dezembro 29, 2017

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Arqueólogos encontram ruínas da cidade de Corinto

Novas escavações arqueológicas no antigo porto da cidade bíblica de Corinto, revelam partes pouco conhecidas da história. Um terremoto atingiu o local, deixando parte de Corinto no fundo do mar. De acordo com a Bíblia, ela foi visitada pelo apóstolo Paulo, no período em que esteve sob o domínio do Império Romano. Também é mencionada nas duas cartas que Paulo escreveu aos membros da igreja naquela cidade.

Arqueólogos da Grécia e da Dinamarca estão investigando o porto de Lechaion, que ficou submerso. Também investigam o porto de Kenchreai. Eles descobriram ruínas que mostram traços de engenharia romana e prédios muito antigos.

 “Por quase duas décadas, fiquei procurando o contexto arqueológico perfeito, onde todo o material orgânico normalmente não encontrado em terra estivesse preservado”, explica Bjørn Lovén, diretor do projeto. “O potencial para mais descobertas únicas é inacreditável”.
A estrutura portuária, localizada no golfo de Corinto, antes do terremoto ligava a cidade de Corinto com as rotas comerciais na região. Isso ajudou a acumular grandes riquezas.

Os romanos destruíram Corinto no ano 146 a.C. quando conquistaram a Grécia. O imperador Júlio César reconstruiu a cidade e seus portos no ano 44 a.C. A cidade tinha uma posição estratégica no mar Mediterrâneo em seus dias.

 A história registra que o porto foi atingido por um terremoto no início do século 7 d.C., mas os alicerces de madeira e outros artefatos encontrados estão bem preservados.
“Essas estruturas de madeira extremamente raras que encontramos nos estágios iniciais de Lechaion nos dão esperança que encontremos outros materiais orgânicos, como ferramentas, mobiliário, bem como pedaços de prédios e navios naufragados, que eram feitos de madeira.  Há um potencial imenso, sendo importante sublinhar que muito raramente encontramos material orgânico em terra na região do Mediterrâneo central”, destacou Lovén.

O Projeto Porto de Lechaion é uma parceria entre o Instituto Dinamarquês em Atenas, a Universidade de Copenhague e o Éforo Grego de Antiguidades Subaquáticas. Com informações Christian Post

Fonte: gospelprime.com.br

dezembro 26, 2017

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Judeus inauguram sala de oração no subterrâneo do “Santo dos Santos”

No dia 18 de dezembro, judeus praticantes de todo mundo acenderam a sétima vela de Chanuká. A cerimônia no Muro das Lamentações foi realizada pelo rabino-chefe de Jerusalém, Aryeh Stern, e por Eli Groner, diretor-geral do gabinete do primeiro-ministro. Imediatamente após as velas serem acesas, uma nova sinagoga foi inaugurada nos túneis que ficam nos subterrâneos do Muro. A nova sala de oração é o resultado de 12 anos de trabalho de construção e de preservação arqueológica. O objetivo era oferecer conforto e, ao mesmo tempo, preservar a impressionante caverna onde ficam os túneis.

A sinagoga está localizada em frente à “Grande Pedra”, mais de 30 metros abaixo do local em que se acredita ficar o Santo dos Santos no Templo judeu.
Escultura de metal cujo topo lembra a sarça ardente vista por Moisés

O design único desse local de oração combina a estrutura milenar com uma moderna “arca redonda”, uma escultura de metal cujo topo lembra a sarça ardente vista por Moisés. Nela estão gravados os versículos da “Shema Yisrael” (Deuteronômio 6:4-9), além de um trecho de Cântico dos Cânticos.

