outubro 23, 2019

Pesquisadores apontam a existência de outras ”Terras” no Universo

A descoberta de planetas fora do Sistema Solar — algo que rendeu o Nobel de Física deste ano aos cientistas James Peebles, Michal Meyor e Didier Queloz — abriu uma nova perspectiva na busca por vida além da Terra. Porém, para abrigá-la, é preciso uma combinação de características geoquímicas até então não detectadas em nenhum outro mundo. Agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) afirmam, na revista Science, que exoplanetas com composição semelhantes à terrestre podem ser bem mais comuns que o imaginado.

Para buscar algo que se pareça com a vida como se conhece, os cientistas precisam voltar suas atenções a planetas rochosos, como a Terra. “No Universo, há uma quantidade enorme deles”, lembra o coautor do artigo Edward Young, professor de geoquímica e cosmoquímica da Ucla. A avaliação da composição de alguns desses mundos foi possível graças a um método desenvolvido por uma aluna da universidade, Alexandra Doyle, que se valeu de fragmentos de rochosos que orbitavam seis estrelas anãs brancas que colidiram com elas em algum momento.

Anãs brancas são estrelas com massa semelhante à do Sol, embora sejam pouco maiores que a Terra. Esse tipo de “sol” é remanescente de gigantes que explodiram em supernovas e tem um campo gravitacional muito forte, fazendo com que elementos pesados, como carbono, nitrogênio e oxigênio, sejam “sugados” para seu interior, impedindo que telescópios os detectem. A mais próxima da Terra estudada por Alexandra Doyle fica a cerca de 200 anos-luz, e a mais distante, a 665 anos-luz de distânciaContinua depois da publicidade

A estudante explica que a maioria dos materiais rochosos no Sistema Solar têm um alto grau de oxidação, algo chamado de fugacidade de oxigênio (fO2), que reflete condições dos primeiros estágios da formação protoplanetária dos rochosos ao redor do Sol. As propriedades químicas e geofísicas de um planeta, incluindo a composição de qualquer atmosfera produzida por ele, são influenciadas pelo fenômeno. Ela diz que, quando o ferro é oxidado, ele compartilha seus elétrons com o oxigênio, formando uma ligação química entre eles. A oxidação é o que se vê quando um metal fica enferrujado.

Sinais “enterrados”

Como, até agora, não é possível analisar a geoquímica de exoplanetas — o que deverá ser feito em breve pelo supertelescópio James Webber, com lançamento previsto para 2021 —, a equipe da Ucla se valeu de observações com espectrômetro, equipamento que mede a composição química de corpos celestes, das anãs brancas. Não era nelas que os cientistas estavam interessados, mas, sim, nos remanescentes dos rochosos que se chocaram com elas, deixando as próprias propriedades “enterradas” nas estrelas, incluindo elementos pesados, como magnésio, ferro e oxigênio. “O oxigênio rouba elétrons do ferro, produzindo óxido de ferro em vez de ferro. Medimos a quantidade de ferro oxidado nessas rochas que atingem a anã branca”, explica a líder do estudo.

Os resultados indicaram a composição dos exoplanetas — não só das atmosferas, mas dos interiores. Os corpos rochosos que orbitaram as anãs brancas antes de se chocarem contra elas apresentavam fugacidade de oxigênio alta, semelhante ao que ocorre na Terra, em Marte e em asteroides do Sistema Solar. “Observando essas anãs brancas e os elementos presentes em sua atmosfera, observamos os elementos que estão nos corpos que orbitam essas estrelas”, diz Alexandra Doyle. “Observar uma anã branca é como fazer uma autópsia no conteúdo do que ela devorou em seu sistema estelar”, compara.

Os dados analisados por Doyle foram coletados por telescópios, principalmente do W.M. Observatório Keck, no Havaí. “Se eu olhasse apenas para uma estrela anã branca, esperaria ver hidrogênio e hélio. Mas, nesses dados, também vejo outros elementos, como silício, magnésio, carbono e oxigênio, materiais que se acumularam nas anãs brancas de corpos que estavam em sua órbita”, diz.

