novembro 19, 2019

O que é a fusão nuclear, que promete ser a energia limpa que o mundo procura?

Cientistas dizem que produção de energia através de fusão nuclear é uma questão de tempo — resta saber se a tempo de nos salvar do aquecimento global.


O reator do tipo 'tokamak' deve ser usado no projeto internacional de cooperação para fusão nuclear, o Iter — Foto: Iter/Divulgação/BBC

O reator do tipo ‘tokamak’ deve ser usado no projeto internacional de cooperação para fusão nuclear, o Iter — Foto: Iter/Divulgação/BBC

As perspectivas para o desenvolvimento de fusão nuclear como fonte de energia na Terra melhoraram de forma significativa, dizem especialistas.

O governo do Reino Unido anunciou recentemente um investimento de 200 milhões de libras para desenvolvimento de um reator de fusão nuclear até 2040. Empresas privadas disseram à BBC que querem ter protótipos sendo testados em cinco anos.

Críticos afirmam que, com o preço da energia eólica e solar caindo cada vez mais, essas energias renováveis já existentes podem fornecer um método de lidar com as mudanças climáticas mais econômico que a fusão — e no tempo certo, já que o aquecimento global é um problema urgente.

A fusão nuclear é um tipo de energia nuclear diferente do processo de fissão nuclear que é usado desde 1950 nos reatores de energia atômica. Na fusão, a energia é gerada a partir da união de átomos, enquanto na fissão a energia é gerada pela divisão de átomos.

A fusão é o mesmo processo que acontece no Sol, e exige calor e pressão extremos, sendo muito mais difícil de controlar do que a fissão.

Mas o processo não gera o lixo radioativo produzido pelos reatores de fissão, que é um dos principais problemas atravancando o uso de energiar nuclear atualmente. A fissão também é um método muito caro e gera preocupações quanto à segurança e à proliferação de armas.

O sistema de compressão do reator da General Fusion tem enormes pistolas de pressão — Foto: General Fusion/Divulgação/BBC
O sistema de compressão do reator da General Fusion tem enormes pistolas de pressão — Foto: General Fusion/Divulgação/BBC

O sistema de compressão do reator da General Fusion tem enormes pistolas de pressão — Foto: General Fusion/Divulgação/BBC

O que é exatamente a fusão nuclear

A fusão é o processo que ocorre no Sol continuamente, responsável pelo seu calor e sua luz.

A cada segundo, bilhões de toneladas de átomos de hidrogênio colidem uns com os outros em condições de temperatura e pressão extrema dentro de nossa estrela. Isso os força a quebrar suas ligações químicas e se fundirem, formando um elemento mais pesado, o hélio.

A fusão solar gera quantidades enormes de calor e luz.

Por décadas pesquisadores vêm tentanto replicar esse processo na Terra, produzir “um sol na caixa”, como dizem alguns físicos. A ideia é pegar certo tipo de gás de hidrogênio, aquecê-lo a mais de 100 milhões de graus Celsius até formar uma nuvem de plasma, e controlá-lo com um poderoso campo magnético até que os átomos se fundam e liberem energia.

Potencialmente, a energia da fusão nuclear é muito limpa: não gera CO² como subproduto, não gera lixo tóxico (já que o resultado da reação é o hélio, que não é radioativo), não gera riscos de explosão.

Mas até agora a tecnologia para obter energia através do processo ainda não existe.

Para tentar desenvolvê-la, diversos países concentraram seus esforços em projeto de cooperação internacional chamado Iter.

Grande avanço ou elefante branco?

Trinta e cinco países participam do projeto Iter, que no momento está construindo um reator de teste gigante no sul da França.

O plano é ter o primeiro plasma produzido em 2025. No entanto, da produção do plasma até a obtenção de energia ainda há um longo caminho.

O projeto também foi prejudicado por longos atrasos e estouros no orçamento que fazem com que seja improvável que haja uma usina nuclear de fusão até 2050.

“O que estamos fazendo é desafiar as fronteiras do que é conhecido no mundo da tecnologia”, diz o físico Ian Chapman, presidente da Agência Britânica de Energia Atômica. “E é claro que você encontra obstáculos e precisa superá-los, o que fazemos o tempo todo.”

“O Iter vai ser bem sucedido, eu tenho certeza total disso”, diz ele.

Até o Iter estar funcionando em 2025, o chamado JET (Joint European Torus), no Reino Unido, continuará sendo o maior experimento com fusão nuclear existente.

O JET tem financiamento da União Europeia até 2020, mas o que vai acontecer depois disso não está claro. A participação do Reino Unido no Iter após a provável saída do país da União Europeia também ainda não foi acertada.

