abril 7, 2020

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Como as medidas contra o coronavírus estão fazendo a Terra vibrar menos

A Terra está em pausa. Enquanto nós, humanos, enfrentamos o medo e o caos da pandemia de coronavírus, o planeta apresenta uma quietude incomum.

As medidas de confinamento que se espalharam pelo mundo fizeram bilhões de pessoas ficarem em casa. É um acontecimento sem precedentes, cujas consequências os cientistas estão começando a medir.

As ruas estão vazias, as lojas fechadas, os carros estacionados. Tudo isso reduziu o que os geólogos chamam de “ruído sísmico” gerado pelos seres humanos.

É o termo usado para descrever as vibrações que nossas atividades diárias causam na crosta terrestre.

O que está ocorrendo?

O que acontece pode ser comparado a várias pessoas pulando em um colchão ao mesmo tempo… e, de repente, todos param. O fenômeno foi registrado por Thomas Lecocq, um sismólogo no Observatório Real da Bélgica.

Há três semanas, quando as medidas de contenção foram implementadas, Lecocq começou a perceber que seus equipamentos indicavam uma drástica diminuição nas vibrações.

“Tudo está calmo e as estações sísmicas também sentem essa tranquilidade”, diz Lecocq à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

O sismólogo observou o efeito em Bruxelas, mas desde que publicou suas medições, ele começou a receber relatos de que algo semelhante está acontecendo em várias partes do mundo.

Um mundo mais calmo

As medições de Lecocq mostram que, desde que as medidas de confinamento começaram a ser aplicadas, o ruído sísmico gerado pelo homem foi reduzido em cerca de um terço.

“Diariamente está em níveis como os dos dias em torno do Natal, quando as escolas estão fechadas e as pessoas estão em casa”, diz Lecocq.

Depois que Lecocq compartilhou suas medidas no Twitter, colegas de lugares como Zurique, Londres, Paris e Los Angeles também relataram reduções no ruído sísmico.

Lecocq afirma que também recebeu relatórios semelhantes do Japão, Itália, Costa Rica e Chile.

“As estações sísmicas mostram que as pessoas estão de fato em casa e estão fazendo a Terra vibrar menos”, diz o sismólogo.

Boa notícia

A diminuição do ruído sísmico é uma boa notícia para os sismólogos.

À medida que há mais silêncio e quietude, os dispositivos sísmicos se tornam mais sensíveis e podem detectar outros movimentos que os alcançavam anteriormente com um sinal menos claro.

“Podemos notar mais terremotos pequenos e melhorar os estudos da crosta terreste porque há menos ruído e a qualidade do sinal é melhor”, diz Lecocq.

A diminuição do ruído, segundo ele, tem um significado importante não apenas para os cientistas.

“Como sismólogos, estamos testemunhando a boa vontade do povo em respeitar as medidas”, diz Lecocq.

“Todo ser humano pensa que o que ele faz não é importante, mas quando milhões de pessoas fazem isso ao mesmo tempo, a superfície da Terra percebe.”

“Espero que continuemos em casa e respeitemos as regras para sairmos juntos dessa crise”, conclui o sismólogo.

Fonte: BBC Brasil

março 31, 2020

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Museu de Astronomia e Ciências Afins libera visita virtual gratuitamente; saiba como acessar

Em momento de pandemia devido ao novo coronavírus COVID-19, a tecnologia se mostra ainda mais aliada da sociedade. Com museus e outros espaços públicos fechados, as visitas virtuais têm sido uma alternativa para todo mundo. Recentemente o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, liberou as visitas online de exposições para todos os brasileiros. 

De forma lúdica, os visitantes poderão ter acesso às informações, curiosidades e outras atividades do Museu de Astronomia. Além da visita, eles disponibilizaram um material para as crianças brincarem durante a quarentena em casa. Confira a seguir como aproveitar as atividades virtuais. 

Os visitantes podem conhecer o Museu de Astronomia e Ciências Afins sem sair de casa. Está liberada a tour 360º pelo campus do MAST e também do Observatório Nacional, que pertence ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Em português e inglês, é viável encontrar sete menus com a história do campus, informações gerais, audioguia, dentre outros. 

