agosto 31, 2018

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Foto de eclipse solar feita por brasileiros ganha destaque na Nasa

O Astronomy Picture of the Day (foto de astronomia do dia), tradicional site de divulgação de fotos da Nasa, a agência espacial americana, destaca nesta segunda-feira (27) a imagem obtida pelo Projeto Kuaray, realizado em parceria por brasileiros e americanos, durante o eclipse solar total de 21 de agosto de 2017 (quase exatamente um ano atrás).

O registro foi captado por uma câmera de 360 graus instalada num balão estratosférico, lançado para que sua permanência no ar coincidisse com a fase de totalidade do eclipse em Idaho, nos EUA. A iniciativa é fruto de trabalho conjunto do CAsB (Clube de Astronomia de Brasília) e da UnB (Universidade de Brasília), em parceria com o Grupo Mutum, a Universidade Estadual de Montana e a própria Nasa.

A imagem mostra a circunferência da sombra da Lua projetada sobre o solo, conforme ela se interpõe entre o Sol e a Terra. Tão bela quanto impressionante.

Confira o vídeo em 360 abaixo.

Fonte: Folha.uol

 

agosto 28, 2018

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O fim do mundo está próximo? MIT prevê fim da civilização em 2040

Um modelo computacional, desenvolvido pelo MIT, previa o fim da civilização como nós a conhecemos até o ano 2040. Em desenvolvimento desde 1973, o programa é atualizado com dados constantemente e simula milhares de possibilidades e indicava que haveria uma “grande mudança” em 2020. O programa, apelidado de World One, foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do Instituto Massachusetts de Tecnologia (MIT), considerado um dos mais avançados do mundo. O processamento das informações foi realizado pelo maior computador da Austrália.

Originalmente planejado pelo pioneiro da computação, Jay Forrester, ele conta que recebeu a incumbência do Clube de Roma para desenvolver um “modelo de sustentabilidade global”. Fundado em 1968 pela família David Rockefeller, o Clube já teve seu nome envolvido em muitas teorias sobre dominação mundial. De fato, trata-se de uma organização composta por figuras ilustres que se reúnem para debater assuntos relacionados a política, economia, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

O resultado chocante dos cálculos do World One mostrou que o nível de poluição e tamanho da população mundial causaria um colapso global em 2040. Ele mostra que o planeta não poderia sustentar o nível atual de crescimento populacional e industrial, além das necessidades de recursos naturais por mais de duas décadas. A emissora australiana ABC voltou a mostrar o relatório original, já que daqui apenas dois anos (2020) uma grande mudança é esperada, caso o modelo computacional esteja correto.

Apesar de pouco divulgado pela mídia, o cálculo já se mostrou correto em certas previsões, como uma qualidade de vida estagnada e a disponibilidade cada vez menor de recursos naturais. A ABC mostrou ao seu público uma projeção para 2020: “Se não fizermos nada para mudar, a qualidade de vida desce para zero. A poluição se tornará tão séria que começará a matar pessoas, o que por sua vez fará com que a população diminua, para índices menores do que tínhamos em 1900”.

O resultado, entre 2040 e 2050, seria o fim da vida civilizada como a conhecemos neste planeta. Alexander King, um pioneiro britânico que liderou o Clube de Roma, chamou atenção para outras situações em jogo. “A soberania das nações não é mais absoluta. Há uma diminuição gradual da soberania, pouco a pouco. Mesmo nas grandes nações, isso vai acontecer”, prevê.

Fonte: gospelprime.com.br

agosto 24, 2018

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Cientistas desenvolvem sistema para capturar CO2 afim de amenizar aquecimento global

Os próximos cinco anos devem ser ainda mais quentes do que o normal, sendo que o Brasil deve ser um dos países que serão mais afetados com ondas de calor. Mas a ciência não está assistindo ao fenômeno do aquecimento global de braços cruzados: um grupo de cientistas canadenses desenvolveu um sistema capaz de capturar CO2 rapidamente, permitindo a criação de novas armas contra as mudanças climáticas.

