setembro 21, 2018

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Qual é o tamanho atual do buraco na camada de ozônio?

Apesar da pouca atenção que tem recebido recentemente, o buraco na camada de ozônio ainda existe, embora a comunidade científica esteja otimista sobre a redução do seu tamanho.

O ozônio é um gás incolor que forma uma fina camada na atmosfera e absorve os componentes nocivos da luz solar, conhecidos como raios “ultravioleta B” ou “UV-B”, protegendo os seres humanos dos riscos de desenvolver câncer de pele ou catarata, entre outras doenças.

Mas nos últimos cem anos, a atividade do homem fez com que a camada de ozônio começasse a deteriorar. É por isso que, em 1985, a descoberta de um buraco em cima no Polo Sul acendeu um alerta global. E o buraco na camada de ozônio passou a ser o maior ícone da luta pela preservação ambiental da época.

Dois anos depois, foi firmado o Protocolo de Montreal, em que os países signatários se comprometeram a reduzir a produção e comercialização de substâncias consideradas responsáveis pelo dano.

Com isso, a camada de ozônio começou a se recuperar. E, nas décadas seguintes, o tema perdeu protagonismo para outras questões ambientais, como o aquecimento global. O que não quer dizer que sua importância tenha diminuído. Afinal, qual o estado atual da camada de ozônio?

Paciente em recuperação

De acordo com a última avaliação da Nasa, agência espacial americana, realizada em setembro de 2018, o tamanho do buraco na camada de ozônio é de 23 milhões de km², quase a mesma superfície da América do Norte (24,7 milhões de km²).

Mas, apesar dessa lacuna, a quantidade de moléculas de ozônio na atmosfera ao redor do planeta é “bastante constante, com uma redução de cerca de 2% nos últimos anos”, diz Stephen Motzka, pesquisador químico da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês).

“Embora não haja nenhum indício de uma recuperação completa da camada de ozônio, há certamente uma melhoria na diminuição da concentração dos gases que causam a destruição do ozônio”, diz Motzka à BBC.

Em 2017, a Nasa informou que o buraco atingiu o menor tamanho registrado desde 1988. Mas a melhora “excepcional”, segundo os cientistas, estaria relacionada a condições climáticas, e não às ações de conservação.

Os especialistas esperam que o buraco seja reduzido para os níveis de 1980 até o ano de 2070.

Por que o buraco está sobre a Antártida?

Em 1986, a pesquisadora americana Susan Solomon mostrou que o ozônio estava sendo destruído pela presença de moléculas que contêm cloro e bromo provenientes dos clorofluorcarbonetos (CFCs).

Esses gases eram encontrados em quase tudo – de sprays para cabelo e desodorantes a geladeiras e aparelhos de ar-condicionado – e foram proibidos em 2006. Quando tentamos localizar no planeta onde está o dano à camada de ozônio, olhamos para a Antártida.

“Quando falamos sobre o buraco na camada de ozônio, nos referimos à Antártida porque é onde a redução do ozônio é mais flagrante e maior durante uma época específica do ano, quando é a primavera (setembro-novembro)”, explica Motzka.

O frio extremo da região e a grande quantidade de luz ajudam a produzir as chamadas nuvens estratosféricas polares. Nestas nuvens frias, é produzida a reação química de cloro e bromo que destrói o ozônio.

Quais são os países mais afetados pelo buraco?

Com a destruição da camada de ozônio, os perigosos raios ultravioletas do Sol encontram o caminho livre para atingir a superfície da Terra. É por isso que alguns países da América Latina são mais afetados que outros pelo aumento dos níveis de radiação.

“Países com altas latitudes no hemisfério sul podem ter uma exposição maior e ser mais afetados pelos danos da camada de ozônio sobre a Antártida”, diz Motzka. Aqueles que estão mais próximos do buraco, como Argentina e Chile, são os mais vulneráveis, segundo o especialista.

Substâncias perigosas

Em maio deste ano, um estudo conduzido por Motzka mostrou que, em algum lugar da Ásia, estão sendo geradas emissões de produtos químicos proibidos nocivos à camada de ozônio.

As substâncias a que ele se refere são os mesmos clorofluorocarbonetos (CFC-11), uma combinação de flúor, carbono e cloro.

Poucos meses depois, a Agência de Pesquisa Ambiental (EIA), com sede no Reino Unido, afirmou que esses gases poderiam ser provenientes de espumas de isolamento térmico de poliuretano, produzidas na China para uso doméstico a um preço reduzido. Mas o caso ainda está sendo investigado.