Mas o governo do país recentemente anunciou um investimento de 220 milhões de libras para o desenvolvimento de uma usina de fusão até 2040. Durante os próximos quatro anos, pesquisadores vão desenvolver projeto para uma usina de fusão chamada Tokamak Esférico para Produção de Energia, ou Step, na sigla em inglês (Tokamak é um tipo de reator experimental de fusão).

Essa base do Iter no sul da França quer ter seu primeiro plasma produzido em 2025 — Foto: Iter/Divulgação/BBC

Essa base do Iter no sul da França quer ter seu primeiro plasma produzido em 2025 — Foto: Iter/Divulgação/BBC

Como funciona um reator de fusão?

O método mais conhecido de fusão envolve o reator do tipo Tokamak, que tem uma câmara de vácuo em formato de donut. Nela, o hidrogênio é aquecido a 100 milhões de graus Celsius, e então se torna um plasma. Um campo magnético fortíssimo é usado para confinar o plasma para que ele não derreta o reator e encaminhá-lo para que a fusão ocorra.

No Reino Unido, pesquisadores desenvolveram um tipo diferente de Tokamak, que parece mais uma maçã do que um donut. Chamado de Tokamak esférico, ele tem a vantagem de ser mais compacto, potencialmente permitindo que usinas futuras sejam localizadas e áreas urbanizadas.

“Se você olha para algumas unidades, com as grandes máquinas que precisamos instalar, pode ver que a tarefa de encontrar um local para colocá-los por si só já é difícil”, diz Nanna Heiberg, da Agência de Energia Atômica do Reino Unido.

“O ideal é colocá-las perto de onde a energia é usada. E se você conseguir criar reatores em espaços menores, você pode colocá-los mais próximos a usuários e criar mais deles pelo país.”

De onde vem a empolgação com a fusão?

Enquanto governos internacionais tentam fazer o Iter ir para a frente, alguns países também têm suas iniciativas nacionais. A China, a Índia, a Rússia e o Estados Unidos estão trabalhando no desenvolvimento de reatores comerciais.

O Banco de Investimento da Europa também está colocando centenas de milhões de euros em um programa de produção de energia de fusão nuclear italiano que prevê operações a partir de 2050.

A marinha americana já registrou a patente de um “dispositivo de fusão de plasma por compressão”, que usaria campos magnéticos para criar uma rotação acelerada e produzir energia para o funcionamento de navios e submarinos. A ideia é criar reatores pequenos o suficiente para que sejam portáteis. Há muitas dúvidas sobre a possibilidade de que isso seja possível na prática.

A General Fusion acredita que seu método poderá ser testado em cinco anos — Foto: General Fusion/Divulgação/BBC

A General Fusion acredita que seu método poderá ser testado em cinco anos — Foto: General Fusion/Divulgação/BBC

Fusão no setor privado

Talvez a maior expectativa venha do setor privado. São empresas menores, mais ágeis, e se desenvolvem cometendo erros e aprendendo com eles rapidamente.

Hoje, há dúzias delas no mundo todo, levantando fundos e avançando com abordagens diferentes das tradicionais.

A First Light, por exemplo, surgiu na Universidade de Oxford, no Reino Unido, e envolve lançar um projétil em um alvo que contém átomos de hidrogênio. A onde de choque do impacto pressiona o combustível e produz o plasma.

A Commonwealth Fusion Systems (CFS) foi criada por ex-funcionários do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e conseguiu levantar mais de US$ 100 milhões. Seu objetivo é desenvolver um reator Tokamak com imãs supercondutores que permitiriam produzir um reator menor e mais barato.

A TAE Technologies, da Califórnia, conseguiu investimento de empresas como o Google e quer usar um tipo diferente de combustível: uma mistura de hidrogênio e boro, ambos elementos abundantes e não-radioativos. O protótipo deles é um reator cilíndrico que forma dois anéis de plasma que são unidos e mantidos juntos com raios de partículas não reagentes para que fiquem mais quentes e durem mais.

Uma bola de metal líquido

Uma das empresas mais competitivas é a empresa canadense General Fusion. Sua abordagem atraiu bastante atenção ao ser apoiada por bilionários como o criador da Amazon, Jeff Bezos.

A General Fusion nomeou o seu sistema de “magnetised target fusion”, algo como “fusão magnetizada direcionada”, em inglês.

O método funciona inserindo plasma quente injetado em uma bola de metal líquido dentro de uma esfera de aço. A mistura então é comprimida por gigantescas pistolas de pressão, mais ou menos como um motor a fissão.

“As pistolas disparam simultaneamente e colapsam a cavidade com o combustível dentro”, diz Michael Delage, diretor de tecnologia da empresa.