O dióxido de carbono é um dos gases que promovem o efeito estufa e um sistema do tipo, capaz de retirá-lo da atmosfera, pode representar uma solução para o problema global. Nos experimentos, os cientistas conseguiram criar magnesita (mineral que é capaz de armazenar CO2 por longos períodos) em laboratório em apenas 72 dias (contra os milhares de anos necessários para que o mineral se forme naturalmente). Ou seja: caso seja possível reproduzir essa criação em larga escala, talvez tenhamos à mão um poderoso meio de reduzir a quantidade de CO2 de nossa atmosfera.

Fonte: canaltech.com.br

agosto 21, 2018

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Embaixada de Israel cria Jardim Bíblico no Jardim Botânico de Brasília

A Embaixada de Israel em parceria com o Jardim Botânico de Brasília criou um espaço para contar a história da nação por meio de referências bíblicas, dentro de um jardim. O projeto paisagístico leva o nome de “Jardim Bíblico”. Além das plantas, há vários elementos artísticos e arquitetônicos.

O Jardim Botânico que existe desde 1985, recebe em média 25 mil visitantes por mês, proporcionando a eles o contato com a diversidade das espécies nativas do cerrado. “O espaço está disponível para ser ocupado pelas diversas representações diplomáticas”, disse o diretor adjunto do espaço, Samuel Pinheiro Guimarães.

A ideia é representar os cinco continentes por meio de sua biodiversidade e valores culturais. O espaço está aberto às iniciativas dos países, pois Brasília sedia as representações diplomáticas globais, mas coube a Israel o pioneirismo. Isso quer dizer que cada nação também pode organizar um espaço exclusivo dentro do complexo com o mesmo objetivo. “As embaixadas da Sérvia, Polônia e Omã já mostraram interesse em ocupar o espaço”, lembrou o diretor.

Jardim Bíblico

Segundo Guimarães, o espaço israelense enche os olhos pelo simbolismo de todos os elementos, além de celebrar a amizade entre Israel e Brasil. O Jardim Bíblico utiliza sete espécies (árvores e plantas) presentes na Bíblia – tamareiras, oliveiras, figueiras, romãzeiras, videiras, trigo e cevada, todas nativas de Israel.

As plantas do jardim são irrigadas por gotejamento, uma avançada tecnologia israelense, utilizada principalmente em lugares que sofrem com a escassez de água. Artistas de Israel também contam a história do país por meio de sete mosaicos, instalados em cubos ornamentados por folhas.

“Este projeto inspira educar valores fundamentais (…) como prestar respeito aos valores universais mútuos, expressos na Bíblia, e as nossas profundas ligações culturais com os brasileiros”, disse o embaixador de Israel, Yossi Shelley ao Correio Braziliense.

Ele ainda enfatizou “do mesmo jeito que as árvores criarão raízes e florescerão, esperamos, também, que cresça a relação entre nossos povos e nossas nações”. O projeto fica na Praça de Israel, primeiro empreendimento de um país na Alameda das Nações e dos Estados, localizado ao lado do recém-reformado anfiteatro. O local está aberto ao público desde ontem (16).

Fonte: gospelprime.com.br

agosto 16, 2018

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Bispo Rodovalho estreia no SaraPlay série super interessante sobre Física Quântica

Bispo Rodovalho que é presidente do ministério Sara Nossa Terra,  formou-se em física pela Universidade Federal de Goiás. Também é graduado em filosofia, teologia e medicina natural, sendo PHD em Edução pela Florida Christian University. Apaixonado por física quântica, acaba de lançar no SaraPlay uma série super interessante sobre o assunto aonde, no primeiro capítulo, aborda o conceito e origem do mesmo. “Por que esse universo é tão preciso para a vida humana? Por que ele foi desenhado para que eu e você estivéssemos aqui? Para nós, não é sorte, é um programa estabelecido por uma inteligência e consciência universal que nós chamamos de nosso Deus”, explica Rodovalho nesse primeiro episódio que promete outras edições explicativas que leva o homem a entender os estudos de todos os fenômenos.

A série “Ciência e Fé” já está disponível para os assinantes do SaraPlay. Para quem ainda não é, está tendo promoção exclusiva com 40% de desconto. Acesse agora mesmo e confira. CLIQUE AQUI

agosto 14, 2018

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Evangélicos divergem sobre modificações genéticas em bebês

Cientistas descobriram novas tecnologias que permitem editar o DNA de um embrião para reduzir o risco de desenvolvimento de doenças na fase adulta. Muitos médicos defendem que a prática deveria ser permitida do ponto de vista ético, mas os opositores levantam algumas questões, entre elas a possibilidade de erros durante o processo.

