junho 29, 2018

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Cientistas descobrem moléculas necessárias para a vida em lua de Saturno

 

Encélado, lua de Saturno (Foto: Reprodução/Nasa)

Encélado, lua de Saturno (Foto: Reprodução/Nasa)

Cientistas descobriram a existência de complexas moléculas baseadas em carbono nas águas de Enceladus, uma lua de Saturno.

Até agora, tais moléculas só haviam sido encontradas na Terra e em alguns meteoritos.

Acredita-se que elas tenham sido formadas por reações entre a água e rochas mornas em um oceano subterrâneo de Enceladus.

Embora isso não seja um sinal de existência de vida, indica que a lua de Saturno pode ser capaz de abrigar organismos que já existam.

A descoberta foi feita pela análise de dados coletados pela sonda Cassini.

Precursoras necessárias para a vida

“Essas enormes moléculas contêm uma complexa rede geralmente constituída por centenas de átomos”, diz o autor do estudo, Frank Postberg.

“Trata-se da primeira detecção da história de organismos dessa complexidade em um ambiente aquático extraterrestre.”

Na Terra, tais moléculas geralmente são criadas biologicamente, mas esse pode não ser o caso em Saturno.

“Elas (moléculas) são precursoras necessárias para a vida”, explica Postberg. Mas, no que diz respeito à descoberta em Enceladus, “até o momento não sabemos se esses organismos são irrelevantes biologicamente ou se são sinais de vida ou de química prebiótica”.

Para que exista vida, é necessário haver água líquida, energia, matéria orgânica (compostos de carbono) e um grupo particular de elementos (hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre).

O fósforo e o enxofre jamais foram encontrados em Enceladus, mas os demais ingredientes estão presentes ali.

Próximos passos

A Cassini nunca foi projetada para detectar vida – na verdade, a missão espacial foi lançada antes mesmo que os cientistas soubessem a respeito das peculiares fontes de água emergindo do polo sul da Enceladus.

A sonda desintegrou-se em 2017, após passar 13 anos explorando Saturno – e tendo documentado, em 2005, a existência de gêiseres de água congelada ali.

Um detalhe importante é que já existe na Terra uma tecnologia capaz de distinguir se as moléculas encontradas em Saturno têm origem biológica.

“O próximo passo lógico”, diz Postberg, “é voltar em breve à Enceladus para descobrir se há vida extraterrestre ali.”

Fonte: g1.globo.com

junho 22, 2018

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Pesquisa mostra que transtornos mentais diferentes podem ter a mesma causa genética

Estudo publicado na revista “Science” nesta quinta-feira (21), mostra que transtornos mentais diferentes, como depressão e déficit de atenção, dividem o mesmo grupo de genes, e por isso, podem ter a mesma causa genética. O estudo faz parte do projeto BrainStorm Consortium, iniciativa de cientistas norte-americanos que tentam medir o peso que a genética tem em distúrbios psiquiátricos.

A pesquisa envolveu pesquisadores dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália e da Ásia e teve a coordenação de Ben Neale, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O primeiro autor foi Verneri Anttila, que faz o pós-doutorado no MIT.

“Este foi um esforço sem precedentes no compartilhamento de dados, de centenas de pesquisadores em todo o mundo, para melhorar nossa compreensão do cérebro” — Verneri Anttila (MIT).

Para chegar a essas conclusões, cientistas mediram a sobreposição de fatores de risco genéticos de 25 distúrbios psiquiátricos e neurológicos. Foram analisados dados de 215.683 pacientes e de 657.164 pessoas saudáveis (grupo-controle). Também pesquisadores consideraram o quadro clínico e características de quase 1,2 milhões de indivíduos.

Além das similaridades genéticas, a comparação entre os grupos e o mapeamento de genes traz dois desdobramentos importantes:

  1. A pesquisa reforça que pessoas com pais com distúrbios psiquiátricos têm mais chance de desenvolver condições similares;
  2. Distúrbios psiquiátricos diferentes estão relacionados a um mesmo conjunto de genes, mesmo que os sintomas se apresentem de formas diferentes.

Autores ressaltam que a descoberta mostra a necessidade do reconhecimento das similaridades entre as condições para que novas estratégias de tratamento sejam desenvolvidas.

Sobreposição genética entre diferentes doenças

Os resultados do estudo apontam que a sobreposição genética foi mais forte entre Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), transtorno bipolar, depressões mais graves e esquizofrenia.