Ao todo são 19 pontos de visitação online. Dentre eles estão: o pavilhão do fotolitógrafo, a biblioteca Henrique Morize, a sede do Linea e a torre meteorológica. Acesse aqui a visitação ao MAST Observatório Nacional.

Fonte: Showmetech

março 24, 2020

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O Egito reabre a pirâmide de Djoser, a mais antiga de todas

Depois de vários anos sendo restaurada, a pirâmide mais antiga do Egito reabriu ao público nesta quinta-feira, segundo informações do jornal Al-Ahram. A reabertura da pirâmide de Djoser, que faz parte do complexo de Saqqara, a sul do Cairo, foi assinalada com uma cerimônia especial.

A estrutura com 63 metros de altura foi construída durante o reinado do faraó Djoser, que viveu entre 2650 e 2575 A.C e cujo reinado durou quase duas décadas.

Os trabalhos de restauração da pirâmide começaram em 2006 mas foram interrompidos em 2011 e 2012 na sequência da revolta da Primavera Árabe, que culminou com a deposição do então presidente Hosni Mubarak. A restauração foi retomada em 2013.

Durante os trabalhos de restauração foi descoberto um sarcófago de granito com quase cinco metros de altura. Foi instalado um novo sistema de iluminação e acessos para pessoas com deficiências.

Khaled El-Enany, ministro do Turismo e das Antiguidades egípcio, informou que a restauração da pirâmide de Djoser custou 104 milhões de libras egípcias (5,9 milhões de euros).

Fonte: Revista Veja

março 17, 2020

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Pesquisador identifica cavernas da Galileia onde judeus combateram romanos

Durante 15 anos o professor Dr. Yinon Shivtiel, da Safed Academic College, pesquisou os escritos de Flávio Josefo, um comandante judeu (anteriormente chamado de Yosef ben Matityahu) que liderou uma rebelião contra Roma e acabou se tornando um cidadão romano há aproximadamente 2.000 anos.

Nesses estudos, o professor pode identificar os locais de uma página importante na história da Grande Revolta e, assim, conseguiu encontrar centenas de cavernas da Galileia onde judeus combateram romanos.

O estudo do professor foi publicado no mês passado no jornal The Ancient Near East Today pelas Escolas Americanas de Pesquisa Oriental, dando detalhes do trabalho de pesquisa feito por Shivtiel e sua equipe.

O pesquisador, que também é representante do Centro de Pesquisas em Cavernas, começou a visitar as cavernas, algumas das quais acessíveis apenas por escalada e descida de cordas.

O que foi apresentado aos seus olhos foi surpreendente: uma infinidade de descobertas, incluindo moedas, jarros, luminárias e partes de flechas, que remontam exatamente ao primeiro século.

As descobertas permitiram-lhe perceber que aquelas eram de fato as cavernas descritas por Josefo. No geral, o estudioso identificou mais de 900 cavernas e explicou que a pesquisa está em andamento.

“Agora estou focando na Galileia Ocidental. Acabei de encontrar uma caverna em um penhasco íngreme e estou tentando identificar a qual população ela pertencia”, disse ao The Jerusalem Post.

Fonte: Gospel Prime

março 10, 2020

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Manuscrito bíblico de mil anos evidencia cultura judaica no Egito

O professor Yoram Meital, historiador do Departamento de Estudos do Oriente Médio da Universidade Ben-Gurion, no Negev, acredita que um manuscrito da Bíblia de mil anos pode ser a chave para mostrar a herança judaica do Egito.

Em 2017 o professor encontrou um manuscrito embrulhado em papel branco de baixo custo durante uma visita de estudo à Sinagoga Moshe Der’i, no Cairo.

Especialista no Egito moderno, o acadêmico fez visitas frequentes ao país vizinho de Israel, mas nos últimos anos várias circunstâncias o deixaram confiante na existência de uma oportunidade real para o futuro da cultura judaica egípcia.

O que ele tem em mãos é a terceira parte do Tanakh – Bíblia Hebraica divida em três partes: a Torá (pentateuco), Nevi’im (livro dos profetas) e o Ketuvim (livros poéticos). Ou seja, são 11 livros poéticos: Salmos, Provérbios, Jó, Cantares, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Estras e Crônicas.

