outubro 9, 2019

Trio de ‘desbravadores do Universo’ levam prêmio do Nobel de Física

Eles abriram muitas portas do Universo, revelando mistérios sobre a origem de tudo e o lugar que a Terra ocupa nesses vastos mundos. Em reconhecimento a trabalhos que ajudaram a avançar na compreensão do Cosmos, James Peebles, Michel Mayor e Didier Queloz foram laureados com o Nobel de Física, um prêmio que, tradicionalmente, vinha sendo entregue a descobertas de elementos então desconhecidos, como ondas gravitacionais ou estrelas de nêutrons. Agora, a Assembleia do Continua depois da publicidadeNobel voltou-se a pesquisas focadas no que ocorreu há 14 bilhões de anos e que podem estar próximas de responder a uma das mais antigas questões humanas: há vida fora do Planeta Azul?


Metade do prêmio foi para James Peebles, professor e pesquisador da Universidade de Princeton que mergulhou na radiação de fundo em micro-ondas, um “eco” do Big Bang detectado na década de 1960, e descobriu que 95% do Universo é feito de matéria e energia escura, um dos grandes mistérios que desafia os astrofísicos. O restante da premiação ficou nas mãos de Michel Mayor e Didier Queloz, da Universidade de Genebra — esse último também é pesquisador da Universidade de Cambridge. Os dois identificaram o primeiro exoplaneta, ou seja, um planeta fora do Sistema Solar, que orbita uma estrela. Hoje, milhares deles são conhecidos; alguns com potencial de abrigar algum tipo de vida.

“As ideias de James Peebles sobre cosmologia física enriqueceram todo o campo da pesquisa e estabeleceram as bases para a transformação da cosmologia nos últimos 50 anos, da especulação à ciência. Seu referencial teórico, desenvolvido desde meados da década de 1960, é a base de nossas ideias contemporâneas sobre o Universo”, destacou a Assembleia, em nota. Adorado por colegas e alunos, Peebles participou de uma coletiva de imprensa organizada pela Universidade de Princeton e transmitida por streaming. Ele contou que, quando começou a estudar cosmologia a partir da radiação de fundo, não se empolgou muito. “Não havia quase nada de conhecimento sobre esse assunto”, disse. O desafio de arar um campo tão profundamente intocado, porém, fez com que continuasse e ficasse fascinado com esse mundo feito de escuridão.

Fósseis de luz

O trabalho de Peebles é concentrado nos primeiros momentos do Cosmos, cerca de 14 bilhões de anos atrás, quando ele era extremamente denso e quente. Mais ou menos 400 mil anos depois do Big Bang — um ínfimo intervalo de tempo —, o Universo em expansão se tornou transparente, permitindo que raios de luz viajassem pelo espaço. A radiação produzida naquele momento até hoje está em circulação. Quem é dos tempos da televisão analógica deve se lembrar de quando ela estava sintonizada em algum canal sem programação: aquele barulho de fundo é uma relíquia da infância do Universo.

Esse ruído foi capturado em antenas por dois radioastrônomos norte-americanos, Arno Penzias e Robert Wilson, em 1964. Sem entender o que seria aquele som interrupto, eles procuraram por explicações teóricas, inclusive consultando o trabalho de Peebles, que já  falava sobre a radiação de fundo antes que ela fosse detectada.

O pesquisador de Princeton percebeu que a temperatura desses “fósseis de luz” poderiam fornecer informações cruciais sobre a origem do Universo, como a quantidade de matéria criada no Big Bang, a formação de galáxias, a idade e o destino do mundo, quanta energia existe, entre outros. Os estudos de Peebles revelaram, com uma precisão impressionante, que 95% do Cosmos é feito de energia e matéria escura. Na década de 1990, supersatélites desenvolvidos para investigar a radiação de fundo conseguiram “fotografá-la” e demonstraram que os cálculos do físico estavam 100% corretos. “Jim Peebles tem sido o mais influente e respeitado líder da cosmologia empírica com um registro interminável de sucessos por mais de meio século”, avalia Martin Rees, astrônomo real e professor de cosmologia e astrofísica da Universidade de Cambridge.