Desvendar a geoquímica de um exoplaneta conta muito sobre ele, observa a professora de ciências planetárias Hilke Schlichting, coautora do artigo. “Se as rochas extraterrestres têm uma quantidade semelhante de oxidação que a Terra, então você pode concluir que o planeta tem placas tectônicas e potencial semelhante para abrigar campos magnéticos como os da Terra, que se acredita serem os principais ingredientes para a vida”, diz. “Esse estudo dá um salto, ao nos permitir fazer tantas inferências sobre corpos fora do nosso Sistema Solar, e indica que é muito provável que haja realmente análogos da Terra no Universo.”

Fonte: correiobraziliense

maio 30, 2019

Físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebe Prêmio Templeton 2019 em cerimônia nos EUA

O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebeu o Prêmio Templeton 2019 nesta quarta (29) em uma cerimônia nos Estados Unidos. O prêmio é considerado o “Oscar da espiritualidade” e é dado a personalidades que contribuíram para afirmar a dimensão espiritual da vida.

Ele é o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio, criado em 1972, e vai receber 1,1 milhão de libras esterlinas, o equivalente a R$ 5,5 milhões.

Mas, como um físico e astrônomo pode contribuir com a espiritualidade? Enquanto na obra acadêmica Gleiser se debruça sobre números, gráficos e tabelas em busca de pistas que ajudem a desvendar a formação do universo, na atuação pública ele expande a interpretação das tais evidências em busca da resposta à grande questão da humanidade: Afinal, quem somos?

“Mantenho a mente aberta para surpresas. Depende do que você chama de Deus. Tem gente que diz que é a natureza. Então, se Deus é a natureza, eu sou uma pessoa religiosa”, afirmou durante o evento.

Na cerimônia de premiação nesta quarta, Gleiser disse que “precisamos ir além das divisões que têm sido problema real no mundo moderno”, que “precisamos nos unir”, e que quer “dedicar os próximos anos e a honra do prêmio para criar o censo moral de que estamos juntos, que temos que salvar o planeta, a vida, e tudo o que temos.”

O anúncio de que Gleiser receberia o premio deste ano foi feito em março, no mesmo dia em que o físico e astrônomo completava 60 anos. Na ocasião, ele conversou com o G1 e explicou como a sua obra contribui para refletir sobre a espiritualidade.

“A ciência é o caminho para entendermos o mistério da existência humana”, disse Marcelo Gleiser. “É mais ou menos o que o paleontólogo faz: a partir de ossos de dinossauro, reconstrói o passado. Buscamos pistas no universo para reconstruir a história desde o Big Bang até hoje”, explica.

Para ele, ciência e espiritualidade são dois lados de uma moeda só. “A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural. Mas, por outro lado, a ciência tem limite e oferece só um tipo de explicação”, diz.

“A gente sabe que só vê parte da realidade. Essa conexão com o mistério que nos cerca, para mim, é profundamente espiritual. Meu discurso tem todo um lado ecológico e social. Informa pela ciência, mas constrói uma nova moral do século 21 para salvar nosso planeta e nossa espécie”, diz

Marcelo Gleiser, vencedor do premio Templeton 2019 — Foto: Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação

Marcelo Gleiser, vencedor do premio Templeton 2019 — Foto: Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação

Fonte: g1.globo.com

abril 5, 2019

Cientistas identificam provável fonte de metano em Marte

A presença de metano na atmosfera de Marte foi confirmada por uma nova análise dos dados da sonda Mars Express, anunciaram nesta segunda-feira (1) pesquisadores que ressaltam que este gás pode ser um indicador de uma vida micro-orgânica ou resultado do processo geológico.
A sonda europeia Mars Express, em órbita ao redor do planeta desde o final de 2003, já havia detectado traços de metano em sua atmosfera em 2004, graças ao seu espectrômetro infravermelho PFS. Mas esses resultados não haviam convencido totalmente os cientistas por razões técnicas.
Em junho de 2018, a NASA anunciou, por sua vez, que seu robô móvel Curiosity havia detectado metano na atmosfera marciana em 15 de junho de 2013 perto da cratera Gale. No entanto, estes resultados “in situ” levantaram muitos questionamentos, com alguns se perguntando se este metano não provinha do rover (o robô móvel), lembrou à AFP Marco Giuranna, do Instituto Italiano de Astrofísica em Roma.
Neste meio tempo, a equipe internacional liderada por este pesquisador italiano conseguiu melhorar a qualidade dos dados coletados pelo espectrômetro infravermelho da Mars Express, uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA).
“Desenvolvemos uma nova abordagem para selecionar, processar e recuperar os dados” do espectrômetro, explicou Marco Giuranna. “Isso reduziu em grande parte a incerteza em torno das medidas do PFS”, acrescentou.
Pouco antes da aterrissagem em 2012 da sonda Curiosity na cratera de impacto Gale, “decidi conduzir um monitoramento a longo prazo da atmosfera marciana” neste local, contou o pesquisador, cujo estudo foi publicado na Nature Geoscience.
Em 16 de junho de 2013, um dia depois da Curiosity, o espectrômetro da Mars Express registrou um “pico de emissão” de metano acima da cratera.
Estes resultados constituem “uma confirmação independente das medidas da Curiosity”, ressalta o estudo.
Encontrar metano (CH4) em Marte é muito importante para os planetólogos, porque “pode ser um indicador de uma vida microbiana”, observou o pesquisador. Mas a presença desse gás também pode resultar de reações geoquímicas, não relacionadas à vida.
Cereja no topo do bolo, a equipe de Marco Giuranna acredita ter conseguido localizar a fonte dessa emissão de metano em uma região de falha situada a leste da cratera Gale.
Para localizar a fonte, os pesquisadores conduziram dois estudos separados, um baseado em modelagem numérica, o outro baseado em uma análise geológica do local. Os resultados de ambos os estudos apontam para a mesma área.
“É muito emocionante e muito inesperado”, entusiasmou-se o pesquisador italiano.
“Nós identificamos falhas tectônicas que poderiam se estender sob uma região coberta por uma fina camada de gelo (…) É possível que o gelo retenha o metano subsuperficialmente e libere episodicamente quando as falhas quebrarem”, acrescentou Giuseppe Etiope, do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Roma.
Fonte: correiobraziliense

abril 2, 2019

Ciência comprova que viajar faz bem para a saúde

Não precisa ser cientista pra saber que viajar faz você feliz e melhora a saúde. Mas a ciência comprova isso em vários estudos. Conheça os seis mais importantes:

1. Menos estresse e maior bem-estar emocional

A redução do estresse parece ser o mais óbvio dos benefícios da viagem.

Embora seja uma breve partida e um destino não muito distante, deixar para trás a rotina e o ritmo frenético da vida na cidade permite que você se desconecte, deixe para trás a angústia e aproveite o presente.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Arizona, Estados Unidos, concluiu que as mulheres que saem de férias são menos tensas, cansadas, ou deprimidas e ainda ficam mais satisfeitas no casamento. Ou seja, têm uma melhor qualidade de vida.

2. Cérebro agradece

Os neurônios podem criar novas conexões e até mesmo novos neurônios podem ser formados ao longo da vida. “Para isso é fundamental treinar e estimular o seu cérebro,” explica José Manuel Molto, membro do conselho da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN),

Situações simples como a necessidade de se adaptar a novas sensações, paisagens, sons, aromas, etc., fazem um mapa mental de onde você está, ou ter que se comunicar em outro idioma estimulam o cérebro e o tornam mais plástico e mais criativo.

“Viajar requer, principalmente, aprender e memorizar tudo de maneira estranha até que tudo esteja normal e conhecido. Este é um desafio para o seu cérebro e é como um treino acelerado “, acrescenta Moltó.

O SEN especifica que esses benefícios atingem inclusive pessoas que já têm alguma doença neurológica.

3. Coração mais forte e saudável

Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que viajar reduz o risco de sofrer infarto do miocárdio , especialmente para os idosos.

As estatísticas indicam que os homens que viajam freqüentemente têm chance 21% menor de ter um ataque cardíaco. “Férias podem ser boas para sua saúde”, recomendam as conclusões deste trabalho.

Uma outra pesquisa feita por cientistas da Universidade de Jyväskylän, Finlândia, também encontrou uma associação entre a mobilidade do corpo, causada pela “atividade social coletiva” dada em viagens e um menor risco de mortalidade.

4. Melhora auto-estima

Cada viagem representa uma soma de desafios: mover-se, acostumar-se a um lugar desconhecido, e relacionar-se com novos povos.

E quanto mais longe o destino, maior o desafio, porque envolve entrar em contato com costumes exóticos, línguas desconhecidas e, inevitavelmente, desafios de vários tipos.

Encontrar os recursos para resolvê-los e conseguir progredir promovem a auto-estima, como poucas outras coisas podem fazer.

