julho 31, 2019

Arqueólogos encontram ruínas da cidade do gigante Golias

É crescente a onda de descobertas que comprovam as verdades Bíblicas. Recentemente, recebemos a informação que arqueólogos israelenses encontraram ruínas da cidade filistéia de Gate, local onde a Bíblia relata ter nascido o gigante Golias, morto por Davi.

As escavações no sítio arqueológico de Tell es-Safi revelaram ruínas mais impressionantes do que as que já haviam sido encontradas.

O arqueólogo Aren Maeir, tem escavado no sítio de Gate há anos. O problema é que Gate é um desses locais onde as pessoas vêm construindo assentamentos sobre assentamentos mais antigos há séculos, dificultando a localização de um período de tempo específico. E assim, o nível que eles acreditavam ser a cidade natal de Golias originalmente, estava errado.

Escavações anteriores revelaram ruínas que datavam dos séculos IX e X a.C., mas a nova descoberta sugere que a cidade de Gate era maior do que se imaginava, sendo que no século XI a.C. estava no auge do desenvolvimento, época em que viveu Golias.

O arqueólogo disse que só um gigante poderia ter construído aquela cidade por conta da dimensão. Isso comprova, mais uma vez, os relatos bíblicos. Temos a arqueologia e a ciência moderna apontando para a veracidade bíblica.

maio 22, 2019

Especialistas acham “plausível” aumento de 2 metros nos oceanos até 2100

É extremamente difícil prever quanto os oceanos vão aumentar devido ao aquecimento global até o final do século, mas, em um estudo divulgado esta semana, 22 especialistas fazem suas estimativas e algumas são piores do que o atual consenso científico.

A estimativa de base mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de 2014 estimava que o pior cenário era de quase um metro de elevação do nível dos oceanos no final do século XXI, em comparação com o período 1986-2005.

O estudo publicado na segunda-feira pela Academia de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) não contradiz este cenário possível, mas adverte que há uma possibilidade que não pode ser descartada de que o aumento seja ainda maior: sua previsão média em um esquema otimista é de 69 cm e de 111 cm se as condições atuais continuarem.

O cenário otimista prevê um aquecimento global de 2°C em relação à era pré-industrial (final do século XIX): esse é o objetivo mínimo do acordo de Paris, assinado em 2015. A Terra já aqueceu cerca de 1°C desde essa época.

O cenário pessimista, por sua vez, aponta um aquecimento de 5°C, o que corresponde a manter a trajetória atual das emissões de gases do efeito estufa pelas atividades humanas.

Mas a margem de elevação dos oceanos, segundo os especialistas envolvidos no estudo, é muito maior: embora o aumento da temperatura global possa ser limitado a 2°C, o aumento no nível do mar pode variar entre 36 e 126 cm; e no caso de um aumento de 5°C existe um risco de 5% que o aumento dos oceanos passe dos 238 cm.

O estudo combina as estimativas de 22 especialistas nas calotas polares da Groenlândia e da Antártida. O derretimento dessas áreas é um dos fatores de risco fundamentais para o aumento do nível das águas, juntamente com os glaciares e o aumento do volume de água quente nos oceanos, embora seja também o mais imprevisível.

“Constatamos que é plausível que o aumento no nível dos mares possa ultrapassar dois metros até 2100 num cenário de altas temperaturas”, escreveram os autores.

Isso resultaria na perda de 1,79 milhão de quilômetros quadrados de terras e no deslocamento de até 187 milhões de pessoas, de acordo com os especialistas.

“Um aumento dessa magnitude teria consequências profundas para a humanidade”, disse Jonathan Bamber, professor da Universidade de Bristol.

Fonte: Exame

março 1, 2019

Astrofísica brasileira vence importante prêmio da ciência mundial

Uma das “melhores jovens cientistas trabalhando hoje” em todo o mundo é brasileira, negra e tem apenas 37 anos. A astrofísica capixaba Marcelle Soares-Santos acaba de ser reconhecida pela Fundação Alfred P. Sloan, que desde 1955 escolhe os mais proeminentes jovens cientistas para receber uma bolsa de US$ 70 mil para gastar de qualquer maneira que o bolsista julgar melhor em seu trabalho.

