dezembro 19, 2019

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Arqueólogos encontram duas tumbas e um tesouro de mais de 3,5 mil anos na Grécia

Arqueólogos descobriram duas tumbas e um tesouro com mais de 3,5 mil anos de idade próximo a um palácio na região do Peloponeso, no sul da Grécia. Pesquisadores da Universidade de Cincinnati, Estados Unidos, trabalham na região há dois anos e já tinham localizado a cova de um soldado, segundo a agência Associated Press.Arqueólogos descobrem 20 sarcófagos do Egito antigo

Os exploradores conseguiram recuperar o tesouro que estava em tumbas erguidas perto do sítio arqueológico do palácio de Pylos. As estruturas são do período micênico. Os pesquisadores acreditam que as tumbas tiveram telhados em forma de domo, e essas coberturas foram destruídas ainda durante a antiguidade. E foi justamente a queda do telhado que ajudou na preservação: os objetos ficaram soterrados e acabaram sendo preservados, longe dos saqueadores de tumbas.

Uma das tumbas descobertas no sul da Grécia datada de mais de 3,5 mil anos atrás. — Foto: Ministério da Cultura da Grécia/AP

Uma das tumbas descobertas no sul da Grécia datada de mais de 3,5 mil anos atrás. — Foto: Ministério da Cultura da Grécia/AP

Entre os artefatos recolhidos agora pelos arqueólogos estão um anel de ouro com o selo real e um amuleto com a imagem da deusa Hator, do Egito antigo. O governo grego destacou esta descoberta e a classificou como importante para os estudos sobre a civilização e a formação do país.

Presente de grego

A civilização micênica ocupou a península e as ilhas gregas durante a Idade do Bronze (entre 1650 e 1100 a.C) e foi com ela que surgiram importantes figuras da mitologia e lendas da Grécia Antiga, como o Cavalo de Troia.

Todas as descobertas são anteriores à construção do castelo de Pylos, que foi registrada em um dos cantos da Odisseia de Homero, como a moradia do sábio rei Nestor.

A maior das duas tumbas tem doze metros de comprimento e paredes de quase cinco metros de altura. Durante a sua fundação este tamanho chegava a mais de dez metros.

Já a outra tumba ocupa uma área um pouco menor e suas paredes têm apenas dois metros de altura. Ambas tinham na sua criação uma cobertura em formato de domo e construções subterrâneas, dedicadas apenas a membros da realeza micênica.

Pingente com a imagem da deusa egípcia Hator — Foto: Ministério da Cultura da Grécia/AP

Pingente com a imagem da deusa egípcia Hator — Foto: Ministério da Cultura da Grécia/AP

Fonte: g1.globo.com

dezembro 4, 2019

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Alimentação e ecossistema: cientistas tentam desvendar a relação intrincada

Nos últimos anos, o campo da pesquisa de microbiomas cresceu rapidamente, o que trouxe novos conhecimentos — e questões adicionais — sobre os micro-organismos que habitam os corpos de humanos e outros animais. Agora, um estudo da Universidade de Princeton usou a análise genética para examinar a relação entre dieta, meio ambiente e a microflora. De acordo com os pesquisadores, a abordagem pode apontar novos caminhos para se estudar e compreender esse elemento tão importante ao funcionamento do corpo e que, quando em desequilíbrio, está por trás de uma ampla gama de doenças.

“A mudança ambiental pode influenciar o que os animais comem e, como consequência, ter um efeito em seu microbioma e na saúde de várias maneiras que só podem ser entendidas em ambientes naturais”, diz o principal autor do estudo, Tyler Kartzinel, professor assistente de ecologia e biologia evolutiva na Universidade de Brown e ex-pesquisador de pós-doutorado na Universidade de Princeton. Para isso, a equipe de cientistas foi a campo e estudou a relação de dieta/meio ambiente/microbiota em animais. Foram coletadas e analisadas mais de 1 mil amostras de material fecal de 33 espécies de herbívoros — que variaram de antílopes diminutos a gigantescas girafas e elefantes — em uma savana africana.
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Grande parte do trabalho de campo foi realizada no Centro de Pesquisa Mpala, no Quênia, administrado pela Universidade de Princeton. “Uma amostra fecal abre uma incrível janela para a biologia de um animal selvagem, revelando desde o que ele come até as bactérias que vivem em seu intestino e os tipos de parasitas que possui”, explica Robert Pringle, professor-associado de ecologia e biologia evolutiva em Princeton e autor sênior do estudo. “Estamos apenas começando a explorar o potencial das abordagens forenses baseadas em DNA para estudar a ecologia da vida selvagem. Isso pode nos ensinar muito sobre questões que, historicamente, têm sido muito difíceis, se não impossíveis, de investigar.”

