julho 27, 2018

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Cientistas encontram água líquida em Marte, descoberta que pode transformar busca por vida

Cientistas da Agência Espacial Italiana anunciaram nesta quarta-feira que existe água líquida em Marte, de forma constante.

Para especialistas, essa descoberta, de um reservatório subterrâneo permanente de água líquida, aumenta consideravelmente as chances de haver vida no planeta.

“Foram anos de debate e investigações, ficamos anos discutindo se isso era mesmo possível. Mas agora podemos dizer: descobrimos água em Marte”, disse o astrônomo Roberto Orosei, pesquisador da Universidade de Bolonha e principal autor da descoberta.

A água líquida e perene foi encontrada 1,5 km abaixo de uma camada de gelo, próxima ao Polo Sul de Marte. “Trata-se de um lago com 20 quilômetros de diâmetro”, contou Orosei. A descoberta será publicada na revista Science desta semana.

“Sem água, nenhuma forma de vida como a conhecemos poderia existir. Por isso é grande o interesse na detecção de água líquida em outros planetas”, contextualiza a pesquisadora Anja Diez, do Instituto Polar Norueguês.

A descoberta da equipe de Orosei baseou-se em análise de dados obtidos por radar da missão Mars Express, sonda espacial lançada em 2003 pela Agência Espacial Europeia e pela Agência Espacial Italiana.

Em conversa com a BBC News Brasil, Orosei ressalta o ineditismo da notícia. “Até o momento, é o único lago descoberto em Marte até agora”, afirma. Ele explica, entretanto, que não é possível calcular o volume total de água.

“Em comparação com os lagos terrestres, é um lago pequeno com seus 20 quilômetros de diâmetro. Mas não conseguimos saber a profundidade do lago porque a água atenua o sinal do radar. O que sabemos é que (a profundidade) é de pelo menos de um metro – ou o radar não seria capaz de revelar sua existência”, diz o astrônomo. “Mesmo no caso mais pessimista, portanto, acredito que o volume de água deve ser de várias centenas de milhões de metros cúbicos.”

Pesquisador italiano Roberto Orosei, principal autor da descobertaDireito de imagemSTEFANO PARISINI/ MEDIA INAF
Image caption“Foram anos de debate e investigações. Mas agora podemos dizer: descobrimos água em Marte”, diz astrônomo

Orosei acredita que esta descoberta seja só a primeira. “É apenas a primeira descoberta de uma quantidade grande de água líquida em Marte. Mas sob as calotas deve haver muito mais”, aposta.

Método

A detecção foi possível graças a um instrumento chamado Mars Advanced Radar for Subsurface e Ionosphere Sounding (Marsis). Este equipamento envia pulsos de radar que são capazes de penetrar a superfície e as calotas de gelo de Marte. O Marsis mede como as ondas de rádio se propagam e devolve esses dados para a Mars Express. Com base nessa propagação, os cientistas inferem a composição do que há abaixo da superfície. Como se fosse um exame de raio-X do Planeta Vermelho.

Orosei e sua equipe utilizaram dados do Marsis coletados entre maio de 2012 e dezembro de 2015, garantindo, assim, que todas as estações do ano fossem contempladas, com as variações de temperatura que existem em Marte – onde o inverno pode chegar a 140 graus negativos, e o verão a 30 positivos. Um ano marciano é praticamente o dobro do terrestre.

Os cientistas obtiveram 29 conjuntos de amostragem do radar e identificaram um ponto em que havia uma mudança muito acentuada do sinal propagado. O perfil identificado pelos os pesquisadores era praticamente igual ao dos lagos de água líquida encontrados sob as calotas do Ártico e da Antártida, na Terra. Ou seja: Marte também tem pelo menos um grande lago subglacial.

Imagem de MarteDireito de imagemNASA
Image captionÁgua líquida e perene foi encontrada 1,5 km abaixo de uma camada de gelo, próxima ao Polo Sul de Marte

“Acreditamos que a água esteja líquida e em temperatura abaixo do ponto de congelamento da água pura, cerca de 10 graus negativos”, comenta Orosei. “Isto ocorre porque se trata de uma água altamente salinizada, com altas concentrações de magnésio, cálcio e sódio, elementos conhecidos por estarem presentes em rochas marcianas.” A salmoura, conforme explica o cientista, somada à pressão do gelo do topo, é capaz de reduzir o ponto de fusão – água geladíssima, portanto, mas ainda líquida.