Professora assistente de Física na Universidade Brandeis, nos Estados Unidos, ela estuda a natureza da expansão acelerada do universo usando dados de alguns dos telescópios mais poderosos já construídos.

Soares-Santos coordena uma equipe no Fermilab, um dos mais renomados centros de pesquisa em física de partículas, que ajudou a detectar uma fusão de estrelas de nêutrons pela primeira vez e atualmente está ajudando a criar um método novo para determinar a constante de Hubble.

“Os Sloan Fellows se destacam pela criatividade, pelo trabalho duro, pela importância dos problemas que enfrentam e pela energia e inovação com as quais lidam com eles”, disse Adam F. Falk, presidente da fundação Sloan em um comunicado. “Ser Sloan Fellow é ser na vanguarda da ciência do século 21.”

Para se ter uma ideia da importância do prêmio, 47 dos vencedores da bolsa foram posteriormente reconhecidos pelo Nobel. “É uma honra receber a Bolsa de Pesquisa Sloan”, disse Soares-Santos. “Encontrar-me ao lado das pessoas de destaque que foram reconhecidas ao longo dos anos é o que me deixa mais orgulhosa com esse prêmio.”

Fonte: revistagalileu

julho 27, 2018

Cientistas encontram água líquida em Marte, descoberta que pode transformar busca por vida

Cientistas da Agência Espacial Italiana anunciaram nesta quarta-feira que existe água líquida em Marte, de forma constante.

Para especialistas, essa descoberta, de um reservatório subterrâneo permanente de água líquida, aumenta consideravelmente as chances de haver vida no planeta.

“Foram anos de debate e investigações, ficamos anos discutindo se isso era mesmo possível. Mas agora podemos dizer: descobrimos água em Marte”, disse o astrônomo Roberto Orosei, pesquisador da Universidade de Bolonha e principal autor da descoberta.

A água líquida e perene foi encontrada 1,5 km abaixo de uma camada de gelo, próxima ao Polo Sul de Marte. “Trata-se de um lago com 20 quilômetros de diâmetro”, contou Orosei. A descoberta será publicada na revista Science desta semana.

“Sem água, nenhuma forma de vida como a conhecemos poderia existir. Por isso é grande o interesse na detecção de água líquida em outros planetas”, contextualiza a pesquisadora Anja Diez, do Instituto Polar Norueguês.

A descoberta da equipe de Orosei baseou-se em análise de dados obtidos por radar da missão Mars Express, sonda espacial lançada em 2003 pela Agência Espacial Europeia e pela Agência Espacial Italiana.

Em conversa com a BBC News Brasil, Orosei ressalta o ineditismo da notícia. “Até o momento, é o único lago descoberto em Marte até agora”, afirma. Ele explica, entretanto, que não é possível calcular o volume total de água.

“Em comparação com os lagos terrestres, é um lago pequeno com seus 20 quilômetros de diâmetro. Mas não conseguimos saber a profundidade do lago porque a água atenua o sinal do radar. O que sabemos é que (a profundidade) é de pelo menos de um metro – ou o radar não seria capaz de revelar sua existência”, diz o astrônomo. “Mesmo no caso mais pessimista, portanto, acredito que o volume de água deve ser de várias centenas de milhões de metros cúbicos.”

Pesquisador italiano Roberto Orosei, principal autor da descobertaDireito de imagemSTEFANO PARISINI/ MEDIA INAF
Image caption“Foram anos de debate e investigações. Mas agora podemos dizer: descobrimos água em Marte”, diz astrônomo

Orosei acredita que esta descoberta seja só a primeira. “É apenas a primeira descoberta de uma quantidade grande de água líquida em Marte. Mas sob as calotas deve haver muito mais”, aposta.

Método

A detecção foi possível graças a um instrumento chamado Mars Advanced Radar for Subsurface e Ionosphere Sounding (Marsis). Este equipamento envia pulsos de radar que são capazes de penetrar a superfície e as calotas de gelo de Marte. O Marsis mede como as ondas de rádio se propagam e devolve esses dados para a Mars Express. Com base nessa propagação, os cientistas inferem a composição do que há abaixo da superfície. Como se fosse um exame de raio-X do Planeta Vermelho.