A nova técnica da edição genética é vista como revolucionária, mas pode causar mais mutações do que se imaginava segundo alguns especialistas. Apresentada pela primeira vez há cerca de seis anos, a CRISPR é uma espécie de ferramenta de edição de genoma, que consegue enxergar e separar áreas específicas do DNA, além de poder remover e corrigir uma sequência defeituosa nele.

A princípio, isso aumentou as esperanças de que um dia os genes causadores de doenças poderiam ser alterados antes mesmo de o bebê nascer. A proposta vai além, visando criar uma geração extraordinariamente saudável, inteligente e brilhante. Porém, muitos cientistas já estão prevendo que boa parte dessas crianças podem ter problemas como maior agressividade ou até mesmo narcisismo.

Além disso, uma alteração no gene de uma pessoa pode resultar em gerações de humanos geneticamente modificados e ainda não se sabe quais seriam as consequências disso.

Cientistas chineses já criaram um embrião humano geneticamente modificado na tentativa de remover o gene responsável por uma perigosa desordem sanguínea, mas o resultado foi inconclusivo e o sucesso, apenas parcial.

Prós e contras

De acordo com um relatório da Pew Research Center, a maioria dos americanos (72%) concorda com o objetivo de fornecer benefícios diretos para a saúde dos bebês, mas considera as técnicas para estimular a inteligência deles algo que vai longe demais. Entretanto, a porcentagem de aceitação diminui quando se trata de cidadãos religiosos, ficando em 57%.

Entre os cristãos evangélicos, 91% considera que manipular o DNA para deixar a criança mais inteligente inaceitável. O aspecto questionado pelos cristãos é que, antes que a edição genética seja formalizada para uso clínico, ela precisaria passar ainda por mais desenvolvimentos e testes. Isso envolve o uso de embriões humanos como se fossem “ratos de laboratório”, o que viola a sacralidade da vida.

Em 2016, vários veículos de comunicação publicaram alertas sobre pesquisas com embriões humanos. O presidente da Aliança para a Medicina Regenerativa, Edward Lanphier e outros quatro pesquisadores pediram à comunidade mundial para não realizar experimentos nessa linha.

“Não somos ratos de laboratório, muito menos algo como um milho transgênico. Por décadas, os países desenvolvidos debateram a modificação de genes em células reprodutivas e se posicionaram contra isso”, alertou o cientista, na ocasião.

Fonte: gospelprime.com.br

agosto 10, 2018

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Arqueólogos encontram ruínas de igreja em Armagedom

O fim de “Armagedon” está próximo. Pelo menos para a antiga prisão israelense que fica perto das ruínas de Megido. Depois de vários anos de atraso e muita burocracia, a prisão será transferida e o local será liberado para futuras escavações arqueológicas, previstas para 2021.

Entre os detentos de Armagedon estão militantes do Hamas e membros adeptos ao movimento da “jihad islâmica”. O nome da prisão pode ter sido um erro de tradução da palavra hebraica Har Meggido. O correto seria Monte Megido. Mas é assim que o local ficou conhecido desde então.

Estes nomes chamam a atenção dos cristãos pelos seus significados bíblicos. A palavra “Armagedon” é interpretada como o lugar onde acontecerá a batalha final entre o bem e o mal. E “Megido” é a localização geográfica dessa batalha.

Descobertas Arqueológicas

Em 2005, arqueólogos israelenses encontraram na prisão de Armagedon evidências de que ali existiu uma igreja que pode ter funcionado entre os séculos III e IV, provavelmente numa época em que os romanos perseguiam os cristãos. Onde parece ter sido uma sala de orações, havia um mosaico com a inscrição “Deus Jesus Cristo”.

O local que os arqueólogos passaram a chamar de “Grande Megido” foi escavado durante 18 meses e alguns artefatos foram encontrados. “Ficamos animados por um minuto, mas depois percebemos que há uma prisão de segurança máxima ali, então não poderíamos avançar com nossos planos”, disse Matthew Adams, diretor do W.F. Albright Institute of Archaeological Research.