Conforme aponta Diez, essa concentração alta de sais pode levar o ponto de fusão a 74 graus negativos.

Será que existe vida em Marte?

“Certamente essas não são as condições mais aprazíveis para qualquer tipo de vida”, afirma Orosei. “Mas sabemos que em condições semelhantes, em lagos da Antártida, há alguns organismos pluricelulares que sobrevivem.”

A descoberta, portanto, é mais uma que se soma a tantas outras recentes que trazem indícios de vida no Planeta Vermelho.

No mês passado, duas pesquisas publicadas também na Science esquentaram ainda mais essa perspectiva. Ambas foram realizadas por cientistas da Nasa, a agência espacial americana, a partir de dados coletados pelo rover Curiosity, o jipinho que explora o planeta desde 2012.

A primeira pesquisa apurou que variações de temperatura em Marte causam a liberação do gás metano, aqui na Terra sempre associado ao desenvolvimento da vida. Foi a primeira vez que se comprovou a presença de tal elemento de forma consistente na atmosfera marciana – desde 2004, apenas vestígios esporádicos eram registrados. O metano, por ser a molécula orgânica mais simples, é considerado uma bioassinatura, um indício potencial de processos biológicos.

Um segundo estudo encontrou compostos orgânicos incrustrados em rochas de Marte. Vestígios de moléculas orgânicas – como o tiofeno, o metanotiol e o dimetilsulfureto, foram encontradas impregnadas em amostras de solo de 3 bilhões de anos atrás.

Água e vida

Curiosamente, o imaginário humano de que Marte seria povoado por homenzinhos verdes está intimamente ligado à uma observação errônea que apontava para canais de água no planeta.

Conforme conta o físico brasileiro Ivair Gontijo, integrante da equipe do Curiosity, em seu recém-lançado livro A Caminho de Marte, o rebuliço começou com um astrônomo italiano chamado Giovanni Schiaparelli (1835-1910).

Sem querer, ele alimentou o imaginário humano com possibilidades de marcianinhos. Isto porque em 1878 ele fez um mapa da superfície de Marte. “Incluiu linhas finas escuras e as chamou de ‘canali'”, escreve Gontijo. “Foi aí que começou a confusão. Em italiano ou português, a palavra ‘canal’ não faz distinção entre estruturas naturais e artificiais, mas em inglês não é assim. Nessa língua existem duas palavras: ‘channel’ é um canal natural, enquanto ‘canal’ designa uma estrutura artificial.”

MarteDireito de imagemUSGS ASTROGEOLOGY SCIENCE CENTER
Image captionAstrônomos dizem que pode haver vida em Marte

Traduziram como ‘canal’. E estava armada a sequência de mal-entendidos.

O desserviço acabou sendo prestado, na sequência, pelo empresário e astrônomo amador Percival Lowell (1855-1916). Ele começou a observar o Planeta Vermelho e os tais canais. Em 1895 publicou um livro, Mars, no qual descreveu que Marte tinha vida inteligente e que os marcianos tinham construído um sistema sofisticado de dutos para levar água dos polos e irrigar as plantações. Essas ideias só começaram a ser descartadas completamente a partir de 1965, quando a espaçonave não-tripulada Mariner 4 fez um sobrevoo em Marte.

Pode haver vida em Marte? Sim, e talvez essa seja a notícia que os astrônomos mais queiram dar. Provavelmente seria uma vida precária. Como dizia o astrônomo e escritor americano Carl Sagan (1934-1996), “o pior e mais inóspito lugar da Terra ainda é um paraíso se comparado com qualquer lugar de Marte”.

As pistas dessa natureza nada atraente para nós estão nos dados que o próprio Gontijo dispõe em seu livro: a atmosfera marciana é rarefeita e praticamente formada apenas por gás carbônico (95,3% do total) e com uma pressão atmosférica baixíssima, cerca de 1% do nível do mar terrestre.