Orosei e sua equipe utilizaram dados do Marsis coletados entre maio de 2012 e dezembro de 2015, garantindo, assim, que todas as estações do ano fossem contempladas, com as variações de temperatura que existem em Marte – onde o inverno pode chegar a 140 graus negativos, e o verão a 30 positivos. Um ano marciano é praticamente o dobro do terrestre.

Os cientistas obtiveram 29 conjuntos de amostragem do radar e identificaram um ponto em que havia uma mudança muito acentuada do sinal propagado. O perfil identificado pelos os pesquisadores era praticamente igual ao dos lagos de água líquida encontrados sob as calotas do Ártico e da Antártida, na Terra. Ou seja: Marte também tem pelo menos um grande lago subglacial.

Imagem de MarteDireito de imagemNASA
Image captionÁgua líquida e perene foi encontrada 1,5 km abaixo de uma camada de gelo, próxima ao Polo Sul de Marte

“Acreditamos que a água esteja líquida e em temperatura abaixo do ponto de congelamento da água pura, cerca de 10 graus negativos”, comenta Orosei. “Isto ocorre porque se trata de uma água altamente salinizada, com altas concentrações de magnésio, cálcio e sódio, elementos conhecidos por estarem presentes em rochas marcianas.” A salmoura, conforme explica o cientista, somada à pressão do gelo do topo, é capaz de reduzir o ponto de fusão – água geladíssima, portanto, mas ainda líquida.

Conforme aponta Diez, essa concentração alta de sais pode levar o ponto de fusão a 74 graus negativos.

Será que existe vida em Marte?

“Certamente essas não são as condições mais aprazíveis para qualquer tipo de vida”, afirma Orosei. “Mas sabemos que em condições semelhantes, em lagos da Antártida, há alguns organismos pluricelulares que sobrevivem.”

A descoberta, portanto, é mais uma que se soma a tantas outras recentes que trazem indícios de vida no Planeta Vermelho.

No mês passado, duas pesquisas publicadas também na Science esquentaram ainda mais essa perspectiva. Ambas foram realizadas por cientistas da Nasa, a agência espacial americana, a partir de dados coletados pelo rover Curiosity, o jipinho que explora o planeta desde 2012.

A primeira pesquisa apurou que variações de temperatura em Marte causam a liberação do gás metano, aqui na Terra sempre associado ao desenvolvimento da vida. Foi a primeira vez que se comprovou a presença de tal elemento de forma consistente na atmosfera marciana – desde 2004, apenas vestígios esporádicos eram registrados. O metano, por ser a molécula orgânica mais simples, é considerado uma bioassinatura, um indício potencial de processos biológicos.

Um segundo estudo encontrou compostos orgânicos incrustrados em rochas de Marte. Vestígios de moléculas orgânicas – como o tiofeno, o metanotiol e o dimetilsulfureto, foram encontradas impregnadas em amostras de solo de 3 bilhões de anos atrás.

Água e vida

Curiosamente, o imaginário humano de que Marte seria povoado por homenzinhos verdes está intimamente ligado à uma observação errônea que apontava para canais de água no planeta.

Conforme conta o físico brasileiro Ivair Gontijo, integrante da equipe do Curiosity, em seu recém-lançado livro A Caminho de Marte, o rebuliço começou com um astrônomo italiano chamado Giovanni Schiaparelli (1835-1910).

Sem querer, ele alimentou o imaginário humano com possibilidades de marcianinhos. Isto porque em 1878 ele fez um mapa da superfície de Marte. “Incluiu linhas finas escuras e as chamou de ‘canali'”, escreve Gontijo. “Foi aí que começou a confusão. Em italiano ou português, a palavra ‘canal’ não faz distinção entre estruturas naturais e artificiais, mas em inglês não é assim. Nessa língua existem duas palavras: ‘channel’ é um canal natural, enquanto ‘canal’ designa uma estrutura artificial.”

MarteDireito de imagemUSGS ASTROGEOLOGY SCIENCE CENTER
Image captionAstrônomos dizem que pode haver vida em Marte

Traduziram como ‘canal’. E estava armada a sequência de mal-entendidos.