Exoplanetas

A dupla Michel Mayor e Didier Queloz também lançou luz sobre um Universo desconhecido e fascinante, composto por milhares de mundos potencialmente habitáveis. Até a descoberta dos astrofísicos, anunciada em outubro de 1995, não se conhecia outro planeta além dos que compõem o Sistema Solar. Porém, naquele ano, Mayor e Queloz deram início à corrida por exoplanetas — aqueles que orbitam outras estrelas, que não o Sol — que, hoje, já são 4 mil; um número que aumenta mês a mês.

Os premiados com o Nobel descobriram que 51 Pegasi b é um planeta que orbita sua estrela, 51 Pegasi, a 50 anos-luz da Terra. Ele demora apenas quatro dias para completar a volta — contra os 365 terrestres —, o que significa que está muito próximo de sua estrela, apenas 8 milhões de quilômetros de distância. Para comparar, a Terra encontra-se a 150 milhões do Sol. O planeta descoberto pela dupla também difere daqui por sua estrutura. Em vez de um pequeno rochoso, é um gigante gasoso, mais ou menos do tamanho de Júpiter, que tem volume 1,3 mil vezes maior que o terrestre.

Dois meses depois do anúncio, outros dois exoplanetas foram identificados. A partir daí, novos métodos de detecção foram surgindo, assim como a compreensão mais aprofundada sobre a formação de sistemas planetários, o que também poderá explicar como o Sistema Solar se formou. Com a expectativa do lançamento, na próxima década, do supertelescópio espacial James Webb, esses mundos poderão ser observados de perto, com informações sobre a composição geológica e atmosférica e a possibilidade de detecção de “assinaturas” da vida — moléculas orgânicas que indiquem a existência de seres extraterrestres. “A descoberta de um planeta orbitando uma estrela fora de nosso próprio sistema mudou nossas percepções de nosso lugar no Universo — um Universo que ainda guarda muitos mistérios para resolver”, definiu, em nota, Michael Moloney, CEO do Instituto Norte-Americano de Física.

Repercussão

“Jim Peebles é um físico extraordinário, um homem que pensou profunda e claramente sobre a estrutura do Universo”
Christopher L. Eisgruber, presidente da Universidade de Princeton

“Ninguém mais avançou tanto na nossa compreensão sobre o Universo. Muitas de suas predições mostraram-se corretas por meio de medições. E, acima de tudo, ele é incomumente atencioso, gracioso e gentil”
Lyman Page, professor de física na Universidade de Princeton

“Além de lançar uma grande quantidade de bases teóricas para a cosmologia moderna, Jim foi pioneiro em muitos dos métodos que fizeram da cosmologia uma ciência preditiva e que nos permite testar nossas teorias com dados observacionais. Generoso com seus alunos e colegas, duvido que uma alma mais bondosa tenha sido tão reconhecida”
Bill Jones, professor associado de física na Universidade de Princeton

“A descoberta de Didier (Queloz) de planetas além do nosso Sistema Solar deu início a uma nova era revolucionária para a cosmologia. Esse trabalho representa uma conquista científica extraordinária, mas também oferece muita inspiração à humanidade — a chance de imaginar mundos tão distantes e diferentes, ou talvez similares”
Stephen Toope, vice-chanceler da Universidade de Cambridge

“A pesquisa do professor Queloz levou à descoberta de que os planetas são abundantes em toda a nossa galáxia, orbitando outras estrelas. Agora, podemos estimar que existem dezenas de bilhões de exoplanetas potencialmente habitáveis. Estamos um passo mais perto de responder à pergunta sobre se estamos sozinhos no Universo: parece cada vez mais provável que a vida, de alguma forma, tenha encontrado uma base nesses muitos mundos novos”
Andy Parker, chefe do Laboratório Cavendish, em Cambridge

“É um reconhecimento fantástico do trabalho realizado por Michel Mayor e Didier Queloz; mostra o rigor de sua abordagem científica, mas também sua criatividade e capacidade de pensar — e trabalhar — fora da caixa, um verdadeiro caminho para grandes descobertas”
Yves Flückiger, reitor da Universidade de Genebra

Fonte: correiobraziliense

setembro 18, 2019

A 111 anos-luz da Terra: detectados sinais de água líquida em outro planeta

A vida como se conhece depende de um elemento-chave, que vem sendo buscado avidamente por astrônomos no restante do Universo: H2O. Agora, pela primeira vez, um grupo de pesquisadores da Universidade College London (UCL), na Inglaterra, detectou sinais de vapor d’água na atmosfera de uma super-Terra — planeta fora do Sistema Solar, maior que a Terra, mas menor que os gasosos — dentro da zona habitável de um sistema estelar. Isso significa que, ao menos teoricamente, ele tem condições físicas e químicas de abrigar algum tipo de vida extraterrestre.

