junho 12, 2019

Vitamina D não previne o diabetes, afirma estudo norte-americano

Tomar uma dose diária de vitamina D não previne o surgimento do diabetes 2 em adultos com alto risco da doença, segundo um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Diabetes e de Doenças Renais e Digestivas dos Estados Unidos (NIDDK, sigla em inglês). Pesquisas anteriores sugeriam essa associação mas, de acordo com o novo trabalho, publicado na revista New England Journal of Medicine e divulgado em um congresso científico em San Francisco, o suplemento não traz benefícios nesse caso. Participaram 2.423 adultos de 22 cidades norte-americanas.

O estudo é o maior até hoje a examinar diretamente se a suplementação de vitamina D ajuda pessoas em risco para diabetes 2 desenvolverem a doença. A pesquisa incluiu adultos com mais de 30 anos, divididos aleatoriamente em dois grupos: ou tomavam 4 mil unidades internacionais (UI) da forma D3 da vitamina D diariamente, ou ingeriam uma pílula de placebo. Todos os participantes tiveram os níveis da substância medidos no início dos testes. Naquele momento, 80% apresentavam quantidades suficientes para os padrões estabelecidos.

“Estudos observacionais (que não analisam causa e efeito) sugeriam que baixas doses de vitamina D estavam relacionadas ao risco aumentado para diabetes tipo 2”, diz Myrlene Staten, cientista que projetou o trabalho atual no instituto norte-americano. “Além disso, pequenas pesquisas concluíram que a vitamina D poderia melhorar a função das células beta, que produzem insulina. Porém, se a suplementação poderia ajudar a prevenir ou adiar o diabetes 2 era algo desconhecido”, afirma.

Para responder a essa questão, os participantes foram testados a cada três ou seis meses por uma média de 2,5 anos, com objetivo de determinar se o diabetes havia se desenvolvido. Os pesquisadores, então, compararam o número de pessoas em cada um dos dois grupos (suplemento real ou placebo) que progrediram para a doença. No fim, 293 (24,2%) dos 1.211 participantes incluídos no grupo da vitamina D apresentaram o problema, comparado com 323 dos 1.212, ou 26,7%, dos demais, uma diferença insignificante do ponto de vista estatístico. Os pesquisadores acreditavam, no início, que poderiam detectar uma redução de risco de 25% ou mais.

Perfis variados

O estudo contou com participantes com características diversas, incluindo sexo, idade e índice de massa corporal (IMC), assim como etnia. Essa representação ajuda a garantir que os resultados sejam aplicáveis a todo tipo de pessoas em risco alto para desenvolvimento de diabetes 2, segundo os cientistas. “Além do tamanho, uma das maiores forças do estudo é a diversidade de participantes, o que nos permitiu examinar o efeito da vitamina D em uma grande variedade de pessoas”, justifica Anastassios G. Pittas, principal autor e pesquisador do Centro Médico Tufts, em Boston. “No fim, não detectamos diferenças significativas entre os dois grupos, independentemente de idade, sexo ou etnia.”

No mercado brasileiro, o consumo das suplementações de aminoácidos, vitaminas e minerais, entre outros, chegou a 53% em uma pesquisa com 1 mil pessoas acima de 17 anos, encomendada por associações do setor. Nos Estados Unidos, mais de 50% dos adultos tomam suplementos nutricionais, e o uso da vitamina D aumentou substancialmente ao longo dos últimos 20 anos.

Dose segura

Por causa dessas tendências, a pesquisa financiada pelo NIDDK avaliou também a segurança de se tomar 4 mil UI de vitamina D diariamente, uma quantidade maior que a dose diária recomendada (600 a 800 UI). Os pesquisadores não viram diferença no número e na frequência de efeitos colaterais, como níveis altos de cálcio na corrente sanguínea ou pedras nos rins, comparando os grupos de placebo e da suplementação.

Quanto ao diabetes, Griffin P. Rodgers, diretor da NIDDK, frisa que há outras formas já constatadas cientificamente de prevenção da doença. “O diabetes tipo 2 não é algo inevitável, mesmo para aqueles com alto risco para a doença. Em busca de novas formas de preveni-la, sabemos que a mudança de estilo de vida ou o uso da metformina permanece como  métodos eficazes”, conclui.