“No pico da compressão, quando a reação acontece, ela está cercada por todos os lados por metal líquido, então a energia vai para o metal, que depois é usado para ferver água e produzir vapor, que por sua vez é usado para produzir energia elétrica.

A General Fusion diz que espera que seu protótipo esteja funcionando em cinco anos.

Porque ainda não conseguimos produzir energia por fusão?

Apesar das altas expectativas, ninguém até hoje conseguiu obter mais energia de um experimento de fusão do que gastou viabilizando-o.

Os cientistas têm confiança de que a ideia vai funcionar, mas acreditam que é uma questão de escala. Para fazer dar certo, você precisa que o experimento seja grande.

“A fusão precisa de recursos para realmente funcionar”, diz Ian Chapman, da agência britânica de energia atômica. “O experimento pode ser feito por um país ou pela iniciativa privada, o que você precisa é da escala e dos recursos.”

“Quando o Iter funcionar, e eu digo ‘quando’ e não ‘se’, vai ser um grande avanço para a fusão e você um investimento massivo no campo”, afirma Chapman.

Há décadas, os cientistas tentam replicar a reação química que acontece no Sol — Foto: Getty Images/BBC

Há décadas, os cientistas tentam replicar a reação química que acontece no Sol — Foto: Getty Images/BBC

A energia renovável vai tornar a fusão irrelevante?

Em 2018, o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) relatou que as emissões de CO² precisam ser reduzidas em 45% até 2030 para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5° C.

Para atingir esse objetivo é preciso que se faça uma rápida “descarbonização” do setor de produção de energia, ou seja, que a produção de energia não produza mais tanto CO² como subproduto. O Reino Unido se compremeteu a, até 2050, atingir “zero emissões líquidas” de carbono (quando a produção de carbono é balanceada com a retirada de carbono do ambiente), o que vai exigir o uso de energia solar e eólica em grande escala.

Algumas pessoas argumentam que isso deveria ser a prioridade do país, em vez de gastar grandes quantias de dinheiro em reatores experimentais de fusão.

“O custo de energias renováveis caiu, enquanto o custo do projeto de fusão internacional, o Iter, subiu”, diz o físico britânico Chris Llewellyn Smit, que já foi presidente do conselho do Iter. “Agora parece bem improvavél que consigam completar o projeto sem novas ideias.”

“Eu não acho que isso seja motivo para desistir da fusão, há maneiras de torná-la mais barata, mas não é algo que estará disponível para nós imediatamente quando precisarmos.”

Outras pessoas na indústria, no entanto, têm uma visão diferente.

“Se você é um país como a Malásia, que tem um sistema energético altamente dependente de carbono, e você está tentando mudar sua matriz energética baseada em queima de carvão, não há muitas opções hoje em dia”, diz Chris Mowry, presidente da empresa General Fusion.

“Este é o tipo de aplicação na qual focamos. E até países como o Canadá, que têm uma quantidade razoável de energia renovável, ainda não conseguem ser 100% renováveis.”

“Então precisamos de uma fonte de energia livre de carbono para complementar as renováveis no futuro”, afirma Mowry.

Fonte: g1.globo.com

setembro 11, 2019

Selo hebraico de 2.600 anos é encontrado perto do Muro das Lamentações

Um selo de 2.600 anos com o nome hebraico foi descoberto em terra escavada desde 2013 perto do Muro das Lamentações, revelou o arqueólogo Eli Shukron nesta segunda-feira (9).

Segundo informações do The Jerusalém Post, o selo traz a inscrição do nome de “Adenyahu Asher Al HaBayit”, que significa “Adenyahu por Nomeação da Casa”, o papel mais proeminente na corte do rei no Reino da Judeia que aparece pela primeira vez na lista de ministérios da Salomão.

Com um centímetro de largura, o selo era usado para assinar documentos e data do século XVII a.C, período do Reino da Judeia, e traz um termo bíblico que era usado para descrever o ministro mais alto que servia sob reis da Judeia ou Israel.

“É a primeira vez que esse tipo de descoberta arqueológica é realizada em Jerusalém”, disse Shukron, que conduziu as escavações iniciais nas pedras fundamentais do Muro Ocidental, ao norte de Silwan, em nome da Autoridade de Antiguidades de Israel. “O termo bíblico ‘ Asher Al HaBayit ‘ foi a posição ministerial de mais alto escalão sob o rei durante os reinados dos reis da Judeia e Israel, e é sem dúvida de grande importância.”

