setembro 29, 2017

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Identificado o local da multiplicação dos pães e peixes

Junto ao Mar da Galileia, também conhecido como Lago Tiberíades ou Kinneret, as ruínas de Betsaida voltaram a ver a luz. A cidade é bem conhecida dos católicos, pois os Evangelhos nos falam muitas vezes dela.

Trata-se da cidade onde nasceram e moravam os apóstolos Pedro, André e Felipe, que eram pescadores, e na qual pregou Nosso Senhor. Ela foi destruída e sobre suas ruínas os romanos construíram outra, em estilo pagão, chamada Julias, também desaparecida.

A Sagrada Família se instalou em Nazaré, não distante do Mar da Galileia, e ali Jesus passou a maior parte de sua vida oculta, exceto o Nascimento em Belém e a fuga para o Egito. Por isso, o povo se referia a Ele dizendo: “É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia” (São Mateus 21, 11)

Após a pregação inicial na Judeia e em Jerusalém, Nosso Senhor abandonou a capital de seu antepassado, o rei Davi, pois corria risco de morrer, devido ao ódio dos fariseus e do Sinédrio. Limitou então sua divina ação ao norte do atual Israel – então parte do antigo reino de Israel – onde o ódio assassino do Sinédrio teria mais dificuldade de atentar contra Ele.

Jesus pregou demoradamente na região e lá operou alguns de seus maiores e mais conhecidos milagres, como na Boda de Canaã, a pesca milagrosa, a multiplicação dos pães e peixes. Ele curou, exorcizou, andou sobre as águas, ensinou o Padre-Nosso e pregou numerosas parábolas, além de pronunciar o “Sermão da Montanha”.

Tendo sabido Jesus que o rei Herodes Antipas mandara degolar São João Batista, seu primo e precursor, afastou-se para repousar na solidão, não longe do Mar da Galileia. Ali fez o milagre da multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes:

“13. A essa notícia, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé.

“14. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes.

O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Jacopo Tintoretto (1518/19–1594), Metropolitan Museum of Art, New York
O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes.
Jacopo Tintoretto (1518/19–1594), Metropolitan Museum of Art, New York

“15. Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia.

“16. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer.

“17. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes.

“18. Trazei-mos, disse-lhes ele.

“19. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.

“20. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios.

“21. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.” (São Mateus 14, 13-21)

Jesus continuou pregando na região até que, sentindo que os tempos tinham chegado, voltou para Jerusalém.

Ele sabia que ia cumprir o supremo holocausto para a Redenção dos homens:

“17. Subindo para Jerusalém, durante o caminho, Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes:

“18. Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte.

“19. E o entregarão aos pagãos para ser exposto às suas zombarias, açoitado e crucificado; mas ao terceiro dia ressuscitará.” (São Mateus, 20, 17-19)

Fez uma entrada triunfal na capital de Davi e Salomão, que é comemorada no Domingo de Ramos. Mas tudo correu muito rapidamente. Na sexta-feira da mesma semana, o Sinédrio já tinha conseguido completar a conspiração e Lhe havia dado Morte no alto do Calvário.

Tão logo ressuscitou, encaminhou-se para a única região que O tolerava: a Galileia. Ali apareceu a Maria Madalena “e à outra Maria” junto ao Santo Sepulcro: “Disse-lhes Jesus: ‘Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galileia, pois é lá que eles me verão’” (São Mateus 28, 10)

Betsaida: casa dos três Apóstolos na praia de Kinneret. Crédito: Zachary Wong.
Betsaida: casa dos três Apóstolos na praia de  Kinneret. Crédito: Zachary Wong.

Betsaida teve um fim tremendo. Pois, juntamente com Cafarnaum e Corazim, foi amaldiçoada por Jesus, que predisse a completa destruição das três durante seu ministério na Galileia.

No Evangelho de Mateus, Jesus lança três “ais” contra três cidades (Corazim, Betsaida e Cafarnaum), por não terem feito penitência nem mesmo após os grandes milagres que Ele realizou nelas.

E até as increpou, dizendo que no Dia do Juízo haverá menos rigor para os de Tiro, Sidônia e Sodoma que para os habitantes dessas três cidades judaicas.

21. Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e a cinza.

22. Por isso vos digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Tiro e para Sidônia que para vós!

23. E tu, Cafarnaum, serás elevada até o céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque, se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia.

24. Por isso te digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Sodoma do que para ti! (Mt 11:20-24)

Pelos anos 30/31 ela foi toda reformada como cidade greco-romana pelo rei judeu Filipe, o Tetrarca.