“O diabetes tipo 2 não é algo inevitável, mesmo para aqueles com alto risco para a doença. Em busca de novas formas de preveni-la, sabemos que a mudança de estilo de vida ou o uso da metformina permanece como métodos eficazes”, Griffin P. Rodgers, diretor do Instituto Nacional de Diabetes e de Doenças Renais e Digestivas dos Estados Unidos, que financiou a pesquisa.

Fonte: Correio Braziliense


maio 30, 2019

Físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebe Prêmio Templeton 2019 em cerimônia nos EUA

O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebeu o Prêmio Templeton 2019 nesta quarta (29) em uma cerimônia nos Estados Unidos. O prêmio é considerado o “Oscar da espiritualidade” e é dado a personalidades que contribuíram para afirmar a dimensão espiritual da vida.

Ele é o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio, criado em 1972, e vai receber 1,1 milhão de libras esterlinas, o equivalente a R$ 5,5 milhões.

Mas, como um físico e astrônomo pode contribuir com a espiritualidade? Enquanto na obra acadêmica Gleiser se debruça sobre números, gráficos e tabelas em busca de pistas que ajudem a desvendar a formação do universo, na atuação pública ele expande a interpretação das tais evidências em busca da resposta à grande questão da humanidade: Afinal, quem somos?

“Mantenho a mente aberta para surpresas. Depende do que você chama de Deus. Tem gente que diz que é a natureza. Então, se Deus é a natureza, eu sou uma pessoa religiosa”, afirmou durante o evento.

Na cerimônia de premiação nesta quarta, Gleiser disse que “precisamos ir além das divisões que têm sido problema real no mundo moderno”, que “precisamos nos unir”, e que quer “dedicar os próximos anos e a honra do prêmio para criar o censo moral de que estamos juntos, que temos que salvar o planeta, a vida, e tudo o que temos.”

O anúncio de que Gleiser receberia o premio deste ano foi feito em março, no mesmo dia em que o físico e astrônomo completava 60 anos. Na ocasião, ele conversou com o G1 e explicou como a sua obra contribui para refletir sobre a espiritualidade.

“A ciência é o caminho para entendermos o mistério da existência humana”, disse Marcelo Gleiser. “É mais ou menos o que o paleontólogo faz: a partir de ossos de dinossauro, reconstrói o passado. Buscamos pistas no universo para reconstruir a história desde o Big Bang até hoje”, explica.

Para ele, ciência e espiritualidade são dois lados de uma moeda só. “A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural. Mas, por outro lado, a ciência tem limite e oferece só um tipo de explicação”, diz.

“A gente sabe que só vê parte da realidade. Essa conexão com o mistério que nos cerca, para mim, é profundamente espiritual. Meu discurso tem todo um lado ecológico e social. Informa pela ciência, mas constrói uma nova moral do século 21 para salvar nosso planeta e nossa espécie”, diz

Marcelo Gleiser, vencedor do premio Templeton 2019 — Foto: Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação

Marcelo Gleiser, vencedor do premio Templeton 2019 — Foto: Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação

Fonte: g1.globo.com

maio 22, 2019

Especialistas acham “plausível” aumento de 2 metros nos oceanos até 2100

É extremamente difícil prever quanto os oceanos vão aumentar devido ao aquecimento global até o final do século, mas, em um estudo divulgado esta semana, 22 especialistas fazem suas estimativas e algumas são piores do que o atual consenso científico.

A estimativa de base mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de 2014 estimava que o pior cenário era de quase um metro de elevação do nível dos oceanos no final do século XXI, em comparação com o período 1986-2005.

O estudo publicado na segunda-feira pela Academia de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) não contradiz este cenário possível, mas adverte que há uma possibilidade que não pode ser descartada de que o aumento seja ainda maior: sua previsão média em um esquema otimista é de 69 cm e de 111 cm se as condições atuais continuarem.

O cenário otimista prevê um aquecimento global de 2°C em relação à era pré-industrial (final do século XIX): esse é o objetivo mínimo do acordo de Paris, assinado em 2015. A Terra já aqueceu cerca de 1°C desde essa época.

O cenário pessimista, por sua vez, aponta um aquecimento de 5°C, o que corresponde a manter a trajetória atual das emissões de gases do efeito estufa pelas atividades humanas.

Mas a margem de elevação dos oceanos, segundo os especialistas envolvidos no estudo, é muito maior: embora o aumento da temperatura global possa ser limitado a 2°C, o aumento no nível do mar pode variar entre 36 e 126 cm; e no caso de um aumento de 5°C existe um risco de 5% que o aumento dos oceanos passe dos 238 cm.

