janeiro 29, 2020

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Dois milênios após a morte de São Paulo restauradores descobriram sua mais antiga imagem

Em 19 de junho de 2009 foi descoberta a mais antiga representação conhecida de São Paulo. Ela se remonta ao fim do século IV.


Arqueólogos no momento que desvendaram a pintura.

Segundo informaram as agências ReutersAleteia Zenit, entre outras, foi localizada enquanto se praticavam escavações na catacumba de Santa Tecla, na via Ostiense, não longe da basílica do Apóstolo, fora das antigas muralhas de Roma.

Os arqueólogos limpavam com raios laser uma abóbada quando descobriram um exuberante afresco.

No centro estava representado o Bom Pastor. Em volta, tinha quatro círculos com as esfinges de São Pedro, São Paulo, e mais dos apóstolos.

Os arqueólogos Fabrizio Bisconti e Barbara Mazzei forneceram todos os detalhes da descoberta. Bisconti, que é secretario da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra e presidente da Academia Pontifícia do Culto dos Mártires, ponderou que “pode ser considerado o ícone mais antigo do Apóstolo encontrado até agora”.

O achado, entretanto, suscitou mal-estar entre aqueles ‒ inclusive “católicos de esquerda” ‒ que gostam dizer que a tradição da Igreja Católica baseia-se em mitos inverificáveis.

Na pintura, São Paulo aparece com um ar pensativo, olhar penetrante, a frente alta e barba em ponta.

Aquela face, uma vez indo a Damasco para perseguir os cristãos, viu subitamente Nosso Senhor que lhe apareceu envolvido numa nuvem de luz e o derrubou por terra.

‒ “Saulo! Saulo! Por quê me persegues?” (Atos, 9, 4-ss)

Ele então perguntou:

‒ “Quem és, Senhor?”

‒ “Eu sou Jesus a quem tu persegues! Duro te é recalcitrar contra o aguilhão.”

São Paulo tremeu. O sopro da graça há tempo vinha chamando o Paulo para se converter, e ele recalcitrava. E Nosso Senhor lhe disse:

‒ “Levanta-te, entra na cidade. E aí te será dito o que deves fazer”. (Atos, 9, 4-ss)

O murro tinha valido. Paulo estava embasbacado e com medo. Levou um tranco que sacudiu sua alma.

Mas, respondeu com o radicalismo dele. Não perdeu tempo. Viu que estava errado, pôs-se logo ao serviço de Deus.

Saulo levantou-se cego! Foi tateando, passo ante passo, pé ante pé, sem saber se ficaria cego a vida inteira.

Ele, o grande Paulo, fariseu, excelente e ilustre, entrou como uma criança cega, conduzido por outro na cidade de Damasco.

A cena foi de uma violência peculiar. Pois, Paulo era, ele próprio, muito violento.

Prova disso é que quando Deus, em sonhos, aconselhou Ananias acolhê-lo.

Ananias respondeu, segundo os Atos dos Apóstolos (Atos, 9, 13-ss):

‒ “Senhor, muitos já me falaram deste homem, quantos males fez aos teus fiéis em Jerusalém. E aqui ele tem poder dos príncipes dos sacerdotes para prender a todos aqueles que invocam o teu nome.”

Mas Deus lhe respondeu:

‒ “Vai, porque este homem é para mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel”.

Ananias então entrou na casa e pondo as mãos sobre ele, disse:

‒ “Saulo, meu irmão, o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho, enviou-me para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo.”

E acrescentam os Atos dos Apóstolos:

“No mesmo instante caíram dos olhos de Saulo umas como escamas, e recuperou a vista. Levantou-se e foi batizado.

“Depois tomou alimento e sentiu-se fortalecido. Demorou-se por alguns dias com os discípulos que se achavam em Damasco.

“Imediatamente começou a proclamar pelas sinagogas que Jesus é o Filho de Deus.

“Todos os seus ouvintes pasmavam e diziam: Este não é aquele que perseguia em Jerusalém os que invocam o nome de Jesus? Não veio cá só para levá-los presos aos sumos sacerdotes?

“Saulo, porém, sentia crescer o seu poder e confundia os judeus de Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo.” (Atos, 9, 18-ss)

Quem sabe se esta descoberta não traz uma mensagem para nós, para o mundo.

Não precisaríamos de uma “queda” como a de São Paulo, uma chacoalhada providencial, para o mundo, nós mesmos, endereçar nossos caminhos e nos engajar pela causa da Igreja?