Para Doron Spielman, vice-presidente da Fundação City of David, que opera o local onde a bula foi descoberta, esse achado tem “um significado imenso para bilhões de pessoas em todo o mundo” e ainda mostra um “elo a uma longa cadeia de história judaica em Jerusalém que está sendo descoberta e preservada diariamente na cidade de David”.A bula foi descoberta há três semanas como parte da Experiência Arqueológica voluntária da Cidade de David por um adolescente israelense chamado Batya Howen.

“Comecei a vasculhar o balde de terra lavando-o sob uma corrente de água e, de repente, reconheci um pequeno pedaço de metal de cor preta”, recordou Howen. “Manter uma descoberta tão significativa de 2.600 anos atrás, desde o tempo do Reino de Judá, é uma coisa incrível”, declarou.

Fomte: gospelprime

setembro 4, 2019

Missão a Marte: como a radiação ameaça o cérebro de astronautas

A corrida para levar uma nave tripulada a Marte mobiliza cientistas, engenheiros e projetistas no desenvolvimento de tecnologias. Mas, além dos inúmeros desafios técnicos dessa empreitada, a Nasa (agência espacial americana) identificou outro obstáculo para levar exploradores ao solo marciano e trazê-los de volta à Terra: a saúde.

Um novo estudo financiado pela agência concluiu pela primeira vez que os astronautas que conseguirem chegar a Marte ou a outros astros no espaço profundo estarão expostos, de maneira constante, a uma radiação cósmica prejudicial a seu organismo.

Segundo os estudiosos, existe um “aumento de risco alarmante” para funções cerebrais durante viagens ao espaço profundo, com potenciais impactos no humor e até na capacidade de tomada de decisões dos astronautas.

“(A radiação) pode ser o maior obstáculo que a humanidade terá de resolver para viajar além da órbita da Terra”, afirma o estudo, publicado em agosto no periódico ENeuro.

Para chegar a essa conclusão, cientistas submeteram camundongos a doses de radiação semelhantes às que seriam encontradas durante a exploração ao espaço profundo, e os roedores sofreram “sérias complicações neurocognitivas”, com impactos graves na memória e aprendizado. Além disso, adotaram comportamentos que os cientistas classificaram como “angustiados”.

Munjal Acharya, radiologista oncologista da Universidade da Califórnia e principal autor do estudo, explicou à rede NBC que essas radiações “poderiam dificultar que os astronautas reajam de forma eficaz a imprevistos ou situações estressantes”.

Foto de Marte formada por uma composição de mais de 100 fotos, tiradas pelas sondas Viking, nos anos 70. — Foto: Nasa/AP

Foto de Marte formada por uma composição de mais de 100 fotos, tiradas pelas sondas Viking, nos anos 70. — Foto: Nasa/AP

A pesquisa de Acharya indica que ao menos um em cinco astronautas que fossem a Marte regressaria à Terra com graves sequelas nas funções cognitivas.

A radiação, explica a Nasa, é a energia contida em ondas eletromagnéticas ou carregada por partículas. “Essa energia é distribuída quando uma onda ou partícula se choca com alguma outra coisa, como um astronauta ou um componente da nave espacial. Ela é perigosa porque atravessa a pele, irradiando energia e fragmentando células de DNA no caminho”, diz um artigo da agência. “O dano pode aumentar o risco de câncer no longo prazo ou, em casos extremos, causar males de radiação aguda de curto prazo.”

A agência lembra que, em circunstâncias normais, estamos protegidos desse risco na Terra, porque “a bolha magnética protetora do planeta, chamada de magnetosfera, desvia a maioria das partículas solares.”

Proteção

Segundo a Nasa, uma estratégia para se proteger desses efeitos negativos seria construir “escudos temporários” nas espaçonaves.

Kerry Lee, pesquisador da agência, explica que para isso estuda-se usar todo o tipo de massa (mesmo que terra) disponível para “preencher áreas pouco protegidas (da radiação) e fazer com que os tripulantes fiquem em áreas altamente protegidas”.

Quanto mais massa houver entre os astronautas e a radiação, maior é a possibilidade de que essa massa seja a depositária da energia radiativa.

O desafio é elevar a blindagem sem aumentar muito a quantidade de materiais na nave, o que a deixaria muito pesada.

Na Orion, a próxima espaçonave projetada para ir à Lua, a Nasa quer que os astronautas sejam capazes de construir escudos com o que tiverem em mãos, como sacolas cheias ou mesmo solo lunar, cobrindo seus abrigos com eles.

Boneca Helga participará de missão não tripulada para medir efeito da radiação sobre corpos — Foto: Divulgação/ESA

Boneca Helga participará de missão não tripulada para medir efeito da radiação sobre corpos — Foto: Divulgação/ESA

Outras possibilidades são o uso de coletes e dispositivos que aumentem a massa do corpo dos astronautas, ou mesmo superfícies eletricamente carregadas capazes de repelir a radiação.