Trata-se do K2-18b, exoplaneta descoberto em 2015 que tem massa oito vezes superior à da Terra e é orbitado por uma estrela anã vermelha a 110 anos-luz daqui, na constelação de Leão. Desde que ele foi identificado pela já aposentada sonda Kepler, os cientistas sabiam que o K2-18b poderia ser coberto por oceanos líquidos. Contudo, só agora, a partir de dados coletados pelo Telescópio Espacial Hubble, da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), se confirmou que o planeta não apenas tem água, como ela está na atmosfera, e não congelada, como a detectada em Marte.Continua depois da publicidade

“O planeta está numa zona habitável. Isso significa que ele pode suportar água líquida. É o primeiro planeta conhecido que está fora do Sistema Solar, está na zona habitável, tem uma atmosfera e suporta água líquida, fazendo dele o melhor candidato para habitabilidade até agora”, afirmou, em uma coletiva de imprensa, Angelos Tsiaras, professor de física e astronomia da UCL e um dos autores do estudo. O artigo sobre a detecção de vapor d’água no K2-18b foi publicado na edição desta quinta-feira (13/9) da revista Nature Astronomy.

A maioria dos 4.109 exoplanetas detectados até o fim de agosto consiste em gigantes gasosos, semelhantes a Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Compostos basicamente por gás, eles não poderiam abrigar água, especialmente no estado líquido. Os melhores candidatos são os planetas menores e rochosos, com uma extensa atmosfera. Angelos Tsiaras ressalta: esse não é uma segunda Terra.

O  K2-18b é oito vezes maior, leva 33 dias (contra 365) para dar a volta completa em sua estrela e tem uma composição atmosférica diferente. “Mas nos coloca mais perto de responder uma questão fundamental: a Terra é única?”, diz. Segundo o astrofísico, embora a estrela que ele orbita tenha metade do tamanho do Sol, o nível de radiação que chega ao planeta é similar ao da Terra, fazendo com que a temperatura do K2-18b seja semelhante.

Outros elementos

Para detectar o vapor d’água, os pesquisadores valeram-se de dados capturados pelo Hubble entre 2016 e 2017 e desenvolveram um algoritmo capaz de analisar a luz estelar filtrada através da atmosfera do planeta. Os resultados revelaram não apenas a assinatura de moléculas de vapor d´água, mas a presença de hidrogênio e hélio, embora a primeira, provavelmente, seja responsável por 50% da composição.Continua depois da publicidade

De acordo com os pesquisadores, é possível que outros elementos, como nitrogênio e metano, também estejam presentes, mas os métodos disponíveis de observação ainda não permitem confirmá-los. A expectativa é de que a nova geração de supertelescópios espaciais, como os esperados James Webb, da Nasa, e Ariel, da Agência Espacial Europeia, consigam decifrar detalhadamente a atmosfera de objetos distantes.

“Com tantas novas super-Terras que esperamos encontrar nas próximas décadas, é provável que essa seja a primeira descoberta de muitos planetas potencialmente habitáveis. Isso não só porque super-Terras como o K2-18b sejam os planetas mais comuns da nossa Via Láctea, mas também porque anãs vermelhas — estrelas menores que nosso Sol — são as estrelas mais comuns”, acrescenta Ingo Waldmann, astrofísico da UCL e coautor do artigo.

“Nossa descoberta faz do K2-18b um dos mais interessantes alvos para estudos futuros. Mais de 4 mil exoplanetas já foram detectados, mas não sabemos muito sobre sua composição e natureza. Ao observar uma grande amostra de planetas, esperamos revelar segredos sobre sua química, formação e evolução”, disse, em nota, a astrofísica Giovanna Tinetti, coautora do artigo e principal cientista do projeto Ariel, supertelescópio espacial que deverá entrar em órbita em 2028.

Fonte: correiobraziliense

setembro 11, 2019

Selo hebraico de 2.600 anos é encontrado perto do Muro das Lamentações

Um selo de 2.600 anos com o nome hebraico foi descoberto em terra escavada desde 2013 perto do Muro das Lamentações, revelou o arqueólogo Eli Shukron nesta segunda-feira (9).

