maio 30, 2019

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Físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebe Prêmio Templeton 2019 em cerimônia nos EUA

O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebeu o Prêmio Templeton 2019 nesta quarta (29) em uma cerimônia nos Estados Unidos. O prêmio é considerado o “Oscar da espiritualidade” e é dado a personalidades que contribuíram para afirmar a dimensão espiritual da vida.

Ele é o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio, criado em 1972, e vai receber 1,1 milhão de libras esterlinas, o equivalente a R$ 5,5 milhões.

Mas, como um físico e astrônomo pode contribuir com a espiritualidade? Enquanto na obra acadêmica Gleiser se debruça sobre números, gráficos e tabelas em busca de pistas que ajudem a desvendar a formação do universo, na atuação pública ele expande a interpretação das tais evidências em busca da resposta à grande questão da humanidade: Afinal, quem somos?

“Mantenho a mente aberta para surpresas. Depende do que você chama de Deus. Tem gente que diz que é a natureza. Então, se Deus é a natureza, eu sou uma pessoa religiosa”, afirmou durante o evento.

Na cerimônia de premiação nesta quarta, Gleiser disse que “precisamos ir além das divisões que têm sido problema real no mundo moderno”, que “precisamos nos unir”, e que quer “dedicar os próximos anos e a honra do prêmio para criar o censo moral de que estamos juntos, que temos que salvar o planeta, a vida, e tudo o que temos.”

O anúncio de que Gleiser receberia o premio deste ano foi feito em março, no mesmo dia em que o físico e astrônomo completava 60 anos. Na ocasião, ele conversou com o G1 e explicou como a sua obra contribui para refletir sobre a espiritualidade.

“A ciência é o caminho para entendermos o mistério da existência humana”, disse Marcelo Gleiser. “É mais ou menos o que o paleontólogo faz: a partir de ossos de dinossauro, reconstrói o passado. Buscamos pistas no universo para reconstruir a história desde o Big Bang até hoje”, explica.

Para ele, ciência e espiritualidade são dois lados de uma moeda só. “A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural. Mas, por outro lado, a ciência tem limite e oferece só um tipo de explicação”, diz.

“A gente sabe que só vê parte da realidade. Essa conexão com o mistério que nos cerca, para mim, é profundamente espiritual. Meu discurso tem todo um lado ecológico e social. Informa pela ciência, mas constrói uma nova moral do século 21 para salvar nosso planeta e nossa espécie”, diz

Marcelo Gleiser, vencedor do premio Templeton 2019 — Foto: Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação

Marcelo Gleiser, vencedor do premio Templeton 2019 — Foto: Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação

Fonte: g1.globo.com

maio 29, 2019

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Brasileira ganha 1º lugar em feira de ciências e terá asteroide com seu nome

A estudante brasileira Juliana Estradioto, de 18 anos, conquistou o 1º lugar em uma das maiores feira de ciências para pré-universitários do mundo. Natural de Osório, no Rio Grande do Sul, ela fez uma pesquisa sobre o aproveitamento da casca de noz macadâmia para curativos de ferimentos da pele ou para embalagens.

Juliana conquistou a premiação máxima na categoria de Ciência dos Materiais, da Intel International Science and Engineering Fair (Isef). O resultado foi anunciado na última sexta-feira, 17, durante o evento em Phoenix, nos Estados Unidos. Por causa do resultado, Juliana também poderá batizar um asteroide com seu nome – essa chance é dada aos estudantes que conquistam os primeiros e segundos lugares em cada categoria da premiação. 

A jovem acabou de se formar no curso técnico em Administração integrado ao ensino médio, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). Durante a formação, ela investigou como a macadâmia poderia substituir materiais sintéticos, evitando a produção de lixo.

Em entrevista ao portal do Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira, Juliana explicou que produziu uma farinha a partir da casca de noz macadâmia. Segundo ela, a membrana da macadâmia é flexível e resistente, o que permite a utilização em curativos para pele queimada ou machucados. 

Outro uso possível, segundo a jovem, é para a elaboração de embalagens para o recolhimento de fezes de cachorro, em substituição ao plástico. Durante a pesquisa, ela usou cascas doadas, oriundas do processamento da noz, que iriam para o lixo. 

“O cientista tem a habilidade de criar e pesquisar coisas diretamente ligadas com a vida das pessoas. Me sinto muito feliz de poder auxiliar outras pessoas através da Ciência. Temos tanta coisa no nosso cotidiano feita através de tecnologia e ciência que nem nos damos conta”, disse a jovem. Durante a cerimônia de premiação, ela se emocionou e foi amparada pelos colegas. 