Para isso, projetaram Helga e Zohar, duas bonecas que viajarão em uma missão não tripulada para pesquisar formas de proteger astronautas dos raios cósmicos e de tormentas solares.

Primeiro a Lua: depois, Marte

A Orion, por sua vez, vai primeiro à Lua, mas a ideia é que sirva também para explorar Marte. Portanto, as informações coletadas pela missão lunar serão úteis para aperfeiçoar os projetos posteriores rumo ao Planeta Vermelho.

A viagem a Marte é muito mais longa do que a ida à Lua, e a tripulação estará exposta a muito mais partículas radiativas.

Além disso, a Nasa afirma que diferentemente da Terra, Marte não tem um campo magnético capaz de desviar a radiação.

“Uma das razões pelas quais vamos à Lua é para nos prepararmos para ir a Marte”, afirma Ruthan Lewis, engenheiro da agência espacial americana. “Fizemos muitas simulações. Agora, vamos começar a passar à (fase) prática.”

Protótipo de como será o pouso futuro do ser humano na Lua — Foto: Nasa

Protótipo de como será o pouso futuro do ser humano na Lua — Foto: Nasa

Fonte: g1.globo.com

agosto 22, 2019

Para brasileiros, pastores e líderes religiosos são mais confiáveis que cientistas, aponta estudo

Uma pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações descobriu que os brasileiros confiam mais em líderes religiosos do que em cientistas, e também constatou que a confiança na ciência vem caindo.PROPAGANDA

O estudo foi elaborado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), uma organização social que presta serviços à pasta comandada pelo astronauta Marcos Pontes.PUBLICIDADE

A percepção popular dos cientistas como “pessoas inteligentes que fazem coisas úteis à humanidade” caiu de 55% na edição 2015 da pesquisa para 41% em 2019. Em comparação, o número de entrevistados que veem os estudiosos e pesquisadores como “pessoas comuns com treinamento especial” aumentou de 13% para 23% no mesmo período.

Segundo informações da Agência Brasil, dentre os temas de maior interesse da população brasileira, a religião fica à frente da ciência: 69% citou a espiritualidade como um dos principais assuntos cotidianos, enquanto a ciência e tecnologia foram citadas por 62%.

Outro quesito que coloca os cientistas atrás das lideranças religiosas é a confiança: 15% dos entrevistados citaram pastores, padres e sacerdotes em geral como figuras confiáveis como fonte de informação, enquanto apenas 12% lembraram dos cientistas.

“O documento indica uma variação conforme a escolaridade. Quanto menor o tempo de estudo, menor a atenção para a produção científica. Já entre os com maior instrução formal, o interesse cresce. Essa relação se reproduz também no recorte geracional, com o tema ganhando maior preferência entre os mais velhos do que entre os mais jovens”, destacou o jornalista Jonas Valente.

O levantamento entrevistou 2.200 pessoas em todas as regiões do país, com recortes específicos por gênero, idade, escolaridade, renda e residência.

Segundo os responsáveis, a pesquisa manteve categorias e perguntas de edições anteriores e compatíveis com outros estudos internacionais sobre o mesmo tema, mas não há informações na publicação da Agência Brasil sobre o universo pesquisado no estudo usado como comparação, realizado em 2015.

Fonte: gospelmais

abril 11, 2019

Brasília sedia exposição com fotos da Espaçonave Gênesis na Lua

O módulo israelense Beresheet, intitulada Gênesis, decolou em 21 de fevereiro rumo ao espaço a bordo do foguete Falcon 9, da empresa SpaceX. Além de Beresheet, o foguete também carregava o satélite Nusantara Satu e um laboratório de pesquisa da Força Aérea dos Estados Unidos.

“É a primeira vez que Israel está mandando uma espaçonave para o espaço. Nós somos um país pequeno, mas com grandes sonhos. Somos o quarto país a tentar chegar na Lua, mas com uma menor população, menor orçamento, e mesmo assim conseguimos e isso tem grandes significados pois mostra que temos uma capacidade técnica alta. Mas a a maior mensagem que vejo nessa missão é mostrar para os jovens que o céu não é o limite. Se eles trabalham, estudam, eles conseguem o que querem. Brasil e Israel têm em comum o empenho em valorizar a educação e empoderar essa nova geração”, comentou David Atar,  primeiro-secretário da Embaixada de Israel.

Porém, a grande missão estava em pousar com segurança na Lua. Durante a exposição no Planetário foi transmitida, ao vivo, a tentativa de pouso, que não ocorreu porque a pequena espaçonave desligou e perdeu comunicação com a Terra quando se aproximava do satélite.