A viagem, além disso, é uma fonte de futuras memórias e casos para contar, além das possibilidades oferecidas pelas redes sociais.

Como escreveu George Eliot, pseudônimo da escritora britânica do século XIX, Mary Anne Evans, “nossas andanças viajam conosco de longe e o que fomos nos faz o que somos”. Tudo isso também contribui para reforçar a autoconfiança.

5. Força para enfrentar os problemas

Em seu livro Vá Embora Apenas Pela Saúde, publicado em 2000, o prestigiado médico canadense Mel Borins escreveu: “Ir longe ajuda a fugir das partes estressantes da vida. Pode ajudar a melhorar suas perspectivas, oferecer novos pontos de vista e desenvolver novas estratégias para enfrentar os problemas “.

Muitas vezes, depois de uma viagem, muitas pessoas valorizam mais o que têm e param de reclamar do que lhes faz falta, levando a um maior bem-estar.

E, para citar outro clássico do século XIX, Gustave Flaubert: “viajar faz de você uma pessoa modesta, porque isso faz você ver o pequeno lugar que você ocupa no mundo” .

6. Felicidade

O psicólogo Thomas Gilovich, professor da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, há anos tem como objeto de estudo a felicidade.

Ele chegou a uma conclusão que, em qualquer caso, muitas pessoas sabem ou intuem: viajar proporciona mais felicidade do que comprar coisas.

A razão é que as memórias armazenadas, a soma das experiências, proporcionam um prazer e bem-estar a longo prazo, muito mais do que a satisfação de comprar algo material durável.

A antecipação das experiências que têm de ser vividas durante a viagem também gera um sentimento de felicidade maior do que a antecipação da compra de objetos.

Nas palavras de Gilovich, experiências melhoram as relações sociais, são mais valorizadas em si e menos comparadas com as de outras pessoas…  e fazem parte da identidade daqueles que as vivem.

Fonte: sonoticiaboa

março 26, 2019

Mães são as que mais influenciam fé cristã dos filhos, aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Barna aponta que 68% dos cristãos americanos ao serem perguntados sobre de quem receberam influência para sua fé responderam que vem de suas mães. Na família cristã, os pais ficaram com 46% e um avô com 37%.

O estudo, que examina os papéis que mães e pais desempenham no desenvolvimento das crianças, mostra que os cristãos são muito mais propensos a dizer que suas mães tiveram uma influência maior sobre sua fé do que seus pais.

Esse padrão também foi encontrado entre os adolescentes cristãos, que são mais propensos a dizer que oraram ou falaram sobre Deus com sua mãe no mês passado do que com seu pai.
A pesquisa foi realizada em 2018 e faz parte de um novo livro, Households of Faith.

“Somos incrivelmente bons como igrejas no apoio, capacitação e incentivo à maternidade, e encorajamos as mães a assumir esse papel ativo na vida de fé de seus filhos”, disse Roxanne Stone, de Barna assim que a pesquisa foi revelada.

“Parece que estamos ficando para trás em como estamos apoiando e capacitando pais para realmente se tornar uma parte da orientação espiritual, bem como a orientação emocional para seus filhos”, declarou.
Os adolescentes cristãos também disseram que sua mãe: “encoraja-me a ir à igreja”, “fala comigo sobre o perdão de Deus” e “me ensina sobre a Bíblia”, mostra a pesquisa.

Os adolescentes cristãos também são mais propensos a buscar encorajamento com a mãe do que com o pai, além de conselhos e ajuda na área espiritual.

Os pais só avançam em três categorias: quando os adolescentes precisam de dinheiro, quando precisam de ajuda logística e quando querem que os pais pratiquem esportes.

Fonte: guiame.com.br

março 19, 2019

Pesquisadores do Oeste do Paraná criam torre inédita de energia híbrida com ajuda do vento e do sol

Após 5 anos de estudos, pesquisadores do Oeste do Paraná criaram uma torre inédita de energia híbrida que aproveita o potencial do vento e do sol para gerar energia.

Bispo Robson Rodovalho, que também é cientista parabenizou a iniciativa: “Parabéns, Brasil e Paraná pela invenção da unidade de geração de Energia de Grafeno com placas solares, uma iniciativa super moderna e inteligente. Me alegra ver uma nova geração de cientistas brasileiros despontado”.