Ele explica que agora que o governo decidiu mudar a prisão de local, será possível explorar a área para novas descobertas. As autoridades turísticas israelenses estão planejando um complexo no local para combinar arqueologia e turismo, visando o público cristão. Eles esperam atrair 300 mil visitantes ao ano, quase o dobro do número atual.

Fonte: gospelprime.com.br

agosto 7, 2018

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Luz UV é ignição para vida extraterrestre, indicam experimentos

No livro de receitas da vida, alguns ingredientes não podem faltar. Água líquida e fontes de energia e de calor são alguns deles. Para que esses elementos, de fato, produzam as condições necessárias ao desenvolvimento de seres simples ou complexos, também é preciso que ocorram reações químicas, buscadas por astrônomos em planetas geologicamente semelhantes à Terra, mas que estão fora do Sistema Solar.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cambridge e do Laboratório de Biologia Molecular do Conselho de Pesquisa Médica (MRC LMB sigla em inglês), na Inglaterra, identificou um grupo de exoplanetas que, segundo eles, apresentam as mesmas condições químicas que permitiram o florescimento da vida na Terra por volta de 3,8 bilhões de anos atrás. Entre eles está Kepler 452b, descoberto há três anos pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) na Constelação de Cisne, a 1,4 mil anos-luz da Terra, e, até agora, o que mais se aproxima do nosso planeta — tanto pela composição rochosa quanto pela distância da órbita de sua estrela-mãe, que fornece energia suficiente, sem, contudo, superaquecê-lo.
Em um estudo publicado na revista Science Advances, os cientistas afirmam que as chances de a vida se desenvolver na superfície de um planeta rochoso, como a Terra ou Kepler 452b, depende do tipo e da força da luz fornecida pela estrela. Eles propõem que uma fonte luminosa que emita luz ultravioleta em quantidade suficiente poderia deflagrar o processo que dá origem à vida nos planetas que a orbitam, da mesma forma que ocorreu na Terra. Segundo modelos, no nosso planeta, a radiação UV forneceu a energia necessária para que acontecessem as reações químicas que deram origem às macromoléculas construtoras da vida.
Paul Rimmer, pesquisador de pós-doutorado do Laboratório Cavendish, da Universidade de Cambridge, e primeiro autor do estudo, conta que a equipe identificou uma série de planetas onde a radiação UV da estrela-mãe é suficiente para permitir essas reações químicas. Descobertos nos últimos anos, esses mundos ficam dentro da zona habitável, onde há possibilidade de existência de água líquida na superfície planetária.
“Existem dezenas de planetas na zona habitável de suas estrelas, mas será que poderia existir vida nesses locais?”, questiona Rimmer. “Para responder a isso, nós delineamos uma zona fora da qual a vida não poderia ser originada e nos focamos em cenários fotoquímicos que, até onde sabemos, são os únicos plausíveis para se obter aminoácidos, lipídeos e nucleosídeos, precursores das condições químicas iniciais que realmente são realísticas quando pensamos no início da vida na Terra”, continua. “Isso nos permite afunilar a busca pelos locais mais prováveis para abrigar vida e nos coloca um pouco mais próximos de responder à questão sobre se estamos sozinhos no Universo.”