O projeto seria o primeiro com financiamento privado a chegar à Lua e Israel seria o quarto país a conseguir o feito – apenas EUA, Rússia e China conseguiram pousar de forma bem sucedida.

A exposição ficará aberta no Planetário de Brasília até 30 de abril. O público poderá prestigiar várias fotografias da espaçonave, inclusive uma peculiar, que é a selfie feita pela espaçonave no espaço. O horário de funcionamento do Planetário é de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados e domingos, das 8h às 20h.

 

 

abril 9, 2019

Brasileiros respondem em pesquisa que a fé é o mais importante para mudar de vida

Para maior parte dos brasileiros, a fé é o aspecto mais importante para melhorar de vida, segundo uma pesquisa divulgada pela organização Oxfam Brasil, encomendada ao Instituto Datafolha.

Para 28% dos brasileiros, a é mais importante para ter uma vida melhor do que os estudos (21%), acesso à saúde (19%), o trabalho (11%) e ganhar mais dinheiro (8%).

“Importante apontar como a renda, pura e simples, não é vista como aspecto prioritário para uma vida melhor”, observa a Oxfam Brasil.

Outros itens apontados na pesquisa como prioritários para a melhoria de vida foram: ter acesso à aposentadoria (6%), apoio financeiro da família (5%) e cultura e lazer (2%).

Veja abaixo o que os brasileiros consideram mais importante para melhorar de vida, segundo a Oxfam:

– Fé religiosa: 28%
– Estudar: 21%
– Ter acesso a atendimento de saúde: 19%
– Crescer no trabalho: 11%
– Ganhar mais dinheiro: 8%
– Ter acesso à aposentadoria: 6%
– Apoio financeiro da família: 5%
– Cultura e lazer: 2%

Foram entrevistadas 2.086 pessoas em 130 cidades de todos os estados brasileiros, entre os dias 12 e 18 de fevereiro. A margem de erro para a amostragem geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

Por ser uma pesquisa amostral realizada em locais de grande circulação de pessoas, o Datafolha definiu uma amostra que busca refletir o perfil da sociedade brasileira conforme o último Censo, informou a Oxfam.

Fonte: Guiame

abril 5, 2019

Cientistas identificam provável fonte de metano em Marte

A presença de metano na atmosfera de Marte foi confirmada por uma nova análise dos dados da sonda Mars Express, anunciaram nesta segunda-feira (1) pesquisadores que ressaltam que este gás pode ser um indicador de uma vida micro-orgânica ou resultado do processo geológico.
A sonda europeia Mars Express, em órbita ao redor do planeta desde o final de 2003, já havia detectado traços de metano em sua atmosfera em 2004, graças ao seu espectrômetro infravermelho PFS. Mas esses resultados não haviam convencido totalmente os cientistas por razões técnicas.
Em junho de 2018, a NASA anunciou, por sua vez, que seu robô móvel Curiosity havia detectado metano na atmosfera marciana em 15 de junho de 2013 perto da cratera Gale. No entanto, estes resultados “in situ” levantaram muitos questionamentos, com alguns se perguntando se este metano não provinha do rover (o robô móvel), lembrou à AFP Marco Giuranna, do Instituto Italiano de Astrofísica em Roma.
Neste meio tempo, a equipe internacional liderada por este pesquisador italiano conseguiu melhorar a qualidade dos dados coletados pelo espectrômetro infravermelho da Mars Express, uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA).
“Desenvolvemos uma nova abordagem para selecionar, processar e recuperar os dados” do espectrômetro, explicou Marco Giuranna. “Isso reduziu em grande parte a incerteza em torno das medidas do PFS”, acrescentou.
Pouco antes da aterrissagem em 2012 da sonda Curiosity na cratera de impacto Gale, “decidi conduzir um monitoramento a longo prazo da atmosfera marciana” neste local, contou o pesquisador, cujo estudo foi publicado na Nature Geoscience.
Em 16 de junho de 2013, um dia depois da Curiosity, o espectrômetro da Mars Express registrou um “pico de emissão” de metano acima da cratera.
Estes resultados constituem “uma confirmação independente das medidas da Curiosity”, ressalta o estudo.
Encontrar metano (CH4) em Marte é muito importante para os planetólogos, porque “pode ser um indicador de uma vida microbiana”, observou o pesquisador. Mas a presença desse gás também pode resultar de reações geoquímicas, não relacionadas à vida.
Cereja no topo do bolo, a equipe de Marco Giuranna acredita ter conseguido localizar a fonte dessa emissão de metano em uma região de falha situada a leste da cratera Gale.
Para localizar a fonte, os pesquisadores conduziram dois estudos separados, um baseado em modelagem numérica, o outro baseado em uma análise geológica do local. Os resultados de ambos os estudos apontam para a mesma área.
“É muito emocionante e muito inesperado”, entusiasmou-se o pesquisador italiano.
“Nós identificamos falhas tectônicas que poderiam se estender sob uma região coberta por uma fina camada de gelo (…) É possível que o gelo retenha o metano subsuperficialmente e libere episodicamente quando as falhas quebrarem”, acrescentou Giuseppe Etiope, do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Roma.
Fonte: correiobraziliense