Fora da Terra

Uma outra pesquisa astronômica publicada nesta semana apontou indícios de vida extraterrestre. No caso, vida lunática. De acordo com estudo realizado pela Universidade Estadual de Washington, dos Estados Unidos, e publicado no periódico especializado Astrobiology, há 4 bilhões de anos, a superfície lunar tinha condições para abrigar vida.

Essa habitabilidade teria se repetido em outro ciclo 500 milhões de anos mais tarde, conforme a conclusão dos cientistas. O autor da pesquisa, o astrobiólogo Dirk Schulze-Makuch, baseou-se em dados de emissões de gases para chegar a tais conclusões. Entre esses gases, ele comprovou que havia até vapor d’água. Os pesquisadores acreditam que, durante esses ciclos de tempo de “vida transitória”, a Lua chegou a ter lagos de água líquida, como consequência de atividades geológicas e erupções vulcânicas.

Os cientistas analisaram amostras de solo lunar para chegar a tais conclusões.

Fonte: bbc.com/portuguese

julho 24, 2018

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Gênio de 11 anos se forma na faculdade: “Quero provar que Deus existe através da ciência”

Captura de Tela 2018-07-24 às 14.33.26Um gênio de 11 anos, que já havia declarado sua intenção de se tornar um astrofísico para provar aos ateus que Deus existe, se formou no sábado (21) na Faculdade St. Petersburg, na Flórida, apenas dois anos depois de terminar o ensino médio.

“Quero provar que Deus existe através da ciência, para que o mundo possa saber”, disse William Maillis ao site Tampa Bay Times.

William acredita que o ateísmo e algumas partes da ciência dependem da fé e da religião. Ele argumenta que é mais provável que um poder maior tenha criado o universo do que um evento aleatório.

“A ciência e a religião não são diferentes. A ciência é uma ferramenta para explicar o mundo. A ciência não desmente Deus”, disse o garoto, que é filho de um sacerdote da Igreja Ortodoxa Helênica, em Palm Harbor.

William começou a montar frases completas aos sete meses, aprendeu a somar e subtrair aos dois anos e foi declarado um gênio aos cinco anos de idade. Ele acredita que seus dons são divinamente inspirados. “Todo mundo tem dons de Deus. Eu fui dotado de conhecimento, ciência e história”, disse William à WTFS.

Seu pai, Peter Maillis, disse que o atual desafio da família é arrecadar fundos para a faculdade, pois devido à idade, seu filho não pode se qualificar para o programa federal de auxílio financeiro para os estudos.

Nos Estados Unidos, é possível concluir o ensino médio mais cedo e entrar na faculdade através de um exame concedido pelo governo, independentemente da idade do estudante.

Tonjua Williams, presidente da Faculdade St. Petersburg, elogiou o desempenho do garoto. “Estou totalmente fascinado por William e pelo trabalho que ele fez”, disse ele ao Bay News 9. “Ele é extremamente brilhante, muito aberto e colaborativo”.

William vai iniciar aulas na Universidade do Sul da Flórida ainda este ano, com o objetivo de obter um PhD quando completar 18 anos.

Joanne Ruthsatz, ex-psicóloga da Universidade Estadual de Ohio que declarou William um gênio, disse que o histórico de autismo da família poderia explicar por que ele nasceu com tanta habilidade.

“Prodígios têm esse desejo de fazer o bem. Eles estão muito sintonizados com o bem maior da humanidade”, explica Ruthsatz.

Fonte: guiame.com.br

julho 17, 2018

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Arqueólogos escavam a antiga Siló: “A Bíblia não é mitologia”

Geograficamente no coração do Israel bíblico, Siló – que hoje é um sítio arqueológico – foi a capital do país durante cerca de 300 anos. O motivo de sua importância para a história do país é que este é o lugar onde Josué distribuiu a Terra Prometida para as 12 tribos de Israel. E onde o Tabernáculo permaneceu, fazendo com seja considerada “solo sagrado”.

