outubro 31, 2017

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O remoto lugar na Terra para onde os satélites são enviados para ‘morrer’

A estação espacial chinesa Tiangong-1 está, atualmente, fora de controle. Espera-se que ela caia na Terra em algum momento do ano que vem, mas não exatamente no local onde outros módulos espaciais terminam seus dias, os chamados polos de inacessibilidade.

Dois deles são particularmente interessantes. Um é o polo continental de inacessibilidade, o local na Terra mais longe do oceano. Existe uma discussão sobre sua posição exata, mas, para muitos, ele fica próximo ao chamado passo de Alataw –uma passagem montanhosa entre a China e a Ásia Central.

O ponto equivalente no oceano, o local mais afastado de qualquer território, fica no sul do Pacífico, cerca de 2.700 km ao sul das Ilhas Pitcairn –em algum lugar na “terra de ninguém” entre a Austrália, a Nova Zelândia e a América do Sul.

Possíveis pontos de morte do satélite (Foto: BBC)

Esse polo de inacessibilidade oceânico não atrai apenas o interesse de exploradores: operadores de satélite também se interessam por ele. Com o fim da vida útil de satélites e espaçonaves atualmente em órbita ao redor da Terra, a grande maioria desses artefatos eventualmente irão voltar. Mas, onde cairão?

Satélites menores geralmente se incendeiam antes mesmo de entrar na atmosfera terrestre, porém alguns pedaços dos maiores conseguem sobrevivier ao atrito e se chocam com o solo. Para evitar que caiam em áreas populosas, eles costumam ser conduzidos para a área em torno do ponto de inacessibilidade oceânica. Uma área que se estende por aproximadamente 1.500 km² no leito oceânico está, aos poucos, sendo transformada em um verdadeiro cemitério de espaçonaves construídas pelo homem. Na última contagem havia mais de 260 delas, a maioria da Rússia.

Os destroços da estação espacial Mir, por exemplo, estão lá. Ela foi lançada ao espaço em 1986 e recebeu diversos cosmonautas russos e visitantes de várias nacionalidades. Com uma massa de 120 toneladas, a estação não conseguiria queimar completamente na atmosfera. Por isso, ela foi direcionada à região em 2001 e chegou a ser vista por alguns pescadores locais como uma bola de destroços brilhantes se desintegrando enquanto percorria o céu.

A Terra é circundada por milhares de pedaços de lixo espacial, como satélites e módulos desativados (Foto: NASA)

A Terra é circundada por milhares de pedaços de lixo espacial, como satélites e módulos desativados (Foto: NASA)

Controle

Ao retornar à Terra, o módulo que leva suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) entra em combustão sobre essa região, incinerando também o lixo que traz da Estação. Essa desintegração controlada de satélites e módulos espaciais em nossa atmosfera não causa perigo para ninguém. A região desse polo de inacessibilidade também não costuma ser frequentada por pescadores, porque as correntes oceânicas não passam pela área e, portanto, não levam nutrientes para lá, o que torna escassa a vida no local.

Uma das futuras visitantes desse ponto isolado será a própria Estação Espacial Internacional. Os planos atuais preveem que ela seja desativada na próxima década e seja conduzida para o polo oceânico de inacessibilidade. Com uma massa de 450 toneladas –quatro vezes mais que a da estação russa Mir–, sua volta à Terra provavelmente será um acontecimento espetacular.

No entanto, nem sempre é possível conduzir um satélite ou estação espacial para o sul do oceano Pacífico, pois os controladores podem perder contato com ele.

Foi exatamente isso o que aconteceu com a estação espacial Salyut 7, em 1991, que caiu na América do Sul, e também com a Skylab, primeira estação espacial americana, que atingiu a Austrália em 1979. Ninguém foi ferido e, até onde se sabe, ninguém jamais foi atingido por algum pedaço de um módulo espacial desativado. o ano que vem, esse problema se repetirá. Entre os meses de janeiro e abril, a estação chinesa Tiangong-1 voltará à Terra, em sua última viagem. Ela foi lançada em 2011, como a primeira estação espacial da China. No ano seguinte, recebeu a visita da primeira mulher astronauta chinesa, Liu Yang.

A órbita da Tiangong-1 vem declinando à medida que ela se aproxima do ponto de reentrada na atmosfera terreste. Mas os engenheiros chineses perderam o controle de sua trajetória e não estão conseguindo ligar seus propulsores para guiá-la até o Pacífico Sul.

Com isso, calculam que a estação irá cair na Terra em algum local entre as latitudes do norte da Espanha e o sul da Austrália. Não será possível ter uma localização mais precisa de sua queda até poucas horas antes da Tiangong-1 entrar em combustão.