O local de culto contém aproximadamente uma centena de bancos, com um grande bima de madeira redonda. O piso é todo de mármore e iluminação planejada para dar um aspecto único, combina o antigo e o novo. A pequena sinagoga está aberta a qualquer pessoa que deseja estudar as Escrituras, dedicar-se à oração e buscar ao Criador num local com grande significado histórico. Nas próximas semanas, a Fundação do Patrimônio do Muro das Lamentações irá divulgar os horários em que serão realizados cultos de oração na nova sinagoga. Com informaçõesIsrael National News

Fonte: gospelprime.com.br

dezembro 19, 2017

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No livro Sinais – Como percebê-los – de Robson Rodovalho você vai entender os sinais do Universo

Quer ter olhos para enxergar, ouvidos para ouvir e um coração preparado para perceber tudo aquilo que Deus tem para você? No livro Sinais – Como percebê-los, do físico Robson Rodovalho você vai  perceber e entender os sinais do Universo, um dos desafios recorrentes dessa geração.
Na obra,  o autor instiga o leitor a abrir os olhos para enxergar além do cenário projetado e mostra como Deus fala por meio de várias formas, e cabe a cada um ouvir a Sua voz e entender o Seu chamado.
“Acho muito triste alguém viver uma vida inteira sem perceber o que Deus tem a dizer e mostrar para ele. Ou seja, tem olhos e ouvidos que são perfeitos, mas que não conseguem entender os sinais. Só enxerga aquilo que é matéria, que está na sua frente, os aspectos materiais”, afirma.
Esse livro tem o potencial de te levar a um novo nível de discernimento sobre as realidades espirituais. Não perca tempo! Ficou interessado? Saiba mias em www.sarabrasil.com.br

dezembro 15, 2017

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Ciência identifica alterações motoras causadas por doenças neurológicas

Tropeçar ou dar de frente com outra pessoa em uma faixa de pedestre. Esses são alguns exemplos de situações corriqueiras em que é necessário um esforço considerável para cessar o movimento do corpo e evitar se machucar. Para que essa reação de defesa ocorra, é preciso a atividade de no mínimo três áreas cerebrais, segundo cientistas americanos. Os investigadores identificaram a atividade neural responsável pela parada motora brusca e mostraram que milissegundos podem fazer a diferença no sucesso de sua execução. Os achados, publicados na última edição da revista Neuron, também podem ajudar a entender alterações motoras sofridas em decorrência de problemas neurológicos, algumas recorrentes no envelhecimento.

O objetivo principal da investigação era entender o que acontece no cérebro quando se tenta inibir uma ação inadequada ou indesejável sob uma determinada circunstância, como o ato de frear ao se deparar com um sinal vermelho no trânsito. “A questão é quando conseguimos parar, como fazemos isso? O que precisa acontecer para que possamos cessar a tempo?”, conta ao Correio Kitty Z. Xu, ex-aluno de pós-graduação da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo e, atualmente, pesquisador do site Pinterest.

Para desvendar esse mistério, Kitty Z. Xu e os colegas testaram um jogo eletrônico em humanos e macacos. Enquanto eram monitorados neuralmente, os dois grupos faziam um trajeto na tela de um computador e ficavam diante de duas figuras geométricas distintas: uma azul, que significava parar, e outra amarela, que significava ir. Um círculo preto aparecia durante a exibição do vídeo, fazendo com que os participantes movessem os olhos rapidamente para desviar desse obstáculo.
Por meio de monitoramento neural, os pesquisadores observaram que três regiões foram ativadas quando os analisados precisavam realizar as paradas: duas áreas no córtex pré-frontal e outra no córtex pré-motor. A descoberta contraria estudos que mostram apenas uma região como responsável pela tarefa. “Pesquisas anteriores sugerem que a área do cérebro chamada córtex pré-frontal ventro-lateral direito (rVLPFC, em inglês) é exclusivamente responsável pela parada voluntária, ou seja, se você perde a função dessa área em uma lesão ou inativação, essa tarefa não pode mais ser realizada”, explica  Kitty Z. Xu.
Segundo o pesquisador, o estudo conduzido por ele e a equipe sinaliza que essa explicação é muito simples. “Vimos que existem pelo menos duas sub-regiões no rVLPFC ligadas a isso, e que essa tarefa não é exclusiva do córtex pré-frontal.  Quando tentamos parar um movimento do corpo no último segundo, isso requer uma coreografia extremamente rápida entre várias áreas distintas do cérebro”, diz.
Além da necessidade das três áreas do cérebro se conectarem, o sucesso da parada motora brusca depende do tempo, ressalta o pesquisador. “Vamos supor que você esteja dirigindo e se aproximando de um sinal quando a luz fica amarela. Você decide acelerar e passar a tempo. Mas logo depois de enviar essa decisão para a parte do cérebro que moverá seu pé para atingir o acelerador, você percebe um carro da polícia e muda de ideia. Quem ganhará essa disputa? A resposta é: quanto mais cedo você vir o carro da polícia depois de decidir passar pelo sinal, melhor será a sua chance de poder frear e desistir do plano inicial”, ilustra Kitty Z. Xu.
Segundo o pesquisador, em uma situação como essa, se a pessoa tenta mudar de ideia em até 100 milésimos de segundos, provavelmente conseguirá. “Se demorar 200 milissegundos ou mais, terá de manter o plano original. Isso ocorre porque o sinal original emitido pelo cérebro já está a caminho dos músculos e não existe um retorno dessa informação”, completa.