Os dados também indicaram forte sobreposição genética entre anorexia nervosa e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), bem como entre TOC e síndrome de Tourette.

Entre os distúrbios neurológicos, houve fraca sobreposição de genes. Dados do estudo mostram que a doença de Parkinson, a doença de Alzheimer, a epilepsia e a esclerose múltipla, mostraram pouca ou nenhuma correlação genética entre si e com outros distúrbios cerebrais.

Cientistas dizem ser necessário uma maior quantidade de dados para analisar ainda qual o impacto da similaridade genética entre as diferentes condições.

Eles acreditam, no entanto, que a sobreposição de genes agora apresentada exerce uma forte pressão sobre as fronteiras clínicas estabelecidas entre os distúrbios mentais.

Fonte: g1.globo.com

junho 19, 2018

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Cientistas usam computadores para tentar entender o papel da religião na sociedade

Quando ocorre um desastre, as pessoas seguidamente recorrem à religião para encontrar consolo e apoio. O estudo “Faith after a Earthquake” [Fé depois do Terremoto], conduzido pelos cientistas neozelandeses Chris Sibley e Joseph Bulbulia tentou identificar como isso ocorre no cérebro humano.

Eles avaliaram o aumento na frequência às igrejas na cidade de Christchurch, Nova Zelândia, após o grande terremoto de 2011, que causou grande destruição na ilha. Com o passar do tempo, as coisas voltaram ao ritmo normal e a religião voltou a entrar em declínio na cidade, seguindo uma tendência identificada os últimos anos naquele país.

Todos os dados foram inseridos em um programa de computador, para tentar identificar um padrão. Eles fizeram uma comparação de dados sobre “valores e crenças religiosas”, tirado de um estudo divulgado em 2009. Contrastando com um levantamento de 2011, após o desastre natural, os resultados mostraram que as pessoas que viviam perto do terremoto se tornaram mais religiosa, pelo menos por algum tempo.

Existem modelos computacionais para simular a complexa mente humana. É bastante comum que engenheiros da computação façam experiências virtuais. O Projeto Modeling Religion , da Universidade de Boston (EUA) em parceria com a Universidade de Agder, na Noruega usou inteligência artificial para tentar avaliar como as sociedades mudam quando sob grande stress. Os dados da experiência na Nova Zelândia são apenas parte dele.

“Nosso estudo partiu do entendimento de que muitos aspectos da vida humana, incluindo a religião, são sistemas extremamente complexos. Atividades individuais, emoções e crenças religiosas têm efeitos de longo alcance. Coletivamente, eles influenciam tendências globais, como mudanças no poder político, declarações de guerra ou a própria organização da civilização”, explica Wesley Wildman, professor de Teologia que atua como consultor no projeto.

Ele revela que os dados coletados pelos pesquisadores sugerem que as pessoas recorrem à religião em situação de estresse, pois “procuram conforto e proteção quando estão com medo”. Uma série de simulações realizadas pelo sistema de inteligência artificial apontou que “os desastres ambientais afetaram a convicção religiosa. A presença de perigo, como terremotos ou surtos de doenças, mexeram como o mundo virtual do modelo[…]”.

Apesar de todo o esforço e da alta tecnologia usada, ficou evidenciado que a religião é algo “unicamente humano” e nem mesmo a inteligência artificial avançada consegue prever totalmente a extensão de sua influência. Mesmo assim, a conclusão é que, diante do desconhecido e da possibilidade da morte, a opção humana mais previsível é a busca de segurança, algo que as igrejas conseguem suprir melhor que qualquer outra instituição humana.

Fonte: gospelprime.com.br

junho 15, 2018

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Escultura encontrada em Israel pode provar a existência de reis bíblicos

A escultura da cabeça de um rei, datada de quase 3 mil anos, desencadeou um mistério moderno. Embora os pesquisadores tenham a confirmação do período bíblico, eles ainda tentam descobrir em qual rei o monumento foi inspirado.

Com 5 centímetros de altura, a escultura é um exemplo raro da arte de Israel no século 9 a.C. — um período associado a reis bíblicos. Requintadamente preservado, o monumento apresenta um pouco de barba perdida e uma coroa de ouro representando a realeza.

Arqueólogos descobriram a figura em 2017, durante escavações em um local chamado Abel-Bete-Maaca, localizado ao sul da fronteira de Israel com o Líbano, perto da moderna cidade de Metula.

O local deu lugar a uma aldeia palestina chamada Abil al-Qamh, que tem o nome derivado da cidade mencionada no livro dos Reis, de acordo com arqueólogos do século 19.