O estudo combina as estimativas de 22 especialistas nas calotas polares da Groenlândia e da Antártida. O derretimento dessas áreas é um dos fatores de risco fundamentais para o aumento do nível das águas, juntamente com os glaciares e o aumento do volume de água quente nos oceanos, embora seja também o mais imprevisível.

“Constatamos que é plausível que o aumento no nível dos mares possa ultrapassar dois metros até 2100 num cenário de altas temperaturas”, escreveram os autores.

Isso resultaria na perda de 1,79 milhão de quilômetros quadrados de terras e no deslocamento de até 187 milhões de pessoas, de acordo com os especialistas.

“Um aumento dessa magnitude teria consequências profundas para a humanidade”, disse Jonathan Bamber, professor da Universidade de Bristol.

Fonte: Exame

maio 8, 2019

Em Brasília conteceu a 6ª‬ Conferência Internacional Ciência e fé. Confira os assuntos abordados!

Em seu segundo dia, a VI Conferência Ciência e Fé que ocorreu no Campus Embaixada, em Brasília, trouxe palestras sobre leis da natureza, espiritualidade, genética celular, dualidades físicas e bíblicas, DNA e as células de Deus, e vida após a morte.

O Pós-doutor em Detritos Espaciais, Antônio Delson foi o primeiro conferencista da manhã e afirmou que todas as pessoas estão presas às leis da natureza. “As questões ambientais envolvem também o ambiente fora da terra. Se não fizermos nada a vida na terra está ameaçada, porque o aglomerado de detritos que tem se formado interferirá nas telecomunicações.”

Durante sua palestra, explicou também que à medida que o tempo passar a quantidade de detritos aumentará. “Se capturarmos esses detritos e os trouxermos para regiões baixas onde serão incinerados pela atmosfera, assim teremos uma medida de mitidação”.

Na sequência, a Doutora em Psicologia e Filosofia, Lúcia Rodovalho falou sobre a influência do ambiente nos pensamentos, corpo e espiritualidade. Em sua palestra enfatizou que hoje, a sociedade vive muito no piloto automático, mas é preciso sair do piloto automático. Apontou também a alimentação saudável, exercícios físicos, resiliência, qualidade do sono e diminuição do estresse como fatores essenciais para quem almeja uma vida melhor.

Ensinou ainda que desde cedo aprendia-se que os genes são permanentes e imutáveis, mas isso é verdade em parte. “Existem estudos genéticos que tem derrubado essa noção rígida, nossos genes são fluídos, dinâmicos. É difícil fazer escolhas e contrariar a sociedade, mas você precisa tomar uma decisão. Nossa mente e corpo são mais que uma ponte interligada, podem ser comparados a uma linha telefônica repleta de mensagens. Quando você fala a verdade, seu cérebro tem resistência com os seus músculos. Aquilo que acontece com você a nível emocional influencia no espermatozoide e nos óvulos, e assim, podem afetar as gerações futuras”. Dr. João Paulo, clínico geral e especialista em nutrição, explicou sobre a organização da genética celular. 

Após um breve intervalo, o conferencista e PHD em Física Nuclear e Ciências da Terra e do Planeta pelo MIT palestrou ao afirmar que repetir as informações aumenta as novas concepções sinápticas neurais que armazenam as informações e, portanto, fortalece a memória.

O palestrante afirmou que existem dimensões que interagem com o ser humano e que não são dimensões físicas. “A ciência coloca sua fé em números, mas mesmo assim é fé. Existem aspectos que podem ser considerados físicos e bíblicos, como energia e matéria, onda e partícula, mente e cérebro. As dualidades entre o metafísico e o físico são uma parte intrínseca do universo, com a parte metafísica sendo a parte dominante do par”.

No período da tarde, o PHD em Microscopia Ambiental, Doutor em Teologia e liderança e literatura cristã, Pepe Ramnath palestrou sobre genética, DNA e as células de Deus, onde afirmou que existem informações dentro das suas células que você pode ligar ou desligar como você faz com o seu celular. “A palavra de Deus tem a habilidade de desligar as maldições hereditárias”.