Segundo informações do The Jerusalém Post, o selo traz a inscrição do nome de “Adenyahu Asher Al HaBayit”, que significa “Adenyahu por Nomeação da Casa”, o papel mais proeminente na corte do rei no Reino da Judeia que aparece pela primeira vez na lista de ministérios da Salomão.

Com um centímetro de largura, o selo era usado para assinar documentos e data do século XVII a.C, período do Reino da Judeia, e traz um termo bíblico que era usado para descrever o ministro mais alto que servia sob reis da Judeia ou Israel.

“É a primeira vez que esse tipo de descoberta arqueológica é realizada em Jerusalém”, disse Shukron, que conduziu as escavações iniciais nas pedras fundamentais do Muro Ocidental, ao norte de Silwan, em nome da Autoridade de Antiguidades de Israel. “O termo bíblico ‘ Asher Al HaBayit ‘ foi a posição ministerial de mais alto escalão sob o rei durante os reinados dos reis da Judeia e Israel, e é sem dúvida de grande importância.”

Para Doron Spielman, vice-presidente da Fundação City of David, que opera o local onde a bula foi descoberta, esse achado tem “um significado imenso para bilhões de pessoas em todo o mundo” e ainda mostra um “elo a uma longa cadeia de história judaica em Jerusalém que está sendo descoberta e preservada diariamente na cidade de David”.A bula foi descoberta há três semanas como parte da Experiência Arqueológica voluntária da Cidade de David por um adolescente israelense chamado Batya Howen.

“Comecei a vasculhar o balde de terra lavando-o sob uma corrente de água e, de repente, reconheci um pequeno pedaço de metal de cor preta”, recordou Howen. “Manter uma descoberta tão significativa de 2.600 anos atrás, desde o tempo do Reino de Judá, é uma coisa incrível”, declarou.

Fomte: gospelprime

setembro 4, 2019

Missão a Marte: como a radiação ameaça o cérebro de astronautas

A corrida para levar uma nave tripulada a Marte mobiliza cientistas, engenheiros e projetistas no desenvolvimento de tecnologias. Mas, além dos inúmeros desafios técnicos dessa empreitada, a Nasa (agência espacial americana) identificou outro obstáculo para levar exploradores ao solo marciano e trazê-los de volta à Terra: a saúde.

Um novo estudo financiado pela agência concluiu pela primeira vez que os astronautas que conseguirem chegar a Marte ou a outros astros no espaço profundo estarão expostos, de maneira constante, a uma radiação cósmica prejudicial a seu organismo.

Segundo os estudiosos, existe um “aumento de risco alarmante” para funções cerebrais durante viagens ao espaço profundo, com potenciais impactos no humor e até na capacidade de tomada de decisões dos astronautas.

“(A radiação) pode ser o maior obstáculo que a humanidade terá de resolver para viajar além da órbita da Terra”, afirma o estudo, publicado em agosto no periódico ENeuro.

Para chegar a essa conclusão, cientistas submeteram camundongos a doses de radiação semelhantes às que seriam encontradas durante a exploração ao espaço profundo, e os roedores sofreram “sérias complicações neurocognitivas”, com impactos graves na memória e aprendizado. Além disso, adotaram comportamentos que os cientistas classificaram como “angustiados”.

Munjal Acharya, radiologista oncologista da Universidade da Califórnia e principal autor do estudo, explicou à rede NBC que essas radiações “poderiam dificultar que os astronautas reajam de forma eficaz a imprevistos ou situações estressantes”.

Foto de Marte formada por uma composição de mais de 100 fotos, tiradas pelas sondas Viking, nos anos 70. — Foto: Nasa/AP

Foto de Marte formada por uma composição de mais de 100 fotos, tiradas pelas sondas Viking, nos anos 70. — Foto: Nasa/AP

A pesquisa de Acharya indica que ao menos um em cinco astronautas que fossem a Marte regressaria à Terra com graves sequelas nas funções cognitivas.

A radiação, explica a Nasa, é a energia contida em ondas eletromagnéticas ou carregada por partículas. “Essa energia é distribuída quando uma onda ou partícula se choca com alguma outra coisa, como um astronauta ou um componente da nave espacial. Ela é perigosa porque atravessa a pele, irradiando energia e fragmentando células de DNA no caminho”, diz um artigo da agência. “O dano pode aumentar o risco de câncer no longo prazo ou, em casos extremos, causar males de radiação aguda de curto prazo.”