Durante o século 9 a.C., a antiga cidade estava situada entre três potências regionais: o reino aramaico em Damasco, a cidade fenícia de Tiro e o reino israelita, com sua capital em Samaria. O trecho de 1 Reis 15:20 menciona Abel-Bete-Maaca em uma lista de cidades atacadas pelo rei de Arameia, Ben-Hadade, em uma campanha contra o reino de Israel.

“Esta localização é muito importante porque sugere que o local pode ter mudado de mãos entre essas organizações, mais provavelmente entre Aram-Damasco e Israel”, disse a arqueóloga da Universidade Hebraica, Naama Yahalom-Mack, que liderou a escavação em conjunto com a Universidade Azusa Pacific, da Califórnia.

Em um movimento raro, arqueólogos e curadores do Museu de Israel em Jerusalém se apressaram em colocar a peça em exibição pública. Um relatório detalhado será publicado na edição de junho da revista Near Eastern Archaeology.

Eran Arie, curador da Idade do Ferro e Arqueologia Persa do Museu de Israel, disse que a descoberta é única. “Na Idade do Ferro, se existe alguma arte figurativa — e em grande parte não existe — é de muito baixa qualidade. E isso é de excelente qualidade”, comenta.

Como a datação através do carbono 14 não pode fornecer uma data mais exata de criação da estátua, a não seu século, o campo de candidatos em potencial é grande. Yahalom-Mack afirma que ela pode representar os reis bíblicos Ben-Hadade ou Hazael de Damasco, Acabe ou Jeú de Israel, ou Etbaal de Tiro.

“Estamos apenas adivinhando aqui, é como um jogo. É como dizer um ‘olá’ ao passado, mas não sabemos mais nada sobre isso”, declarou Yahalom-Mack.

Enquanto os estudiosos discutem se a cabeça era uma peça independente ou parte de uma estátua maior, a equipe da Universidade Hebraica deve reiniciar a escavação neste mês no mesmo local.

Fonte: guiame.com.br 

junho 12, 2018

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Como Jesus morreu? Descoberto esqueleto com raras evidências de crucificação

É apenas a segunda vez na história que um vestígio da cerimônia que, segundo a Bíblia, vitimou Jesus Cristo é achado.

O corpo de um homem, enterrado na Itália dois mil anos atrás, foi descoberto recentemente por arqueólogos. O esqueleto traz raros indícios do ritual de crucificação, que podem revelar mais detalhes sobre o ritual de execução ao qual Jesus foi submetido.

A crucificação era uma maneira relativamente comum de executar criminosos e escravos nos tempos do Império Romano, mas essa é apenas a segunda vez que que há evidências arqueológicas de como ela ocorria.

Na cidade de Gavello, a cerca de 40 quilômetros de Veneza, durante as escavações para a instalação de um oleoduto, pesquisadores encontraram os restos de um esqueleto. Esse achado, ocorrido em 2007, não gerou muito alvoroço na época.

Agora que os resultados do estudo foram publicados na edição de abril da revista científica Archaeological and Anthropological Sciences o assunto finalmente está ganhando atenção dos estudiosos.

Com idade entre 30 e 34 anos, os ossos do homem crucificado apresentavam lesões no calcanhar direito, coincidindo com as de uma crucificação. Eles indicam que seus pés foram atravessados com um grande prego, provavelmente em uma cruz de madeira.

O  corpo foi descoberto deitado de costas com os braços ao lado e as pernas esticadas. Porém, os autores do estudo, pesquisadores das universidades de Ferrara e Florença, na Itália, dizem que os ossos estão em má condições, com um osso do outro calcanhar faltando, e que não há  indícios de que tenha sido pregado nos pulsos.

No caso do “homem de Galvello”, pode ter sido um alívio. Uma das autoras do estudo, a antropóloga médica Emanuela Gualdi, disse ao Live Science que os braços podem ter sido amarrados à cruz. Isso também era comum, e justificaria a ausência de lesões nos pulsos.

Mesmo assim, a descoberta revela-se importante pela raridade. Apesar de ser frequentemente descrita em documentos históricos do Império Romano, quase não há sinais arqueológicos do que viria a se tornar o símbolo do cristianismo.

A doutora Gualdi disse que, “neste caso específico, apesar das condições precariamente preservadas, podemos demonstrar a presença de sinais no esqueleto que indicam uma violência semelhante à de uma crucificação”.