Esse rei de costumes paganizados lhe trocou o nome para Julias, em louvor da mulher do imperador Augusto, segundo registrou o historiador judeu Flavio Josefo, referido pelo jornal francês “Le Figaro”.

Betsaida restos da cidade romana de Julias construída sobre a cidade amaldiçoada por Jesus.
Restos da cidade romana de Julias construída sobre Betsaida amaldiçoada por Nosso Senhor

A nova cidade acabou sendo arrasada na Grande Revolta Judaica contra Roma, iniciada no ano 67 e terminada desastrosamente em 70. O historiador Flavio Josefo (Vida 399-403) diz ter sido ferido em combate perto das muralhas de Julias, citado pelo jornal israelense “Haaretz”.

Hoje, os arqueólogos que foram à procura dos restos dessas cidades afirmam ter encontrado suas ruínas.

“Achamos o que parece ser a cidade dos três apóstolos, onde Jesus multiplicou os pães e os peixes”, declarou à Agência Efe o arqueólogo Mordejai Aviam, do israelense Kinneret College, que escava o local há três anos.

O lugar coincide com o Novo Testamento e hoje constitui a Reserva Natural do Vale de Betsaida.

Junto com sua equipe de mais de 25 arqueólogos e voluntários, Aviam tinha descoberto no local uma capa do período das Cruzadas, uma feitoria de açúcar do século XIII, um mosteiro e provavelmente uma igreja.

Escavando ainda mais, eles encontraram objetos da cidade greco-romana enterrados dois metros abaixo.

“Existem moedas, cerâmica, um mosaico, paredes e um banheiro de estilo romano, o que nos leva a crer que não se tratava simplesmente de um povoado, mas de uma grande cidade romana”, explicou Aviam.

O Dr. Mordejai Aviam que dirigiu os trabalhos.
O Dr. Mordejai Aviam que dirigiu os trabalhos.

Aviam tem certeza de que os objetos descobertos provam ser esse o local do milagre da multiplicação, afastando outras teorias arqueológicas que imaginam o grande evento evangélico em outros pontos da Galileia.

Para Aviam, a identificação de um banho público, como era costume greco-romano, “atesta a existência de uma cultura urbana”, citou o “Haaretz”.

Uma grande igreja desaparecida teria sido também encontrada. É o que fazem pensar paredes com ricos vidros dourados formando um mosaico, sinal de uma igreja abastada e importante.

Willibald, bispo de Eichstätt, na Baviera, que visitou a Terra Santa em 725, descreve sua visita a uma igreja em Betsaida, construída sobre a casa de São Pedro e Santo André, acrescentou o “Haaretz”. 

Hoje as ruínas de Betsaida saem à luz testemunhando a maravilhosa pregação de Nosso Senhor e alguns de seus mais portentosos milagres.

Mas, também, do tremendo abandono em que incorreu até desaparecer de todo por ter recusado os apelos divinos à penitência e à conversão.

Fonte: cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br

setembro 26, 2017

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Ciência avança em tratamento contra câncer de cérebro com vírus inativos

Um dos tipos de câncer mais letais, com índices de óbito em cinco anos estimados em 75% (adultos) e 99% (crianças), o glioma de alto grau ainda é um desafio para os médicos devido, principalmente, à sua localização no cérebro, que dificulta a cirurgia de retirada do tumor. Isso deixa a ação clínica dependente da quimioterapia tradicional e da radioterapia, que têm sucesso limitado. Dois estudos publicados ontem em importantes revistas científicas, a Science Translational Medicine e a Nature, propõem novos esquemas de tratamento que, se confirmados, poderão aumentar a sobrevida dos pacientes. Os experimentos, feitos em animais, baseiam-se em avanços na compreensão da ação do sistema imunológico contra a doença.
O trabalho publicado na Science Translational Medicine aposta na imunoterapia, abordagem que foi tratada com bastante entusiasmo quando ganhou força, no início desta década. A ideia é lutar contra o tumor usando vírus inativos que, uma vez no organismo, desencadeiam uma resposta imunológica. Nos últimos dois anos, muitos pesquisadores têm apostado nessa linha para o tratamento do glioma, com alguns resultados promissores, mas ainda em fase inicial, e outros frustrantes.
Agora, a equipe liderada por Matthias Gromeier, professor de neurocirurgia da Universidade de Duke, investigou não só a eficácia da terapia no sentido de atacar e matar as células malignas diretamente, mas tentou elucidar o mecanismo por trás da resposta imunológica duradoura que inibe a volta do crescimento do tumor. “Nós temos uma compreensão geral de como os poliovírus modificados funcionam, mas não os detalhes mecanísticos nesse nível”, diz Gromeier, que desenvolveu o tratamento e é coautor do artigo. “Isso é um ponto de extrema importância para nós. Conhecer os passos que acontecem para gerar uma resposta imune vai nos permitir racionalizar e decidir se e quais outras terapias fazem sentido em combinação com a imunoterapia para melhorar a sobrevida do paciente”, diz.
O oncologista Igor Morkbeck, da unidade de Brasília do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-libanês, explica que a atuação do sistema imunológico no combate a determinados tipos de câncer depende da capacidade do organismo de identificar a presença do tumor. “Quanto mais inflamado o tumor, melhor a atuação. Mas, muitas vezes, o câncer cresce sem aparecer. A ideia da imunoterapia é retirar a máscara que o deixa invisível”, diz. Já tem algum tempo que se descobriu que um dos meios de fazer isso é bloquear um receptor celular que impede a ação dos linfócitos — importantes células de defesa do corpo. “É bonito na teoria, mas, na prática, funciona em poucos casos e, muitas vezes, a resposta não é duradoura”, diz.
Por isso, a necessidade de se avançar nas pesquisas de imunoterapia. A segunda geração de estudos dessa técnica visa identificar as células mais eficientes para reconhecer o tumor e, a partir disso, desencadear uma resposta imunológica que, além de matar o câncer, impeça (ou ao menos retarde) seu recrescimento.