A agência lembra que, em circunstâncias normais, estamos protegidos desse risco na Terra, porque “a bolha magnética protetora do planeta, chamada de magnetosfera, desvia a maioria das partículas solares.”

Proteção

Segundo a Nasa, uma estratégia para se proteger desses efeitos negativos seria construir “escudos temporários” nas espaçonaves.

Kerry Lee, pesquisador da agência, explica que para isso estuda-se usar todo o tipo de massa (mesmo que terra) disponível para “preencher áreas pouco protegidas (da radiação) e fazer com que os tripulantes fiquem em áreas altamente protegidas”.

Quanto mais massa houver entre os astronautas e a radiação, maior é a possibilidade de que essa massa seja a depositária da energia radiativa.

O desafio é elevar a blindagem sem aumentar muito a quantidade de materiais na nave, o que a deixaria muito pesada.

Na Orion, a próxima espaçonave projetada para ir à Lua, a Nasa quer que os astronautas sejam capazes de construir escudos com o que tiverem em mãos, como sacolas cheias ou mesmo solo lunar, cobrindo seus abrigos com eles.

Boneca Helga participará de missão não tripulada para medir efeito da radiação sobre corpos — Foto: Divulgação/ESA

Boneca Helga participará de missão não tripulada para medir efeito da radiação sobre corpos — Foto: Divulgação/ESA

Outras possibilidades são o uso de coletes e dispositivos que aumentem a massa do corpo dos astronautas, ou mesmo superfícies eletricamente carregadas capazes de repelir a radiação.

Para isso, projetaram Helga e Zohar, duas bonecas que viajarão em uma missão não tripulada para pesquisar formas de proteger astronautas dos raios cósmicos e de tormentas solares.

Primeiro a Lua: depois, Marte

A Orion, por sua vez, vai primeiro à Lua, mas a ideia é que sirva também para explorar Marte. Portanto, as informações coletadas pela missão lunar serão úteis para aperfeiçoar os projetos posteriores rumo ao Planeta Vermelho.

A viagem a Marte é muito mais longa do que a ida à Lua, e a tripulação estará exposta a muito mais partículas radiativas.

Além disso, a Nasa afirma que diferentemente da Terra, Marte não tem um campo magnético capaz de desviar a radiação.

“Uma das razões pelas quais vamos à Lua é para nos prepararmos para ir a Marte”, afirma Ruthan Lewis, engenheiro da agência espacial americana. “Fizemos muitas simulações. Agora, vamos começar a passar à (fase) prática.”

Protótipo de como será o pouso futuro do ser humano na Lua — Foto: Nasa

Protótipo de como será o pouso futuro do ser humano na Lua — Foto: Nasa

Fonte: g1.globo.com

agosto 28, 2019

Cientista está a um passo da cura da esclerose múltipla

Após anos de pesquisa, uma cientista de Cambridge está a um passo da cura da esclerose múltipla.

A doutora Su Metcalfe, pesquisadora associada sênior da Universidade de Cambridge, descobriu uma mudança dentro da célula imunológica que poderia ser “reinicializada” para retornar à sua atividade normal.

“Não estamos usando nenhuma droga, estamos simplesmente ligando os próprios sistemas do corpo de auto-tolerância e reparo”, disse Metcalfe ao Cambridgeshire Live.

“Não há efeitos colaterais. A auto-imunidade acontece quando a balança está um pouco errada e nós simplesmente redefinimos isso. Uma vez feito isso, ele se torna autossustentável e você não precisa continuar dando terapia, porque o corpo tem seu equilíbrio de volta”.

Como

Um dos principais elementos da pesquisa pré-clínica envolve o fator inibidor da leucemia (LIF): uma pequena proteína sinalizadora que age nas células-tronco do corpo.

“O [LIF] é capaz de ativar essas células, para substituir as células danificadas durante o reparo do tecido – por exemplo, o reparo de um músculo rasgado”, diz Metcalfe.

“Outro papel importante do LIF é manter um sistema nervoso central saudável, protegendo os nervos e mantendo a mielina.”

História

Em 2013, ela fundou a empresa Cambridge LIF-NanoRx para aprofundar a pesquisa.