A importância da descoberta está no fato de este ser apenas o segundo caso do tipo documentado no mundo. Os outros restos mortais de uma vítima da crucificação foram encontrados em 1968, na escavação de túmulos da era romana em Jerusalém.

Primeiro caso

O arqueólogo grego Vassilios Tzaferis encontro um prego com 18 centímetros de comprimento preso a um pedaço de madeira de oliveira, que fizera parte de uma cruz onde um homem foi pendurado para morrer. A peça está em exibição no Museu de Israel.

Foto de Ilan Shtulman

Dessa vez, o achado não foi em um túmulo, mas enterrado diretamente no chão, sem nenhum tipo de material funerário que pudesse oferecer detalhes de quem se tratava. Os indícios mostram que provavelmente se trata de um escravo subnutrido que foi executado, indicado pela ausência de qualquer tipo de ritual fúnebre.

Os registros históricos indicam que os romanos aprenderam sobre a crucificação com os cartagineses. Passaram a usar o ritual como uma forma de punição capital por quase mil anos. A prática só acabou quando foi banida pelo imperador Constantino, no quarto século d. C.

O objetivo principal da crucificação era causar o máximo de dor possível por um longo período de tempo. Geralmente, as vítimas eram pregadas pelos pulsos e pés, e deixadas para morrer lentamente, algo que podia levar vários dias.

Fonte: gospelprime.com.br

junho 8, 2018

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Moedas dos tempos de Esdras são achadas em Jerusalém

Cinco moedas que datam da época de Esdras foram descobertas em Jerusalém, consideradas um “achado raro” pelos arqueólogos.

As moedas, feitas de prata, medem cerca de sete milímetros de diâmetro e datam do quarto século a.C. Três delas estão intactas e legíveis.

“Ao longo dos 150 anos de escavações arqueológicas em todos os locais da antiga Jerusalém, apenas cinco dessas moedas foram encontradas”, disse Zachi Dvira, do Projeto de Peneiramento do Monte do Templo, ao YNet. “Nós encontramos agora três moedas inteiras, junto com duas erodidas, aparentemente da mesma série, e acreditamos que encontraremos mais num futuro próximo.”

Os persas governavam o reino durante o tempo em que as moedas foram cunhadas. As inscrições são das letras YHD, que fazem referência ao nome da província persa de Yehud (Judeia). A figura da face é de uma coruja, provavelmente uma cópia das moedas gregas.

Primeiras moedas

As moedas são da época em que os judeus foram autorizados pelo rei persa Ciro a retornar a Jerusalém, em 538 a.C. para construir o templo. Tais eventos são relatados no livro de Esdras.

O fato de cinco dessas moedas terem sido encontradas no Monte do Templo nos instrui, disse Dvira, sobre a “vida administrativa que ocorre no Templo e no Monte”.

Ele acredita que as peças possam ter sido cunhadas no próprio Monte do Templo, já que “todas as instituições governamentais estavam perto do Monte do Templo, do qual se inspiravam para suas atividades”.

Pelo costume bíblico, os peregrinos traziam os primeiros frutos das colheitas para o Templo, especialmente na época da festa de Shavuot [Primícias], e também traziam dízimos, doações e outros presentes. A lei bíblica permitia que eles poderiam ser substituídos por prata ou moedas.

“Esta pode ser a razão pela qual quando as moedas começaram a entrar em uso em Judá, a prata foi o metal mais usado”, disse ele. Mas o aspecto mais importante da descoberta é que “estas foram as primeiras moedas já cunhadas pelos judeus”, comemora o Dr. Dvira. “Elas mostram o retorno do povo à sua terra após o exílio babilônico e sua capacidade de manter laços diplomáticos com o império então dominante, a Pérsia”.

O doutor acrescenta que “é irônico que em um momento em que os iranianos estão falando abertamente em destruir Israel, essas moedas mostram uma época em que o regime persa era favorável aos judeus e lhes permitia viver em Israel com dignidade”.