O desserviço acabou sendo prestado, na sequência, pelo empresário e astrônomo amador Percival Lowell (1855-1916). Ele começou a observar o Planeta Vermelho e os tais canais. Em 1895 publicou um livro, Mars, no qual descreveu que Marte tinha vida inteligente e que os marcianos tinham construído um sistema sofisticado de dutos para levar água dos polos e irrigar as plantações. Essas ideias só começaram a ser descartadas completamente a partir de 1965, quando a espaçonave não-tripulada Mariner 4 fez um sobrevoo em Marte.

Pode haver vida em Marte? Sim, e talvez essa seja a notícia que os astrônomos mais queiram dar. Provavelmente seria uma vida precária. Como dizia o astrônomo e escritor americano Carl Sagan (1934-1996), “o pior e mais inóspito lugar da Terra ainda é um paraíso se comparado com qualquer lugar de Marte”.

As pistas dessa natureza nada atraente para nós estão nos dados que o próprio Gontijo dispõe em seu livro: a atmosfera marciana é rarefeita e praticamente formada apenas por gás carbônico (95,3% do total) e com uma pressão atmosférica baixíssima, cerca de 1% do nível do mar terrestre.

Fora da Terra

Uma outra pesquisa astronômica publicada nesta semana apontou indícios de vida extraterrestre. No caso, vida lunática. De acordo com estudo realizado pela Universidade Estadual de Washington, dos Estados Unidos, e publicado no periódico especializado Astrobiology, há 4 bilhões de anos, a superfície lunar tinha condições para abrigar vida.

Essa habitabilidade teria se repetido em outro ciclo 500 milhões de anos mais tarde, conforme a conclusão dos cientistas. O autor da pesquisa, o astrobiólogo Dirk Schulze-Makuch, baseou-se em dados de emissões de gases para chegar a tais conclusões. Entre esses gases, ele comprovou que havia até vapor d’água. Os pesquisadores acreditam que, durante esses ciclos de tempo de “vida transitória”, a Lua chegou a ter lagos de água líquida, como consequência de atividades geológicas e erupções vulcânicas.

Os cientistas analisaram amostras de solo lunar para chegar a tais conclusões.

Fonte: bbc.com/portuguese

abril 10, 2018

Evidências apontam uma inteligência por trás do universo, reconhece cientista da Nasa

Ciência e fé podem caminhar juntas e também se complementar, segundo uma analista de dados de astronomia da Nasa, agência espacial dos Estados Unidos.

“A criação fala do seu Criador assim como uma obra de arte reflete o gosto, talento e personalidade de um artista. Através da ciência podemos ver evidências que fortemente apontam para uma super inteligência por trás da arquitetura do universo. Estas evidências são tão convincentes que vários cientistas seculares mencionam esta super inteligência”, disse Gladys Kober ao G1.

Kober observa que embora muitos cientistas não acreditem na existência de um poder sobrenatural, muitos cientistas de alto nível com prêmios Nobel expressaram sua crença em Deus — como o físico alemão Albert Einstein.

“Por exemplo, Einstein escreveu: A harmonia das leis naturais revela uma Inteligência de tal superioridade que, comparada a ela, todo o pensamento sistemático e ações dos seres humanos são uma reflexão totalmente insignificante”, destaca.

O rabino Jacques Cukierkon, que auxilia na doutrina da Congregação Judaica de Piracicaba (CJP), lembra que Einsten era judeu. Ele acrescenta que as descobertas e os prêmios de outros cientistas judeus comprovam que a ciência e a fé podem coexistir. “Ciência e fé caminham juntas sim”, disse o rabino.

O pastor Carlos Eduardo Aranha Neto, líder da Igreja Presbiteriana de Campinas (SP), também concorda que ciência e fé podem caminhar lado a lado.

“É uma das coisas que a gente sempre considera no estudo da teologia. As duas coisas podem ser vistas combinadas. Até mesmo nesta forma de entender as coisas de Deus. A gente tem que pensar que Ele mesmo é o criador da própria ciência. No nosso conceito, a fé não descarta a ciência e também a ciência não descarta a fé”, ele afirma.