Quedas

Os achados podem ajudar a entender também mudanças que ocorrem em relação ao desempenho motor ao longo da idade. “Sabemos que pessoas com danos nessas partes do cérebro têm problemas para mudar planos ou ações inibitórias”, destaca Susan Courtney, professora de ciências psicológicas e sociais na Universidade Johns Hopkins e uma das autoras do estudo.
Na demência essas áreas cerebrais podem não se comunicar corretamente ou não interagir rápido o suficiente. Isso ocorre, segundo Susan Courtney, porque, quando envelhecemos, o cérebro diminui e leva-se mais tempo para encontrar palavras e tentar fazer mudanças de planos. “Alterações nessa atividade podem ser a razão pela qual os idosos caem mais”, ressalta.
Para a pesquisadora, desvendar os mecanismos ligados à parada brusca do movimento poderá auxiliar a área médica em outras áreas. “Ainda estamos no começo, mas acreditamos que saber mais sobre como o cérebro pode parar uma atividade pretendida também pode ser revelador para aqueles que lidam com vícios”, complementa Courtney.

Multifatorial

Amauri Araújo Godinho, neurocirurgião do Hospital Santa Lúcia em Brasília e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN), acredita que a pesquisa norte-americana ressalta que uma das áreas cerebrais estudadas já havia sido relacionada à capacidade de controle. “A área pré-frontal foi ligada a esse tipo de ação, uma região responsável pelo ‘juízo’. Antigamente, quando não existiam exames de imagem neuronal, muitos pacientes que sofriam com um tumor nessa região do cérebro eram diagnosticados com problemas psicológicos, já que a doença fazia com que tivessem um comportamento inconveniente, e o mais trágico dessa história é que esses tumores eram tratáveis”, ressalta.
Apesar de reforçar a ligação do córtex pré-frontal com a parada brusca, Godinho ressalta que o mecanismo responsável por essa tarefa cotidiana é mais complexo do que se imagina. “São descobertas interessantes, mas devemos acrescentar que outras regiões do cérebro devem estar envolvidas nesse mecanismo. Quando relacionamos também as mudanças que ocorrem com a idade, temos de levar em consideração outros fatores que podem influenciar nas quedas mais frequentes, como alterações na marcha (passos), incontinência urinária e artrose, por exemplo”, diz.
Ainda estamos no começo, mas acreditamos que saber mais sobre como o cérebro pode parar uma atividade pretendida também pode ser revelador para aqueles que lidam com vícios”
Susan Courtney, professora de ciências psicológicas e sociais na Universidade Johns Hopkins e uma das autoras do estudo.

dezembro 12, 2017

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Técnica de reparo do DNA pode tratar problemas como doença renal e diabetes

Valdo Virgo/CB/D.A Press

Principal aposta da medicina para correção de erros genéticos e cura de doenças crônicas, a técnica de edição CRISPR-Cas9 tem, porém, uma limitação. Como, para retirar as sequências defeituosas, é preciso cortar um pedaço do DNA, isso abre caminho para a formação de novas mutações. Por isso, laboratórios de todo o mundo estão atrás de um aprimoramento que permita alterar o que está errado sem, contudo, mexer na estrutura de dupla hélice. Foi o que conseguiu agora uma equipe do Instituto Salk, da Califórnia, que descreveu o novo método na edição de ontem da revista Cell. Os cientistas testaram, com sucesso, a adaptação em ratos com doença renal aguda, diabetes e distrofia muscular.