A invenção do Oeste do Paraná é algo inédito na América Latina. A torre utiliza ainda um minério que promete mudar a área energética.  De longe já dá para enxerga-lá. Quem passa pela BR 277, na saída para Curitiba, nota esta estrutura diferente no pátio da Fundetec, são 14 metros de altura, resultado de 5 anos de pesquisa.

Diferente daquelas hélices que estamos acostumados a ver em torres de energia eólica, esta torre tem três hastes com pás que giram conforme a intensidade do vento. A maior geração de energia vem mesmo do movimento do ar, mas ela ainda tem um bônus: a torre é híbrida, então também tem placas que captam a energia do sol. A ideia é oferecer uma alternativa energética mais eficiente do que os sistemas energéticos já existentes e se tornar uma opção de energia para consumidores intermediários, como as indústrias.

A invenção ainda está passando por alguns ajustes, mas já está cheia de curiosos ansiosos para ter um exemplar. A torre deve se tornar algo comercial nos próximos meses e já tem um mercado enorme aguardando por ela.

O vídeo completo você confere nas redes sociais:

Instagram.com/bprodovalho 

Facebook.com/bisporobsonrodovalho

 

 

março 15, 2019

Pesquisa revela que 25% dos cristãos norte-americanos leem a Bíblia e oram em suas casas

Os três elementos são: orar todos os dias com os seus familiares e ler a Bíblia juntos; conversar sobre Deus pelo menos uma vez por semana; e acolher não familiares regularmente ou várias vezes por mês.

Dos entrevistados 33% declara que seguem as práticas espirituais de orar e ler a Bíblia e ainda conversam sobre Deus; 14% pratica apenas a hospitalidade e 28% não pratica nenhuma das ações.

“Famílias vibrantes se destacam por terem um tempo significativo, divertido e de qualidade com seus familiares”, diz a pesquisa ao comparar dados de que 32% dos entrevistados se reúnem para jogos, 63% para tomarem o café da manhã juntos e 75% que jantam juntos todos os dias.

“Um dos objetivos deste estudo era aprender com famílias que pareciam estar excepcionalmente engajadas na expressão de fé comunitária e consistente em casa”, explicou o instituto de pesquisa.

Para chegar nesta conclusão, 2.347 pessoas foram ouvidas.

 

Fonte: gospelprime

março 5, 2019

Projeto pretende “ressuscitar” Mar Morto

O diretor-executivo da Empresa Governamental para a Preservação do Mar Morto, Nir Kedmi, pretende desenvolver a região sul do Mar Morto para oferecer aos turistas hotéis e opções de lazer.

“Setenta por cento dos turistas estrangeiros visitam o Mar Morto, mas não costumam pernoitar, ou o fazem por apenas um ou dois dias, e queremos que façam parte da grande comunidade de israelenses que vêm atualmente”, disse ele à agência EFE.

O projeto é construir mais 17 hotéis, de luxo e alto padrão, entre os já existentes complexos de Ein Bokek e Hamei Zohar. Hoje os complexos hoteleiros oferecem 4 mil leitos, a ideia é dobrar a capacidade e aproveitar a inauguração do aeroporto internacional de Eliat, no sul de Israel, para atrair mais turistas.

“Esta região tem enorme potencial, com o deserto e um clima perfeito no inverno, quando na Europa o tempo é horrível. Aqui não há chuvas em 99% do ano, e as temperaturas no inverno ficam entre 25 e 11 graus”, explicou Amir Halevi, diretor-geral do Ministério do Turismo para o Conselho Regional de Tamar.

Halevi considera o Mar Morto como um dos lugares mais importantes do país, pelo seu significado e também pelo potencial turístico que passará a ser uma das prioridades para investimentos.

Fonte: gospelprime

março 1, 2019

Astrofísica brasileira vence importante prêmio da ciência mundial

Uma das “melhores jovens cientistas trabalhando hoje” em todo o mundo é brasileira, negra e tem apenas 37 anos. A astrofísica capixaba Marcelle Soares-Santos acaba de ser reconhecida pela Fundação Alfred P. Sloan, que desde 1955 escolhe os mais proeminentes jovens cientistas para receber uma bolsa de US$ 70 mil para gastar de qualquer maneira que o bolsista julgar melhor em seu trabalho.

Professora assistente de Física na Universidade Brandeis, nos Estados Unidos, ela estuda a natureza da expansão acelerada do universo usando dados de alguns dos telescópios mais poderosos já construídos.