Agora, ficará nas mãos dos países signatários do Protocolo de Montreal tomar medidas para contornar o problema na próxima reunião, que será em novembro deste ano no Equador.

“Para que a camada de ozônio se recupere, precisamos que os controles do Protocolo de Montreal sejam cumpridos”, disse Motzka à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC. Mas o especialista não perde a esperança. “Ainda sou otimista sobre a recuperação da camada de ozônio no futuro”, diz ele.

 

Fonte: BBC Brasil

setembro 18, 2018

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Cientistas tentam descobrir o que impulsiona a religiosidade de uma pessoa

O que impulsiona a religiosidade humana: a intuição ou a razão? Pesquisadores se dedicaram a desvendar esse mistério, alvo de diversos debates na área científica. Os especialistas utilizaram questionários, testes e exames de imagens do cérebro para analisar o comportamento de peregrinos que fizeram o Caminho de Santiago de Compostela, no norte da Espanha. Com base nos resultados publicados pela revista especializada Scientific Reports, eles concluíram que a crença religiosa provavelmente está arraigada na cultura e não em alguma intuição primitiva, além de sofrer forte influência da educação. Para os cientistas, entender melhor a relação do homem com as crenças pode ajudar na condução de tratamentos médicos.

“Muitos estudos defendem que pessoas religiosas não possuem um pensamento mais lógico, e, sim, mais intuitivo. Várias pesquisas foram realizadas sobretudo na América do Norte. Porém, nós quisemos colocar essa teoria novamente à prova”, justificou ao Correio Miguel Farias, autor principal da pesquisa e professor da Universidade Coventry, no Reino Unido. “O que impulsiona a nossa crença nos deuses — intuição ou razão, coração ou cabeça? Tem havido um longo debate sobre este assunto, mas os nossos estudos desafiaram a teoria de que ser um religioso é determinado pelo pensamento intuitivo ou analítico”, ressaltou Farias, especialista em psicologia experimental.

Farias e sua equipe tentaram decifrar a relação do homem com a religião ao observar o comportamento de viajantes de uma das maiores rotas de peregrinação do mundo — o Caminho de Santiago de Compostela. Em uma primeira etapa, eles aplicaram um questionário com perguntas que englobavam temas diversos. Os andarilhos podiam optar por escolhas lógicas ou por respostas baseadas em mitos. Os resultados mostraram que os indivíduos tendiam a escolher a opção mais relacionada à razão.

Em um segundo experimento, os pesquisadores ofereceram uma série de enigmas aos analisados. A conclusão se repetiu: os peregrinos resolveram todos os desafios, mesmo os matemáticos, que envolviam elementos mais racionais e menos intuitivos, sem dar preferência aos menos subjetivos. Na última parte da pesquisa, os investigadores induziram uma corrente elétrica no couro cabeludo dos participantes, por meio de dois eletrodos. A estimulação cerebral foi utilizada para aumentar a atividade do giro frontal inferior direito, a parte do cérebro que controla a inibição cognitiva. “Um estudo anterior, que envolveu imagens cerebrais, mostrou que os ateus usavam mais essa área do cérebro quando queriam suprimir ideias sobrenaturais”, justificou Farias.

Os resultados mostraram que o aumento da inibição cognitiva não alterou os níveis de crença no sobrenatural. O achado sugere que não existe relação direta entre a inibição cognitiva e a fé e a espiritualidade. “Vimos que a estimulação elétrica não refletiu em qualquer alteração, não teve efeito”, destacou o autor do estudo.

Com o resultado dos três experimentos, os investigadores acreditam que a origem da crença religiosa é bem mais complexa do que se imaginava e, portanto, mais difícil de se explicar.

Os pesquisadores defendem que a religiosidade se desenvolve por causa de processos socioculturais, incluindo a educação. “Nós não achamos que as pessoas são ‘crentes nascidas’. Os dados sociológicos e históricos disponíveis mostram que nossas crenças são principalmente baseadas em fatores sociais e educacionais e não em estilos cognitivos, como o pensamento intuitivo ou analítico”, ressaltou Farias. “A crença religiosa, provavelmente, é arraigada na cultura e não em alguma intuição primitiva”, complementou o autor da pesquisa.

Influências

Nicole Bacellar Zaneti, doutora em psicologia da religião e professora substituta do Departamento de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), destaca que o estudo internacional mostra resultados interessantes, e que outros elementos — além da educação — podem ser considerados como influenciadores das crenças religiosas. “Esses pesquisadores destacam que não tem como provar que pessoas religiosas sejam mais intuitivas que racionais, e atestam isso por meio desses experimentos. Concordo que essas crenças possuem, como forte influência, um contexto sociocultural da própria pessoa. Acredito que temos de considerar ainda outros fatores, como a dimensão familiar, por exemplo, que é o primeiro ambiente social que experimentamos”, explicou a especialista, que não participou do estudo.