Dr. Pepe ressaltou também que as células documentam o estilo de vida e as transmitem às próximas gerações. “Nos temos a responsabilidade de preservar e proteger o material genético que Deus nos deu, para que o nosso nome possa permanecer no planeta. O jejum muda os ambientes e ele ativa o poder regenerador das células tronco. Ao mudar o ambiente você faz com que a maldição não esteja mais ativa”. 

Para encerrar o evento, o PHD em física quântica e doutor Robson Rodovalho falou sobre vida após a morte. “A morte é uma falta de resposta. Na Bíblia podemos ver várias expressões para falar da morte, entre elas dormir e anunciar. A morte aparentemente na Bíblia tinha um tipo de cessação, diferente da palavra ‘dormir’.”

Ao contextualizar o tema, o preletor explicou que aqueles que estão em Cristo dormiram e não tem nenhuma consciência. “Os mortos sem Cristo estão em uma situação de prisão, em agonia”.

maio 4, 2019

6ª Conferência Internacional Ciência e Fé acontece no Campus Embaixada, em Brasília

Na noite desta sexta-feira, 03, aconteceu no Campus Embaixada, em Brasília a 6ª Conferência Internacional Ciência e Fé.  Promovida pelo Instituto Hayah, ligado à Sara Nossa Terra, este ano o evento traz como tema  “O Poder e a Veracidade da Espiritualidade na Vida Humana”. 

Para a primeira noite de palestras o evento contou com a participação do PHD em Física Nuclear e Ciências da Terra e do Planeta pelo MIT, Gerald Schroeder e do PHD em Microscopia Ambiental, Doutor em Teologia e liderança e literatura cristã, Pepe Ramnath.

Em sua ministração, Pepe Ramnath destacou que acredita que o maior de todos os cientistas foi Jesus de Nazaré e cada ser humano tem um desejo interno de ser poderoso, feliz, grande. Pois é um desejo natural que Deus deu.  “O Senhor enviou o Seu filho para consertar a deformidade e para que pudéssemos voltar para o original e nada pode te parar, porque da forma que Deus te criou, Ele te desenhou para ser feliz!”, disse

Destacou ainda que quando Adão caiu, o corpo humano começou a funcionar de forma incorreta, por isso o homem recebeu deformidades hereditárias, o que a Bíblia chama de maldições hereditárias. “As boas novas é que podemos corrigir isto, porque a Bíblia tem respostas para curar a humanidade. Sabemos o tipo de ambiente que ativaram as doenças no entanto, podemos criar outro ambiente que pode desativá- las.  Jesus revelou sobre o Reino que existe no ser humano. Se existe um problema na célula, você não a conserta, mas sim o ambiente onde ela está inserida. Muitos de nós que nascemos em ambientes que nossos pais disseram que não seríamos nada, mas tudo que você precisa é de um ambiente novo, porque o ambiente específico muda o gen. Se você adorar, louvar, as suas doenças serão destruídas”, enfatizou.

Em seguida, Dr. Gerald Schroeder palestrou sobre a alma eterna que habita dentro de um corpo físico observando que a eternidade está incorporada na Existência e no nome de Deus. “A palavra Hebraica para Deus tem três significados chaves: Eu era/ Eu Sou/ Eu vou ser. Juntas estas 3 afirmações significam : Eu sou Eterno. Deus é ativo em nossa história, Ele criou o universo e alguns versículos depois: Ele criou Adão. Toda existência tem a parte física e espiritual, que vive para sempre”.

Destacou que o corpo traz um recepiente através do qual a alma fala. “O que você vê no espelho vai morrer, mas a parte que não vê viverá eternamente. Por meio da Bíblia encontramos a dualidade entre o físico e espírito. O físico é tão dominante, que é difícil vermos que existe algo além d’ Ele. Todos temos momentos que sentimos a espiritualidade, mas a parte física é tão forte que se sobrepõe. A parte de você que não vê no espelho, viverá eternamente. A vida eterna é uma realidade e não teoria.”, pontuou.

O evento segue neste sábado, 04, com palestras de Robson Rodovalho, Lúcia Rodovalho, Pepe Ramnath, Gerald Schoreder e Antônio Delson que abordarão ainda temas como DNA Humano e as marcas de Deus e a vida após morte sob perspectiva da ciência.

abril 24, 2019

Participe da 6ª Conferência Internacional Ciência e Fé, em Brasília

Nos próximos dias 03 e 04 de maio Bispo Rodovalho sedia em Brasília a 6ª Conferência Internacional Ciência e Fé.  Promovida pelo Instituto Hayah, ligado à Sara Nossa Terra, este ano o evento traz como tema  O Poder e a Veracidade da Espiritualidade na Vida Humana.