Mas o mais provável é que ela não se junte a suas companheiras no “cemitério de satélites”.

outubro 27, 2017

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O Universo não deveria existir, concluem cientistas

Matéria e antimatéria são dois tipos de material presentes na composição do Universo que agem como “gêmeos idênticos” e, ao mesmo tempo, opostos: para cada partícula de matéria, de carga positiva, haveria uma antipartícula exatamente igual, mas de carga negativa, que formaria a antimatéria. Um estudo divulgado na última semana na revista científica Nature afirma que esses dois tipos de material teriam surgido em quantidades idênticas durante o Big Bang, há 13,8 bilhões de anos. Isso significa que, teoricamente, as partículas e antipartículas deveriam se anular, impedindo o surgimento do Universo. Mas, como sabemos que isso não aconteceu, cientistas estão intrigados com o fato de que simplesmente não conseguem explicar por que o Universo existe.

A única hipótese levantada é que um misterioso desequilíbrio entre a quantidade desses materiais tenha acontecido em algum momento, explicando a predominância de partículas de matéria. A última esperança dos cientistas para encontrar a fonte dessa assimetria estava no estudo das propriedades magnéticas de prótons (partícula positiva que pode ser encontrada nos átomos) e antiprótons (sua versão na antimatéria) – e foi exatamente isso que a equipe de pesquisadores do laboratório europeu CERN, na Suíça, tentou fazer. Mesmo assim, nenhuma discrepância na proporção dessas partículas foi encontrada.

“Todas as nossas observações encontraram uma completa simetria entre matéria e antimatéria, e é por isso que o Universo, na verdade, não deveria existir”, diz o líder da equipe, Christian Smorra, pesquisador do CERN. “Uma assimetria deve existir aqui em algum lugar, mas simplesmente não conseguimos entender onde está a diferença, qual é a fonte da ruptura dessa simetria.”

Como a antimatéria não pode ser fisicamente contida, Smorra e sua equipe usaram um dispositivo chamado “armadilha de Penning”, que usa campos magnéticos e elétricos para armazenar partículas carregadas (como, no caso, antiprótons) a temperaturas incrivelmente baixas.  Com essa experiência, a equipe conseguiu quebrar o recorde de armazenamento de antimatéria – as partículas ficaram contidas por 405 dias, no total.

A força do campo magnético dos prótons e antiprótons foi medida com uma precisão de nove dígitos, oferecendo uma exatidão 350 vezes maior do que medições anteriores. Ainda assim, nenhuma diferença entre a matéria e antimatéria pode ser encontrada.

O plano, então, é continuar investigando com precisões cada vez maiores, segundo o CERN. Experimentos futuros já estão sendo planejados para estudar mais detalhadamente as propriedades magnéticas dos antiprótons e verificar se a gravidade pode ser a diferença entre matéria e antimatéria que está intrigando os cientistas.

“Ao aprimorar o experimento com várias novas inovações técnicas, sentimos que ainda poderemos fazer algumas melhorias”, diz Smorra. Segundo ele, com os novos equipamentos de ponta que devem ser instalados no CERN até 2021, será possível conseguir uma precisão pelo menos dez vezes maior nas medições.

Fonte: Revista Veja

 

outubro 24, 2017

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As misteriosas estruturas de pedra encontradas com Google Earth na Arábia Saudita

Cerca de 400 misteriosas estruturas de pedras foram descobertas no deserto na Arábia Saudita por meio de imagens de satélite do Google Earth. Arqueólogos dizem que elas podem ter entre 2 mil e 9 mil anos.

As estruturas são artificiais e tudo indica que foram construídas por tribos nômades — elas são parecidas a outras do tipo no Oriente Médio. Foram encontradas por meio no centro-oeste do país, em uma região chamada Harrat Khaybar.

As pedras foram apelidadas de “portas”, porque, vistas horizontalmente, elas têm a aparência de uma cerca com postes colocados em cada um dos lados, conectados por uma barra — o que parece indicar uma espécie de ponto de acesso.

Além da idade incerta, não se sabe exatamente qual seria a função das estruturas.

“No deserto da Arábia Saudita existe um tesouro arqueológico imenso que necessita ser mapeado e identificado”, explicou ao jornal “The New York Times”, David Kennedy, arqueólogo da Universidade Ocidental da Austrália Ocidental e principal autor de um estudo sobre o local. A pesquisa será publicada na próxima edição da revista “Arabian Archaeology and Epigraphy”.