Miryelle Pedrosa, psicóloga do Instituto de Câncer de Brasília (ICB), também crê que a pesquisa consegue identificar pontos importantes relacionados à origem das crenças no comportamento humano. “A investigação mostra a importância da cultura, e a responsabilidade que ela tem de constituir cada sujeito. E falamos da cultura como um todo, seja em casa, na escola, nas leis que seguimos”, opinou a especialista. Pedrosa acredita que mudanças recentes na sociedade poderiam interferir nessas crenças futuramente. “Claro que só vamos saber depois das mudanças terem ocorrido. Mas o mundo se transforma. Hoje, temos o universo virtual, com maior acesso a informações do que antes, com dados sobre culturas e filosofias distantes de nós. Essa mudança vai interferir na maneira como construímos nossas crenças ou na não construção delas”, completou.

Aprofundamento

Farias pretende prosseguir com os estudos e se aprofundar ainda mais no comportamento humano. Há planos de realizar análises no território brasileiro. “A próxima pesquisa nós tocaremos no Brasil, ainda está começando, mas pretendemos fazer um grande estudo e recolher dados de pessoas que não são religiosas. Queremos saber como elas lidam com seus problemas, o que pensam e como reagem em relação a suas vivências”, adiantou o autor do estudo.

Zaneti entende que o tema da religiosidade merece ser ainda mais explorado, pois pode ajudar consideravelmente a área médica. “Temos muita dificuldade em lidar com a espiritualidade do paciente. Na formação de psicólogos, esse tema não é tão explorado. Apesar de muito silenciada, a religiosidade é algo que interfere no comportamento do indivíduo, inclusive em sua sexualidade”, destacou a especialista. “Muitas vezes pensamos que uma pessoa precisa frequentar uma instituição para ser religiosa, mas o que ela faz e pensa sobre o sentido da vida é uma religiosidade, não é necessário estar em uma instituição religiosa”, complementou.

De acordo com Pedrosa, compreender melhor a relação do homem com as crenças pode auxiliar no tratamento médico, principalmente em casos mais complicados. “A pesquisa sobre esse tema é válida e importante, principalmente na área em que atuo, em pacientes com câncer. Quando uma pessoa enfrenta uma situação difícil, como uma doença grave, para o tratamento é ideal saber como a mente dela trabalhará, pois a cura também depende disso”, frisou.

 

Fonte: Correio Braziliense

 

setembro 18, 2018

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Era impossível quebrar um fio de espaguete ao meio. Mas o MIT deu um jeito

O prêmio Nobel Richard Feynman não foi só o fundador da eletrodinâmica quântica, mas também um cara muito bem-humorado. Amava passar férias no Brasil, e saiu batucando frigideira com uma colher em um bloco de Carnaval no Rio na década de 1950. Certa noite, cozinhando com o cientista da computação Danny Hillis, Feynman percebeu algo curioso: ao tentar quebrar um fio de espaguete cru segurando-o pelas pontas – da maneira que se vê no vídeo abaixo –, ele sempre se fragmentava em três ou quatro pedaços aleatórios, em vez dos dois esperados. Teste, se quiser. É impossível quebrar um pedaço de macarrão perfeitamente ao meio.

O problema intrigou Feynman por décadas – e ele morreu em 1988 sem uma resposta. Não havia nenhuma explicação física óbvia para o fenômeno. Foi só em 2005 que os franceses Basile Audoly e Sébastien Neukirch, do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), em Paris, mataram a charada – uma descoberta que lhes rendeu o prêmio IgNobel de Física de 2006.

setembro 14, 2018

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Energia nuclear deve usar clima para justificar custo, diz MIT

A energia nuclear não consegue competir em custos com o gás natural nem com as fontes renováveis e, portanto, precisa da ajuda dos formuladores de políticas que estejam dispostos a promover a geração de energia com baixo nível de emissão como forma de combater a mudança climática, de acordo com um novo estudo de peso.

Para impedir o aquecimento global descontrolado até meados do século, a atual safra de líderes mundiais precisa instituir políticas que reduzam em mais de 90 por cento os gases causadores do efeito estufa que são emitidos pelos produtores de energia, segundo cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). A maneira mais clara de chegar lá talvez seja colocar um preço nas emissões de carbono e apoiar as tecnologias não poluentes.

