agosto 25, 2017

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Cientistas criam bactéria ‘ciborgue’ que gera combustível verde a partir da luz do sol

As bactérias “ciborgues” produzem ácido acético, que pode ser transformado em combustível e em plástico. Durante testes realizados em laboratório, a bactéria se provou muito mais eficiente em absorver energia do sol do que as plantas. O estudo foi apresentado em um encontro da Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês) em Washington, nos Estados Unidos. Há muitos anos cientistas vinham tentando replicar artificialmente a fotossíntese.

Ciborgues

Na natureza, a clorofila é a chave para esse processo, ajudando as plantas a converter gás carbônico e água, usando a energia solar, em oxigênio e glicose.

Mas cientistas dizem que esse processo, embora funcione, é relativamente ineficiente.

Isso tem representado um grande problema para a maioria dos sistemas artificiais desenvolvidos até agora. O experimento busca aprimorar essa eficiência ao equipar a bactéria com “painéis solares”.

Depois de estudarem a antiga literatura sobre a microbiologia, pesquisadores perceberam que algumas bactérias têm uma defesa natural contra cádmio, mercúrio ou chumbo, o que permite a esses micro-organismos transformar metais pesados em um sulfureto, caracterizado por um minúsculo semicondutor cristalino em suas superfícies.

“É ridiculamente simples, aproveitamos uma habilidade natural dessas bactérias que nunca foi examinada através das lentes dos microscópios”, diz Kelsey Sakimoto, da Universidade de Harvard, em Massachusetts, nos Estados Unidos.

“Nós as cultivamos e introduzimos uma pequena quantidade de cádmio, e organicamente essas bactérias produzem cristais de sulfeto de cádmio que então se aglomeram no topo de seus corpos”, acrescenta.

“Você as cultiva em um líquido e adiciona pequenas gotas de solução de cádmio. Após alguns dias, aparecem esses organismos fotossintéticos”, explica Sakimoto.

“É tudo muito simples, é como uma alquimia.”

Essas bactérias “encorpadas” produzem ácido acético, essencialmente vinagre, a partir do gás carbônico, água e luz. A eficiência do processo é de 80%, quatro vezes maior do que o nível de painéis solares comerciais e mais do que seis vezes o nível da clorofila.

Bactéria 'ciborgue'

Direito de imagemKELSEY SAKIMOTO Image captionMicro-organismo é capaz de fazer fotossíntese de forma muito mais eficiente do que plantas

Luz solar

Sakimoto diz acreditar que essas bactérias podem ser mais eficientes do que outras iniciativas de gerar combustível verde a partir de fontes biológicas.

Atualmente, outras técnicas de fotossíntese artificial exigem eletrodos sólidos e caros.

Já o processo que usa a bactéria “ciborgue” só exige vasos grandes cheios de líquido expostos ao sol – a partir daí, as bactérias se autorreplicam e se autorregeneram.

Trata-se, portanto, de uma tecnologia de baixo resíduo e que deve gerar mais resultados em áreas rurais ou em países em desenvolvimento.

As pesquisas foram realizadas na Universidade da Califórnia em Berkeley, no laboratório de Peidong Yang.

“O objetivo da pesquisa no meu laboratório é essencialmente ‘superalimentar’ bactérias não fotossintéticas ao fornecer a elas energia na forma de elétrons de semicondutores, como sulfureto de cádmio, que absorvem a luz de forma mais eficiente”, diz Yang.

“Agora estamos buscando absorvedores de luz mais benignos do que o sulfureto de cádmio para fornecer à bactéria a energia que vem da luz”, acrescenta.

Os pesquisadores dizem acreditar que o processo, embora constitua um passo novo e importante, pode não ser a tecnologia que prevalecerá.

“Há tantos sistemas surgindo e realmente só começamos a explorar as diferentes formas de combinar química e biologia”, explica Sakimoto.

“Há uma possibilidade real de que há alguma tecnologia que vai surgir e melhorar nosso sistema”, conclui.

Fonte: bbc.com/portuguese

agosto 22, 2017

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Existem sinais espirituais por trás do fenômeno Eclipse Solar? Bispo Rodovalho fala sobre o assunto

Nesta terça-feira, 21 de agosto, ocorreu o Eclipse Solar nos Estados Unidos e pode ser visto, também, em algumas regiões do Brasil. O assunto ainda é um tema bastante discutido entre estudiosos de como a lua consegue cobrir o sol completamente. Existiriam  fenômenos espirituais por trás dessa temática?