Juliana agora está credenciada para participar de uma cerimônia da entrega do Prêmio Nobel, na capital da Suécia. 

Fonte: Estadão

maio 22, 2019

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Especialistas acham “plausível” aumento de 2 metros nos oceanos até 2100

É extremamente difícil prever quanto os oceanos vão aumentar devido ao aquecimento global até o final do século, mas, em um estudo divulgado esta semana, 22 especialistas fazem suas estimativas e algumas são piores do que o atual consenso científico.

A estimativa de base mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de 2014 estimava que o pior cenário era de quase um metro de elevação do nível dos oceanos no final do século XXI, em comparação com o período 1986-2005.

O estudo publicado na segunda-feira pela Academia de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) não contradiz este cenário possível, mas adverte que há uma possibilidade que não pode ser descartada de que o aumento seja ainda maior: sua previsão média em um esquema otimista é de 69 cm e de 111 cm se as condições atuais continuarem.

O cenário otimista prevê um aquecimento global de 2°C em relação à era pré-industrial (final do século XIX): esse é o objetivo mínimo do acordo de Paris, assinado em 2015. A Terra já aqueceu cerca de 1°C desde essa época.

O cenário pessimista, por sua vez, aponta um aquecimento de 5°C, o que corresponde a manter a trajetória atual das emissões de gases do efeito estufa pelas atividades humanas.

Mas a margem de elevação dos oceanos, segundo os especialistas envolvidos no estudo, é muito maior: embora o aumento da temperatura global possa ser limitado a 2°C, o aumento no nível do mar pode variar entre 36 e 126 cm; e no caso de um aumento de 5°C existe um risco de 5% que o aumento dos oceanos passe dos 238 cm.

O estudo combina as estimativas de 22 especialistas nas calotas polares da Groenlândia e da Antártida. O derretimento dessas áreas é um dos fatores de risco fundamentais para o aumento do nível das águas, juntamente com os glaciares e o aumento do volume de água quente nos oceanos, embora seja também o mais imprevisível.

“Constatamos que é plausível que o aumento no nível dos mares possa ultrapassar dois metros até 2100 num cenário de altas temperaturas”, escreveram os autores.

Isso resultaria na perda de 1,79 milhão de quilômetros quadrados de terras e no deslocamento de até 187 milhões de pessoas, de acordo com os especialistas.

“Um aumento dessa magnitude teria consequências profundas para a humanidade”, disse Jonathan Bamber, professor da Universidade de Bristol.

Fonte: Exame

maio 15, 2019

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Lua está encolhendo e sofrendo abalos de terremotos, diz estudo da Nasa

A Nasa divulgou nesta segunda-feira (13) um estudo que indica que a Lua está encolhendo à medida que seu interior esfria, o que causa terremotos na superfície do satélite. Segundo a agência, a Lua ficou 50 metros mais magra em seu diâmetro ao longo das últimas centenas de milhões de anos por causa desse fenômeno.

A Lua possui uma superfície originalmente quebradiça e, com o encolhimento, formam-se as “falhas de pressão” que causam terremotos, os chamados “Moonquakes”.

Para a descoberta, cientistas analisaram mais de 12 mil imagens registradas pela espaçonave Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que detectaram trincheiras rasas e colinas criadas a partir da perda de calor e do encolhimento do satélite.

Analisando os sismógrafos colocados na superfície lunar de 1960 à 1970 pelas missões Apollo, em conjunto com as imagens da sonda LRO, os cientistas descobriram que oito dos 28 tremores registrados pelas ferramentas ocorreram a cerca de 30 quilômetros de distância das falhas visíveis nas imagens feitas pela sonda LRO.

Segundo a NASA, isso é perto o suficiente para associar os terremotos às “falhas de pressão”. Ainda foi constado que seis dos 8 tremores ocorreram enquanto a Lua estava em seu apogeu, ou seja, no ponto mais distante da Terra. Isso eliminaria a possibilidade de os tremores terem sido causados por uma tensão gravitacional.

A novidade

Não é novo que a Lua, como o a Terra, possui atividade sísmica. Entretanto, cientistas constataram que o encolhimento do interior do satélite pode estar causando os tremores na superfície. Estudos anteriores estimaram que essas bacias pararam de se contrair cerca de 1,2 bilhão de anos atrás.

Segundo o Tomas Watters, a descoberta evidencia que essas falhas permanecem ativas ainda estão produzindo terremotos.