“A partir de hoje e nas próximas décadas, o principal valor da energia nuclear é sua possível contribuição para descarbonizar o setor de energia”, afirma o relatório de 246 páginas publicado nesta segunda-feira. “O custo é a principal barreira para que esse potencial se materialize. Sem reduções de custo, a energia nuclear não terá um papel significativo.”

O estudo lança dúvidas sobre a possibilidade de sucesso das tentativas do presidente dos EUA, Donald Trump, de resgatar os deficitários reatores desse país e de desfazer as políticas climáticas. Um caminho mais direto para apoiar a indústria nuclear seria seguir o exemplo de outros países que colocaram um preço nas emissões, seja por meio da tributação direta ou dos mercados de comércio de carbono. Isso daria aos operadores atômicos mais espaço para competir contra o gás, a energia eólica e a energia solar, que são mais baratos.

A fim de estabilizar a mudança climática e manter os aumentos de temperatura bem abaixo de 2 graus Celsius até 2050, as empresas de energia precisam reduzir as emissões de dióxido de carbono de 500 gramas por quilowatt-hora para uma média de cerca de 10 gramas, de acordo com o estudo. Não implementar a energia nuclear pode significar a perda de enormes economias de custos, especialmente em mercados emergentes como a China, que ainda dependem muito da queima de carvão para obter eletricidade.

“O papel do governo será fundamental”, disse John Parsons, codiretor do estudo do MIT, em comunicado. “As autoridades governamentais precisam criar novas políticas de descarbonização que ponham em pé de igualdade todas as tecnologias energéticas com baixo nível de carbono, além de explorar opções que estimulem investimentos privados.”

A avaliação do MIT sobre o setor nuclear apareceu pela primeira vez em 2003 e foi atualizada em 2009. As versões anteriores também defendiam a energia nuclear como uma solução para combater o aquecimento global.

Uma nova geração de reatores pequenos e modulares, que podem ser construídos com projetos padronizados e recursos de segurança, poderia dar alívio ao setor nos EUA e na Europa, segundo o estudo, que aconselha que os reguladores reservem lugares para que os investidores testem protótipos de tecnologias.

 

Fonte: Exame

setembro 12, 2018

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Nasa divulga fotos do furacão Florence, que se agiganta rumo aos EUA

O furacão Florence acaba de atingir a categoria 4, de uma escala que vai até 5, tornando-se agora um fenômeno ameaçador, segundo informações da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA).

Florence continua a se fortalecer rapidamente e tem ventos furiosos que atingem 195 km/h. Embora ainda esteja longe da terra, o Centro Nacional de Furacões dos EUA confirmou que o furacão deve atingir a área em torno dos estados norte-americanos da Carolina do Norte e Carolina do Sul entre a noite de quinta-feira e a manhã de sexta-feira.

Ao tocar o solo, um furacão nesta categoria tem o potencial de provocar impactos severos e mortais, incluindo danos causados ​​pelos ventos furiosos e enchentes que destroem propriedades e infraestruturas e colocam em risco vidas humanas e animais.

Mais cedo, o astronauta da Nasa Ricky Arnold publicou em seu perfil no Twitter imagens do furacão que se agiganta a caminho dos  EUA.

Uma animação divulgada pelo Serviço Meteorológico Nacional do país traz detalhes do olho do furacão Florence, destacando sua rápida movimentação nesta manhã.
A aproximação do furacão deixou o país em alerta e o assunto entrou para ostrending topics do Twitter nos EUA nesta segunda-feira (10). Além de Florence, os cientistas americanos acompanham a movimentação de outras duas fortes tempestades que se deslocam no Atlântico rumo aos EUA, Helen e Isaac, ambas de categoria 1. De acordo com meteorologistas americanos, a temporada de furacões no Atlântico está 60% abaixo do normal.
Fonte: Exame

setembro 7, 2018

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Cientista judeu reconhece Jesus como Messias, após estudar o Novo Testamento

O químico James Tour está entre os 50 cientistas mais influentes do mundo. (Foto: James Tour)
O químico James Tour está entre os 50 cientistas mais influentes do mundo. (Foto: James Tour)

A carreira do cientista James Tour é marcada por inúmeras conquistas. Ele está entre os 50 cientistas mais influentes do mundo, tem mais de 650 artigos acadêmicos publicados, 120 patentes e está envolvido em sete empresas com produtos de nanotecnologia e eletrônica molecular.