A disputa entre fé e razão teve início no final do século XVIII, quando os primeiros cientistas passaram a afirmar que a ciência era capaz de salvar a humanidade. “E aí surgiu esta briga entre fé e razão. Na verdade, não deveria existir”, esclarece o Pároco da Catedral Metropolitana de Campinas, o monsenhor Rafael Capelato.

“Os primeiros cientistas disseram que a fé trouxe prejuízos para a humanidade porque inventou a inquisição, mortes por causa de dogmas, mas a ciência moderna também inventou as armas e a técnica da guerra. Criou armas químicas. Então, as duas coisas, a fé e a razão precisam uma da outra para ajudar o ser humano a crescer e a se desenvolver”, avalia.

“Não tem como arrancar do ser humano a sua capacidade de inteligência, assim como não tem como arrancar do ser humano a sua capacidade de crer, a fé. É, neste sentido, que uma coopera com a outra”, o monsenhor acrescenta.

Fonte: guiame.com.br

março 14, 2018

Stephen Hawking, físico britânico, morre aos 76 anos

steStephen William Hawking, físico e pesquisador britânico, morreu aos 76 anos nesta quarta-feira (14) em sua casa na Inglaterra. Hawking se tornou um dos cientistas mais conhecidos do mundo ao abordar temas como a natureza da gravidade e a origem do universo. Também foi um exemplo de determinação por resistir muitos anos à esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa.

A morte foi comunicada por sua família à imprensa inglesa. “Estamos profundamente tristes pela morte do nosso pai hoje”, disseram seus filhos Lucy, Robert e Tim. “Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos”, afirmaram em um comunicado. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos após a morte de Galileu, e morreu na mesma data do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879).

No final da década de 1960, Stephen Hawking ganhou fama com sua teoria da singularidade do espaço-tempo, aplicando a lógica dos buracos negros a todo o universo. Ele detalharia o tema ao público em geral no livro “Uma breve história do tempo”, best-seller lançado em 1988.

Em 2014, sua história de vida foi contada no filme “A teoria de tudo”, que rendeu o Oscar de melhor ator a Eddie Redmayner, que interpretou o físico no cinema.

Fonte: g1.globo.com

janeiro 16, 2018

Relatório aponta que a Terra terá elevado temperatura em 1,5ºC até 2040

NASA

 

Nas condições atuais, a temperatura mundial se elevará 1,5ºC até 2040, o primeiro dos tetos fixados pelo Acordo de Paris, salvo se agirem de forma urgente, segundo um rascunho do grupo de especialistas da ONU.

“Existe um forte risco de que (…) a Terra esquente mais de 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais”, adverte este projeto de relatório, do qual a AFP obteve uma cópia. “No nível do aquecimento atual, a temperatura global média alcançaria +1,5ºC daqui até 2040”.Este relatório foi encomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) da ONU, após a adoção do Acordo de Paris em 2015, e será apresentado no segundo semestre de 2018.

O IPCC indicou à AFP que o texto ainda pode ser modificado.

No Acordo de Paris os Estados se comprometeram a limitar a mudança climática “abaixo de 2ºC” e a “continuar os esforços para limitar o aumento de 1,5ºC”.

Atualmente a temperatura já se elevou 1ºC.

A única maneira de permanecer em 1,5ºC é “realizar ações rápidas, profundas e multissetoriais”, segundo o documento de trabalho do IPCC.

Entre outras medidas, cita reduzir fortemente a demanda de energia por habitante, desenvolver as energias renováveis – que devem se converter na fonte dominante de energia primária a partir de 2050 – e acabar “rapidamente” com o carvão.

Este documento recorda que entre 1,5ºC e 2ºC há uma grande diferença: intensidade dos ciclones, secas, fontes de água. Mas em 1,5ºC também haveria consequências, como o degelo das calotas glaciais, que causam a elevação do nível do mar.

Para permanecer abaixo de 1,5ºC deveriam igualmente extrair CO2 da atmosfera, em particular com as florestas, recorda o rascunho. Também teriam que lutar contra outros gases, como o metano.