Um estudo publicado em 1905 já falava da existência do manuscrito de Zechariah Ben’Anan, como Meital explicou ao Jerusalém Post, porém o documento não tinha sido analisado como o professor fez ao encontrar o objeto.

A Sinagoga Moshe Der’i, onde o manuscrito foi descoberto, não era o local original. Durante séculos, o artefato foi alojado na sinagoga Dar Simha, mais antiga, pertencente à mesma comunidade: os karaitas.

Este grupo religioso, fundado no século 8, era numeroso no Egito, sendo conhecidos por rejeitarem a lei oral em sua totalidade e apenas manter os estatutos bíblicos.

A redescoberta do manuscrito oferece uma importante oportunidade para lançar luz sobre o projeto geral de restaurar e trazer a herança cultural judaica de volta a bom termo, especialmente hoje quando poucos judeus vivem no Cairo.

“Muitos nos perguntam se não seria melhor transferir os artefatos do país para outra comunidade. Respondemos que um produto cultural deve ser preservado onde foi criado; agir de outra maneira seria imoral, além de ilegal. Já estamos trabalhando para perseguir nosso objetivo com a participação de egípcios de todas as religiões”, afirmou.

O projeto, porém, tem críticos: os islâmicos e os apoiadores da política de Abdel Fattah al-Sisi, presidente do Egito.

Fonte: Gospel Prime

março 3, 2020

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Local de banho de purificação do segundo templo se enche de água

Antes de entrar na cidade de Jerusalém para participar de celebrações no Templo, peregrinos de toda a parte passavam por um ritual de purificação, o chamado “mikveh”.

Dois mil anos depois, alguns dos locais de banho, perto da entrada da Cidade Santa, estão transbordando de água novamente, graças às abundantes chuvas de inverno.

“Essas duas piscinas estão localizadas na Estrada da Montanha, uma das três estradas que atravessaram Israel de norte a sul”, disse Assaf Brezis, gerente da Gush Etzion ATVs Tours, ao The Jerusalem Post.

Ele também explica que no Talmud há um debate sobre como e quando deveria ocorrer o ritual de purificação, se quando um peregrino visitava pela primeira vez a cidade de Jerusalém ou sempre que a visitasse.

O local que era usado para o ritual fica ao sul de Jerusalém, na Cisjordânia, perto de um dos assentamentos judeus, e é um dos destinos de passeios turísticos.

“Trazemos turistas, muitos judeus, mas também cristãos, para explorar a terra e os lugares descritos na Bíblia. É muito poderoso para eles”, acrescentou Brezis.

“Às vezes, depois de ouvirem a explicação sobre o mikveh, começam a chorar.”

Fonte: Gospel Prime

fevereiro 11, 2020

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Profecias bíblicas estão se cumprindo no Oriente Médio? Teólogos dizem que sim

Desde a Guerra do Iraque iniciada em 2003, os cristãos estão com os olhos atentos as notícias envolvendo os países do Oriente Médio, principalmente pelo fato de Israel estar no centro destes conflitos.

Diferentes análises teológicas vinham apontando para o cumprimento de profecias bíblicas.

Essas análises ganharam força com o cenário de destruição na Síria, quando ainda havia divisão sobre os relatos bíblicos e o cumprimento das previsões antigas em nossos dias.

Alguns apontaram os textos de Isaías 17 e Jeremias 49, que falam sobra a destruição de Damasco, que se tornaria um “montão de ruínas”.

Na época, o escritor evangélico Joel Rosenberg destacou que “Damasco é a cidade mais antiga da Terra a ser habitada continuamente. O fato de ela estar sendo destruída é algo extraordinário… No passado, ela foi atacada, sitiada e conquistada, mas nunca ficou completamente destruída e desabitada”.

As tensões entre o Irã e os Estados Unidos também foram destacadas como acontecimentos que rememoraram profecias bíblicas, como a de Ezequiel que fala sobre uma grande guerra contra Israel envolvendo o país e alguns aliados, descritas nos capítulos 38 e 39.