O CRISPR, sigla em inglês para “grupos de repetições palindrômicas curtas regularmente espaçadas”, é, na realidade, um mecanismo natural do qual as bactérias lançam mão há bilhares de anos para se proteger de infecções virais. Ela incorpora uma cópia do DNA estranho e cria um registro de todos que tentam invadi-la. Cada vez que um novo micro-organismo intruso é identificado, a bactéria recorre a esse registro e usa isso para destruí-lo. Nos últimos anos, cientistas começaram a adaptar o mecanismo para a edição do genoma, com potencial de curar doenças e aperfeiçoar organismos — incluindo o humano.

Porém, há um risco grande de que o sistema CRISPR-Cas9 corte e troque de lugar as sequências erradas, introduzindo novas mutações. “A taxa de erro é, às vezes, de 10 a 20%”, conta Anatoly Kolomeisky, professor de química da Universidade Rice, que não está envolvido no estudo da Cell. Recentemente, ele ajudou a desenvolver um modelo computacional para identificar o mecanismo pelo qual as proteínas CRISPR-Cas9 encontram os alvos da edição. “Nos casos de erros, temos duas hipóteses: uma é a de que os vírus mutem muito rápido e talvez o pedaço do genoma que a bactéria estava tentando editar alvos que se modificaram ligeiramente. A outra é de que, como existem proteínas capazes de corrigir erros, então, se não houver tantos cortes errados, o sistema pode suportar isso”, afirma.

Porém, se a ciência pretende usar o mecanismo justamente para corrigir e curar doenças, esses erros não podem ocorrer. “Embora muitos estudos tenham demonstrado que o CRISPR-Cas9 pode ser uma poderosa ferramenta para terapia genética, há preocupações crescentes sobre mutações não desejadas geradas pelas quebras nas duplas hélices. Mas fomos capazes de contornar esse problema”, diz o principal autor do estudo publicado ontem, Juan Carlos Izpisua Belmonte, professor do Laboratório de Expressão Genética do Instituto Salk.

Condutora

No sistema original, uma enzima chamada Cas9 — a “tesoura”, pois é ela que corta o DNA — é adicionada a um RNA guia, que, como o nome diz, conduzirá a ferramenta de edição até o local alvo do genoma. Recentemente, alguns pesquisadores começaram a usar uma forma da enzima, a dCas9, que, embora possa identificar a sequência, é incapaz de cortá-la. Em vez disso, ela é associada a fatores de ativação transcripcionais, moléculas que funcionam como um “interruptor”, ligando e desligando os genes.

Essa inovação foi comemorada no campo científico, mas ainda restava um problema a resolver. A dCas9 ficou grande demais para ser colocada dentro dos adenovírus (AAVs), usados como meio de transporte da ferramenta até o DNA. O que a equipe de Belmonte fez foi encontrar uma forma de levar a enzima e o RNA mensageiro às sequências alvo, reorganizando as peças do maquinário. Para isso, utilizaram-se dois adenovírus. Um transportou a dCas9. No outro, viajaram o RNA e os “interruptores”. “Tivemos que melhorar o RNA guia para ter certeza de que todas as peças terminariam no locar desejado, e que o gene alvo fosse fortemente ativado”, diz Belmonte.

“Basicamente, usamos um RNA guia modificado para levar o ativador transcriptacional para trabalhar com a Cas9 e conseguimos levar esse complexo à região do genoma em que estávamos interessados”, resumiu, em nota, Hsin-Kai Liao, coautor do artigo da Cell e pesquisador do laboratório. “O complexo chega à parte alvo do DNA e promove a expressão do gene, sem fazer cortes. Técnicas similares poderão ser usadas para, virtualmente, ativar qualquer padrão genético, sem o risco de introduzir mutações perigosas”, afirma Fumiyuki Hatanaka, que também assina o artigo.

