maio 5, 2020

A misteriosa composição do primeiro cometa ‘alienígena’ detectado em nosso sistema solar

O primeiro cometa identificado como visitante de outro sistema estelar tem uma composição incomum, de acordo com pesquisas recentes.

O cometa interestelar 21/Borisov foi detectado em nosso Sistema Solar no ano passado. O visitante misterioso das profundezas do espaço deu aos cientistas uma oportunidade sem precedentes de compará-lo com outros cometas que se formaram ao redor do Sol.

Os novos dados sugerem que ele contém grandes quantidades de monóxido de carbono, uma possível pista de onde ele “nasceu”.

As descobertas aparecem em dois estudos científicos independentes publicados pelo site especializado Nature Astronomy.

Em um dos estudos, uma equipe internacional, liderada por Martin Cordiner e Stefanie Milam, do Goddard Space Flight Center, da Nasa, apontou o radiotelescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (Alma) em direção ao cometa nos dias 15 e 16 de dezembro de 2019.

O Alma é composto por 66 antenas posicionadas no topo de uma montanha no deserto do Atacama, no Chile, que permitem observar o espaço por meio de comprimentos de onda submilimétricos.

No outro estudo, Dennis Bodewits, da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos, e seus colegas coletaram observações ultravioletas de 21/Borisov usando o Telescópio Espacial Hubble e o Observatório Neil Gehrels Swift.

‘Radicalmente diferente’

Os cometas são feitos de gás, gelo e poeira e se formam no disco rotativo de matéria (disco protoplanetário) que orbita em torno de uma estrela, e onde costuma surgir planetas, asteroides e outros corpos celestes.

Eles podem semear novos mundos com os elementos químicos essenciais à vida e podem ter trazido água para a Terra quando ela ainda era muito jovem.

As equipes científicas identificaram duas moléculas no gás liberado pelo 21/Borisov: cianeto de hidrogênio (HCN) e monóxido de carbono (CO).

O HCN está presente em quantidades semelhantes em outros cometas encontrados no Sistema Solar.

No entanto, os cientistas ficaram surpresos ao ver grandes quantidades de CO. Os pesquisadores que usaram o Alma para suas observações estimam que a concentração de CO no 21/Borisov é de 9 a 26 vezes maior que a de um cometa comum em nosso sistema solar.

“É a primeira vez que observamos o interior de um cometa vindo de fora do nosso Sistema Solar”, disse Cordiner, “e é radicalmente diferente da maioria dos cometas que vimos anteriormente”.

Ye Quanzhi, astrônomo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, disse que esses achados são “importantes e surpreendentes”.

“Aprendemos nos últimos dois meses que Borisov é semelhante aos cometas ‘dinamicamente novos’ em nosso Sistema Solar (ou seja, os cometas que se formaram nas extremidades do Sistema Solar e tendem a ter uma maior concentração de CO), portanto, espera-se uma certa abundância de CO, mas níveis tão altos de CO (pelo menos o dobro da quantidade de um cometa típico no Sistema Solar) são muito surpreendentes – pelo menos para mim”, disse à BBC o pesquisador, que não participou dos estudos.

“É bom ver que diferentes equipes de astrônomos que trabalham com diferentes comprimentos de onda podem confirmar mutuamente os resultados uns dos outros”, acrescentou.

Origem distante

O monóxido de carbono é comum no espaço e é encontrado na maioria dos cometas. Mas, por razões que não são claras, há uma imensa variação na concentração de CO nesses corpos congelados.

Isso pode estar em parte relacionado com onde o cometa se formou dentro de um sistema estelar. Também poderia estar ligado à frequência com que a órbita do cometa o aproxima de sua estrela e o leva a emitir gases que evaporam mais facilmente do gelo.

No entanto, Cordiner afirmou que “se os gases que observamos refletem a composição do local de nascimento de 21/Borisov, isso indica que ele poderia ter se formado, diferentemente dos cometas em nosso próprio Sistema Solar, em uma região extremamente fria e periférica de um sistema planetário distante”.