Testes em humanos

Apesar do insucesso de muitas pesquisas, o oncologista não descarta que o tratamento proposto pela equipe de Matthias Gromeier traga bons resultados. Especialista em biologia do câncer, Gromeier demonstrou, em laboratório, que um tipo de poliovírus chamado PVSRIPO mata as células malignas de glioma de alto grau e continua a promover a produção de células T, de defesa (Veja infografia). “Nós demonstramos como uma resposta imune efetiva é induzida depois da imunoterapia com poliovírus. Mostramos que esses vírus estimulam uma resposta inflamatória no tumor e como isso eleva a função das células dendríticas, que são capazes de estimular respostas das células T, do sistema imunológico”, diz a coautora do trabalho, Smita Nair, imunologista e professora do Departamento de Cirurgia da Universidade de Duke.
Esses resultados foram obtidos, primeiramente, in vitro, com células de glioblastoma de alto grau. Em seguida, os pesquisadores repetiram os testes, inserindo células humanas de câncer de mama e de pele melanoma em ratos. Nos experimentos, eles puderam validar os achados feitos anteriormente. De acordo com Nair, com esse primeiro trabalho, já é possível avançar para estudos com humanos. “Estamos planejando pequenos estudos-pilotos com pacientes de melanoma e câncer de mama. Eles nos permitirão prosseguir para ensaios clínicos de fase 1”, acredita.

Proteína interrompida

Em um  experimento divulgado na  Nature, pesquisadores da Universidade Stanford, na Califórnia, relataram o fim do crescimento, em ratos, do glioma de alto grau ao privar o câncer de uma molécula naturalmente produzida quando as células cerebrais são ativadas.
Há dois anos, um trabalho da equipe de Michelle Monje identificou químicos liberados pelas células cerebrais em resposta à atividade neural que faz esse glioma crescer. Um deles é a neuroligina-3, que ajuda os neurônios a se comunicar. Agora,   eles extraíram células tumorais de pacientes com subtipos da doença e as inseriram nos cérebros de rato normais e  sem o gene que produz a neuroligina-3.
Neste último, nenhum dos tumores cresceu substancialmente durante quatro meses e meio. Metade dos animais permaneceu estável depois de seis meses. Ao mesmo tempo, o câncer se desenvolveu consideravelmente nos ratos normais..
A equipe mostrou que, bloqueando a atividade da proteína com uma droga desenvolvida para tratar outros tipos de câncer, é possível reduzir a expansão de dois tipos de gliomas implantados no cérebro dos ratos. “Realmente é animador, porque podemos usar a inibição da ADAM10 como tratamento complementar à estratégia terapêutica que já estamos usando”, comemorou Monje.

setembro 22, 2017

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Rodovalho fala em vídeo sobre o alinhamento dos planetas

Muitos sinais contidos na Bíblia já estão acontecendo nos dias atuais, mas será que as pessoas estão preparadas para esses acontecimentos? Neste sábado, 23, acontece o alinhamento dos planetas e  Robson Rodovalho fala sobre o assunto que você pode conferir no Sara Play. E se você ainda não baixou o aplicativo, essa é a oportunidade.