Fonte: Portal G1

maio 8, 2019

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Em Brasília conteceu a 6ª‬ Conferência Internacional Ciência e fé. Confira os assuntos abordados!

Em seu segundo dia, a VI Conferência Ciência e Fé que ocorreu no Campus Embaixada, em Brasília, trouxe palestras sobre leis da natureza, espiritualidade, genética celular, dualidades físicas e bíblicas, DNA e as células de Deus, e vida após a morte.

O Pós-doutor em Detritos Espaciais, Antônio Delson foi o primeiro conferencista da manhã e afirmou que todas as pessoas estão presas às leis da natureza. “As questões ambientais envolvem também o ambiente fora da terra. Se não fizermos nada a vida na terra está ameaçada, porque o aglomerado de detritos que tem se formado interferirá nas telecomunicações.”

Durante sua palestra, explicou também que à medida que o tempo passar a quantidade de detritos aumentará. “Se capturarmos esses detritos e os trouxermos para regiões baixas onde serão incinerados pela atmosfera, assim teremos uma medida de mitidação”.

Na sequência, a Doutora em Psicologia e Filosofia, Lúcia Rodovalho falou sobre a influência do ambiente nos pensamentos, corpo e espiritualidade. Em sua palestra enfatizou que hoje, a sociedade vive muito no piloto automático, mas é preciso sair do piloto automático. Apontou também a alimentação saudável, exercícios físicos, resiliência, qualidade do sono e diminuição do estresse como fatores essenciais para quem almeja uma vida melhor.

Ensinou ainda que desde cedo aprendia-se que os genes são permanentes e imutáveis, mas isso é verdade em parte. “Existem estudos genéticos que tem derrubado essa noção rígida, nossos genes são fluídos, dinâmicos. É difícil fazer escolhas e contrariar a sociedade, mas você precisa tomar uma decisão. Nossa mente e corpo são mais que uma ponte interligada, podem ser comparados a uma linha telefônica repleta de mensagens. Quando você fala a verdade, seu cérebro tem resistência com os seus músculos. Aquilo que acontece com você a nível emocional influencia no espermatozoide e nos óvulos, e assim, podem afetar as gerações futuras”. Dr. João Paulo, clínico geral e especialista em nutrição, explicou sobre a organização da genética celular. 

Após um breve intervalo, o conferencista e PHD em Física Nuclear e Ciências da Terra e do Planeta pelo MIT palestrou ao afirmar que repetir as informações aumenta as novas concepções sinápticas neurais que armazenam as informações e, portanto, fortalece a memória.

O palestrante afirmou que existem dimensões que interagem com o ser humano e que não são dimensões físicas. “A ciência coloca sua fé em números, mas mesmo assim é fé. Existem aspectos que podem ser considerados físicos e bíblicos, como energia e matéria, onda e partícula, mente e cérebro. As dualidades entre o metafísico e o físico são uma parte intrínseca do universo, com a parte metafísica sendo a parte dominante do par”.

No período da tarde, o PHD em Microscopia Ambiental, Doutor em Teologia e liderança e literatura cristã, Pepe Ramnath palestrou sobre genética, DNA e as células de Deus, onde afirmou que existem informações dentro das suas células que você pode ligar ou desligar como você faz com o seu celular. “A palavra de Deus tem a habilidade de desligar as maldições hereditárias”.

Dr. Pepe ressaltou também que as células documentam o estilo de vida e as transmitem às próximas gerações. “Nos temos a responsabilidade de preservar e proteger o material genético que Deus nos deu, para que o nosso nome possa permanecer no planeta. O jejum muda os ambientes e ele ativa o poder regenerador das células tronco. Ao mudar o ambiente você faz com que a maldição não esteja mais ativa”. 

Para encerrar o evento, o PHD em física quântica e doutor Robson Rodovalho falou sobre vida após a morte. “A morte é uma falta de resposta. Na Bíblia podemos ver várias expressões para falar da morte, entre elas dormir e anunciar. A morte aparentemente na Bíblia tinha um tipo de cessação, diferente da palavra ‘dormir’.”

Ao contextualizar o tema, o preletor explicou que aqueles que estão em Cristo dormiram e não tem nenhuma consciência. “Os mortos sem Cristo estão em uma situação de prisão, em agonia”.

maio 4, 2019

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6ª Conferência Internacional Ciência e Fé acontece no Campus Embaixada, em Brasília

Na noite desta sexta-feira, 03, aconteceu no Campus Embaixada, em Brasília a 6ª Conferência Internacional Ciência e Fé.  Promovida pelo Instituto Hayah, ligado à Sara Nossa Terra, este ano o evento traz como tema  “O Poder e a Veracidade da Espiritualidade na Vida Humana”. 