Sua ideia era guiar uma dose medida das minúsculas partículas especializadas até os nervos danificados e repará-los.

No entanto, quando as partículas LIF foram implantadas como um agente terapêutico, ela descobriu que o corpo quebrou LIF após 20 minutos.

Eles são tão minúsculos que a área da superfície é muito maior do que a massa.

Suas propriedades e tamanho especiais os tornam especialmente adequados para administrar terapias no interior das células.

Nanopartículas

A Dr. Metcalfe produziu nanopartículas usando o mesmo tipo de material que os pontos de dissolução.

Ela os combinou com a proteína LIF para prolongar a vida útil do agente de reparo no corpo – e até agora, seu teste foi muito bem-sucedido.

Não só o LIF tem tempo para alcançar as áreas danificadas como as nanopartículas acabam se dissolvendo dentro do corpo, deixando apenas dióxido de carbono e água.

Reversão

Isso significa que o tratamento “duplo golpe” de Metcalfe pode reverter a autoimunidade ao mesmo tempo em que repara o dano que causou no cérebro de um paciente.

Embora a pesquisa do Dr. Metcalfe tenha sido focada na esclerose múltipla, ela espera ajustar essas descobertas para fazer o mesmo com a psoríase e o diabetes – e se ela puder desenvolver a técnica para passar pela barreira hematoencefálica, ela poderia inclusive ser usada para curar a demência.

Dependendo do interesse das empresas farmacêuticas e dos investidores privados pelo financiamento, os testes em humanos podem começar em 2020.

Fonte: sonoticiaboa

agosto 22, 2019

Para brasileiros, pastores e líderes religiosos são mais confiáveis que cientistas, aponta estudo

Uma pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações descobriu que os brasileiros confiam mais em líderes religiosos do que em cientistas, e também constatou que a confiança na ciência vem caindo.PROPAGANDA

O estudo foi elaborado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), uma organização social que presta serviços à pasta comandada pelo astronauta Marcos Pontes.PUBLICIDADE

A percepção popular dos cientistas como “pessoas inteligentes que fazem coisas úteis à humanidade” caiu de 55% na edição 2015 da pesquisa para 41% em 2019. Em comparação, o número de entrevistados que veem os estudiosos e pesquisadores como “pessoas comuns com treinamento especial” aumentou de 13% para 23% no mesmo período.

Segundo informações da Agência Brasil, dentre os temas de maior interesse da população brasileira, a religião fica à frente da ciência: 69% citou a espiritualidade como um dos principais assuntos cotidianos, enquanto a ciência e tecnologia foram citadas por 62%.

Outro quesito que coloca os cientistas atrás das lideranças religiosas é a confiança: 15% dos entrevistados citaram pastores, padres e sacerdotes em geral como figuras confiáveis como fonte de informação, enquanto apenas 12% lembraram dos cientistas.

“O documento indica uma variação conforme a escolaridade. Quanto menor o tempo de estudo, menor a atenção para a produção científica. Já entre os com maior instrução formal, o interesse cresce. Essa relação se reproduz também no recorte geracional, com o tema ganhando maior preferência entre os mais velhos do que entre os mais jovens”, destacou o jornalista Jonas Valente.

O levantamento entrevistou 2.200 pessoas em todas as regiões do país, com recortes específicos por gênero, idade, escolaridade, renda e residência.

Segundo os responsáveis, a pesquisa manteve categorias e perguntas de edições anteriores e compatíveis com outros estudos internacionais sobre o mesmo tema, mas não há informações na publicação da Agência Brasil sobre o universo pesquisado no estudo usado como comparação, realizado em 2015.

Fonte: gospelmais

julho 31, 2019

Arqueólogos encontram ruínas da cidade do gigante Golias

É crescente a onda de descobertas que comprovam as verdades Bíblicas. Recentemente, recebemos a informação que arqueólogos israelenses encontraram ruínas da cidade filistéia de Gate, local onde a Bíblia relata ter nascido o gigante Golias, morto por Davi.

As escavações no sítio arqueológico de Tell es-Safi revelaram ruínas mais impressionantes do que as que já haviam sido encontradas.