O Dr. Scott Stripling, arqueólogo que lidera as escavações arqueológicas em Siló, explica que: “Esta foi a primeira capital do antigo Israel. É um local sagrado porque o Mishkan [Tabernáculo] estava aqui, para onde as pessoas vinham esperando se conectar com Deus”.

“Estamos lidando com pessoas reais, lugares reais, eventos reais”, continuou ele. “Os relatos [bíblicos] não são mitologia. As moedas que escavamos hoje são de Herodes, o Grande; Pôncio Pilatos; Thestos; Félix; Agripa I e Agripa II. A Bíblia fala sobre essas pessoas. Nós temos a imagem bem aqui”.

Escavações em Siló
Escavações em Siló. (Foto: CBN)

Essa “imagem” que ele se refere inclui um muro fortificado construído pelos cananeus. A equipe de arqueólogos encontrou um verdadeiro tesouro de artefatos ali, que inclui moedas antigas e cerca de 2.000 peças de cerâmica.

“Agora, este foi de ontem”, disse ele. “Essas são as alças dos vasos de pedra. Lembra do primeiro milagre de Jesus em Caná? Havia jarros de pedra cheios de água. Essa era a cultura ritual da pureza do primeiro século”.

Mesmo um arqueólogo como Dr. Stripling acredita que escavar locais bíblicos pode mudar sua vida. “Você pode ler a Bíblia, você pode andar pelos lugares da Bíblia, mas o último passo é cavar a Bíblia”, compara. “A areia está em nosso corpo, nossa boca e nariz… Ela se torna quase uma parte de você. É como se ao cavamos o solo, nos conectamos com Deus e uns com os outros, penso eu, de uma maneira muito importante.”.

Voluntários nas escavações em Siló
Voluntários nas escavações em Siló. (Foto: CBN)

Abigail Leavitt, aluna da Universidade de Pikeville (EUA), é uma voluntária que trabalha na escavação como “registradora de objetos”. Ela testemunha: “Eu leio a Bíblia de uma forma totalmente diferente que fazia antes de vir para cá. Agora que conheço os lugares, sei o que está acontecendo. Eu entendo mais profundamente a Bíblia, especialmente os relatos sobre locais que os arqueólogos antigamente afirmavam que a arqueologia refuta. Mas quando cavamos aqui, descobrimos que tudo combina. Você lê na Bíblia, cava na terra e está tudo ali”.

Conforme lembra o Dr. Stripling, as descobertas mais recentes mudaram a compreensão histórica sobre vários relatos bíblicos que foram defendidas por muitos anos. “A arqueologia não se propõe a provar ou refutar a Bíblia. O que queremos é iluminar o texto bíblico, dar o pano de fundo do texto, para exibir a cultura do mundo real, no que chamamos de verossimilhança”, destaca.

Encerrou dizendo que, em última análise, “se a Bíblia é verdadeira, então o Deus da Bíblia tem uma reivindicação moral em nossas vidas. Quando estabelecemos a veracidade do texto bíblico – espero que todos pensem nisso – vemos que Deus nos ama e tem uma reivindicação moral em nossas vidas”.

Fonte: gospelprime.com.br

 

julho 13, 2018

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Cientistas identificam fonte de misteriosas emissões que estão destruindo camada de ozônio

Nos últimos meses, cientistas de todo o mundo foram surpreendidos com um misterioso aumento das emissões de gases que estão comprometendo, de forma drástica, a camada de ozônio que protege a Terra.

Agora, um grupo de pesquisadores acredita ter descoberto os responsáveis pelos danos ao meio ambiente: espumas de isolamento térmico de poliuretano, produzidas na China para uso em residências.

A Agência de Investigação Ambiental (EIA, na sigla em inglês), com base no Reino Unido, identificou a presença de CFC-11, ou clorofluorocarbonos-11, na produção dessas espumas na China. O composto químico havia sido proibido em 2010, mas está sendo usado intensamente em fábricas chinesas.

O relatório da EIA apontou a construção de casas na China como fonte das emissões atípicas de gases. Há dois meses, pesquisadores publicaram um estudo que mostrava que a esperada redução do uso de CFC-11, banido há oito anos, havia desacelerado drasticamente.