“Do solo não é possível observá-las muito bem, mas de um satélite elas se destacam maravilhosamente”, diz Kennedy. Ele acredita que as estruturas podem ser as mais antigas em campo aberto no mundo.

Paisagem Sombria

As pedras estão em um sombrio campo de lava, com água e vegetação escassas. Não obstante, Kennedy diz que, antigamente, essa região tinha clima e vegetações diferentes. Ela também era mais habitada do que atualmente.

Muitas das portas encontradas estão nas encostas de uma cúpula vulcânica que já teve lava. Porém, algumas das portas têm restos de lava basáltica, ou seja, um material anterior a erupções.

As paredes dessas formações, que têm forma retangular, são baixas. A menor “porta” se estende por cerca de 13 metros, enquanto as maiores chegam a ter o comprimento de um campo de futebol.

Função desconhecida

Outros tipos de estruturas já foram encontrados no deserto da Arábia Saudita. A mais conhecida é uma em formado de pipa (ou de um cometa), que inclui uma espécie de cauda. Arqueólogos acreditam que ela servia para caçar animais. Especula-se que essa “cauda” era usada para guiar os animais.

Embora a função das “portas”, agora descobertas por satélite, seja desconhecida, Kennedy descartou que eles haviam sido usadas como moradias, cemitérios ou armadilhas de caça.

outubro 20, 2017

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Templo de 3 mil anos do faraó Ramsés II é encontrado no Egito

Pesquisadores descobriram um templo que pertenceu a Ramsés II, o terceiro faraó da 19ª dinastia egípcia. A exploração aconteceu no sítio arqueológico Abusir, na cidade de Gizé. O Ministério de Antiguidades do Egito declarou que o templo é a única prova que o faraó habitou a região, há cerca de 3 mil anos. A construção está entre margens fluviais do Rio Nilo e da planície aluvial — formação geológica plana ou levemente inclinada. O templo tem as dimensões de 32 por 50 metros.

Arqueólogos tchecos e egípcios estavam em busca do templo desde 2012, quando vestígios indicaram que o local existia e poderia estar na região de exploração. A escavação revelou um grande átrio — sala principal — ao lado de dois prédios de armazenagem. As paredes do átrio foram alinhadas com colunas de pedras e cercadas com tijolos feitos de lama.

Sinais de tintas indicam que pelo menos alguns locais do ambiente eram azuis. Os pesquisadores acharam restos que aparentam ser uma rampa ou escada que leva até um santuário, que é dividido em três câmaras paralelas. O templo estava coberto de areia e pedras, sendo que alguns grãos e cascalhos possuiam fragmentos de várias cores. O líder da equipe tcheca, Miroslav Barta, disse que esses itens eram usados como decoração.

“A descoberta do templo de Ramsés II nos dá provas únicas de atividades religiosas e de contruçções do faraó na área de Mênfis, e ao mesmo tempo nos mostra que o culto ao deus do Sol Rá [ou Ré] era feito em Abusir da quinta dinastia até o Império Novo”, disse Barta.  (Com informações de IFL Science)

Fonte: Revista Galileu

outubro 17, 2017

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Cientistas descobrem buraco maior que a Paraíba no gelo da Antártica

O chamado Mar de Weddell, na região da Antártica, é considerado o mais limpo do mundo por pesquisadores. Parte da área é ocupada por uma plataforma de gelo, batizada de Filchner-Ronne (ou apenas Ronne), em homenagem a dois exploradores.

A área congelada, de 442 mil quilômetros quadrados, permanece desta forma durante todo o ano. Ou permanecia: cientistas identificaram um buraco maior que o Estado da Paraíba na plataforma. Esse tipo de abertura no gelo antártico é conhecido como “polynya”. O buraco na plataforma Filchner-Ronne foi descoberto em meados de setembro por pesquisadores que monitoravam imagens de satélite do local.

Havia a suspeita de que uma abertura deste tipo poderia se formar este ano, pois outra “polynya” menor surgiu na região no ano passado. O tamanho da abertura – que chegou a ter 60 mil quilômetros quadrados de área, no auge – faz dela a maior “polynya” observada na região desde os anos 1970. É curioso ainda que o buraco tenha surgido em pleno inverno – que lá dura seis meses por ano.

A abertura foi descoberta por cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, e do projeto de Observação e Modelos sobre o Clima e o Carbono nos Oceanos do Sul (Soccom, na sigla em inglês). Os pesquisadores foram surpreendidos quando um robô flutuante emergiu na área da “polynya”, e fez contato por rádio com um satélite, em pleno inverno – alertando assim sobre a existência da abertura.