Acesse saraplay.com.br

setembro 19, 2017

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Nave espacial Cassini entra para a história após duas décadas de missão

A confirmação chegou ao Laboratório de Propulsão a Jato da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) às 11h55 UTC (8h55, de Brasília): depois de duas décadas de missão, a nave espacial Cassini fez seu mergulho final em Saturno, a 1,4 bilhão de quilômetros da Terra. O último sinal do equipamento, antes de se desintegrar na atmosfera do planeta gasoso, porém, não foi motivo de tristeza. Pelo contrário, a equipe comemorou: “Espero que estejam muito orgulhosos desse êxito extraordinário. Essa foi uma missão incrível, uma nave incrível, e vocês, uma equipe incrível”, disse o chefe da missão Cassini, Earl Maize, sob o aplauso dos colegas. Era exatamente isso que a Nasa planejava. Encerrar, com sucesso, uma aventura que revolucionou o conhecimento que se tem sobre o planeta anelado.

Cassini passou os últimos cinco meses se preparando para o fim, mergulhando entre os anéis de Saturno e sua atmosfera em uma série de 22 grandes órbitas, que culminaram em uma despedida da lua Titã (o maior satélite saturnino, que possui um oceano aparentemente salgado) na terça-feira. Lá, ela se aproveitou do empurrão gravitacional do satélite para se colocar em órbita entre os anéis de Saturno e a parte superior da sua camada nebulosa. Tratou-se da primeira exploração desse espaço vazio de 2,7 mil quilômetros. O encontro final de Cassini com Titã foi apelidado pelos cientistas de “beijo da despedida”.
A entrada na atmosfera saturnina começou cerca de um minuto antes da perda de sinal e, mesmo nos últimos momentos, a nave trabalhou, enviando dados científicos em tempo quase real por ondas de rádio, até que sua antena não conseguisse mais apontar para a Terra. Suas últimas imagens foram enviadas na sexta-feira, antes da manobra derradeira, e revelaram as medidas mais profundas que se teve até agora da densidade do plasma, do campo magnético, das temperaturas e da composição atmosférica de Saturno.
“Essa missão mudou a forma como vemos os mundos oceânicos no Sistema Solar, oferecendo sugestões tentadoras sobre lugares com ambientes potencialmente habitáveis, como Titã, e nos dando um verdadeiro laboratório planetário para estudar processos que podem ser relevantes até mesmo para a compreensão da origem da vida na Terra”, avalia Alvaro Giménez, diretor científico da Agência Espacial Europeia (ESA). “Cassini revolucionou nossas opiniões sobre Saturno por incríveis 13 anos, desde o momento em que chegou ao planeta até seu fim, hoje (ontem)”, completou.
Série de descobertas
Cassini foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, em 1997. Viajou durante sete anos até alcançar a órbita de Saturno, onde permaneceu por outros 13 anos. Nesse tempo, descobriu seis novas luas a seu redor, estruturas tridimensionais sobre os anéis e uma gigantesca tempestade que se estendeu por todo o planeta durante quase um ano. A sonda de 6,7 por 4 metros também achou gêiseres gelados e lagos de hidrocarbonetos compostos de etano e metano em Titã. Em 2005, a nave lançou até a lua a Huygens, da Agência Espacial Italiana, marcando a primeira e única alunissagem no Sistema Solar exterior em um corpo celeste além do cinturão de asteroides.
“A missão mudou a maneira de pensarmos sobre locais onde a vida poderia se desenvolver, além de nossa Terra”, avalia Andrew Coates, chefe do Grupo de Ciências Planetárias do Laboratório de Ciências Espaciais Mullard, da Universidade College de Londres. “Assim como Marte, satélites como Encelado, Europa e, inclusive, Titã, são agora os melhores aspirantes à vida extraterrestre. Reescrevemos completamente os livros sobre Saturno”, acrescenta. Linda Spilker, cientista do projeto Cassini, comparou a missão a uma maratona. “Durante 13 anos, corremos uma maratona de descobertas científicas e, agora, estamos na última volta.”
A missão de Cassini pode ter acabado, mas vai demorar muito tempo para que todo o material coletado por ela seja estudado. “Quem sabe quantas teses de doutorado sairão desses últimos segundos de dados?”, questiona Mathew Owens, professor de física espacial da Universidade de Reading, na Inglaterra, sobre as informações enviadas pela sonda pouco antes de se desintegrar. De acordo com Owens, até hoje, cerca de 4 mil artigos científicos foram produzidos baseados nos dados da missão.