Fonte: cienciaconfirmaigreja

janeiro 28, 2020

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Você não precisa gastar tanto para conseguir explorar o céu

Você adora astronomia. Gosta tanto, tanto mesmo, que quer sair para comprar aquele telescópio bacana e passar a noite toda desvendando os céus. E agora, o que fazer? Escuto muito essa pergunta, e tenho algumas dicas para quem quer começar nessa aventura. Vamos lá então.

Qual telescópio devo comprar? Na minha opinião, nenhum. É isso mesmo. Pelo menos para iniciantes, telescópios não são necessariamente a melhor ideia. São caros e difíceis de utilizar na maioria das vezes.

A melhor solução é, na verdade, um binóculo. É algo muito mais portátil, fácil de carregar, e principalmente se você mora em uma cidade grande, não vai conseguir ver muita coisa mesmo nos céus contaminados pela poluição luminosa.

Com bons binóculos – mais baratos que os telescópios, inclusive – você pode ir para um lugar escuro, afastado de centros urbanos, e aproveitar muito. Sugiro algo como 8×40, o que significa um aumento de 8x (já dá pra ver bastante coisa) e abertura de 40 mm (quanto maior a abertura, mais luz entra, e fica mais fácil de ver objetos mais fracos). No máximo um 10×50 para começar, mais que isso é muito pesado para aguentar com a mão.

Se você gostar da coisa, aí vale investir em um telescópio bacana. Mas a qualidade óptica é fundamental! Não compre aquelas lunetas baratas que prometem aumentos de centenas de vezes! São dinheiro jogado fora: a imagem fica borrada e você vai ver muito menos que com bons binóculos.

Tenho binóculos, o que faço agora? Você pode estar se perguntando, dá para observar algo com um binóculo? Pode acreditar, mesmo com um aumento de 10x, já dá para ver muita coisa. Aponte pra Lua e você vai entender o que eu digo. Conseguir ver as crateras é uma experiência e tanto.

Mas você pode querer mais, e tem toda a razão. Tem gente que pensa em olhar estrelas com binóculos ou telescópios, e o resultado em geral é… decepcionante. Afinal, uma estrela é um pontinho brilhante no telescópio também.

No entanto, não se preocupe, há muitos objetos lindos no céu para apreciar. Aglomerados de estrelas, planetas, nebulosas. Muitos destes astros estão ao alcance de binóculos. O problema é encontrar.

(Breve parênteses para uma confissão: sou astrônomo profissional, mas também sou péssimo encontrando objetos no céu. Sei fazer isso matematicamente, mas não me peça para apontar para sua constelação favorita!)

Nesse caso, algo que me ajuda muito são os aplicativos de telefone. Dois que posso recomendar são o Sky Map (grátis – está disponível no Google Play) e o Stellarium (pago – disponível no Google Play e no App Store). São softwares geniais: você pode apontar o telefone para o céu e ele te diz o que está na frente. Ou então você pode fazer uma busca por objetos interessantes, e o aplicativo te leva até lá.

Saia e aproveite! Agora é só sair e se divertir. Volto a dizer, dá para fazer algo de uma cidade grande, mas a contaminação luminosa impede que vejamos muitas coisas. O mais legal é quando você pode ir para algum lugar bem escuro, no campo ou na praia, e aproveitar uma noite de céus limpos.

Algumas últimas dicas: a Lua é linda, mas você consegue ver melhor as outras coisas sem ela. Afinal, o céu fica bem mais claro, principalmente com Lua cheia. Aliás, para ver a própria Lua, o melhor é evitar a Lua cheia. Na crescente, por exemplo, a luz do Sol bate de lado, e podemos ver muito melhor as sombras das crateras.

Por último, lembre-se de que você pode aproveitar até mesmo sem binóculos! Em um lugar mais escuro é possível ver a Via Láctea, a própria galáxia que habitamos, como um traço de estrelas leitoso (daí o nome) atravessando os céus.

O importante é curtir. Contemplar o universo e lembrar de como somos pequenos diante de toda essa imensidão. Uma sensação ao mesmo tempo de espanto e inspiração, inesquecível.

  ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Fonte: Coluna Thiago Signorini Gonçalves – Portal Uol

janeiro 22, 2020

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Israel combate ação subterrânea do Hezbollah com novo sistema de defesa de túneis

No último domingo (19), militares israelenses iniciaram uma operação para a instalação do novo sistema de defesa de túneis ao longo da fronteira, com o objetivo de impedir ação subterrânea do grupo terrorista Hezbollah, do Líbano, que é apoiado pelo Irã.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) estão atuando ao longo da fronteira com o Líbano, iniciando a construção do sistema de defesa subterrânea, que usará tecnologia sofisticada para detectar túneis transfronteiriços do Hezbollah.