Soares-Santos coordena uma equipe no Fermilab, um dos mais renomados centros de pesquisa em física de partículas, que ajudou a detectar uma fusão de estrelas de nêutrons pela primeira vez e atualmente está ajudando a criar um método novo para determinar a constante de Hubble.

“Os Sloan Fellows se destacam pela criatividade, pelo trabalho duro, pela importância dos problemas que enfrentam e pela energia e inovação com as quais lidam com eles”, disse Adam F. Falk, presidente da fundação Sloan em um comunicado. “Ser Sloan Fellow é ser na vanguarda da ciência do século 21.”

Para se ter uma ideia da importância do prêmio, 47 dos vencedores da bolsa foram posteriormente reconhecidos pelo Nobel. “É uma honra receber a Bolsa de Pesquisa Sloan”, disse Soares-Santos. “Encontrar-me ao lado das pessoas de destaque que foram reconhecidas ao longo dos anos é o que me deixa mais orgulhosa com esse prêmio.”

Fonte: revistagalileu

fevereiro 26, 2019

Estudo da Nasa mostra que planeta está ‘mais verde’ que há 20 anos

Ao mesmo tempo em que o mundo testemunha avanços preocupantes do desmatamento na Amazônia em outras grandes florestas, como na Indonésia, Congo e Rússia, no quadro geral, o planeta se tornou mais verde na comparação com 20 anos atrás.

Essa conclusão surpreendente foi apresentada pela Nasa (a agência espacial americana) na semana passada.

Esse aumento nas áreas foliares globais se deve basicamente aos dois países mais populosos do mundo: China e Índia. Mas se deve, também, à expansão de áreas agrícolas “verdes”.

Por quase 20 anos, dois satélites da Nasa coletaram dados e imagens da Terra para observar o comportamento das áreas “verdes”.

Ao analisar esses dados, os pesquisadores notaram que, durante essas duas décadas, essa área foliar aumentou o equivalente a toda cobertura da Amazônia.

A grande contribuição da China para isto se deve em grande parte ao fato de o país ter implementado programas para conservar e expandir suas florestas – uma estratégia para reduzir os efeitos da erosão do solo, a poluição do ar e as mudanças climáticas.

Cachoeiras e floresta sob dia ensolarado na China

Direito de imagemGETTY IMAGES Image captionNas últimas décadas, a China implementou programas para aumentar sua cobertura vegetal

O aumento do verde também é devido, em menor proporção, à expansão de áreas de cultivo agrícola naquele país.

No caso da Índia, é o inverso. A expansão do verde se deve mais à ampliação agrícola do que ao aumento das florestas em si.

“Isso não significa que as florestas estão sendo substituídas por terras cultivadas”, disse à BBC News Mundo Chi Chen, pesquisador do Departamento de Terra e Meio Ambiente da Universidade de Boston, que liderou o estudo.

“Em vários casos, trata-se do uso do mesmo terreno, que se torna mais produtivo”, explica.

Em ambos os países, a produção de grãos, legumes e frutas aumentou entre 35% e 40% desde 2000.

Dois agricultores trabalham em plantação na Índia

imagemGETTY IMAGES Image captionNa Índia, o aumento da vegetação é tributário principalmente da ampliação da agricultura; esta, no entanto, não contribui para a captura do carbono, como é o caso das florestas

Os poréns

Para os autores do estudo, em geral, as descobertas são boas notícias.

“Nos anos 70 e 80, na Índia e na China, a situação da perda de vegetação não era boa”, disse em comunicado à imprensa Rama Nemani, pesquisador da Nasa que participou do estudo.

“Nos anos 90 as pessoas perceberam isso, e hoje as coisas melhoraram”.

Mas os cientistas também fazem alertas e ressalvas.

Por exemplo, na Índia, o aumento na produção de alimentos depende da irrigação das águas subterrâneas. Se essa água acabar, a tendência pode mudar.

Além disso, estudiosos destacam que o aumento da vegetação em todo o mundo não compensa os danos causados ​​pela perda da cobertura natural em regiões tropicais, como o Brasil e a Indonésia.

“As consequências para a sustentabilidade e a biodiversidade desses ecossistemas permanecem”, diz o relatório.

Além disso, como Nemani explica à BBC News Mundo, “a terra dedicada à agricultura não ajuda a armazenar carbono, como é o caso das florestas”.

 

Fonte: bbc.com/portuguese