Outros voos

Outras três naves espaciais voaram perto de Saturno: a Pioneer 11 em 1979, seguida pelas Voyager 1 e 2 nos anos 1980. Mas nenhuma estudou o planeta tão detalhadamente quanto Cassini, que leva o nome do astrônomo franco-italiano Giovanni Domenico Cassini, que, no século 17, descobriu que o planeta tem várias luas, além de uma brecha entre os anéis.

setembro 15, 2017

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Veja as interpretações dos novos sinais que estão surgindo por Robson Rodovalho

De maneira enfática, o físico e bispo Robson Rodovalho fala sobre os novos sinais dos tempos, não somente os fenômenos que já aconteceram, bem como os próximos, como o alinhamento dos planetas, que ocorrerá no próximo dia 23 de setembro.  “Será talvez o dia mais perigoso do ponto de vista da ciência em que a humanidade já passou”, destaca.

Confira na íntegra as interpretações de Robson Rodovalho em seu canal no Youtube

setembro 12, 2017

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As sondas espaciais que espantam os cientistas 40 anos após o lançamento

Lançada há 40 anos, a sonda Voyager 1 já está a 28,8 bilhões de km de distância da Terra.

“Nunca paro de me surpreender. É uma tecnologia dos anos 1970”, diz Enrique Medina, o principal controlador da missão. “É uma das obras de engenharia mais exemplares já feitas.”

Em 1977, ela foi lançada ao espaço com uma “irmã”, a Voyager 2, para explorar os limites do Sistema Solar.

As sondas usaram um raro alinhamento para se lançarem até Júpiter e Saturno.

Além de fazerem registros, elas levam gravações de sons da Terra e outras informações sobre a humanidade.

Os transmissores operam com apenas 20 watts, o mesmo que uma lâmpada de geladeira. Mesmo assim, mandaram imagens espetaculares de Júpiter, revelando que sua grande mancha vermelha é na verdade uma tempestade gigantesca.

As sondas também fotografaram os anéis de Saturno e descobriram novas luas.

Anos depois, a Voyager 2 passou por Netuno e Urano e fez mais imagens.

Em 1990, a Voyager 1 tirou uma foto da Terra à distância, em que o planeta parecia ser apenas um pontinho, o que inspirou o apelido de “pálido ponto azul” para nosso planeta.

“É um pontinho, uma coisinha minúscula flutuando no espaço. Um único evento cósmico poderia acabar com toda a vida que conhecemos”, Emily Lakdawalla, membro da Sociedade Planetária, uma organização voltada à promoção da exploração espacial.

Viajando a 61 mil km/h, a Voyager 1 já chegou ao espaço interestelar.

Ela é hoje o objeto criado pelo homem que está mais distante da Terra. E, junto com a Voyager 2, vai continuar a viajar pelo espaço sideral por muito tempo, mesmo depois que suas fontes de energia se esgotarem.

Clique aqui e confira o vídeo

Fonte: bbc.com/portuguese

setembro 8, 2017

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Técnica combate em 30% as alucinações auditivas da esquizofrenia