Diferenças

Depois de analisar o DNA nas amostras para inferir as dietas e os microbiomas dos animais, os pesquisadores chegaram a três conclusões principais. Consistente com o que esperavam, eles descobriram que espécies estreitamente relacionadas tinham microbiomas semelhantes e, em menor grau, dietas semelhantes. A segunda descoberta foi que as espécies (e animais individuais de uma espécie) que consumiam dietas diversas tendiam a ter microbiomas diferentes.

Por fim, o estudo constatou que os animais cujas dietas sofrem mudanças sazonais significativas também tendem a experimentar grandes alterações em seus microbiomas. Mas a equipe ficou surpresa ao verificar que a flora de espécies domesticadas, como gado, ovelhas, cabras, burros e camelos, tende a mudar mais com as estações do que a dos animais selvagens.

Kartzinel observa que os métodos utilizados no estudo permitiram um nível mais profundo de análise da microbiota. No passado, os pesquisadores estudavam microbiomas de duas maneiras: alguns realizavam pesquisas entre espécies, comparando, por exemplo, a microbiota de uma ovelha à de uma vaca. Outros conduziam pesquisas intraespécies, fazendo comparações entre indivíduos da mesma espécie em situações (como a estação do ano) diferentes. No entanto, como os pesquisadores de Princeton e Brown usaram a abordagem genética para avaliar amostras individuais de muitas espécies diferentes habitantes do mesmo ambiente, eles conseguiram fazer comparações entre e intraespécies.

Segundo Kartzinel, uma variedade de perguntas adicionais surge da pesquisa. “Por exemplo, a sensibilidade sazonal no microbioma é um sinal de saúde ou um problema? Você pode imaginar animais mudando suas dietas e microbiomas porque são bons em se adaptar às mudanças no ambiente. Mas também pode imaginá-los fazendo isso porque estão estressados e apenas tentando sobreviver à medida que o ambiente muda”, diz.

Os pesquisadores também esperam determinar qual fator — dieta ou microbioma — tende a ser mais sensível ao ambiente do animal. “A mesma planta pode fornecer frutas suculentas para os animais comerem em uma estação e oferecer apenas galhos mastigáveis na próxima. Se ele comê-la nas duas estações, nossos métodos não registrariam uma mudança na dieta dele, mas o microbioma intestinal seria afetado”, explica Kartzinel. O cientista conta que pretende fazer mais pesquisas para determinar a importância da mudança de dieta e da microbioma na saúde dos animais selvagens.Continua depois da publicidade

“A sensibilidade do microbioma de um herbívoro ajudará a manter uma dieta saudável em um mundo em mudança?”, questiona. “Ou outros ajustes têm precedentes quando o animal toma decisões sobre como sobreviver? Talvez seja um pouco de ambos. Estamos falando de várias espécies ameaçadas de extinção, e as pessoas dependem do gado, por isso é importante considerar as possibilidades.” Se o microbioma influenciar significativamente a saúde e o comportamento dos animais, diz Kartzinel, isso poderá “afetar teias alimentares, comunidades e ecossistemas inteiros, porque determinaria quem sobrevive e quem é extinto”. “É incrível pensar nisso”, enfatiza.

A equipe também começou a explorar como os resultados da pesquisa podem ser aplicados para seres humanos. “O mundo biomédico está realmente interessado em descobrir se — e como — podemos gerenciar o microbioma intestinal humano para melhorar a saúde, o estresse e a nutrição. Junto a diversas outras abordagens de pesquisa, acreditamos a nossa abordagem genética pode fornecer uma camada adicional de informações”, diz Kartzinel.

Fonte: correiobraziliense.com.br