Pesquisadores renomados que buscam uma teoria, a um só tempo, científica e religiosa para a origem da vida estarão reunidos na Embaixada Sara Nossa Terra, localizada no Sudoeste. Alguns dos debates falarão de temas como DNA Humano e as marcas de Deus e a vida após morte sob perspectiva da ciência. Nesta edição da Conferência, estarão presentes os palestrantes:

Conferencistas: 

Robson Rodovalho: PHD em física Quântica pela Florida Christian University – FCU, e especializado em ressonância eletro magnética nuclear, professor e bispo evangélico.

Lúcia Rodovalho: Formada em psicologia pela Universidade Católica de Brasília, doutora em filosofia, com especialização em terapia familiar e bispa evangélica.

Gerald Schroeder: PHD em Física Nuclear e Ciências da Terra e do Planeta pelo MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts – Estados Unidos. Cientista com mais de cinquenta anos de experiência na área da pesquisa e ensino. Professor rabino no Instituto Weizmann de Ciência, no Instituto de Pesquisa Volcani, tendo também um laboratório da Universidade Hebraica.

Pepe Ramnath: PHD em Microscopia Ambiental, Doutor em Teologia e liderança e literatura cristã, em filosofia, Mestre em Ciências Ambientais e em Micrologia médica, Bacharelado em microscopia de luz e microbiologia individual, proprietário da “Dove Environmental Corporation”, um laboratório que analisa matrizes ambientais e microbiológicas, e também a qualidade do ar, autor e pastor na Flórida – EUA.

Antônio Delson: Pós-doutor em Detritos Espaciais pelo Istituto di Scienza e Tecnologie dell’Informazione na Itália, mestre em Física pela Universidade Federal de Pernambuco e professor Pleno da Universidade Estadual de Feira de Santana.

abril 11, 2019

Brasília sedia exposição com fotos da Espaçonave Gênesis na Lua

O módulo israelense Beresheet, intitulada Gênesis, decolou em 21 de fevereiro rumo ao espaço a bordo do foguete Falcon 9, da empresa SpaceX. Além de Beresheet, o foguete também carregava o satélite Nusantara Satu e um laboratório de pesquisa da Força Aérea dos Estados Unidos.

“É a primeira vez que Israel está mandando uma espaçonave para o espaço. Nós somos um país pequeno, mas com grandes sonhos. Somos o quarto país a tentar chegar na Lua, mas com uma menor população, menor orçamento, e mesmo assim conseguimos e isso tem grandes significados pois mostra que temos uma capacidade técnica alta. Mas a a maior mensagem que vejo nessa missão é mostrar para os jovens que o céu não é o limite. Se eles trabalham, estudam, eles conseguem o que querem. Brasil e Israel têm em comum o empenho em valorizar a educação e empoderar essa nova geração”, comentou David Atar,  primeiro-secretário da Embaixada de Israel.

Porém, a grande missão estava em pousar com segurança na Lua. Durante a exposição no Planetário foi transmitida, ao vivo, a tentativa de pouso, que não ocorreu porque a pequena espaçonave desligou e perdeu comunicação com a Terra quando se aproximava do satélite.

O projeto seria o primeiro com financiamento privado a chegar à Lua e Israel seria o quarto país a conseguir o feito – apenas EUA, Rússia e China conseguiram pousar de forma bem sucedida.

A exposição ficará aberta no Planetário de Brasília até 30 de abril. O público poderá prestigiar várias fotografias da espaçonave, inclusive uma peculiar, que é a selfie feita pela espaçonave no espaço. O horário de funcionamento do Planetário é de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados e domingos, das 8h às 20h.

 

 

abril 9, 2019

Brasileiros respondem em pesquisa que a fé é o mais importante para mudar de vida

Para maior parte dos brasileiros, a fé é o aspecto mais importante para melhorar de vida, segundo uma pesquisa divulgada pela organização Oxfam Brasil, encomendada ao Instituto Datafolha.

Para 28% dos brasileiros, a é mais importante para ter uma vida melhor do que os estudos (21%), acesso à saúde (19%), o trabalho (11%) e ganhar mais dinheiro (8%).