Um dos sintomas mais comuns da esquizofrenia, as alucinações auditivas são motivo de grande sofrimento para o portador desse transtorno psiquiátrico. Embora medicamentos antipsicóticos consigam controlar, em grande parte das vezes, as manifestações da doença, eles nem sempre são capazes de calar as vozes que insistem em penetrar a mente dos pacientes. Agora, um estudo preliminar apresentado no Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia, em Paris, mostrou que a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), uma técnica não invasiva e praticamente sem efeitos colaterais, combate esse problema. O trabalho será publicado, ainda sem data definida, no Schizophrenia Bulletin.
Descrita há um século, a esquizofrenia caracteriza-se por uma variedade de sintomas que podem incluir delírios e alucinações. No curso do transtorno, cerca de 70% dos pacientes sofrerão algum episódio da alucinação auditiva-verbal, o popular “ouvir vozes”. Em alguns casos, esses sons podem ser contínuos, gerando uma alta carga de sofrimento. Em outros, as vozes colocam em risco a vida de quem tem o distúrbio e das pessoas em redor. Não existe, atualmente, um tratamento que tenha como alvo específico esse tipo de perturbação mental.
A aposta de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Caen, na França, para atacar a alucinação auditiva-verbal é a EMT, que tem se tornado bastante popular no tratamento de uma variedade de condições neurológicas e psíquicas. Regulamentado pela Agência Brasileira de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratamento de depressão, a técnica também tem se mostrado eficaz no combate a doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Huntington, e de condições como transtorno pós-traumático, compulsão alimentar, drogadição e ansiedade, além de auxiliar na recuperação de pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC). “No PubMed (banco de dados de artigos científicos), há mais de 12 mil publicações sobre a EMT”, conta o neurocientista Nasser Allam, membro da Academia Brasileira de Neurologia e um dos pioneiros do uso da estimulação magnética transcraniana.
Essa técnica consiste no envio de pulsos magnéticos para o cérebro que, dependendo da frequência, podem aumentar ou diminuir a atividade na região alvo. Dessa forma, o médico consegue modular os neurônios, equilibrando seu funcionamento. Indolor, a aplicação é feita com o paciente acordado. Segundo Sonia Dollfus, pesquisadora da Universidade de Caen e principal autora do trabalho francês, apesar da variedade de estudos atestando a eficácia da técnica para o tratamento de condições neuropsiquiátricas, ainda não havia evidências de que ela poderia beneficiar pacientes de esquizofrenia com alucinação auditiva-verbal.
Para se endereçar a essa questão, a equipe realizou um pequeno teste com 59 pessoas, divididas em dois grupos. Vinte e seis pacientes receberam o tratamento verdadeiro, e o restante foi submetido ao placebo. Todos foram entrevistados, seguindo um protocolo padrão — a escala de alucinação auditiva —, revelando as principais características das vozes que ouviam. Os que de fato foram tratados receberam pulsos magnéticos de alta frequência (20Hz) em duas sessões diárias, realizadas em dois dias. Guiados pelo exame de ressonância magnética cerebral, que mostra a atividade das regiões do cérebro, os cientistas direcionaram os estímulos para uma área do órgão localizada no lobo temporal que está associada à linguagem.
Duas semanas depois, os pacientes foram avaliados novamente, com o mesmo questionário padrão. Entre os tratados com a estimulação transcraniana, 34,6% tiveram melhora significativa, apresentando um decréscimo de mais de 30% na pontuação na escala de alucinação auditiva. Já no grupo do placebo, esse percentual foi de apenas 9,1%. “Esse é o primeiro teste controlado a mostrar uma melhora nos pacientes, tendo como alvo uma área específica do cérebro e utilizando a EMT em alta frequência”, diz Dollfus.

Alta frequência

O neurocientista Nasser Allam, de Brasília, explica que, usualmente, os trabalhos que investigaram essa técnica no tratamento de alucinação auditiva foram realizados com baixa frequência, abaixo de 5Hz. Isso porque já se verificou que a região do cérebro implicada com esse tipo de devaneio é extremamente aumentada nos pacientes. Em tese, seria necessário inibi-la, em vez de excitá-la, “Mas sabemos, hoje, que nem sempre um estímulo inibitório inibe, e nem sempre um estímulo excitatório excita o cérebro”, conta.
De acordo com Dollfus, embora a sugestão de se usar baixa frequência para, assim, induzir uma resposta inibitória seja a mais lógica, os estudos experimentais mostraram pouco efeito no tratamento da alucinação auditiva: “Apenas cinco de 21 estudos controlados demonstraram eficácia”. Além disso, pesquisas recentes feitas em pacientes com depressão mostraram que a estimulação em uma alta frequência resultou em rápido declínio dos sintomas. Com base nisso, a equipe francesa decidiu testar esse protocolo nos indivíduos com esquizofrenia. “Embora ainda tenha um longo caminho antes de sabermos se a EMT é o melhor caminho para tratar esses pacientes em longo prazo, mostramos, aqui, que a estimulação em alta frequência fez diferença ao menos para algumas pessoas”, observa.
Em um comentário divulgado em nota, o professor Andreas Meyer-Lindenberg, pesquisador do Instituto Central de Saúde Mental de Manheim, na Alemanha, destacou que a pesquisa da colega francesa é um passo importante na investigação da EMT como tratamento para alucinação auditiva em pacientes com esquizofrenia. “Embora as taxas de resposta sejam moderadas, a EMT é uma adição bem-vinda ao repertório terapêutico, especialmente para pacientes que não respondem à medicação”, avaliou.

Restrições no Brasil

Em fevereiro, o neurocientista Nasser Allam, membro da Academia Brasileira de Neurologia, publicou na revista Brain Stimulation o relato de caso de uma paciente de 64 anos, tratada por ele com estimulação magnética transcraniana, que sofria de alucinação cenestésica. A mulher não sofria de esquizofrenia, mas era perseguida pela sensação constante de que havia pregos em sua gengiva.
 “Ela ficava passando a língua o tempo inteiro”, relata o médico. A paciente já havia se consultado com psiquiatras e neurologistas, sem uma resposta eficaz. Um dos pioneiros no tratamento com EMT no Brasil, Allam resolveu tratá-la com a estimulação em baixa frequência. “Ela melhorou quase 100%”, observa. Agora, a paciente volta à clínica a cada três ou quatro meses para refazer o tratamento.
O médico brasileiro lamenta que ainda não haja regulamentação da Anvisa para o tratamento de outras condições, além da depressão, com a estimulação magnética transcraniana. “Inúmeras doenças neuropsiquiátricas são passíveis de tratamento. Por que não utilizá-la?”, questiona.