Milam acrescentou que “o cometa deve ter se formado a partir de material muito rico em CO congelado, que está presente apenas nas temperaturas mais baixas encontradas no espaço, abaixo de -250 °C”.

Cordiner destacou que o Alma já havia observado discos de poeira e gás – do que os planetas são feitos – ao redor de jovens estrelas de baixa massa semelhantes ao Sol.

“Muitos desses discos se estendem para além da região onde se acredita que nossos cometas se formam e contêm grandes quantidades de gás e poeira extremamente frios. É possível que 21/Borisov tenha vindo de um desses grandes discos.”

Outra teoria

Mas Bodewits ofereceu uma interpretação diferente, ao argumentar que o cometa pode ter se originado em torno de uma estrela anã vermelha, o tipo mais comum na galáxia da Via Láctea.

“Essas estrelas têm exatamente as baixas temperaturas e luminosidades em que um cometa pode se formar com a composição encontrada no cometa 21/Borisov”, explicou.

Com base em sua alta velocidade (33 km/s), os astrônomos suspeitam que o 21/Borisov foi lançado para fora de seu sistema-natal após um encontro próximo com um planeta gigante ou uma estrela.

Depois, passou milhões ou bilhões de anos em uma viagem solitária pelo espaço interestelar até que foi descoberto, em 30 de agosto de 2019, pelo astrônomo amador Gennady Borisov.

Os astrônomos continuam estudando o visitante, e observações recentes do comportamento do cometa indicaram que ele estava se fragmentando.

“Acho que Borisov se dividiu em duas partes, o Hubble observou o cometa em duas ocasiões diferentes e, em ambas, foi detectada a separação”, disse Ye Quanzhi.

“Nossa observação foi feita alguns dias após a descoberta inicial e parecia mostrar uma evolução deste evento, e um dos fragmentos parece ter sido reduzido a uma massa amorfa de poeira.”

O 21/Borisov é apenas o segundo corpo interestelar já detectado em nosso Sistema Solar.

O primeiro, conhecido como Oumuamua, foi descoberto em outubro de 2017, quando já estava saindo rapidamente de nossa região cósmica.

Embora tenha sido inicialmente chamado de cometa, não deu sinais das emissões de gás e poeira característicos desses objetos (que foram observados no 21/Borisov).

Um estudo publicado no início deste mês na Nature Astronomy sugeriu que Oumuamua, que tem a forma de um charuto, poderia ser a lasca arrancada de um planeta pela gravidade de sua estrela-mãe.

Fonte: BBC Brasil

abril 29, 2020

Participe da VII Conferência Internacional Ciência e Fé on-line

Idealizada pelo PHD em física quântica e também bispo Robson Rodovalho, a Conferência Internacional Ciência e Fé chega à sua 7º edição. Neste ano, o evento aborda o tema A ciência e a espiritualidade em benefício da humanidade com renomados pesquisadores e palestrantes. Em decorrência da pandemia de COVID-19,  o evento será transmitido on-line durante os dias 01 e 02 de maio.

O fundador do Ciência e Fé, PHD em Física Quântica, Bispo Robson Rodovalho é um dos principais palestrantes do evento e busca em suas palestras ensinar com dinâmica e assertividade temas clássicos da física por meio de uma abordagem que relaciona a fé, o cristianismo e o cotidiano. O evento deste ano conta ainda com os palestrantes Dr. Pepe Ramnath, Antônio Delson, Gerald Schroeder e Marcos Eberlin.

Saiba mais sobre os Palestrantes:

Robson Rodovalho é PHD em física Quântica pela Florida Christian University – FCU, e especializado em ressonância eletro magnética nuclear, professor e bispo evangélico.

Pepe Ramnath é PHD em Microscopia Ambiental, Doutor em Teologia e liderança e literatura cristã, em filosofia, Mestre em Ciências Ambientais e em Micrologia médica, Bacharelado em microscopia de luz e microbiologia individual, proprietário da “Dove Environmental Corporation”, um laboratório que analisa matrizes ambientais e microbiológicas, e também a qualidade do ar, autor e pastor na Flórida – EUA.