Para a primeira noite de palestras o evento contou com a participação do PHD em Física Nuclear e Ciências da Terra e do Planeta pelo MIT, Gerald Schroeder e do PHD em Microscopia Ambiental, Doutor em Teologia e liderança e literatura cristã, Pepe Ramnath.

Em sua ministração, Pepe Ramnath destacou que acredita que o maior de todos os cientistas foi Jesus de Nazaré e cada ser humano tem um desejo interno de ser poderoso, feliz, grande. Pois é um desejo natural que Deus deu.  “O Senhor enviou o Seu filho para consertar a deformidade e para que pudéssemos voltar para o original e nada pode te parar, porque da forma que Deus te criou, Ele te desenhou para ser feliz!”, disse

Destacou ainda que quando Adão caiu, o corpo humano começou a funcionar de forma incorreta, por isso o homem recebeu deformidades hereditárias, o que a Bíblia chama de maldições hereditárias. “As boas novas é que podemos corrigir isto, porque a Bíblia tem respostas para curar a humanidade. Sabemos o tipo de ambiente que ativaram as doenças no entanto, podemos criar outro ambiente que pode desativá- las.  Jesus revelou sobre o Reino que existe no ser humano. Se existe um problema na célula, você não a conserta, mas sim o ambiente onde ela está inserida. Muitos de nós que nascemos em ambientes que nossos pais disseram que não seríamos nada, mas tudo que você precisa é de um ambiente novo, porque o ambiente específico muda o gen. Se você adorar, louvar, as suas doenças serão destruídas”, enfatizou.

Em seguida, Dr. Gerald Schroeder palestrou sobre a alma eterna que habita dentro de um corpo físico observando que a eternidade está incorporada na Existência e no nome de Deus. “A palavra Hebraica para Deus tem três significados chaves: Eu era/ Eu Sou/ Eu vou ser. Juntas estas 3 afirmações significam : Eu sou Eterno. Deus é ativo em nossa história, Ele criou o universo e alguns versículos depois: Ele criou Adão. Toda existência tem a parte física e espiritual, que vive para sempre”.

Destacou que o corpo traz um recepiente através do qual a alma fala. “O que você vê no espelho vai morrer, mas a parte que não vê viverá eternamente. Por meio da Bíblia encontramos a dualidade entre o físico e espírito. O físico é tão dominante, que é difícil vermos que existe algo além d’ Ele. Todos temos momentos que sentimos a espiritualidade, mas a parte física é tão forte que se sobrepõe. A parte de você que não vê no espelho, viverá eternamente. A vida eterna é uma realidade e não teoria.”, pontuou.

O evento segue neste sábado, 04, com palestras de Robson Rodovalho, Lúcia Rodovalho, Pepe Ramnath, Gerald Schoreder e Antônio Delson que abordarão ainda temas como DNA Humano e as marcas de Deus e a vida após morte sob perspectiva da ciência.

maio 1, 2019

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6 dicas da ciência que ajudam a melhorar o desempenho na corrida

Antes de correr, há quem se alongue antes da atividade, depois dela ou em ambos – ou em nenhum momento. Há quem prefira se hidratar mais, menos, ou quem recorra a suplementos energéticos para impulsionar a prática.

Mas, para além do que praticam os leigos – afinal, correr é uma atividade à qual muitos recorrem em todo o mundo, como prova a multiplicação de maratonas -, o que diz a ciência?

Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, resolveu analisar 70 estudos sobre essa prática física – e produziu uma síntese com informações que podem ajudar os corredores a melhorar seu desempenho.

“Algumas das descobertas foram verdadeiramente surpreendentes, enquanto outras confirmam o que muitos praticantes já sabem”, diz Chris Lortie, biólogo do Centro Nacional de Síntese e Análise Ecológica de Santa Bárbara, que conduziu a análise e também é um corredor amador.

Lortie destaca, porém, que ele e sua equipe não estão propondo uma série de regras que devem ser rigorosamente seguidas – afinal, cada caso é um caso, é há pessoas que correm “para ficar em forma, outras para ganhar medalhas e outras apenas pelo prazer de estar ao ar livre”.

“Cada pessoa deve olhar para seus próprios resultados, pensar sobre o que está tentando alcançar e aplicar o que funciona para ela”, diz o especialista.

A seguir, estão alguns destaques da síntese feita pelos pesquisadores que podem ajudar a orientar o teu treinamento – ou, em alguns casos, simplesmente te surpreender.

