É uma das coisas que a gente sempre considera no estudo da teologia. As duas coisas podem ser vistas combinadas. Até mesmo nesta forma de entender as coisas de Deus. A gente tem que pensar que Ele mesmo é o criador da própria ciência. No nosso conceito, a fé não descarta a ciência e também a ciência não descarta a fé”, ele afirma.

A disputa entre fé e razão teve início no final do século XVIII, quando os primeiros cientistas passaram a afirmar que a ciência era capaz de salvar a humanidade. “E aí surgiu esta briga entre fé e razão. Na verdade, não deveria existir”, esclarece o Pároco da Catedral Metropolitana de Campinas, o monsenhor Rafael Capelato.

“Os primeiros cientistas disseram que a fé trouxe prejuízos para a humanidade porque inventou a inquisição, mortes por causa de dogmas, mas a ciência moderna também inventou as armas e a técnica da guerra. Criou armas químicas. Então, as duas coisas, a fé e a razão precisam uma da outra para ajudar o ser humano a crescer e a se desenvolver”, avalia.

“Não tem como arrancar do ser humano a sua capacidade de inteligência, assim como não tem como arrancar do ser humano a sua capacidade de crer, a fé. É, neste sentido, que uma coopera com a outra”, o monsenhor acrescenta.

Fonte: guiame.com.br

março 27, 2018

Cientistas mostram controle de ligação entre neurônios pela 1ª vez

Cientistas conseguiram mostrar pela 1ª vez como células especiais do cérebro, as microglias, realizam o controle das ligações entre neurônios. As imagens foram feitas pelo Laboratório Europeu de Biologia Molecular e publicadas na “Nature Communications” nesta segunda-feira (26).

As microglias comumente atuam como células de defesa do cérebro e de outras regiões do sistema nervoso central. Quando há infecções e problemas nessas áreas, são elas que intervêm.

O que as imagens mostram, no entanto, é que elas também atuam em processos importantes da conexão entre células nervosas.

“Esse é um processo que os neurocientistas fantasiaram por anos, mas ninguém tinha visto antes”, disse Cornelius Gross, pesquisador do Laboratório Europeu de Biologia Molecular.

A equipe de Gross tentou três sistemas diferentes de última geração antes de conseguir mostrar o mecanismo. No total, foram cinco anos de desenvolvimento tecnológico:

Por fim, eles combinaram microscopia eletrônica com microscopia de fluorescência de lâminas de luz e fizeram o primeiro filme em que demonstram que a microglia “come” sinapses.

Entenda o mecanismo

Para controlar as funções do corpo, os neurônios passam informações uns para os outros sem se tocarem. Esses processos são conhecidos por sinapses.

Apesar de muito importantes, as sinapses devem ser controladas para que o nosso organismo não se desequilibre com o envio de muitas informações.

Neurocientistas costumam chamar esse controle de “poda” — uma ação que é muito comum no início do desenvolvimento humano e cerebral.

Nas imagens, pesquisadores mostram como a microglia ajudam nessa poda sináptica, meio como “mordiscando” as sinapses para que elas sejam direcionadas.

Imagem mostra detalhe da microglia interagindo com sinapse (Foto: L. Weinhard/EMBL Rome)Imagem mostra detalhe da microglia interagindo com sinapse (Foto: L. Weinhard/EMBL Rome)

Imagem mostra detalhe da microglia interagindo com sinapse (Foto: L. Weinhard/EMBL Rome)

Os cientistas também demonstraram que as microglias impedem que os neurônios realizem sinapse dupla — quando uma célula nervosa acaba se comunicando com duas, em vez de com apenas uma.

É esse processo mediado pela microglia que garante a comunicação efetiva entre um neurônio e outro — e é com isso também que processos importantes para a cognição (como a memória) se estabilizam.

Um outro ponto que os cientistas demostraram é que a poda é feita mais no sentido de direcionar melhor as sinapses e não de enfraquecê-las.

“Estávamos tentando ver como a microglia elimina as sinapses, mas percebemos que elas induzem seu crescimento na maior parte das vezes”, diz Laetitia Weinhard, pesquisador associado ao estudo.

Fonte: g1.globo.com