Fonte: gospelprime.com.br

junho 5, 2018

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Astrônomo diz que ciência se aproxima da descoberta de vida fora da Terra

A ciência está cada vez mais próxima de fazer uma descoberta que desperta a curiosidade humana há décadas: a existência de vida fora do planeta Terra. De acordo com o astrônomo Gustavo Porto de Mello, são grandes as possibilidades de essa notícia ser dada nos próximos dez anos.
Segundo ele, alguns corpos celestes têm surpreendido os cientistas por apresentarem possibilidades de abrigar vida, ainda que microscópica. Se até pouco tempo Marte era o favorito para dar essa boa nova, após a descoberta de água em seu subterrâneo, agora, com as recentes confirmações da presença de água em duas luas do Sistema Solar (Europa, do planeta Júpiter; e Encélado, de Saturno), os indícios de vida extraterrena ficaram ainda maiores.
Quem mais tem instigado os cientistas sobre a possibilidade de abrigar vida é a lua Europa.
“Essa lua desperta interesses desde as primeiras visitas das sondas Voyager, da Nasa [agência espacial norte-americana], que, no final dos anos 70, mostraram o satélite completamente coberto de gelo, com uma superfície lisa e sem crateras, o que indica estar sendo renovada”, disse o astrônomo Gustavo Porto de Mello, professor no Observatório do Valongo, no Rio de Janeiro.
Segundo ele, os dados obtidos posteriormente pela sonda Galileu confirmaram essa conclusão. “Aparentemente havia algum tipo de atividade interna dentro dessa lua [Europa], que mantinha o gelo renovado de forma constante. A maneira mais fácil de entender esse efeito na superfície é supor que existe um oceano, possivelmente de grandes dimensões, abaixo do gelo”.
A Missão Cassini, em Saturno, observou também esse tipo de atividade na lua Encélado. A atividade interna do satélite foi capaz de manter a água líquida abaixo da superfície e ejetar água na forma de gêiseres. Imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble detectaram possíveis evidências de água jorrando também da superfície de Europa.
Gustavo Mello explica que, embora a sonda Galileu não tenha identificado água diretamente por meio de fotografia, foi observada uma distorção do campo magnético em Europa que, de acordo com os autores do estudo, deveria ter sido causada por emissões de água. “Ao ser enviada ao espaço, essa água é alterada pela luz do sol, gerando uma carga elétrica capaz de distorcer o campo magnético daquela lua. Foi isso o que a sonda mediu.”
A partir desses dados, foram feitas simulações por meio de computadores que reproduziram as características das plumas de água observadas pelo Hubble em Europa. Os resultados apresentaram medidas muito parecidas com as observadas pela Galileu.
“Surgiu então mais uma evidência, dentro de um corpo de evidências muito grande e acumulado há quase 30 anos, de modo que já dá para se afirmar com muita segurança que deve haver um oceano bastante extenso de água líquida debaixo da superfície de Europa”, destacou o astrônomo.
Segundo ele, a expectativa é que, diante de tantos dados, a descoberta de algum tipo de vida extraterrena ocorra em menos de dez anos. “Estou cada vez mais otimista de que encontraremos vida [extraterrena] nos próximos anos. Seja em um lugar como Europa ou Marte, seja em algum planeta [orbitando] em outra estrela, através da detecção do oxigênio na atmosfera. Vamos detectar alguma evidência clara. Possivelmente apenas de vida microbiana, mas já é um grande ponto de partida.”
De acordo com o astrônomo, existe uma grande divisão nas escolas de astrobiologia sobre a chance de se detectar uma biosfera complexa, com animais multicelulares e inteligência, como a terrestre. “É uma questão complicada e sem resposta clara, mas quase todo mundo concorda que vida microbiana, unicelular, simples, vai ser detectada”.

Europa Clipper

Mello tem grandes expectativas em relação à missão Europa Clipper, que está sendo planejada pela Nasa para explorar a lua de Júpiter nos primeiros anos da próxima década.
“Isso é importante porque nos últimos anos a Nasa vinha colocando muita ênfase em Marte, que é um planeta parecido com a Terra. Mas esses resultados recentes de Europa mostram uma mudança de pensamento, de modo que vai haver missões biológicas com o objetivo de buscar vida em lugares que são substancialmente diferentes da Terra”.
Segundo ele, é bastante possível que, caso sejam encontrados organismos vivos em Europa, eles sejam similares às chamadas bactérias termófilas encontradas na profundidade dos oceanos do planeta Terra.
“Da maneira como entendemos a vida na Terra, para haver vida é necessário haver três ingredientes: água líquida; uma certa química, principalmente a química orgânica do carbono, com moléculas capazes de fazer ligações; e energia, que aqui na Terra é principalmente fornecida pela luz do sol”, explicou o cientista.
No caso de Europa, a vida pode ter se desenvolvido abaixo do gelo. “Com a presença de água e com a química do carbono que já sabemos estar presente na composição do satélite. Havendo energia interna, teremos os três ingredientes necessários à vida”, acrescentou o astrônomo ressaltando que, nesse caso, seria algum tipo de vida marinha baseada na energia interna do satélite, e não na luz do sol.
Diante da curiosidade que assuntos como esse despertam nas pessoas, o Observatório do Valongo criou o projeto Vida no Universo. Por meio dele, os visitantes poderão se informar sobre diversos tipos de corpos celestes, além de eventos cósmicos e biológicos que podem vir a responder a velha e clássica pergunta: “Será que estamos sós?”.