Os pesquisadores suspeitavam que o composto continuava sendo usado em algum lugar do leste da Ásia. Mas a fonte exata ainda era desconhecida.

OzônioDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA camada de ozônio protege dos efeitos nocivos da radiação solar e fica de 25 km a 30 km da superfície da Terra

Especialistas tinham receio de que o CFC-11 pudesse estar sendo usado secretamente para enriquecer urânio na produção de armas nucleares.

Agora, os pesquisadores dizem não ter dúvidas de que a fonte de produção do composto está vinculada ao uso de espuma para isolamento térmico de casas.

‘Agente expansor’

Os CFC-11 funcionam como um eficiente agente expansor na fabricação de espuma de poliuretano, convertendo-as em isolantes térmicos rígidos usados, principalmente, como forro no teto de residências para reduzir o custo da eletricidade e a emissão de carbono.

O EIA entrou em contato com fábricas de espuma de poliuretano em dez províncias na China. Depois de várias conversas com executivos de 18 empresas, os investigadores concluíram que o composto químico estava sendo usado na maioria dos isolantes de poliuretano produzidos pelas empresas.

A razão é simples: os CFC-11 têm melhor qualidade e são muito mais baratos que os produtos alternativos. Apesar do CFC-11 ter sido banido, a fiscalização não é eficiente e, por isso, ele continua sendo usado.

Barris

“Ficamos totalmente chocados ao descobrir que as empresas eram muito abertas em confirmar que estavam usando o CFC-11 e, ao mesmo tempo, reconhecendo que era ilegal”, disse à BBC Avipsa Mahapatra, do EIA.

A EIA calcula que os gases produzidos na China estão ligados ao aumento das emissões observado no relatório da agência em maio. No entanto, embora os achados da EIA sejam considerados plausíveis, alguns especialistas acreditam que eles não explicariam, por si só, o atual elevado nível de emissão de gases que tem comprometido a camada de ozônio.

Stephen Montzka, da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (Noaa, na Sigla em inglês), disse à BBC que “o uso generalizado do CFC-11, que parece ser evidente na China com base no estudo (do EIA), é bastante surpreendente”.

Ele pondera, contudo, ser difícil analisar com precisão o cálculo das emissões provenientes do uso do CFC-11 para “saber se é realmente possível que essa atividade explique tudo ou quase tudo que estamos observando na atmosfera global”.

Por que a descoberta da EIA é importante?

balões lançados para coletar amostras de poluentesDireito de imagemALAMY
Image captionMisterioso aumento das emissões de gases foi identificado este ano e pesquisadores acreditam ter achado a fonte de emissão que estaria comprometendo a camada de ozônio

Ainda que o uso de CFC-11 em fábricas chinesas não seja o único ou mesmo o maior responsável pela emissão de gases que estão destruindo a camada de ozônio, a descoberta do EIA é importante por ter identificado que uma quantidade considerável de químicos ilegais continua sendo usada – com a capacidade em potencial de reverter a já observada recuperação da camada de ozônio.

A espuma de poliuretano fabricada na China representa quase um terço da produção global desse produto. Os pesquisadores calculam que a produção atrasará em uma década ou mais o objetivo de fechar o buraco que permite os efeitos nocivos da radiação solar.

Como a China é signatária do Protocolo de Montreal – tratado de 1987, mas que entrou em vigor dois anos depois -, seria possível impor sanções comerciais contra o país. Mas desde que o protocolo foi firmado, há mais de 20 anos, nenhum país foi punido com sanções e dificilmente será esse o caso para o uso de CFC-11 na China.

É provável que a China seja incentivada a reduzir a produção de CFC-11 e será aberta uma investigação com o apoio do secretariado do Protocolo de Montreal para averiguar a situação no país.

Nesta semana, representantes do Protocolo de Montreal se reúnem em Viena, na Áustria, para elaborar um plano na tentativa de solucionar o problema.

Fonte: bbc.com/portuguese

julho 6, 2018

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Antigo mosaico pode revelar como seriam os rostos dos apóstolos Pedro e Paulo

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Arqueólogos descobriram imagens em mural na cidade de Roma

Arqueólogos encontraram as mais antigas representações dos apóstolos Pedro e Paulo. As imagens faziam parte de um mosaico nas pequenas catacumbas de Santa Tecla, localizada a uns 500 metros da Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma.