Segurança

De acordo com Allam, eventualmente, por razões humanitárias, pacientes de distúrbios psiquiátricos e males neurodegenerativos são submetidos à técnica, que não tem efeitos colaterais e é segura, quando aplicada por profissionais habilitados. Ele destaca, porém, que, com a popularidade da estimulação magnética transcraniana, pessoas que não são credenciadas para tratar pacientes estão oferecendo as sessões. (PO)

setembro 5, 2017

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Células que sustentam sistema nervoso também ajudam na criação de neurônios

Órgão mais complexo do corpo humano, o cérebro é composto por duas grandes categorias de células: as nervosas e as não nervosas, também chamadas células da glia. Já se sabe que as últimas dão suporte ao funcionamento do sistema nervoso. Agora, em um experimento com moscas-da-fruta, uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos identificou que essas estruturas podem estar ligadas a um mecanismo anterior e ainda mais preponderante para o funcionamento cerebral: elas têm papel fundamental na criação de neurônios.

Vilaiwan Fernandes, pesquisadora do Departamento de Biologia da Universidade de Nova York e uma das autoras do estudo, divulgado na edição desta semana da revista Science, conta que o potencial das células da glia passou despercebido pelos cientistas durante um bom tempo. Mas descobertas como a da sua equipe têm as colocado em um papel importante para, por exemplo, o desenvolvimento de tratamentos médicos contra doenças cognitivas. “As células nervosas são as excitáveis eletricamente, que formam circuitos que processam informações. As da glia são mais misteriosas e, por muito tempo, foram consideradas como peças de suporte entendiante. Por isso, seu desenvolvimento foi muito pouco estudado”, explica.
Por causa da presença excessiva no cérebro, os cientistas desconfiaram que a glia poderia ser fundamental no desenvolvimento do órgão. Para isso, resolveram analisar o sistema visual da moscas-da-fruta. A espécie é considerada um modelo importante para esse tipo de estudo porque tem mecanismos de visão semelhantes ao dos humanos, como os minicircuitos que detectam e processam a luz em todo o campo visual. Essa dinâmica é de vital importância porque, à medida que o cérebro se desenvolve, ele deve coordenar o aumento de neurônios na retina com os neurônios que estão em regiões mais distantes dele.
Ao longo das observações, os pesquisadores descobriram que essa coordenação do desenvolvimento das células nervosas é realizada pelas células da glia. Elas retransmitem as informações da retina para que o cérebro consiga fazer com que essas pistas se tornem células nervosas, os neurônios. “Ao atuar como um intermediário de sinalização, a glia exerce controle preciso não apenas quando e onde um neurônio nasce, mas também sobre o tipo de neurônio que será desenvolvido”, explica, em um comunicado, Claude Desplan, principal autor do estudo e professor de biologia da Universidade de Nova York.
Para a equipe, essa função detectada sinaliza o quanto as células da glia são importantes na busca por um maior entendimento do funcionamento do cérebro. “Esse trabalho torna evidente que as células gliais são críticas para o desenvolvimento do cérebro, e que não podemos continuar ignorando o papel delas se queremos entender esse órgão”, destaca Vilaiwan Fernandes. A pesquisadora também ressalta que mais investigações sobre essa estrutura podem ajudar a entender doenças que possivelmente estão relacionadas a ela. “Existe um consenso crescente de que muitas patologias cerebrais podem ser causadas ou agravadas por disfunções da glia. Portanto, é útil saber o que essas células estão fazendo durante o desenvolvimento normal, a fim de entender suas possíveis disfunções e enfermidades”, justifica.