“Importante apontar como a renda, pura e simples, não é vista como aspecto prioritário para uma vida melhor”, observa a Oxfam Brasil.

Outros itens apontados na pesquisa como prioritários para a melhoria de vida foram: ter acesso à aposentadoria (6%), apoio financeiro da família (5%) e cultura e lazer (2%).

Veja abaixo o que os brasileiros consideram mais importante para melhorar de vida, segundo a Oxfam:

– Fé religiosa: 28%
– Estudar: 21%
– Ter acesso a atendimento de saúde: 19%
– Crescer no trabalho: 11%
– Ganhar mais dinheiro: 8%
– Ter acesso à aposentadoria: 6%
– Apoio financeiro da família: 5%
– Cultura e lazer: 2%

Foram entrevistadas 2.086 pessoas em 130 cidades de todos os estados brasileiros, entre os dias 12 e 18 de fevereiro. A margem de erro para a amostragem geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

Por ser uma pesquisa amostral realizada em locais de grande circulação de pessoas, o Datafolha definiu uma amostra que busca refletir o perfil da sociedade brasileira conforme o último Censo, informou a Oxfam.

Fonte: Guiame

abril 5, 2019

Cientistas identificam provável fonte de metano em Marte

A presença de metano na atmosfera de Marte foi confirmada por uma nova análise dos dados da sonda Mars Express, anunciaram nesta segunda-feira (1) pesquisadores que ressaltam que este gás pode ser um indicador de uma vida micro-orgânica ou resultado do processo geológico.
A sonda europeia Mars Express, em órbita ao redor do planeta desde o final de 2003, já havia detectado traços de metano em sua atmosfera em 2004, graças ao seu espectrômetro infravermelho PFS. Mas esses resultados não haviam convencido totalmente os cientistas por razões técnicas.
Em junho de 2018, a NASA anunciou, por sua vez, que seu robô móvel Curiosity havia detectado metano na atmosfera marciana em 15 de junho de 2013 perto da cratera Gale. No entanto, estes resultados “in situ” levantaram muitos questionamentos, com alguns se perguntando se este metano não provinha do rover (o robô móvel), lembrou à AFP Marco Giuranna, do Instituto Italiano de Astrofísica em Roma.
Neste meio tempo, a equipe internacional liderada por este pesquisador italiano conseguiu melhorar a qualidade dos dados coletados pelo espectrômetro infravermelho da Mars Express, uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA).
“Desenvolvemos uma nova abordagem para selecionar, processar e recuperar os dados” do espectrômetro, explicou Marco Giuranna. “Isso reduziu em grande parte a incerteza em torno das medidas do PFS”, acrescentou.
Pouco antes da aterrissagem em 2012 da sonda Curiosity na cratera de impacto Gale, “decidi conduzir um monitoramento a longo prazo da atmosfera marciana” neste local, contou o pesquisador, cujo estudo foi publicado na Nature Geoscience.
Em 16 de junho de 2013, um dia depois da Curiosity, o espectrômetro da Mars Express registrou um “pico de emissão” de metano acima da cratera.
Estes resultados constituem “uma confirmação independente das medidas da Curiosity”, ressalta o estudo.
Encontrar metano (CH4) em Marte é muito importante para os planetólogos, porque “pode ser um indicador de uma vida microbiana”, observou o pesquisador. Mas a presença desse gás também pode resultar de reações geoquímicas, não relacionadas à vida.
Cereja no topo do bolo, a equipe de Marco Giuranna acredita ter conseguido localizar a fonte dessa emissão de metano em uma região de falha situada a leste da cratera Gale.
Para localizar a fonte, os pesquisadores conduziram dois estudos separados, um baseado em modelagem numérica, o outro baseado em uma análise geológica do local. Os resultados de ambos os estudos apontam para a mesma área.
“É muito emocionante e muito inesperado”, entusiasmou-se o pesquisador italiano.
“Nós identificamos falhas tectônicas que poderiam se estender sob uma região coberta por uma fina camada de gelo (…) É possível que o gelo retenha o metano subsuperficialmente e libere episodicamente quando as falhas quebrarem”, acrescentou Giuseppe Etiope, do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Roma.
Fonte: correiobraziliense

abril 2, 2019

Ciência comprova que viajar faz bem para a saúde

Não precisa ser cientista pra saber que viajar faz você feliz e melhora a saúde. Mas a ciência comprova isso em vários estudos. Conheça os seis mais importantes:

1. Menos estresse e maior bem-estar emocional

A redução do estresse parece ser o mais óbvio dos benefícios da viagem.