No mesmo local há cerca de uma década foram encontrados ossos de um homem que especialistas do Vaticano identificaram como de Paulo, que sabidamente morreu em Roma.

Os ícones estavam em um mural, a quatro metros de profundidade, num cubículo de uma antiga tumba. Na verdade, a existência deste cubículo é conhecida desde 1720, mas as imagens estavam ocultas por uma grossa camada de cal.

Com a aplicação de novas técnicas da arqueologia, principalmente o uso do laser, eles foram revelados ao mundo. Apresentados pelo presidente da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra e do Pontifício Conselho para a Cultura, o cardeal Gianfranco Ravasi, acredita-se que as faces sejam a representação mais próxima das figuras bíblicas.

Ao contrário de muitos registros antigos, descobertos em igrejas no Oriente Médio, os desenhos dos 12 não são todos muito parecidos. Fabrizio Bisconti, professor de Arqueologia Cristã e Medieval da Universidade de Roma, explicou que após várias tentativas, o laser permitiu revelar os primeiros três ícones, que representariam Pedro, André e João.

Mais tarde foi revelado também o de Paulo. Fica claro como os primeiros cristãos conseguiram distinguir os rostos de cada um desses personagens.

Fonte: exibirgospel.com.br

julho 3, 2018

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Novo estudo sobre a formação da Terra mostra semelhanças com o relato de Gênesis

O astrônomo Hugh Ross, defensor do criacionismo, explica que um relatório científico sobre os estágios da formação da Terra se assemelha com a história da criação. Ele vê paralelos entre o relato no livro de Gênesis sobre o quarto dia, quando surgiram os luzeiros no céu, com o material que veio a público agora.

“Um novo estudo publicado na revista científica Astrophysical Journal mostra que uma névoa foi, pelo menos parcialmente, responsável pelo surgimento dos céus translúcidos que envolviam a Terra durante a primeira parte de sua história”, assegura Ross.

Ele acrescenta que “Gênesis 1 e outras passagens bíblicas também descrevem a atmosfera primitiva como nebulosa. O mesmo estudo demonstra, através de uma série de experimentos, como a neblina atmosférica da Terra foi diminuindo até o ponto que conhecemos hoje”, acrescentou.

Detentor de um Ph.D. em astrofísica pela Universidade de Toronto, Ross, que também é pastor, publicou vários livros mostrando como a ciência e as Escrituras se alinham em sua explicação para a criação do mundo.

O estudo analisado por ele foi conduzido pela Sociedade de Astronomia dos EUA, explica que investigou “o efeito do O² na formação e composição de aerossóis para melhorar nossa compreensão da formação de neblina na Terra Neoproterozóica”.

A presença de moléculas portadoras de oxigênio e a fixação de nitrogênio também desempenhavam um papel no equilíbrio de energia e no clima do planeta, algo que, como ressalta Ross, é mencionado em Gênesis.

“No quarto dia da criação, quando Deus disse: Haja luminares na expansão dos céus… e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos, Ele transformou a atmosfera da Terra”, explica Ross.

Segundo o astrônomo, editor do site “Razões para acreditar”, “Isso permitiria que os animais que Deus criou no quinto e no sexto dia podiam ver as posições do Sol, da Lua e das estrelas na vastidão do céu e isso regulava seus relógios biológicos.”

Conforme Ross destacou, o novo estudo analisou a falta de oxigênio como causa da translucidez atmosférica da Terra. O criacionista argumenta que o material científico “afirma a cronologia da criação em Gênesis 1, que a atmosfera da Terra passou de translúcida para transparente no 4º dia da criação, pouco antes de Deus criar os primeiros animais da Terra no quinto dia”.

“O estudo fornece ainda mais evidências de que quanto mais aprendemos sobre a natureza e seu registro, mais acumulamos boas razões para acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus autorizada, inspirada e inerrante”, disse ele.

Fonte: gospelprime.com.br