Antônio Delson é Pós-doutor em Detritos Espaciais pelo Istituto di Scienza e Tecnologie dell’Informazione na Itália, mestre em Física pela Universidade Federal de Pernambuco e professor Pleno da Universidade Estadual de Feira de Santana.

Gerald Schroeder é PHD em Física Nuclear e Ciências da Terra e do Planeta pelo MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts – Estados Unidos. Cientista com mais de cinquenta anos de experiência na área da pesquisa e ensino. Professor rabino no Instituto Weizmann de Ciência, no Instituto de Pesquisa Volcani, tendo também um laboratório da Universidade Hebraica.

Marcos Eberlin  é um químico brasileiro, cientista, ex-professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas. É membro da Academia Brasileira de Ciências e recebeu a Ordem Nacional do Mérito Científico em 2005. Em 2016 Eberlin recebeu a Medalha Thomson.

abril 14, 2020

Assista a live com o autor Robson Rodovalho na Editora Sabaoth

Nesta quinta-feira, 16, você é convidado a participar de uma live no Instagram da editora Sabaoth (@sabaothshop) com o bispo Robson Rodovalho e representantes da editora Sabaoth para falar sobre Ciência e Fé. A live tem início às 12h (horário de Brasília) para quem está no Brasil e para aqueles que estão na Itália, às 17h (horário local).

Robson Rodovalho é PHD em física quântica e tem mais de 80 títulos publicados, entre eles, Ciência e Fé – O Reencontro pela Física Quântica, que chegou ao segundo lugar no ranking dos títulos mais vendidos da Revista Veja para a categoria não-ficção na primeira e segunda semanas de julho de 2013, logo após seu lançamento nacional, em São Paulo. Na semana do dia 27 daquele mês, a obra ficou em primeiro lugar no ranking da Veja. Em 2016, o livro Os 12 Segredos de Jesus, que fez em parceria com o teólogo Jamil Albuquerque, também entrou na lista dos livros mais vendido da Revista.

Rodovalho tem percorrido países da América e da Europa participando de debates de vanguarda voltados para a compreensão da física quântica como a ponte entre os mundos da ciência e da fé, além de promover junto a palestrantes e pesquisadores renomados a Conferência Ciência e Fé, que este ano chega a sua 7º edição, para discutir sobre a importância dos estudos e pesquisas científicas na vida humana e suas relações com a fé, além de falar sobre temas da atualidade atrelados ao assunto.

abril 7, 2020

Como as medidas contra o coronavírus estão fazendo a Terra vibrar menos

A Terra está em pausa. Enquanto nós, humanos, enfrentamos o medo e o caos da pandemia de coronavírus, o planeta apresenta uma quietude incomum.

As medidas de confinamento que se espalharam pelo mundo fizeram bilhões de pessoas ficarem em casa. É um acontecimento sem precedentes, cujas consequências os cientistas estão começando a medir.

As ruas estão vazias, as lojas fechadas, os carros estacionados. Tudo isso reduziu o que os geólogos chamam de “ruído sísmico” gerado pelos seres humanos.

É o termo usado para descrever as vibrações que nossas atividades diárias causam na crosta terrestre.

O que está ocorrendo?

O que acontece pode ser comparado a várias pessoas pulando em um colchão ao mesmo tempo… e, de repente, todos param. O fenômeno foi registrado por Thomas Lecocq, um sismólogo no Observatório Real da Bélgica.

Há três semanas, quando as medidas de contenção foram implementadas, Lecocq começou a perceber que seus equipamentos indicavam uma drástica diminuição nas vibrações.

“Tudo está calmo e as estações sísmicas também sentem essa tranquilidade”, diz Lecocq à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

O sismólogo observou o efeito em Bruxelas, mas desde que publicou suas medições, ele começou a receber relatos de que algo semelhante está acontecendo em várias partes do mundo.

Um mundo mais calmo

As medições de Lecocq mostram que, desde que as medidas de confinamento começaram a ser aplicadas, o ruído sísmico gerado pelo homem foi reduzido em cerca de um terço.