abril 2, 2019

Ciência comprova que viajar faz bem para a saúde

Não precisa ser cientista pra saber que viajar faz você feliz e melhora a saúde. Mas a ciência comprova isso em vários estudos. Conheça os seis mais importantes:

1. Menos estresse e maior bem-estar emocional

A redução do estresse parece ser o mais óbvio dos benefícios da viagem.

Embora seja uma breve partida e um destino não muito distante, deixar para trás a rotina e o ritmo frenético da vida na cidade permite que você se desconecte, deixe para trás a angústia e aproveite o presente.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Arizona, Estados Unidos, concluiu que as mulheres que saem de férias são menos tensas, cansadas, ou deprimidas e ainda ficam mais satisfeitas no casamento. Ou seja, têm uma melhor qualidade de vida.

2. Cérebro agradece

Os neurônios podem criar novas conexões e até mesmo novos neurônios podem ser formados ao longo da vida. “Para isso é fundamental treinar e estimular o seu cérebro,” explica José Manuel Molto, membro do conselho da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN),

Situações simples como a necessidade de se adaptar a novas sensações, paisagens, sons, aromas, etc., fazem um mapa mental de onde você está, ou ter que se comunicar em outro idioma estimulam o cérebro e o tornam mais plástico e mais criativo.

“Viajar requer, principalmente, aprender e memorizar tudo de maneira estranha até que tudo esteja normal e conhecido. Este é um desafio para o seu cérebro e é como um treino acelerado “, acrescenta Moltó.

O SEN especifica que esses benefícios atingem inclusive pessoas que já têm alguma doença neurológica.

3. Coração mais forte e saudável

Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que viajar reduz o risco de sofrer infarto do miocárdio , especialmente para os idosos.

As estatísticas indicam que os homens que viajam freqüentemente têm chance 21% menor de ter um ataque cardíaco. “Férias podem ser boas para sua saúde”, recomendam as conclusões deste trabalho.

Uma outra pesquisa feita por cientistas da Universidade de Jyväskylän, Finlândia, também encontrou uma associação entre a mobilidade do corpo, causada pela “atividade social coletiva” dada em viagens e um menor risco de mortalidade.

4. Melhora auto-estima

Cada viagem representa uma soma de desafios: mover-se, acostumar-se a um lugar desconhecido, e relacionar-se com novos povos.

E quanto mais longe o destino, maior o desafio, porque envolve entrar em contato com costumes exóticos, línguas desconhecidas e, inevitavelmente, desafios de vários tipos.

Encontrar os recursos para resolvê-los e conseguir progredir promovem a auto-estima, como poucas outras coisas podem fazer.

A viagem, além disso, é uma fonte de futuras memórias e casos para contar, além das possibilidades oferecidas pelas redes sociais.

Como escreveu George Eliot, pseudônimo da escritora britânica do século XIX, Mary Anne Evans, “nossas andanças viajam conosco de longe e o que fomos nos faz o que somos”. Tudo isso também contribui para reforçar a autoconfiança.

5. Força para enfrentar os problemas

Em seu livro Vá Embora Apenas Pela Saúde, publicado em 2000, o prestigiado médico canadense Mel Borins escreveu: “Ir longe ajuda a fugir das partes estressantes da vida. Pode ajudar a melhorar suas perspectivas, oferecer novos pontos de vista e desenvolver novas estratégias para enfrentar os problemas “.

Muitas vezes, depois de uma viagem, muitas pessoas valorizam mais o que têm e param de reclamar do que lhes faz falta, levando a um maior bem-estar.

E, para citar outro clássico do século XIX, Gustave Flaubert: “viajar faz de você uma pessoa modesta, porque isso faz você ver o pequeno lugar que você ocupa no mundo” .

6. Felicidade

O psicólogo Thomas Gilovich, professor da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, há anos tem como objeto de estudo a felicidade.

Ele chegou a uma conclusão que, em qualquer caso, muitas pessoas sabem ou intuem: viajar proporciona mais felicidade do que comprar coisas.