Sistema complexo

Amauri Araújo Godinho, neurocirurgião do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, destaca que os resultados reforçam uma suspeita existente na área neurológica. “Sempre consideramos a glia como uma célula de preenchimento, sabemos também que a maioria dos tumores cerebrais está localizada nela, como o glioblastoma, o mais comum. Mas outras pesquisas como essa americana têm mostrado que outras funções podem estar relacionadas a ela. Já acreditávamos que ela estivesse ligada ao desenvolvimento do cérebro, mas nesse estudo vemos isso de forma mais detalhada”, explica.
Mesmo com a constatação, o neurologista acredita que o papel da glia no desenvolvimento de neurônios é apenas uma pequena peça de um sistema complexo e ainda muito misterioso. “Temos que deixar claro que outros muitos mecanismos estão envolvidos, diversos fatores estão relacionados ao surgimento dos neurônios, não é somente a glia que atua nessa tarefa”, ressalta. Ainda assim, o médico acredita que o trabalho norte-americano abre campos para novos avanços na área médica.
“A esperança que surge com esse tipo de achado é que ele pode ajudar na produção de um tecido novo, que possa ser usado no caso de lesões. Seria uma analogia às células-tronco. Você pega uma célula que tem potencial e a estimula para se tornar outra com função específica, que possa substituir a visão perdida de um paciente, por exemplo, ou outro tipo de perda”, detalha. “Acredito que um próximo passo seria tentar refazer essas células nervosas em laboratório para conseguir criar um neurônio específico e confirmar essa função.”
Vilaiwan Fernandes adianta que essa será justamente a próxima etapa do estudo. “Queremos entender exatamente como fazer esses diferentes tipos de células nervosas. Essa é uma questão importante para construir um circuito cerebral, além de um grande desafio nesse campo de pesquisa”, detalha.

“Esse trabalho torna evidente que as células gliais são críticas para o desenvolvimento do cérebro, e que não podemos continuar ignorando o papel delas se queremos entender esse órgão”
Vilaiwan Fernandes, pesquisadora do Departamento de Biologia da Universidade de Nova York e uma das autoras

Fonte: correiobraziliense.com.br

setembro 1, 2017

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EUA autorizam primeira terapia genética para tratamento de câncer

Os Estados Unidos autorizaram nesta quinta-feira (30), a utilização de terapia genética para o tratamento de câncer pela primeira vez. A técnica, chamada de CAR T-cell, tem resultados promissores, mas ainda não chegou ao Brasil.

A liberação para o uso da terapia foi dada pela FDA, órgão regulador dos EUA similar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 12 de julho deste ano, um painel recomendou a aprovação do tratamento.

O órgão norte-americano tratou a decisão como “ação histórica” e diz que “inaugura uma nova abordagem para o tratamento de câncer e outras doenças graves que ameaçam a vida”.

“Estamos entrando em uma nova fronteira para a inovação médica com capacidade de reprogramar as células do próprio paciente para atacar um câncer mortal”, disse Scott Gottlied, integrante da FDA.

A Novartis, empresa que possui a patente da terapia nos Estados Unidos, publicou em seu site a decisão do órgão regulador. O tratamento, por enquanto, poderá ser feito em crianças e adultos com leucemia linfoide aguda (LLA) — a taxa de remissão nestes casos é, em média, de 83%.

Pesquisas

A técnica existe porque é uma parceria entre a Novartis e a Universidade da Pensilvânia. De acordo como jornal “The New York Times”, os médicos Steven A. Rosenberg, Carl H. June e Michel Sadelain estão há décadas na vanguarda das pesquisas sobre o tratamento.

Kymriah é o nome comercial dado ao tratamento pela Novartis (Foto: Novartis via AP)Kymriah é o nome comercial dado ao tratamento pela Novartis (Foto: Novartis via AP)

Kymriah é o nome comercial dado ao tratamento pela Novartis (Foto: Novartis via AP)

Como ele é feito? As células T do paciente, uma espécie de “soldados” do sistema imunológico, são extraídas do sangue. São modificadas geneticamente para reconhecer o câncer e, depois, destruí-lo. Elas são redesenhadas e modificadas em laboratório e depois devolvidas à corrente sanguínea. Em resumo: as próprias células do paciente são “treinadas” para combater o câncer.

A terapia celular por CAR T-cell é um tratamento personalizado: precisa ser pensada e estudada de forma especial para cada paciente. Nos Estados Unidos, país onde está mais avançada, foi testada em centenas de pessoas, de acordo com o “The New York Times”.

Durante o processo, os médicos precisam “derrubar” o sistema imunológico do paciente com câncer. Por isso, ainda se deve percorrer um longo caminho até entender e combater todos os efeitos colaterais que podem ser potencialmene letais.

No Brasil

A médica Yana Novis, coordenadora de onco-hematologia do Centro de Oncologia do Hospital Sírio- Libanês, disse que no Brasil há outros empecilhos para a aplicação da terapia.

“As barreiras são financeiras e tecnológicas, nós não temos as duas coisas. E para adquirir tudo isso existe um custo muito alto”, explicou.

“O interesse de toda a comunidade científica é grande porque os resultados são promissores, mas não conheço nenhum lugar no mundo em que é feito em uma escala mais ampla”, completou.

 Fonte: g1.globo.com

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