No entanto, sua maior realização não está no mundo da ciência. “Mais do que isso, o que mais tem significado para mim é ser um judeu que acredita que Jesus é o Messias”, declarou Tour em um vídeo do ministério One For Israel.

Tour cresceu em um bairro judeu nos arredores de Nova York, nos Estados Unidos, mas não se familiarizava com a religião. “Uma vez eu tentei conversar com um rabino, mas ele me ignorou. Havia pouca explicação para mim”, ele conta.

Quando estava cursando Química na Universidade de Syracuse, ele conheceu pessoas que se diziam ser “cristãos nascidos de novo”. “Achei esse termo estranho. O que é nascido de novo?”, questionou na época.

O termo começou a fazer sentido no lugar mais inusitado — uma lavanderia. Tour estava conversando com um homem que explicou que o “pecado” é o abismo que separa a humanidade de Deus.

“Eu olhei para ele e disse: ‘Eu não sou pecador. Eu nunca matei ninguém. Eu nunca roubei um banco. Como eu poderia ser um pecador?’”, Tour questionou. O homem citou Romanos 3:23, que diz: “Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”.

“O judaísmo moderno nunca fala sobre pecado. Eu não me lembro de falar sobre o pecado em minha casa”, respondeu Tour, que ficou ainda mais impressionado quando soube que Jesus ensinou que até mesmo sentir desejo por outra mulher é adultério.

“Eu senti como se tivesse levado um soco no peito”, lembra Tour, que na época era viciado em pornografia. “De repente, algo que está escrito na Bíblia, dito por alguém que viveu 2 mil anos atrás, me fez perceber que era um pecador”.

Do arrependimento à mudança

Intrigado, Tour passou a pesquisar mais sobre a Bíblia e notou que não há perdão de pecados sem derramamento de sangue: no Antigo Testamento, foi estipulado o sacrifício de animais e, no Novo Testamento, Jesus era o Cordeiro da humanidade. “Comecei a perceber o quão judaico é o Novo Testamento”, afirma.

Em 7 de novembro de 1977, sozinho em seu quarto, Tour percebeu que Jesus é o Messias. “Eu disse: ‘Senhor, eu sou pecador. Me perdoe. Entre na minha vida’. Então, de repente, alguém estava no meu quarto. Eu estava de joelhos. Eu abri meus olhos. Jesus Cristo estava no meu quarto”, relata o cientista. “Eu não sentia medo, eu só chorava. A presença era tão gloriosa que eu não queria levantar. Esse incrível sentimento de perdão começou a vir sobre mim”.

Quando a família de Tour soube de sua profunda experiência com Jesus, o químico teve que enfrentar a rejeição — mas este não foi o fim da história. “Minha mãe leu a Bíblia cuidadosamente. Ela comparou o Antigo Testamento ao Novo e disse: ‘Deus nos alertou várias vezes’”, ele conta.

Quando sua mãe completou 72 anos, ela finalmente recebeu a revelação sobre quem é o Messias. Ela contou a novidade para o filho por telefone. “Jimmy, você não pode acreditar no que aconteceu. Eu estava lendo [a Bíblia] e isso me atingiu, a forma como Ele deu a vida. Eu creio agora. Jesus é o Filho de Deus”.

Fonte: guiame.com.br

setembro 4, 2018

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Escolas israelenses evitam Teoria da Evolução

Nas escolas de Israel, a maioria dos alunos não aprende sobre a teoria da Evolução. Eles estão aprendendo sobre a adaptação e a modificação genética das espécies. De acordo com um relatório, o Ministério da Educação no país incentiva os professores a se concentrarem em outros tópicos da biologia.

De acordo com os educadores, não houve um treinamento, mas eles receberam sugestões do ministério para que se utilizem de outros temas durante as aulas. Há quatro anos, o currículo do ensino médio foi revisado.

No novo currículo, a teoria de Darwin foi omitida e substituída por estudos que ensinam sobre a sobrevivência das espécies e as adaptações baseadas em fatores ambientais.

Estatísticas

Um relatório da Pew Research Center, de 2016, revelou que pouco mais da metade dos judeus israelenses acredita em evolução. Mas entre os religiosos, essa porcentagem diminui bastante.

Apenas 3% dos judeus ultra-ortodoxos, 11% dos ortodoxos modernos e 35% dos judeus tradicionais acreditam na evolução. Entre os seculares, 83% acredita que os seres humanos e outros seres vivos evoluíram com o tempo.

Mais judeus israelenses do que árabes acreditam na evolução. Dos árabes israelenses, somente 37% acredita em darwinismo.

Fonte: gospelprime.com.br