Para testar a viabilidade da técnica, os cientistas fizeram demonstrações em modelos animais. Em uma delas, conseguiram reverter danos renais agudos em ratos cujos genes haviam sido silenciados ou danificados propositalmente no laboratório. O maquinário também foi usado para induzir células do fígado a se diferenciarem em estruturas pancreáticas, que produzem insulina e, assim, parcialmente recuperar o organismo de um rato com diabetes 1. Por fim, a equipe conseguiu que o complexo recuperasse o crescimento e a função muscular em modelos de cobaias com distrofia muscular, doença causada por uma mutação genética. “Em vez de tentar corrigir o gene mutado, aumentamos a expressão de outros genes que fazem o mesmo papel. Assim, eles sobrepõem os efeitos do gene danificado. Não estamos corrigindo a variante, ela ainda está ali, mas estamos trabalhando no epigenoma (a expressão genética) e isso, nos testes, foi suficiente, por exemplo, para recuperar a função muscular dos ratos”, explica Belmonte.

Como a técnica não provocou novas mutações, ela foi considerada segura, inicialmente. Agora, os pesquisadores estão desenhando outros estudos para reforçar se, de fato, será viável. “Nós ficamos muito animados com os resultados que tivemos com os animais”, diz Fumiyuki Hatanaka, explicando que outras doenças com fundo genético poderão ser revertidas pelo complexo. Para o chefe do laboratório, é possível que, no futuro, a Cas9 “turbinada” pelos interruptores possa tratar, por exemplo, distúrbios neurológicos, como Alzheimer. Até hoje, não houve sucesso nas tentativas de edição do genoma em células cerebrais, mas Juan Carlos Izpisua Belmonte acredita que seja uma questão de tempo.

Fonte: correiobraziliense.com.br

dezembro 8, 2017

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Manuscrito com ensinamentos de Jesus a Tiago é descoberto por arqueólogos

Fragmento da biblioteca de Nag Hammadi, uma coleção de 52 textos do cristianismo primitivo. (Foto: Wikimedia)

Fragmentos de um manuscrito de 1.600 anos de idade, que descrevem ensinamentos de Jesus para seu irmão Tiago, foram descobertos por estudiosos bíblicos no Egito.

O texto em grego, que descreve os ensinamentos de Jesus sobre o céu e eventos futuros, se refere a Tiago como irmão de Jesus, embora “não materialmente”.

O manuscrito foi unido à biblioteca de Nag Hammadi, uma coleção de 52 textos do cristianismo primitivo, datados entre os séculos 2 e 6 d.C., descobertos em 1945 perto da cidade de Nag Hammadi, no Alto Egito.

“Esta nova descoberta é significativa em partes, porque demonstra que os cristãos ainda estavam lendo e estudando os escritos extra-canônicos muito tempo depois de serem considerados heréticos”, disse Geoffrey Smith, professor de estudos religiosos na Universidade do Texas e um dos pesquisadores que fez a descoberta.

Escrito na língua copta, o manuscrito antigo descreve ensinamentos de Jesus para Tiago, a quem ele frequentemente se refere como “meu irmão”. Jesus observa que Tiago não é um verdadeiro irmão, no entanto, afirmando que “não é meu irmão materialmente”.

“O texto complementa o relato bíblico da vida e do ministério de Jesus, nos permitindo acesso às conversas que, supostamente, ocorreram entre Jesus e seu irmão, Tiago — ensinamentos secretos que permitiram que Tiago fosse um bom professor após a morte de Jesus”, disse Smith.

Análise

O texto é considerado herético pela Igreja Ortodoxa Copta, pois teria caído estaria fora dos limites canônicos estabelecidos por Atanásio, arcebispo de Alexandria no século 3 d.C. Em sua “39ª Carta Pascal”, Atanásio definiu o Novo Testamento como composto por 27 livros: “Ninguém pode adicionar nada a eles, e nada pode ser tirado deles”, decretou.

Este manuscrito é uma cópia que provavelmente foi escrita por alguém que estava aprendendo a ler e escrever grego, utilizando como base o manuscrito original, segundo pesquisadores. Eles explicam que a caligrafia uniforme do texto, bem como suas palavras separadas em sílabas, sugerem que foi escrito por um acadêmico.

“O escriba dividiu a maior parte do texto em sílabas usando pontos médios”, afirmou o professor co-autor do estudo, Brent Landau. “Tais divisões são muito incomuns em manuscritos antigos, mas elas aparecem frequentemente em manuscritos que foram usados em contextos educacionais. O professor que produziu esse manuscrito deveria ter uma afinidade particular com o texto”.