“Diariamente está em níveis como os dos dias em torno do Natal, quando as escolas estão fechadas e as pessoas estão em casa”, diz Lecocq.

Depois que Lecocq compartilhou suas medidas no Twitter, colegas de lugares como Zurique, Londres, Paris e Los Angeles também relataram reduções no ruído sísmico.

Lecocq afirma que também recebeu relatórios semelhantes do Japão, Itália, Costa Rica e Chile.

“As estações sísmicas mostram que as pessoas estão de fato em casa e estão fazendo a Terra vibrar menos”, diz o sismólogo.

Boa notícia

A diminuição do ruído sísmico é uma boa notícia para os sismólogos.

À medida que há mais silêncio e quietude, os dispositivos sísmicos se tornam mais sensíveis e podem detectar outros movimentos que os alcançavam anteriormente com um sinal menos claro.

“Podemos notar mais terremotos pequenos e melhorar os estudos da crosta terreste porque há menos ruído e a qualidade do sinal é melhor”, diz Lecocq.

A diminuição do ruído, segundo ele, tem um significado importante não apenas para os cientistas.

“Como sismólogos, estamos testemunhando a boa vontade do povo em respeitar as medidas”, diz Lecocq.

“Todo ser humano pensa que o que ele faz não é importante, mas quando milhões de pessoas fazem isso ao mesmo tempo, a superfície da Terra percebe.”

“Espero que continuemos em casa e respeitemos as regras para sairmos juntos dessa crise”, conclui o sismólogo.

Fonte: BBC Brasil

março 31, 2020

Museu de Astronomia e Ciências Afins libera visita virtual gratuitamente; saiba como acessar

Em momento de pandemia devido ao novo coronavírus COVID-19, a tecnologia se mostra ainda mais aliada da sociedade. Com museus e outros espaços públicos fechados, as visitas virtuais têm sido uma alternativa para todo mundo. Recentemente o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, liberou as visitas online de exposições para todos os brasileiros. 

De forma lúdica, os visitantes poderão ter acesso às informações, curiosidades e outras atividades do Museu de Astronomia. Além da visita, eles disponibilizaram um material para as crianças brincarem durante a quarentena em casa. Confira a seguir como aproveitar as atividades virtuais. 

Os visitantes podem conhecer o Museu de Astronomia e Ciências Afins sem sair de casa. Está liberada a tour 360º pelo campus do MAST e também do Observatório Nacional, que pertence ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Em português e inglês, é viável encontrar sete menus com a história do campus, informações gerais, audioguia, dentre outros. 

Ao todo são 19 pontos de visitação online. Dentre eles estão: o pavilhão do fotolitógrafo, a biblioteca Henrique Morize, a sede do Linea e a torre meteorológica. Acesse aqui a visitação ao MAST Observatório Nacional.

Fonte: Showmetech

março 24, 2020

O Egito reabre a pirâmide de Djoser, a mais antiga de todas

Depois de vários anos sendo restaurada, a pirâmide mais antiga do Egito reabriu ao público nesta quinta-feira, segundo informações do jornal Al-Ahram. A reabertura da pirâmide de Djoser, que faz parte do complexo de Saqqara, a sul do Cairo, foi assinalada com uma cerimônia especial.

A estrutura com 63 metros de altura foi construída durante o reinado do faraó Djoser, que viveu entre 2650 e 2575 A.C e cujo reinado durou quase duas décadas.

Os trabalhos de restauração da pirâmide começaram em 2006 mas foram interrompidos em 2011 e 2012 na sequência da revolta da Primavera Árabe, que culminou com a deposição do então presidente Hosni Mubarak. A restauração foi retomada em 2013.

Durante os trabalhos de restauração foi descoberto um sarcófago de granito com quase cinco metros de altura. Foi instalado um novo sistema de iluminação e acessos para pessoas com deficiências.

Khaled El-Enany, ministro do Turismo e das Antiguidades egípcio, informou que a restauração da pirâmide de Djoser custou 104 milhões de libras egípcias (5,9 milhões de euros).