O arqueólogo Aren Maeir, tem escavado no sítio de Gate há anos. O problema é que Gate é um desses locais onde as pessoas vêm construindo assentamentos sobre assentamentos mais antigos há séculos, dificultando a localização de um período de tempo específico. E assim, o nível que eles acreditavam ser a cidade natal de Golias originalmente, estava errado.

Escavações anteriores revelaram ruínas que datavam dos séculos IX e X a.C., mas a nova descoberta sugere que a cidade de Gate era maior do que se imaginava, sendo que no século XI a.C. estava no auge do desenvolvimento, época em que viveu Golias.

O arqueólogo disse que só um gigante poderia ter construído aquela cidade por conta da dimensão. Isso comprova, mais uma vez, os relatos bíblicos. Temos a arqueologia e a ciência moderna apontando para a veracidade bíblica.

julho 29, 2019

Rodovias interditadas expulsam mais cedo os Turistas de Caldas Novas GO

Iniciam amanhã 30/07 as obras que interditarão as rodovias GO 139 e GO 213, serão afetadas as saídas para Pires do Rio, Cidade do Rio Quente e Mazagão. A estimativa para concluir as obras é para até o dia 10 de Agosto.
​Isso acabou antecipando a volta de muitas pessoas para casa, a cidade começou a esvaziar desde domingo.
​Os Goianos e os Brasilienses que são a maior parte dos nossos turistas terão a sua volta pra casa chegando em até 16h de viagem.

junho 12, 2019

Vitamina D não previne o diabetes, afirma estudo norte-americano

Tomar uma dose diária de vitamina D não previne o surgimento do diabetes 2 em adultos com alto risco da doença, segundo um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Diabetes e de Doenças Renais e Digestivas dos Estados Unidos (NIDDK, sigla em inglês). Pesquisas anteriores sugeriam essa associação mas, de acordo com o novo trabalho, publicado na revista New England Journal of Medicine e divulgado em um congresso científico em San Francisco, o suplemento não traz benefícios nesse caso. Participaram 2.423 adultos de 22 cidades norte-americanas.

O estudo é o maior até hoje a examinar diretamente se a suplementação de vitamina D ajuda pessoas em risco para diabetes 2 desenvolverem a doença. A pesquisa incluiu adultos com mais de 30 anos, divididos aleatoriamente em dois grupos: ou tomavam 4 mil unidades internacionais (UI) da forma D3 da vitamina D diariamente, ou ingeriam uma pílula de placebo. Todos os participantes tiveram os níveis da substância medidos no início dos testes. Naquele momento, 80% apresentavam quantidades suficientes para os padrões estabelecidos.

“Estudos observacionais (que não analisam causa e efeito) sugeriam que baixas doses de vitamina D estavam relacionadas ao risco aumentado para diabetes tipo 2”, diz Myrlene Staten, cientista que projetou o trabalho atual no instituto norte-americano. “Além disso, pequenas pesquisas concluíram que a vitamina D poderia melhorar a função das células beta, que produzem insulina. Porém, se a suplementação poderia ajudar a prevenir ou adiar o diabetes 2 era algo desconhecido”, afirma.

Para responder a essa questão, os participantes foram testados a cada três ou seis meses por uma média de 2,5 anos, com objetivo de determinar se o diabetes havia se desenvolvido. Os pesquisadores, então, compararam o número de pessoas em cada um dos dois grupos (suplemento real ou placebo) que progrediram para a doença. No fim, 293 (24,2%) dos 1.211 participantes incluídos no grupo da vitamina D apresentaram o problema, comparado com 323 dos 1.212, ou 26,7%, dos demais, uma diferença insignificante do ponto de vista estatístico. Os pesquisadores acreditavam, no início, que poderiam detectar uma redução de risco de 25% ou mais.

Perfis variados

O estudo contou com participantes com características diversas, incluindo sexo, idade e índice de massa corporal (IMC), assim como etnia. Essa representação ajuda a garantir que os resultados sejam aplicáveis a todo tipo de pessoas em risco alto para desenvolvimento de diabetes 2, segundo os cientistas. “Além do tamanho, uma das maiores forças do estudo é a diversidade de participantes, o que nos permitiu examinar o efeito da vitamina D em uma grande variedade de pessoas”, justifica Anastassios G. Pittas, principal autor e pesquisador do Centro Médico Tufts, em Boston. “No fim, não detectamos diferenças significativas entre os dois grupos, independentemente de idade, sexo ou etnia.”