Bill Salus, escritor e estudioso, disse em seu programa de TV, “Observadores de Profecias” que os cristãos devem assistir a eventos recentes envolvendo o Irã com probabilidade de cumprimento de profecias bíblicas.

Joel Rosenberg também voltou a destacar os acontecimento como possível cumprimento das profecias da Bíblia sobre os últimos tempos.

Ele destacou a previsão futura de Ezequiel 38 com forte significado sobre o Irã e que também envolve Rússia em um possível ataque contra Israel.

Fonte: Gospel Prime

fevereiro 4, 2020

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Supertelescópio registra imagens mais detalhadas já vistas da superfície do Sol

Agora você pode contemplar o Sol em um nível de detalhe nunca visto antes.

O Telescópio Solar Daniel K Inouye (DKIST, na sigla em inglês), no Havaí, registrou imagens que mostram pequenas estruturas da superfície solar, que medem pelo menos 30 km.

As estruturas, semelhantes a células, são aproximadamente do tamanho do Estado americano do Texas — e mostram a convecção (processo de transmissão de calor) de massas de gás quente ou plasma.

Os núcleos brilhantes são onde este material solar está em ascensão; as linhas escuras ao redor são onde o plasma está esfriando e afundando.

O DKIST é um novo observatório posicionado no topo do Haleakala, um vulcão de 3 mil metros de altura na ilha havaiana de Maui.

O espelho principal dele tem 4 m, sendo considerado o maior do mundo para um telescópio solar.

O telescópio será usado para estudar o funcionamento do Sol. Os cientistas querem entender a dinâmica do comportamento do astro, na esperança de poderem prever melhor suas explosões de energia e outras variáveis — o que costuma ser chamado de “clima espacial”.

Sabe-se que as gigantescas emissões de partículas carregadas e seus campos magnéticos danificam os satélites na Terra, prejudicam os astronautas, interferem nas comunicações de rádio e até interrompem as redes elétricas.

“Na Terra, podemos prever se vai chover com muita precisão em qualquer lugar do mundo, e com o clima espacial ainda não é assim”, explica Matt Mountain, presidente da Associação de Universidades para Pesquisas Astronômicas, que administra o DKIST.

“Nossas previsões estão atrasadas 50 anos em relação ao clima terrestre, se não mais. O que precisamos é compreender a física subjacente ao clima espacial, e isso começa no Sol, que é o que o Telescópio Solar Inouye vai estudar nas próximas décadas.”

O DKIST é um complemento magnífico para a sonda Solar Orbiter (SolO), que vai ser lançada na próxima semana a partir de Cabo Canaveral, na Flórida.

Esta sonda — uma parceria das agências espaciais europeia e americana — vai capturar as imagens mais de perto do Sol de todos os tempos, a apenas 42 milhões de quilômetros da superfície do astro.

Esta distância é mais próxima do Sol do que o planeta Mercúrio.

A SolO será capaz de capturar estruturas de pelo menos 70 km de diâmetro, mas detectará uma faixa muito maior de comprimentos de onda do que o DKIST e passará por mais níveis na atmosfera do Sol. A sonda também vai seguir uma rota que oferece uma visão sem precedentes das regiões polares.

“Temos planos conjuntos de observação do DKIST e da Solar Orbiter, o que será incrível”, disse à BBC News Louise Harra, do Observatório Meteorológico Físico de Davos, na Suíça.

Fonte: BBC Brasil

janeiro 28, 2020

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Você não precisa gastar tanto para conseguir explorar o céu

Você adora astronomia. Gosta tanto, tanto mesmo, que quer sair para comprar aquele telescópio bacana e passar a noite toda desvendando os céus. E agora, o que fazer? Escuto muito essa pergunta, e tenho algumas dicas para quem quer começar nessa aventura. Vamos lá então.

Qual telescópio devo comprar? Na minha opinião, nenhum. É isso mesmo. Pelo menos para iniciantes, telescópios não são necessariamente a melhor ideia. São caros e difíceis de utilizar na maioria das vezes.