Fonte: Revista Veja

março 17, 2020

Pesquisador identifica cavernas da Galileia onde judeus combateram romanos

Durante 15 anos o professor Dr. Yinon Shivtiel, da Safed Academic College, pesquisou os escritos de Flávio Josefo, um comandante judeu (anteriormente chamado de Yosef ben Matityahu) que liderou uma rebelião contra Roma e acabou se tornando um cidadão romano há aproximadamente 2.000 anos.

Nesses estudos, o professor pode identificar os locais de uma página importante na história da Grande Revolta e, assim, conseguiu encontrar centenas de cavernas da Galileia onde judeus combateram romanos.

O estudo do professor foi publicado no mês passado no jornal The Ancient Near East Today pelas Escolas Americanas de Pesquisa Oriental, dando detalhes do trabalho de pesquisa feito por Shivtiel e sua equipe.

O pesquisador, que também é representante do Centro de Pesquisas em Cavernas, começou a visitar as cavernas, algumas das quais acessíveis apenas por escalada e descida de cordas.

O que foi apresentado aos seus olhos foi surpreendente: uma infinidade de descobertas, incluindo moedas, jarros, luminárias e partes de flechas, que remontam exatamente ao primeiro século.

As descobertas permitiram-lhe perceber que aquelas eram de fato as cavernas descritas por Josefo. No geral, o estudioso identificou mais de 900 cavernas e explicou que a pesquisa está em andamento.

“Agora estou focando na Galileia Ocidental. Acabei de encontrar uma caverna em um penhasco íngreme e estou tentando identificar a qual população ela pertencia”, disse ao The Jerusalem Post.

Fonte: Gospel Prime

março 10, 2020

Manuscrito bíblico de mil anos evidencia cultura judaica no Egito

O professor Yoram Meital, historiador do Departamento de Estudos do Oriente Médio da Universidade Ben-Gurion, no Negev, acredita que um manuscrito da Bíblia de mil anos pode ser a chave para mostrar a herança judaica do Egito.

Em 2017 o professor encontrou um manuscrito embrulhado em papel branco de baixo custo durante uma visita de estudo à Sinagoga Moshe Der’i, no Cairo.

Especialista no Egito moderno, o acadêmico fez visitas frequentes ao país vizinho de Israel, mas nos últimos anos várias circunstâncias o deixaram confiante na existência de uma oportunidade real para o futuro da cultura judaica egípcia.

O que ele tem em mãos é a terceira parte do Tanakh – Bíblia Hebraica divida em três partes: a Torá (pentateuco), Nevi’im (livro dos profetas) e o Ketuvim (livros poéticos). Ou seja, são 11 livros poéticos: Salmos, Provérbios, Jó, Cantares, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Estras e Crônicas.

Um estudo publicado em 1905 já falava da existência do manuscrito de Zechariah Ben’Anan, como Meital explicou ao Jerusalém Post, porém o documento não tinha sido analisado como o professor fez ao encontrar o objeto.

A Sinagoga Moshe Der’i, onde o manuscrito foi descoberto, não era o local original. Durante séculos, o artefato foi alojado na sinagoga Dar Simha, mais antiga, pertencente à mesma comunidade: os karaitas.

Este grupo religioso, fundado no século 8, era numeroso no Egito, sendo conhecidos por rejeitarem a lei oral em sua totalidade e apenas manter os estatutos bíblicos.

A redescoberta do manuscrito oferece uma importante oportunidade para lançar luz sobre o projeto geral de restaurar e trazer a herança cultural judaica de volta a bom termo, especialmente hoje quando poucos judeus vivem no Cairo.

“Muitos nos perguntam se não seria melhor transferir os artefatos do país para outra comunidade. Respondemos que um produto cultural deve ser preservado onde foi criado; agir de outra maneira seria imoral, além de ilegal. Já estamos trabalhando para perseguir nosso objetivo com a participação de egípcios de todas as religiões”, afirmou.

O projeto, porém, tem críticos: os islâmicos e os apoiadores da política de Abdel Fattah al-Sisi, presidente do Egito.