A razão é que as memórias armazenadas, a soma das experiências, proporcionam um prazer e bem-estar a longo prazo, muito mais do que a satisfação de comprar algo material durável.

A antecipação das experiências que têm de ser vividas durante a viagem também gera um sentimento de felicidade maior do que a antecipação da compra de objetos.

Nas palavras de Gilovich, experiências melhoram as relações sociais, são mais valorizadas em si e menos comparadas com as de outras pessoas…  e fazem parte da identidade daqueles que as vivem.

Fonte: sonoticiaboa

março 26, 2019

Mães são as que mais influenciam fé cristã dos filhos, aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Barna aponta que 68% dos cristãos americanos ao serem perguntados sobre de quem receberam influência para sua fé responderam que vem de suas mães. Na família cristã, os pais ficaram com 46% e um avô com 37%.

O estudo, que examina os papéis que mães e pais desempenham no desenvolvimento das crianças, mostra que os cristãos são muito mais propensos a dizer que suas mães tiveram uma influência maior sobre sua fé do que seus pais.

Esse padrão também foi encontrado entre os adolescentes cristãos, que são mais propensos a dizer que oraram ou falaram sobre Deus com sua mãe no mês passado do que com seu pai.
A pesquisa foi realizada em 2018 e faz parte de um novo livro, Households of Faith.

“Somos incrivelmente bons como igrejas no apoio, capacitação e incentivo à maternidade, e encorajamos as mães a assumir esse papel ativo na vida de fé de seus filhos”, disse Roxanne Stone, de Barna assim que a pesquisa foi revelada.

“Parece que estamos ficando para trás em como estamos apoiando e capacitando pais para realmente se tornar uma parte da orientação espiritual, bem como a orientação emocional para seus filhos”, declarou.
Os adolescentes cristãos também disseram que sua mãe: “encoraja-me a ir à igreja”, “fala comigo sobre o perdão de Deus” e “me ensina sobre a Bíblia”, mostra a pesquisa.

Os adolescentes cristãos também são mais propensos a buscar encorajamento com a mãe do que com o pai, além de conselhos e ajuda na área espiritual.

Os pais só avançam em três categorias: quando os adolescentes precisam de dinheiro, quando precisam de ajuda logística e quando querem que os pais pratiquem esportes.

Fonte: guiame.com.br

março 20, 2019

Robson Rodovalho parabeniza físico brasileiro por prêmio Nóbel do diálogo e espiritualidade

O astrônomo brasileiro  Marcelo Gleiser, de 60 anos, foi escolhido como o vencedor do prêmio Templeton de 2019, conhecido como o “Nobel” do diálogo e da espiritualidade. Gleiser é o primeiro latino-americano a ser reconhecido com o valor de 1,1 milhão de libras esterlinas — a quantia será entregue oficialmente em um cerimônia em Nova York, em maio deste ano.

Para comentar sobre o assunto, o físico e bispo Robson Rodovalho gravou um vídeo parabenizando a comunidade científica brasileira pelo feito.  “O Brasil está de parabéns e nos enche de orgulho saber que um brasileiro ganhou um pódium tão importante e mais ainda pelo tema “física, química e espiritualidade”. Contribuição como o pensamento pode influenciar na vida humana. Parabéns ao meu colega, Marcelo Gleiser e a todos os cientistas brasileiros por esta grande conquista”.

Segundo a Fundação Templeton, o reconhecimento é pensado para profissionais que tenham feito “uma contribuição excepcional para afirmar a dimensão espiritual da vida, seja por insights, descoberta ou trabalhos práticos”.

Gleiser se formou em física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1981, e tornou-se doutor em física teórica em 1986. Ao longo de sua trajetória, ele escreveu nove livros em português e cinco em inglês.

“No meu trabalho como cientista, minha pesquisa é muito mais ligada a questões fundamentais sobre a origem do universo, da vida, do que sobre como criar um microchip melhor para fazer um iPhone funcionar mais rápido, por exemplo. Minhas questões são mais existenciais”, disse Gleiser em entrevista ao jornal O Globo.

“O professor Gleiser incorpora os valores que inspiraram meu avô a estabelecer o Prêmio Templeton e a criar a Fundação John Templeton”, disse Heather Templeton Dill, atual presidente da John Templeton Foundation.

A honraria, porém, já foi muito criticada por cientistas pela aproximação com temas religiosos. Em resposta, o físico disse à agência AFP que “O ateísmo é inconsistente com o método científico”.

Para assistir ao vídeo do físico Rodovalo na íntegra acesse as redes sociais: twitter@robsonrodovalho, Instagram@bprodovalho ou Facebook.com/bisporobsonrodovalho

Com informações do site revistagalileu