Aquecimento Global?

Os dados coletados na “polynya” farão parte de um estudo em preparação sobre esse tipo de buraco que eventualmente surge no gelo da Antártica. Os cientistas não sabem ainda, por exemplo, se a abertura está relacionada com o aquecimento global, e de que forma. A profundidade do mar naquela região varia de 500 a 5 mil metros. E quanto mais profunda, mais “morna” e salgada é a água.

A “polynya” surge quando correntes oceânicas levam essa água relativamente mais morna para cima, derretendo a camada de gelo. Assim que a água esfria, em contato com o ar, ela desce novamente – esse movimento mantém a “polynya” aberta durante algum tempo. Pesquisadores do projeto Soccom dizem que o desafio agora é descobrir qual é o gatilho para a formação das aberturas – e porque uma “polynya” deste tamanho demorou mais de 40 anos para ser observada novamente.

 Fonte: Portal G1

outubro 13, 2017

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Arqueólogos encontram menção a Alá em artefatos vikings

O que os arqueólogos pensavam se tratar de padrões típicos da era Viking agora ganha um novo significado. Pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, anunciaram na última semana que menções ao deus muçulmano Alá e ao líder religioso Ali foram encontradas gravadas em artefatos vikings que datam os séculos IX e X. Os nomes dos personagens aparecem escritos em pedaços de seda de trajes de enterro encontrados em barcos funerários, bem como em outras mantas mortuárias achadas na região sueca de Birka, perto do rio Mälardalen. As investigações podem trazer novas informações sobre a influência do islã em civilizações antigas da Escandinávia.

“Um detalhe empolgante é que a palavra ‘Alá’ é retratada em uma imagem espelhada”, diz a arqueóloga Annika Larsson, pesquisadora especializada em arqueologia têxtil na Universidade de Uppsala. “É um pensamento surpreendente que esses tecidos, assim como as vestimentas, foram fabricados a oeste do coração muçulmano. Talvez essa fosse uma tentativa de escrever orações para que pudessem ser lidas da esquerda para a direita, mas com os caracteres árabes que deveriam ter.”

Os pesquisadores descobriram as inscrições enquanto trabalhavam para recriar padrões têxteis encontrados em vestimentas que seriam expostas um uma exibição do Museu de Enköping, na cidade sueca de Enköping. Segundo a equipe, os tecidos continham escritos em caligrafia cúfica (tipo de escritura mais antiga do idioma árabe) invocando Alá e Ali. Outros registros escritos com a mesma caligrafia já haviam sido encontrados em mosaicos, monumentos funerários e mausoléus da Era Viking. “Presumivelmente, as vestimentas funerárias da Era Viking foram influenciadas pelo islamismo e a ideia de uma vida eterna no paraíso após a morte”, diz Larsson.

Em uma pesquisa anterior, Annika havia revelado a ocorrência generalizada de seda oriental nas sepulturas vikings da Escandinávia. Ao analisar os materiais, ela e sua equipe descobriram que esses materiais vinham principalmente antiga da Ásia persa e da Ásia central, onde o islã já era dominante. Por isso, a pesquisadora afirma que análises de DNA estão sendo conduzidas nos restos encontrados dentro das tumbas, para confirmar a origem geográfica das pessoas enterradas. Apesar dos túmulos datarem uma época em que vikings habitaram a região, não é possível descartar a possibilidade de que os mortos eram de origem muçulmana.

“No Alcorão, está escrito que os habitantes do paraíso usarão roupas de seda, que juntamente com as inscrições podem explicar a ocorrência generalizada de seda nas sepulturas da Era Viking”, diz Annika Larsson. “As descobertas são igualmente prevalentes nos túmulos masculinos e femininos.”

Fonte: Revista Veja

outubro 10, 2017

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Pesquisador suíço candidato ao Nobel de Química desenvolve técnica vencedora em Campinas

A técnica da microscopia crioeletrônica que revolucionou a observação de biomoléculas e levou o Nobel de Química deste ano é desenvolvida em Campinas (SP) por um dos pioneiros na área. Marin Van Heel, de 68 anos, é suíço, também concorreu ao prêmio e trocou colaborações com os premiados ao longo de 40 anos de estudos sobre essa tecnologia.

Com ela, é possível ver as moléculas no estado em que se encontram em solução e acompanhar o desenvolvimento delas com visualização tridimensional. O início do processo foi dividido com o alemão Joachim Frank, premiado no Nobel, no final da década de 1970.