Fonte: Gospel Prime

março 3, 2020

Local de banho de purificação do segundo templo se enche de água

Antes de entrar na cidade de Jerusalém para participar de celebrações no Templo, peregrinos de toda a parte passavam por um ritual de purificação, o chamado “mikveh”.

Dois mil anos depois, alguns dos locais de banho, perto da entrada da Cidade Santa, estão transbordando de água novamente, graças às abundantes chuvas de inverno.

“Essas duas piscinas estão localizadas na Estrada da Montanha, uma das três estradas que atravessaram Israel de norte a sul”, disse Assaf Brezis, gerente da Gush Etzion ATVs Tours, ao The Jerusalem Post.

Ele também explica que no Talmud há um debate sobre como e quando deveria ocorrer o ritual de purificação, se quando um peregrino visitava pela primeira vez a cidade de Jerusalém ou sempre que a visitasse.

O local que era usado para o ritual fica ao sul de Jerusalém, na Cisjordânia, perto de um dos assentamentos judeus, e é um dos destinos de passeios turísticos.

“Trazemos turistas, muitos judeus, mas também cristãos, para explorar a terra e os lugares descritos na Bíblia. É muito poderoso para eles”, acrescentou Brezis.

“Às vezes, depois de ouvirem a explicação sobre o mikveh, começam a chorar.”

Fonte: Gospel Prime

fevereiro 20, 2020

Templo cananeu é descoberto em cidade bíblica destruída por Josué

Descoberta prova não só o que está escrito em Josué 10, como também em II Crônicas.2 dias atrás 

Templo cananeu em Laquis. (Foto: The fourth expedition to Lachish)

A Universidade Hebraica de Jerusalém anunciou na segunda-feira (17) a descoberta de um templo cananeu e muitos artefatos em Laquis. Datados do século XII a.C, o local pode indicar a cidade que foi destruída pelos israelitas, liderados por Josué, após os 40 anos de deserto.

A equipe foi coordenada pelo professor Yosef Garfinkel, do Instituto de Arqueologia da universidade, e pelo professor Michael Hasel, da Universidade Adventista do Sul, no Tennessee e a descoberta foi apresentada ao The Journal of Council for British Research in the Levant, segundo o The Jerusalem Post.CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Em Josué 10:31 e 32, onde lemos: “Então Josué, e todo o Israel com ele, passou de Libna a Laquis; e a sitiou, e pelejou contra ela; E o Senhor deu a Laquis nas mãos de Israel, e tomou-a no dia seguinte e a feriu a fio de espada, a ela e a todos os que nela estavam, conforme a tudo o que fizera a Libna”.

Entre as descobertas cruciais, havia um fragmento de cerâmica com a letra hebraica samekh, que representa a gravura mais antiga conhecida da carta, artefatos de ouro e estatuetas de culto, incluindo estatuetas representando o deus guerreiro Ba’al, mencionado dezenas de vezes na Bíblia – incluindo vários casos em que os israelitas se voltam para o seu culto, apesar dos mandamentos de Deus.

O local onde era a cidade de Laquis foi identificado pela primeira vez em 1929 por William Foxwell Albright, considerado o pai fundador da arqueologia bíblica, como explicou o professor Garfinkel.

“A cidade era um grande centro cananeu, como sabemos de fontes históricas”, disse ele. “Não há outro sítio nesta região tão proeminente. É o local certo, o lugar certo, e o nome ‘Laquis’ foi encontrado em algumas inscrições lá”, completou ele que escava a região desde 2013.

“Descobrimos o templo e dedicamos três ou quatro anos a ele, porque é muito raro encontrar locais cananeus em Israel”, disse Garfinkel. “Esse tipo de estrutura só foi descoberto em Megiddo, Nablus e Hazor. Mas é a primeira vez que revelamos um templo simétrico tão grande e monumental”, afirmou.

O layout em forma de quadrado do edifício apresentava um composto na frente, marcado por duas colunas e duas torres que levavam a uma grande sala, bem como um santuário interno com quatro colunas de apoio e várias “pedras em pé” que poderiam representar os diferentes deuses adorados. Além disso, apresentava numerosas salas laterais.

Fonte: gospelprime.com