1. Frio, e não aquecimento

Para a maioria dos praticantes de corrida, a ideia de esfriar-se antes do exercício pode parecer não fazer sentido.

O senso comum diz que é melhor, inclusive, se aquecer primeiro para evitar lesões e fazer com que os músculos trabalhem em um nível ideal.

Mas Lortie e seus colegas descobriram que o contato com o frio – passando gelo sobre a pele, mas nunca diretamente sobre os músculos, por exemplo – antes da corrida pode, na verdade, ter um impacto positivo em percursos longos.

O resfriamento prévio permite que o corpo do atleta trabalhe por mais tempo, antes que comece a superaquecer.

A explicação para isso ainda é desconhecida, mas há algumas hipóteses. Uma delas é a de que isto retarda uma resposta natural do corpo quando há superaquecimento, que é reduzir a atividade muscular.

Outra é que o resfriamento reduz o acúmulo do ácido lático, que tende a aumentar em altas temperaturas.

Infelizmente, para aqueles que preferem correr à toda velocidade, mas por pouco tempo, esta regra não funciona. A estratégia parece funcionar apenas durante um período prolongado.

2O papel do alongamento

Embora alongar-se possa melhorar a flexibilidade, a análise de Lortie e sua equipe revela que isto não faz muita diferença quando a preocupação é apenas em melhorar o desempenho.

“Essa descoberta foi uma grande surpresa”, diz o pesquisador.

“Do ponto de vista do desempenho, (o alongamento) não traz nenhum benefício – não vai fazer você correr melhor ou mais rápido.”

“Alongar-se sozinho parece funcionar se você estiver se recuperando de uma lesão, uma vez que ajuda a esticar as fibras musculares à medida que elas se recuperam.”

3. Saltar para ser mais veloz

Os profissionais já sabem disso, mas a pliometria (ou treinamento de salto) faz com que os músculos trabalhem com sua força máxima em um curto período de tempo.

Os estudos analisados por Lortie e sua equipe mostram que fazer 10 semanas de pelo menos 15 sessões por semana de 80 saltos de alta intensidade pode ajudar a aumentar a velocidade da corrida.

4. A recuperação é crítica

Para gente como a gente, um dia de recuperação pode significar ficar em frente à televisão ou em um bar com os amigos.

Mas Lortie traz um balde de água fria para quem tem como objetivo melhor o desempenho na corrida.

Em um estudo com esquiadores, cientistas pediram que metade do grupo passasse os dias seguintes aos treinos e competições no chalé.

A outra metade foi convidada a correr sem muito esforço ou fazer um pouco de exercício na esteira.

No dia seguinte, aqueles que fizeram um pouco de exercício tiveram resultados melhores do que aqueles que ficaram descansando, sem fazer nada.

“É algo que todos nós podemos fazer de diferente, independente do nosso nível de treinamento: tente fazer uma recuperação um pouco ativa ao invés de passiva”.

5. Treine menos

“É contraintuitivo”, diz Lortie, mas diminuir o tempo e a frequência de treinamento antes de uma competição “pode realmente melhorar o seu rendimento”.

Estudos analisados no levantamento mostraram que a redução do volume de treinamento duas semanas antes de um evento esportivo pode aumentar o desempenho, em média, entre 41% e 60%.

“Muitos programas de treinamento para maratonas, por exemplo, recomendam cortar a quilometragem nas últimas duas semanas”, diz ele.

“É importante lembrar que nem todos os atletas terão uma melhora de 40%, mas, na média, esse parece ser o nível de aumento”, diz o pesquisador.

6Concentre-se em uma meta

“Este é com frequência um segredo que muitos praticantes de esporte negligenciam”, diz Lortie.

“É sobre visualizar o objetivo durante todo o sofrimento. Se você esquecer isso, está perdido.”

“Existem muitas coisas físicas que você pode fazer – você pode ter todo o equipamento necessário, mas se não estiver no estado mental certo, nunca terá o melhor desempenho.”

Para aqueles que estão começando a correr agora, Lortie recomenda estabelecer metas modestas e viáveis ​​que podem ser estendidas pouco a pouco.

“Eu escolho uma árvore ou algum ponto onde quero chegar e, quando chego, escolho outro objetivo”, diz ele.

Essa maneira de pensar, com a mente focada em um objetivo, tem implicações que vão além da prática física.

“Estar ciente de suas metas e resultados é provavelmente um bom exercício para a vida, qualquer seja a coisa a que você se propõe”, conclui Lortie.

Fonte: BBC News | Brasil