“A minha contribuição é a diferença entra a imagem em 2D e 3D. A primeira coisa que fiz foi a introdução de um método para fazer o reconhecimento de padrões. […] Isso é muito importante pra biologia porque mostra como funcionam essas máquinas moleculares. A gente quer entender como funcionam, para definir e calcular os resultados”, explica Van Heel.

Segundo ele, o escocês Richard Henderson, também contemplado, já estudava a estrutura em três dimensões em cristais. Marin, Joachim e Richard ganharam juntos o Wiley Prize in Biomedical Sciences 2017, que costuma ser uma prévia do Nobel.

Único no Brasil

O físico, que passou parte da infância no interior paulista, escolheu o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) para dar continuidade ao desenvolvimento de metodologias essenciais para a criomicroscopia. Assim, pode desvendar o comportamento molecular de doenças epidemiológicas e viabilizar tratamentos na indústria farmacêutica – como ocorreu com o estudo do vírus da zika.

Professor aposentado pela Universidade de Leiden, na Holanda, ele veio ao Brasil e se fixou no CNPEM para ter acesso ao único microscópio capacitado no Brasil para a técnica da microscopia eletrônica. O equipamento e os estudos na área estão concentrados no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano).

“Embora a técnica seja madura do ponto de vista da excelência dos resultados obtidos, ainda vai avançar muito. As tecnologias usadas para analisar essas moléculas ainda estão em evolução”, explica o pesquisador do CNPEM e seguidor de Van Heel, Rodrigo Portugal.

Em 2018 o laboratório receberá um novo microscópio com tecnologia de ponta a nível internacional, que, assim como os atuais, será aberto à comunidade científica. O CNPEM também oferece treinamento para que os cientistas possam utilizá lo.

“O Brasil é um pais importante e essa tecnologia é fundamental. O país tem que ter essa infraestrutura pronta para quando acontecerem as epidemaias”, completa Van Heel.

outubro 6, 2017

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Mergulhe no mundo científico e espiritual da Física Quântica com o livro Ciência e Fé, do físico Rodovalho

Mergulhe no mundo científico e místico da Física Quântica com o livro Ciência e Fé, do Bispo RobsonPara você que deseja entender um pouco mais sobre ciência e espiritualidade, o físico e bispo Robson Rodovalho escreveu o livro Ciência e Fé : O reencontro pela física quântica. O autor mostra como a fé e o intangível se misturam e se completam, para no final se tornarem uma só coisa.

“Vivemos em um mundo dividido em pelo menos três realidades: o mundo de nossa convivência, o macrocósmico  e ainda o microcósmico. A realidade não é apenas a que enxergamos, apalpamos, sentimos ou na qual convivemos. Ela é muito maior, mais complexa e misteriosa do que podemos imaginar ou perceber visivelmente ou através de aparelhos”, explica.

Não perca tempo e adquira esta ferramenta de conhecimento e espiritualidade. Acesse  sarabrasil.com.br ou vá a uma loja Sara Brasil mais próxima.

outubro 3, 2017

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Americanos vencem Nobel de Medicina por pesquisas sobre relógio biológico

O Prêmio Nobel de Medicina de 2017 foi atribuído nesta segunda-feira (2/10) aos americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young por seus trabalhos sobre o relógio biológico do corpo. Os três cientistas foram recompensados por suas “descobertas sobre os mecanismos moleculares que regulam o ritmo circadiano”, que segue um ciclo de 24 horas e permite aos seres vivos se adaptarem aos diferentes momentos do dia e da noite, anunciou a Assembleia Nobel do Instituto Karolinska de Estocolmo.

O ritmo circadiano permite regular a necessidade de sono e de alimentos, assim como adaptar a pressão arterial e a temperatura corporal. O trio conseguiu “entrar em nosso relógio biológico e esclarecer seu funcionamento interno. Suas descobertas explicam como as plantas, os animais e os seres humanos adaptam seu ritmo biológico para que se sincronize com as revoluções da Terra”, explicou o júri.
A partir da observação das moscas, os premiados isolados um gene controla o ritmo biológico. Eles demonstraram que este gene codifica uma proteína que se acumula na célula durante a noite e se desintegra durante o dia. Os relógios biológicos são governados pelos mesmos princípios nos organismos multicelulares, como o humano.
Em 2016, o Nobel de Medicina foi atribuído ao japonês Yoshinori Ohsumi por suas pesquisas sobre a autofagia, cruciais para entender como as células se renovam e a resposta do corpo à fome e às infecções. O Prêmio Nobel este ano tem uma dotação econômica de 9 milhões de coroas suecas (1,1 milhão de dólares).