Embora seja uma breve partida e um destino não muito distante, deixar para trás a rotina e o ritmo frenético da vida na cidade permite que você se desconecte, deixe para trás a angústia e aproveite o presente.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Arizona, Estados Unidos, concluiu que as mulheres que saem de férias são menos tensas, cansadas, ou deprimidas e ainda ficam mais satisfeitas no casamento. Ou seja, têm uma melhor qualidade de vida.

2. Cérebro agradece

Os neurônios podem criar novas conexões e até mesmo novos neurônios podem ser formados ao longo da vida. “Para isso é fundamental treinar e estimular o seu cérebro,” explica José Manuel Molto, membro do conselho da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN),

Situações simples como a necessidade de se adaptar a novas sensações, paisagens, sons, aromas, etc., fazem um mapa mental de onde você está, ou ter que se comunicar em outro idioma estimulam o cérebro e o tornam mais plástico e mais criativo.

“Viajar requer, principalmente, aprender e memorizar tudo de maneira estranha até que tudo esteja normal e conhecido. Este é um desafio para o seu cérebro e é como um treino acelerado “, acrescenta Moltó.

O SEN especifica que esses benefícios atingem inclusive pessoas que já têm alguma doença neurológica.

3. Coração mais forte e saudável

Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que viajar reduz o risco de sofrer infarto do miocárdio , especialmente para os idosos.

As estatísticas indicam que os homens que viajam freqüentemente têm chance 21% menor de ter um ataque cardíaco. “Férias podem ser boas para sua saúde”, recomendam as conclusões deste trabalho.

Uma outra pesquisa feita por cientistas da Universidade de Jyväskylän, Finlândia, também encontrou uma associação entre a mobilidade do corpo, causada pela “atividade social coletiva” dada em viagens e um menor risco de mortalidade.

4. Melhora auto-estima

Cada viagem representa uma soma de desafios: mover-se, acostumar-se a um lugar desconhecido, e relacionar-se com novos povos.

E quanto mais longe o destino, maior o desafio, porque envolve entrar em contato com costumes exóticos, línguas desconhecidas e, inevitavelmente, desafios de vários tipos.

Encontrar os recursos para resolvê-los e conseguir progredir promovem a auto-estima, como poucas outras coisas podem fazer.

A viagem, além disso, é uma fonte de futuras memórias e casos para contar, além das possibilidades oferecidas pelas redes sociais.

Como escreveu George Eliot, pseudônimo da escritora britânica do século XIX, Mary Anne Evans, “nossas andanças viajam conosco de longe e o que fomos nos faz o que somos”. Tudo isso também contribui para reforçar a autoconfiança.

5. Força para enfrentar os problemas

Em seu livro Vá Embora Apenas Pela Saúde, publicado em 2000, o prestigiado médico canadense Mel Borins escreveu: “Ir longe ajuda a fugir das partes estressantes da vida. Pode ajudar a melhorar suas perspectivas, oferecer novos pontos de vista e desenvolver novas estratégias para enfrentar os problemas “.

Muitas vezes, depois de uma viagem, muitas pessoas valorizam mais o que têm e param de reclamar do que lhes faz falta, levando a um maior bem-estar.

E, para citar outro clássico do século XIX, Gustave Flaubert: “viajar faz de você uma pessoa modesta, porque isso faz você ver o pequeno lugar que você ocupa no mundo” .

6. Felicidade

O psicólogo Thomas Gilovich, professor da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, há anos tem como objeto de estudo a felicidade.

Ele chegou a uma conclusão que, em qualquer caso, muitas pessoas sabem ou intuem: viajar proporciona mais felicidade do que comprar coisas.

A razão é que as memórias armazenadas, a soma das experiências, proporcionam um prazer e bem-estar a longo prazo, muito mais do que a satisfação de comprar algo material durável.

A antecipação das experiências que têm de ser vividas durante a viagem também gera um sentimento de felicidade maior do que a antecipação da compra de objetos.

Nas palavras de Gilovich, experiências melhoram as relações sociais, são mais valorizadas em si e menos comparadas com as de outras pessoas…  e fazem parte da identidade daqueles que as vivem.

Fonte: sonoticiaboa