Os pesquisadores indicam que o manuscrito não parece ser um resumo do texto original, como era comum em exercícios escolares, mas sim uma cópia completa dessa escritura antiga.

Fonte: guiame.com.br

dezembro 5, 2017

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Drones ajudam na descoberta de Vilarejo e Templo Edomita na Judeia

 Arqueólogos que utilizam drones descobriram o que parece ser um templo Edomite raro datado de 2.200 anos atrás que está no meio de uma zona de fogo das Forças de Defesa de Israel. A estrutura parece ter sido destruída por forças judaicas, possivelmente sob o comando de Judas o Macabeu , que então converteu os moradores sobreviventes. A estrutura poderia ter sido um templo, ou um palácio, e, em qualquer caso, parece ter sido destruída em uma das transtornos incessantes da região.

Neste caso, o edifício, evidentemente grande, pode ter sido destruído durante a conquista dos Hasmonaítas na região, por volta de 112 AC. Após a vitória a lonhagem dos Hasmonaítas obrigaram os habitantes locais a se converter ao judaísmo.

A estrutura foi encontrada em uma colina em Horvat ‘Amuda, na região de Lachish, a Laquis da Bíblia. Após décadas estar longo do público por décadas, devido ao seu uso para o treinamento militar, as escavações começaram há alguns meses, quando descobriram essa estrutura, do período helenístico.

Foram encontradas poucas estruturas, que podem ser associadas aos edomitas (também conhecidas como Idumeia), explicam os diretores da escavação, Dr. Oren Gutfeld da Universidade Hebraica de Jerusalém, Pablo Betzer e Michal Haber da Autoridade das Antiguidades de Israel.

Foi encontrado um altar de incenso Edomita, mostrando a imagem de um touro dos dois lados, e outro que pode representar um cavalo segundo Clara Amit da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Os drones são mais comumente usados pelos militares ou pessoas em lazer. Os arqueólogos sabem fazer uso de imagens de satélite que revelaram estruturas monumentais no Oriente Médio de milhares de anos, tão grandes que não são óbvias no nível do solo, mas este é o primeiro uso conhecido de drones para estudar sítios arqueológicos.

Mais comumente, pesquisas são realizadas por arqueólogos andando a pé, e espiando cuidadosamente no solo. “Quando você caminha, você vê uma pedra aqui e uma pedra ali, mas com um drone, de repente você vê uma rota”, disse Dr. Oren Gutfeld da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Esta nova descoberta está lançando luz no período histórico entre o Velho e o Novo Testamento. Desta mesma região veio a família de Herodes que assumiu o poder cerca de 60 anos depois. Herodes era de Beit Guvrin que está cerca de 10 quilômetros ao norte da região.

De qualquer forma, o drone fotografou vestígios arqueológicos de uma altura de algumas dúzias de metros, revelando pistas da estrutura que eles descobriram.

Os sinais de que a estrutura misteriosa pode ter sido um templo que inclui altar e incensário de pedra encontrados em um canto, altares esculpidos. Um incensário tem dois touros esculpidos. Um dos touros está reclinado entre duas colunas do templo retratado com capitéis elaborados, e acima de sua cabeça, a lua sobe.

A adoração de touro não era uma coisa rara nessas região há milhares de anos: Note o drama do Bezerro de Ouro que seduziu os antigos israelitas no deserto. Há uma razão porque não era uma Hiena Dourada.

Por que os arqueólogos acham que é um templo, se fosse assim, era Edomita? O touro e a lua também eram marcas do culto dos Edomeus. Eles foram adorados bem como os cananeus antes deles, e os Nabateans, mas nem os povos eram relevantes para este local.

Além disso, a descrição de Flávio Josefo, uma fonte de muito conhecimento sobre o período helenístico da Terra Santa. Entre outras coisas, Josefo escreveu amplamente sobre os edomitas que se elevavam a norte do deserto do Negev para conquistar a Shfela do sul durante este período. Eles estabeleceram a Maresha como sua capital.