Nos últimos meses o grupo terrorista tem atuado para tentar criar túneis que possibilitem a invasão do país, a fim de promoverem ataques contra o Exército de Israel.

Segundo informou a CBN News, o último túnel encontrado tinha uma milha de extensão, o que equivale a 1,6 quilômetros, além de uma profundidade equivalente a um prédio de 22 andares.

Um porta-voz da IDF, Jonathan Conricus, informou que o túnel estava quase operacional quando foi descoberto e que integrantes do Hezbollah pretendiam usá-lo para entrar no território israelense e invadir uma das comunidades.

Fonte: gospelprime

janeiro 15, 2020

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Estagiário de 17 anos descobre novo planeta em terceiro dia na Nasa

Wolf Cukier, de 17 anos, descobriu no seu terceiro dia de estágio de verão na agência espacial americana (Nasa), um planeta com dois sois, a 1.300 anos-luz da Terra. O jovem fazia parte de uma comissão para analisar dados de um satélite. 
De acordo com a rede de TV BBC, ainda falta um ano para Cukier terminar o ensino médio em Nova York (EUA). Apesar disso, ele conseguiu um estágio de verão em um grupo de voluntários, o Goddard Space Flight Center, instituto de pesquisa da Nasa em Greenbelt, no estado de Maryland, no Leste dos EUA.
A missão do estagiário era analisar o Satélite de Pesquisa Exoplaneta em Transição (Tess) para estudar como duas estrelas se cruzaram e formariam um eclipse solar. O satélite tem quatro câmeras que registram um pedaço do espaço a cada 30 minutos, ao longo de 27 dias. Ele é conhecido informalmente como o “caçador de planetas”.
Continua depois da publicidadeOs olhos do estagiário notaram, no entanto, algo incomum na órbita de duas estrelas que bloqueiam a luz, “encontrando” o planeta. A descoberta foi feita no meio do ano passado, mas só veio a público há poucos dias depois de ter passado por checagem no programa Eleanor. 

Fonte: correioraziliense.com.br

janeiro 7, 2020

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Desenho de demônio é encontrado em tábua de argila de mais de 2.700 anos

Assírios acreditavam que a epilepsia era causada por um demônio com chifres e língua de cobra.

Um pesquisador da Universidade de Copenhague encontrou o desenho de um demônio com língua bifurcada em uma tábua de argila assíria de 2.700 anos.

Troels Pank Arbøll encontrou o desenho ao analisar escritos antigos no Museu Vorderasiatisches, em Berlim, quando viu que estava diante de uma imagem de demônio retratado com chifres, cauda e língua bifurcada como de cobra.

A tábua de argila pertencia a uma biblioteca de uma família de exorcistas que viveu em Assur, hoje norte do Iraque, por volta de 650 a.C. Arbøll, porém, acredita que os escritos foram copiados de um documento muito mais antigo.

Segundo o LiveScience, a tabuleta é escrita em cuneiforme – um sistema muito antigo de letras formado pressionando uma caneta triangular na argila amolecida.

Na época o demônio era culpado por ataques epiléticos, tanto que a inscrição da tábua descreve curas para convulsões, contrações musculares e outros movimentos musculares involuntários – uma aflição chamada “Bennu” pelos assírios e agora interpretada como sintomas de epilepsia.

“Fui o primeiro a perceber o desenho, apesar de o texto ter sido conhecido pelos pesquisadores há décadas”, disse Arbøll ao Live Science, “então ele não é visto com facilidade hoje, a menos que se saiba que existe devido aos danos causados ​​no manuscrito”.

Tábua de argila redesenhada. (Foto: © Staatliche Museen zu Berlin – Vorderasiatisches Museum)

“Demônio da epilepsia”

Arbøll determinou os contornos do desenho danificado ao longo dos meses que se seguiram à sua descoberta; o texto, sugere, mostra o demônio que causa Bennu em nome do deus da lua mesopotâmico Sîn.

Os antigos assírios acreditavam que a epilepsia estava relacionada à loucura e que ambas eram causadas pelo deus da lua, disse ele. Essa ideia antiga se reflete em uma palavra em inglês para loucura que implica uma conexão com a lua, chamada “luna” em latim.

Desenhos em tabletes cuneiformes são raros, e retratos de demônios são ainda mais raros: “Este desenho específico é uma representação do demônio real, em vez de outros desenhos comparáveis, que geralmente representam uma estatueta feita durante um ritual para remover a doença”, disse Arbøll.

Os assírios não distinguiam entre magia e medicina, e remédios mágicos como rituais e encarnações eram usados ​​juntamente com remédios que seriam vistos como médicos hoje em dia, como poções ingeridas, pomadas externas e curativos.

Fonte: gospelprime.com.br