junho 1, 2018

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“Eu vejo a mão de Deus nas maravilhas do espaço”, diz cientista da NASA

Por mais de uma década, o cientista da NASA, Adam Szabo vem trabalhando na missão de US$ 1,6 bilhão, da Sonda Solar Parker.

Szabo disse à CBN News: “Eu vejo a mão de Deus nas maravilhas do espaço e até mesmo a nossa existência aqui na terra não poderia acontecer sem um Criador divino”.

A missão enviará uma sonda sobre o tamanho de um automóvel compacto no espaço. Ele fará 24 órbitas ao redor do sol.

A Obra de Deus em exibição no espaço

Em sua abordagem mais próxima, a sonda Parker Solar voará a cerca de 5,2 milhões de quilômetros da superfície do Sol, mais de oito vezes mais próxima que qualquer outra nave espacial e mais de oito vezes mais próxima que Mercúrio.

Szabo diz que vê a mão de Deus nas maravilhas do espaço todos os dias.

“Quando eu olho para quanta energia existe no sol e toda essa energia vindo em nossa direção, ainda assim essa energia seria extremamente perigosa se nós estivéssemos diretamente expostos a ela. Olhe para esta espaçonave. Apenas pelo fato de voarmos por lá [o sol] nós tivemos que tomar medidas de proteção extremas, apenas coisas robóticas sobrevivem, independente dos seres humanos”, disse Szabo.

A Missão da Sonda Espacial Parker

Com lançamento previsto para 31 de julho de 2018, de Cape Canaveral, Flórida, a Sonda Solar Parker estudará como o calor e a energia se movem através da atmosfera do sol, conhecida como a coroa, que é mais quente que a superfície do sol.

Ele enviará os dados de volta à Terra, onde os cientistas da NASA explorarão o que acelera os ventos solares que afetam a Terra e outros planetas.

A sonda tem o nome de Eugene Parker, que foi quem primeiro formulou a hipótese de que a matéria de alta velocidade e o magnetismo escapavam constantemente do sol e afetavam os planetas e o espaço em todo o nosso sistema solar.

Este fenômeno agora é conhecido como o “vento solar”.

Sonda Solar Responderá a Muitas Perguntas

“A Parker Solar Probe vai responder a perguntas sobre a física solar que nos têm intrigado por mais de seis décadas”, disse em um comunicado a cientista do projeto Parker Solar Probe, Nicola Fox, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.

“É uma espaçonave carregada de avanços tecnológicos que resolverão muitos dos maiores mistérios sobre nossa estrela, inclusive descobrir por que a coroa solar é muito mais quente do que a superfície. E estamos muito orgulhosos de poder levar o nome de Gene conosco nesta incrível viagem de descoberta”, acrescentou.

Seis instrumentos a bordo também medirão os campos elétricos e magnéticos do sol, bem como seus ventos solares e outros fenômenos.

O clima espacial pode não soar como algo que nos preocupa aqui na Terra, mas os cientistas estimam que os eventos solares que acontecem sem aviso poderiam causar trilhões de dólares em danos aos EUA e uma séria ejeção de massa coronal, ou CME, poderia deixar partes do país sem energia por um ano ou mais.

A sonda será lançada dentro de um foguete Delta IV de Cabo Canaveral, na Flórida.

Os cientistas dizem que a coisa mais difícil será dizer adeus a ela para sempre.

Sonda carrega 1,1 milhão de nomes

A sonda levará mais de 1,1 milhão de nomes de pessoas ao sol em julho, disse a agência espacial norte-americana.

Em março de 2017, o público foi convidado a enviar seus nomes para o sol a bordo da primeira missão da humanidade para “tocar” uma estrela.

Um total de 1.137.202 nomes foram apresentados, e um cartão de memória com os nomes foi instalado na espaçonave em 18 de maio – três meses antes do lançamento programado em 31 de julho.

O cartão foi montado em uma placa com uma dedicatória e uma citação do homônimo da missão, Eugene Parker.

Fonte: guiame.com.br