Após a conquista hasmonitas, os edomitas se tornaram judeus: eles foram forçados a circuncidar por João Hecanus I, em cerca de 125 AC, descrito por Josefo nas Antigüidades judaicas, XIII, 257, 258.

Fonte e Fotos: Autoridade de Antiguidades de Israel

Fonte reprodução: www.cafetorah.com

dezembro 1, 2017

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Cientista é rejeitado pela comunidade científica após defender que Deus criou o mundo

Durante o último ano, o cientista Günter Bechly passou de um respeitado membro da comunidade científica a um pária, perdendo sua posição como curador de museu e tendo sua página na Wikipedia removida, pelo crime de combinar fé e ciência.

Bechly é um paleontólogo especializado em história fóssil e sistemática de insetos, que acredita que a ciência e a religião podem andar de mãos dadas. “Eu não me tornei cristão apesar de ser cientista, mas por causa disso”, ele escreveu em seu site.

O cientista começou a se afastar da Teoria da Evolução em 2009, quando ele trabalhou no projeto que celebrava 100 anos da publicação “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin. Neste processo, Bechly percebeu que evidências sobre a teoria evolutiva não estão disponíveis em muitos dos seus próprios achados em paleontologia.

Como cientista, suas teorias sofreram mudanças para se adequarem às suas observações. Em 2015, Bechly rejeitou publicamente a evolução darwiniana. “Eu sou cético sobre a teoria neodarwiniana da macroevolução e apoio da teoria do Design Inteligente por razões puramente científicas”, ele declarou em seu site.

A Teoria do Design Inteligente defende que muitas características do Universo e dos seres vivos são mais comumente explicadas por uma causa inteligente, não por um processo não guiado como a seleção natural.

A nova posição de Bechly resultou em sua expulsão do cargo de curador do State Museum of Natural History em Stuttgartt, na Alemanha. Sua página na Wikipédia foi removida em outubro, com os moderadores questionando sua “notabilidade”. Pouco tempo depois, sua página foi retomada e hoje se encontra disponível na enciclopédia colaborativa.

Opiniões

Para Nathan Aviezer, professor de física da Universidade Bar Ilan, não é surpreendente ver a dureza com que a posição de Bechly foi tratada. “Darwin tornou-se um deus. O triste fato é que existe um suporte fanático para a teoria da evolução na comunidade científica. Eles não querem ouvir nada mais e essa não é uma abordagem científica”, disse ele ao site Breaking Israel News.

Gerald Schroeder, um estudioso da Torá com PHD em física, acredita que há um viés contra a Bíblia na comunidade científica. “Existe uma agenda na mídia para apresentar um mundo aleatório, resultante da mutação pela evolução, embora não haja evidências de que as mudanças observáveis sejam resultado de um processo aleatório”, afirma.

Para que haja um avanço, Schroeder ambos os lados do debate devem abordar diferentes estratégias. “Eu procuro encontrar a confluência entre ciência e a Bíblia, em vez de criar conflitos. A ciência e a crença eram compatíveis com a maior parte da história humana. Deus poderia ter criado o mundo em um instante, mas ele escolheu fazê-lo em um processo. A evolução é o fluxo da vida que vai do simples ao complexo, que é precisamente o processo que vemos nos seis dias da Criação”, argumenta.
Para Robson Rodovalho, físico e PH em física quântica e também bispo evangélico, isso mostra, mais uma vez, “uma grande discriminação da Academia Científica, que diz respeito da questão entre o teísmo e o ateísmo. Nesse quesito, a academia se torna mais uma religião do que uma propositura científica e imparcial, o que deveria ser desde sua origem e nascimento. Aliás, a ciência como um todo, especialmente a física quântica, aponta para a espiritualidade nos limites do mundo subjacentes ou no mundo das partículas subatômicas. O que nos leva a entender também que os investimentos e finaciamentos da academia científica são feitos por fundações que tem comprometimentos com causas ateísta e ordenadoras de despesas de países, nações, que partilham do mesmo conceito. Uma lástima! A ciência não pode ficar atrelada a crença nenhuma, nem as crenças teístas e muito menos ateístas, ela precisa perseguir pesquisa séria e imparcial”.