Cianeto

John Sutherland, coautor do estudo e pesquisador do MRC LMB, propôs, em um trabalho de 2015, que o cianeto, embora um veneno perigoso, também tenha sido um ingrediente importante da sopa primordial da qual a vida na Terra emergiu. De acordo com ele, moléculas de carbono de meteoritos que se chocaram com o então jovem planeta interagiram com o nitrogênio na atmosfera, formando cianeto de hidrogênio. Esse composto caiu na superfície em forma de chuva e começou a interagir com outros elementos de várias formas, impulsionado pela radiação UV do Sol. Os químicos resultantes geraram os blocos construtores de RNA que, para a maioria dos biólogos, foram as primeiras moléculas de vida a carregar informação.
Essa hipótese foi testada no laboratório de Sutherland, onde foram recriadas as reações químicas sob lâmpadas UV. O resultado foi a geração de moléculas precursoras dos compostos químicos essenciais para o funcionamento das células. “Eu soube desses primeiros experimentos e, como astrônomo, meu primeiro questionamento é qual tipo de luz você está usando. Comecei a medir o número de fótons emitidos pelas lâmpadas e percebi que comparar essa fonte luminosa à luz das diferentes estrelas era um bom caminho para o próximo passo”, revela Rimmer.
Tanto em Cambridge quanto no MRC LMB, os pesquisadores começaram a desenvolver experimentos para medir a rapidez da formação dos blocos construtores da vida quando uma solução de cianeto de hidrogênio e íons de sulfato eram expostos à luz UV. Depois, eles fizeram o mesmo experimento, mas sem fonte luminosa. “É possível haver reações químicas no escuro, embora elas aconteçam bem mais vagarosamente”, conta Didier Queloz, astrônomo que, em 1995, descobriu o primeiro exoplaneta e integrante da equipe do Laboratório Cavendish. “O mesmo experimento resultou em um composto inerte, que não poderia ser usado para formar os elementos primordiais da vida. Mas, sob a luz UV, as reações aconteceram”, diz.

Estrelas frias

Em seguida, os pesquisadores investigaram a quantidade de luz UV disponível em planetas que orbitam estrelas das zonas habitáveis para determinar onde as reações químicas vistas em laboratório seriam possíveis. Eles descobriram que as estrelas com temperatura semelhante à do Sol emitem luz suficiente para a formação dos blocos de construção da vida nas superfícies de seus planetas. Por outro lado, as estrelas frias não emitem radiação suficiente para que isso ocorra, a menos que explosões solares poderosas sejam frequentes, impulsionando, dessa maneira, as reações químicas.
A zona de abiogênese, onde a vida é possível, foi determinada pelos pesquisadores como aquela em que, além da luz suficiente para ativar a formação dos compostos, a existência de água líquida na superfície é uma possibilidade real. Entre esses exoplanetas estão vários detectados pelo telescópio Kepler, além de Kepler 452b. Isso só poderá ser confirmado, porém, por equipamentos da próxima geração, como o James Webb, da Nasa, previsto para ser lançado em 2021.
Fonte: correiobraziliense.com.br

agosto 3, 2018

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Número de planetas habitáveis no Universo pode ser maior do que o imaginado

O número de planetas habitáveis no Universo pode ser muito maior do que o imaginado, garantem geocientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia. Em um artigo publicado na revista Astrobiology, eles sugerem que as placas tectônicas, até hoje só encontradas na Terra, que há muito se supunha ser uma exigência das condições adequadas para a vida, não são, de fato, necessárias para isso.
Ao procurar por planetas habitáveis ou pela vida extraterrestre, os cientistas buscam bioassinaturas do dióxido de carbono atmosférico. Na Terra, esse composto aumenta o calor da superfície por meio do efeito estufa. O carbono também volta ao subsolo, onde é estocado, e retorna à atmosfera por meio de processos naturais, como o vulcanismo. “O vulcanismo libera gases para a atmosfera e, depois, por meio do intemperismo, o CO2 é retirado da atmosfera e sequestrado em rochas superficiais e sedimentos”, explica Bradford Foley, professor de geociências e um dos autores do trabalho. “O equilíbrio entre esses dois processos mantém o gás em um determinado nível na atmosfera, o que é realmente importante para saber se o clima permanece temperado e adequado à vida.”
A maioria dos vulcões da Terra se encontra na fronteira das placas tectônicas, razão pela qual os cientistas acreditavam que elas eram necessárias para a vida. Foley e Andrew Smye, professor de geociências, criaram um modelo computacional do ciclo de vida de um planeta e observaram quanto calor o clima local poderia reter e os elementos produtores de calor presentes quando um novo mundo se forma. Depois de executar centenas de simulações, concluíram que planetas sem placas tectônicas podem manter condições de água líquida por bilhões de anos. No extremo mais alto do modelo, eles poderiam sustentar a vida por até 4 bilhões de anos, aproximadamente o tempo da Terra. Segundo os cientistas, com calor e pressão suficientemente altos, o gás carbônico pode escapar das rochas e chegar à superfície, um processo conhecido como desgaseificação.