No mercado brasileiro, o consumo das suplementações de aminoácidos, vitaminas e minerais, entre outros, chegou a 53% em uma pesquisa com 1 mil pessoas acima de 17 anos, encomendada por associações do setor. Nos Estados Unidos, mais de 50% dos adultos tomam suplementos nutricionais, e o uso da vitamina D aumentou substancialmente ao longo dos últimos 20 anos.

Dose segura

Por causa dessas tendências, a pesquisa financiada pelo NIDDK avaliou também a segurança de se tomar 4 mil UI de vitamina D diariamente, uma quantidade maior que a dose diária recomendada (600 a 800 UI). Os pesquisadores não viram diferença no número e na frequência de efeitos colaterais, como níveis altos de cálcio na corrente sanguínea ou pedras nos rins, comparando os grupos de placebo e da suplementação.

Quanto ao diabetes, Griffin P. Rodgers, diretor da NIDDK, frisa que há outras formas já constatadas cientificamente de prevenção da doença. “O diabetes tipo 2 não é algo inevitável, mesmo para aqueles com alto risco para a doença. Em busca de novas formas de preveni-la, sabemos que a mudança de estilo de vida ou o uso da metformina permanece como  métodos eficazes”, conclui.

“O diabetes tipo 2 não é algo inevitável, mesmo para aqueles com alto risco para a doença. Em busca de novas formas de preveni-la, sabemos que a mudança de estilo de vida ou o uso da metformina permanece como métodos eficazes”, Griffin P. Rodgers, diretor do Instituto Nacional de Diabetes e de Doenças Renais e Digestivas dos Estados Unidos, que financiou a pesquisa.

Fonte: Correio Braziliense


maio 30, 2019

Físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebe Prêmio Templeton 2019 em cerimônia nos EUA

O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebeu o Prêmio Templeton 2019 nesta quarta (29) em uma cerimônia nos Estados Unidos. O prêmio é considerado o “Oscar da espiritualidade” e é dado a personalidades que contribuíram para afirmar a dimensão espiritual da vida.

Ele é o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio, criado em 1972, e vai receber 1,1 milhão de libras esterlinas, o equivalente a R$ 5,5 milhões.

Mas, como um físico e astrônomo pode contribuir com a espiritualidade? Enquanto na obra acadêmica Gleiser se debruça sobre números, gráficos e tabelas em busca de pistas que ajudem a desvendar a formação do universo, na atuação pública ele expande a interpretação das tais evidências em busca da resposta à grande questão da humanidade: Afinal, quem somos?

“Mantenho a mente aberta para surpresas. Depende do que você chama de Deus. Tem gente que diz que é a natureza. Então, se Deus é a natureza, eu sou uma pessoa religiosa”, afirmou durante o evento.

Na cerimônia de premiação nesta quarta, Gleiser disse que “precisamos ir além das divisões que têm sido problema real no mundo moderno”, que “precisamos nos unir”, e que quer “dedicar os próximos anos e a honra do prêmio para criar o censo moral de que estamos juntos, que temos que salvar o planeta, a vida, e tudo o que temos.”

O anúncio de que Gleiser receberia o premio deste ano foi feito em março, no mesmo dia em que o físico e astrônomo completava 60 anos. Na ocasião, ele conversou com o G1 e explicou como a sua obra contribui para refletir sobre a espiritualidade.

“A ciência é o caminho para entendermos o mistério da existência humana”, disse Marcelo Gleiser. “É mais ou menos o que o paleontólogo faz: a partir de ossos de dinossauro, reconstrói o passado. Buscamos pistas no universo para reconstruir a história desde o Big Bang até hoje”, explica.

Para ele, ciência e espiritualidade são dois lados de uma moeda só. “A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural. Mas, por outro lado, a ciência tem limite e oferece só um tipo de explicação”, diz.

“A gente sabe que só vê parte da realidade. Essa conexão com o mistério que nos cerca, para mim, é profundamente espiritual. Meu discurso tem todo um lado ecológico e social. Informa pela ciência, mas constrói uma nova moral do século 21 para salvar nosso planeta e nossa espécie”, diz

Marcelo Gleiser, vencedor do premio Templeton 2019 — Foto: Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação

Marcelo Gleiser, vencedor do premio Templeton 2019 — Foto: Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação

Fonte: g1.globo.com