A melhor solução é, na verdade, um binóculo. É algo muito mais portátil, fácil de carregar, e principalmente se você mora em uma cidade grande, não vai conseguir ver muita coisa mesmo nos céus contaminados pela poluição luminosa.

Com bons binóculos – mais baratos que os telescópios, inclusive – você pode ir para um lugar escuro, afastado de centros urbanos, e aproveitar muito. Sugiro algo como 8×40, o que significa um aumento de 8x (já dá pra ver bastante coisa) e abertura de 40 mm (quanto maior a abertura, mais luz entra, e fica mais fácil de ver objetos mais fracos). No máximo um 10×50 para começar, mais que isso é muito pesado para aguentar com a mão.

Se você gostar da coisa, aí vale investir em um telescópio bacana. Mas a qualidade óptica é fundamental! Não compre aquelas lunetas baratas que prometem aumentos de centenas de vezes! São dinheiro jogado fora: a imagem fica borrada e você vai ver muito menos que com bons binóculos.

Tenho binóculos, o que faço agora? Você pode estar se perguntando, dá para observar algo com um binóculo? Pode acreditar, mesmo com um aumento de 10x, já dá para ver muita coisa. Aponte pra Lua e você vai entender o que eu digo. Conseguir ver as crateras é uma experiência e tanto.

Mas você pode querer mais, e tem toda a razão. Tem gente que pensa em olhar estrelas com binóculos ou telescópios, e o resultado em geral é… decepcionante. Afinal, uma estrela é um pontinho brilhante no telescópio também.

No entanto, não se preocupe, há muitos objetos lindos no céu para apreciar. Aglomerados de estrelas, planetas, nebulosas. Muitos destes astros estão ao alcance de binóculos. O problema é encontrar.

(Breve parênteses para uma confissão: sou astrônomo profissional, mas também sou péssimo encontrando objetos no céu. Sei fazer isso matematicamente, mas não me peça para apontar para sua constelação favorita!)

Nesse caso, algo que me ajuda muito são os aplicativos de telefone. Dois que posso recomendar são o Sky Map (grátis – está disponível no Google Play) e o Stellarium (pago – disponível no Google Play e no App Store). São softwares geniais: você pode apontar o telefone para o céu e ele te diz o que está na frente. Ou então você pode fazer uma busca por objetos interessantes, e o aplicativo te leva até lá.

Saia e aproveite! Agora é só sair e se divertir. Volto a dizer, dá para fazer algo de uma cidade grande, mas a contaminação luminosa impede que vejamos muitas coisas. O mais legal é quando você pode ir para algum lugar bem escuro, no campo ou na praia, e aproveitar uma noite de céus limpos.

Algumas últimas dicas: a Lua é linda, mas você consegue ver melhor as outras coisas sem ela. Afinal, o céu fica bem mais claro, principalmente com Lua cheia. Aliás, para ver a própria Lua, o melhor é evitar a Lua cheia. Na crescente, por exemplo, a luz do Sol bate de lado, e podemos ver muito melhor as sombras das crateras.

Por último, lembre-se de que você pode aproveitar até mesmo sem binóculos! Em um lugar mais escuro é possível ver a Via Láctea, a própria galáxia que habitamos, como um traço de estrelas leitoso (daí o nome) atravessando os céus.

O importante é curtir. Contemplar o universo e lembrar de como somos pequenos diante de toda essa imensidão. Uma sensação ao mesmo tempo de espanto e inspiração, inesquecível.

  ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Fonte: Coluna Thiago Signorini Gonçalves – Portal Uol

julho 29, 2019

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Rodovias interditadas expulsam mais cedo os Turistas de Caldas Novas GO

Iniciam amanhã 30/07 as obras que interditarão as rodovias GO 139 e GO 213, serão afetadas as saídas para Pires do Rio, Cidade do Rio Quente e Mazagão. A estimativa para concluir as obras é para até o dia 10 de Agosto.
​Isso acabou antecipando a volta de muitas pessoas para casa, a cidade começou a esvaziar desde domingo.
​Os Goianos e os Brasilienses que são a maior parte dos nossos turistas terão a sua volta pra casa chegando em até 16h de viagem.