Fonte: correiobraziliense.com.br

janeiro 9, 2018

O ‘paraíso’ pré-histórico revelado por arqueólogos perto de uma das estradas mais movimentadas de Israel

Ferramentas de pedra encontradas em Jaljulia, perto de Tel Aviv

Pedras usadas pelo homem na Pré-história estão entre as descobertas feitas no local | Foto: Universidade de Tel Aviv

Arqueólogos israelenses descobriram um sítio pré-histórico raro próximo a Tel Aviv, um antigo “paraíso” para caçadores-coletores que viveram 500 mil anos atrás – grupos humanos que viviam à base da caça de animais e coleta de outros alimentos na natureza.

O local, próximo a uma estrada movimentada na cidade de Jaljulia, abrigava centenas de eixos de pedras e outros artefatos pré-históricos.

Especialistas dizem que a área tinha um rio, vegetação e abundância de animais – ou seja, era o local, perfeito para humanos primitivos.

Ran Barkai, chefe de arqueologia da Universidade de Tel Aviv, disse que o espaço foi “incrivelmente preservado”.

“Para as pessoas, era como um paraíso. Elas vinham aqui repetidas vezes”, contou ele.

“A água trazia pedaços de pedras das montanhas, que eram usados para fazer ferramentas. Ela também atraía animais, que eram então caçados e abatidos aqui. Esse grupo tinha tudo o que as pessoas pré-históricas precisavam.”

Nova luz sobre o passado

O sítio arqueológico foi encontrado entre Jaljulia e a autoestrada 6, a cerca de cinco metros da superfície. As descobertas indicam que o local foi usado pelos antepassados dos humanos modernos, os chamados Homo erectus – primeira espécie humana a caminhar completamente em pé.

Essa espécie era formada por homens um pouco maiores e mais fortes que os humanos modernos, mas seus cérebros não eram evoluídos.

Local de escavação em Jaljulia, próximo a Tel Aviv
Local, próximo a uma estrada movimentada, foi ‘incrivelmente preservado’, segundo especialistas | Foto: Universidade de Tel Aviv

A Autoridade de Antiguidades de Israel, que realizou a escavação conjunta com a Universidade de Tel Aviv, disse que as descobertas lançam nova luz sobre o período.

“A descoberta é incrível pelo estado de preservação das peças e por suas implicações na nossa compreensão dessa cultura material”, disse Maayan Shemer, diretor de escavação da entidade.

“Não há dúvida de que analisar esses achados em profundidade contribuirá grandemente para a compreensão do estilo de vida e comportamento humano durante o período.”

Arqueólogos passaram a se dedicar ao local no ano passado, quando a área foi destinada a novas construções.

Área pré-histórica escavada nas proximidades de Tel Aviv
As descobertas estavam 5 metros abaixo da superfície | Foto: Universidade de Tel Aviv

dezembro 1, 2017

Cientista é rejeitado pela comunidade científica após defender que Deus criou o mundo

Durante o último ano, o cientista Günter Bechly passou de um respeitado membro da comunidade científica a um pária, perdendo sua posição como curador de museu e tendo sua página na Wikipedia removida, pelo crime de combinar fé e ciência.

Bechly é um paleontólogo especializado em história fóssil e sistemática de insetos, que acredita que a ciência e a religião podem andar de mãos dadas. “Eu não me tornei cristão apesar de ser cientista, mas por causa disso”, ele escreveu em seu site.

O cientista começou a se afastar da Teoria da Evolução em 2009, quando ele trabalhou no projeto que celebrava 100 anos da publicação “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin. Neste processo, Bechly percebeu que evidências sobre a teoria evolutiva não estão disponíveis em muitos dos seus próprios achados em paleontologia.

Como cientista, suas teorias sofreram mudanças para se adequarem às suas observações. Em 2015, Bechly rejeitou publicamente a evolução darwiniana. “Eu sou cético sobre a teoria neodarwiniana da macroevolução e apoio da teoria do Design Inteligente por razões puramente científicas”, ele declarou em seu site.

A Teoria do Design Inteligente defende que muitas características do Universo e dos seres vivos são mais comumente explicadas por uma causa inteligente, não por um processo não guiado como a seleção natural.

A nova posição de Bechly resultou em sua expulsão do cargo de curador do State Museum of Natural History em Stuttgartt, na Alemanha. Sua página na Wikipédia foi removida em outubro, com os moderadores questionando sua “notabilidade”. Pouco tempo depois, sua página foi retomada e hoje se encontra disponível na enciclopédia colaborativa.

Opiniões

Para Nathan Aviezer, professor de física da Universidade Bar Ilan, não é surpreendente ver a dureza com que a posição de Bechly foi tratada. “Darwin tornou-se um deus. O triste fato é que existe um suporte fanático para a teoria da evolução na comunidade científica. Eles não querem ouvir nada mais e essa não é uma abordagem científica”, disse ele ao site Breaking Israel News.

Gerald Schroeder, um estudioso da Torá com PHD em física, acredita que há um viés contra a Bíblia na comunidade científica. “Existe uma agenda na mídia para apresentar um mundo aleatório, resultante da mutação pela evolução, embora não haja evidências de que as mudanças observáveis sejam resultado de um processo aleatório”, afirma.

Para que haja um avanço, Schroeder ambos os lados do debate devem abordar diferentes estratégias. “Eu procuro encontrar a confluência entre ciência e a Bíblia, em vez de criar conflitos. A ciência e a crença eram compatíveis com a maior parte da história humana. Deus poderia ter criado o mundo em um instante, mas ele escolheu fazê-lo em um processo. A evolução é o fluxo da vida que vai do simples ao complexo, que é precisamente o processo que vemos nos seis dias da Criação”, argumenta.
Para Robson Rodovalho, físico e PH em física quântica e também bispo evangélico, isso mostra, mais uma vez, “uma grande discriminação da Academia Científica, que diz respeito da questão entre o teísmo e o ateísmo. Nesse quesito, a academia se torna mais uma religião do que uma propositura científica e imparcial, o que deveria ser desde sua origem e nascimento. Aliás, a ciência como um todo, especialmente a física quântica, aponta para a espiritualidade nos limites do mundo subjacentes ou no mundo das partículas subatômicas. O que nos leva a entender também que os investimentos e finaciamentos da academia científica são feitos por fundações que tem comprometimentos com causas ateísta e ordenadoras de despesas de países, nações, que partilham do mesmo conceito. Uma lástima! A ciência não pode ficar atrelada a crença nenhuma, nem as crenças teístas e muito menos ateístas, ela precisa perseguir pesquisa séria e imparcial”.

julho 14, 2017

Nasa divulga imagens da Grande Mancha Vermelha de Júpiter

Fonte: internet

Fonte: internet

Miami, Estados Unidos – A Nasa divulgou na quarta-feira (13/7) uma série de impressionantes imagens da tempestade de Júpiter conhecida como Grande Mancha Vermelha, obtidas através de uma sonda não tripulada. A sonda Juno, da agência espacial americana, sobrevoou a tormenta na segunda-feira, oferecendo a visão mais próxima desta icônica característica do maior planeta do nosso sistema solar.

“Durante centenas de anos os cientistas têm observado e teorizado sobre a Grande  Mancha Vermelha de Júpiter”, destacou Scott Bolton, principal pesquisador da Juno no Southwest Research Institute, em San Antonio. “Agora temos as melhores imagens da história”. As imagens podem ser vistas em https://www.missionjuno.swri.edu/junocam/processing

Os pesquisadores esperam saber mais sobre o que impulsiona esta tempestade, e Bolton avaliou que levará algum tempo para analisar os dados capturados por oito instrumentos de Juno quando sobrevoou a tormenta, a 9.000 km de altitude.
A Grande Mancha Vermelha tinha 16.350 km de largura no dia 3 de abril passado. O fenômeno é monitorado desde 1830 e existe, possivelmente, há mais de 350 anos. A Nasa tem fotografado o fenômeno ao longo dos anos através de telescópios e sondas.
Juno partiu em 5 de agosto de 2011 de Cabo Canaveral, Flórida, e orbita Júpiter há pouco mais de um ano. “Estas imagens tão esperadas da Grande Mancha Vermelha de Júpiter são a ‘tempestade perfeita’ de arte e ciência”, opinou Jim Green, diretor de ciência planetária da Nasa. “Estamos encantados de compartilhar a beleza e a emoção da ciência espacial com todos”.