“A Bíblia sempre fala que haveriam fenômenos no céu e a história mostrou que sempre que houve um eclipse completo, veio precedido de algum fenômeno como grandes revoluções, a Segunda Guerra Mundial, ou seja, houve aí um mau presságio, mas oremos para que seja apenas um fenômeno físico”.

Quer saber mais? Em vídeos gravados em português, inglês e espanhol, o físico e bispo Robson Rodovalho fala sobre o assunto. Confira em youtube.com/bisporodovalho ou na sua página Facebook.com/BispoRobsonRodovalho/

 

agosto 18, 2017

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Eclipse Solar acontece dia 21 de agosto e com ele serão cumpridas as profecias contidas na Bíblia?

Na próxima segunda-feira, 21 de agosto, acontecerá um dos eventos mais esperados dos últimos anos – O Eclipse Solar Total, que poderá ser visto na América do Norte, na América Central, no Caribe, ao norte da América do Sul e ao oeste da Europa e da África. Já no Brasil, o Eclipse será parcial, podendo ser visto  na maior parte do país, principalmente nas regiões norte e nordeste.

Mas por trás do fenômeno, também poderá vir tsunamis e furacões, foi o que alertou a Nasa. Seriam os sinais espirituais que estão contidos na Bíblia prestes a acontecer? “Definitivamente estamos começando a ter maus presságios. Por isso, vamos estar em oração, perto da presença de Deus e crer no Seu amor e no Seu poder que guarda a nossa geração”, diz Bispo Robson Rodovalho.

Confira o que Rodovalho diz a respeito em seu canal no Youtube.  Para ver em outras versões, acesse facebook.com/bisporobsonrodovalho

agosto 11, 2017

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Arqueólogos descobrem local onde Jesus multiplicou pães e peixes

Foram encontrados restos do povoado onde os apóstolos Pedro, André e Felipe moravam e onde aconteceu o milagre da multiplicação dos pães e peixes. Oriente Médio – Arqueólogos israelenses encontraram restos do povoado onde os apóstolos Pedro, André e Felipe moravam e onde aconteceu o milagre da multiplicação dos pães e peixes.

As ruínas de Betsaida (Julias) foram descobertas no norte do Mar da Galiléia, na Reserva Natural do Vale de Betsaida, como é conhecida hoje. Segundo a equipe de pesquisadores, havia restos de uma cidade, e não apenas de uma vila de pescadores.

A existência da cidade de Julias foi indicada pela primeira vez pelo historiador judeu Josephus Flavius ??(37-100 d.C.), que havia afirmado que a vila de pescadores de Betsaida foi transformada em uma cidade-Estado, construída pelo rei Filipe, filho do rei Herodes.

Existem três locais candidatos para Julias — Betsaida e el-Araj. No entanto, depois de encontrarem restos da casa de banho romana, os arqueólogos chegaram à conclusão de que este local, na margem do norte do Mar da Galiléia, era o candidato mais forte.

“Josephus informou que o rei tinha transformado Betsaida de uma aldeia para uma pólis, uma cidade-Estado”, disse o Dr. Mordechai Aviam, da Faculdade de Kinneret ao Haaretz. “Ele não disse que tinha sido construído ao lado ou embaixo dela. E, de fato, durante todo esse tempo, não sabemos onde foi. Mas a casa de banho atesta a existência da cultura urbana”.

Os arqueólogos encontraram uma camada do período romano a dois metros abaixo do nível do período bizantino. A camada romana continha jarros de cerâmica do 1º ao 3º século a.C., um mosaico e restos da casa de banho. Também foram encontradas duas moedas e um denário de prata com registros do Imperador Nero.

Além disso, os pesquisadores encontram uma indicação de que havia uma igreja rica e importante no local.

Os geólogos Prof. Noam Greenbaum, da Universidade de Haifa, e o Dr. Nati Bergman, do Laboratório Limnológico de Yigal Alon Kinneret, estudaram as camadas e concluíram que o local estava coberto de lama e argila, que eram transportadas pelo rio Jordão no período romano.

Mais tarde, no período bizantino, o local foi reassentado, conforme concluem os arqueólogos.

Fonte: exibirgospel.com.br

agosto 4, 2017

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“É impossível provar cientificamente que Deus não existe”, diz cientista Adauto Lourenço

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Professor Adauto Lourenço durante o Encontro Nacional de Universitários. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa)

É impossível provar cientificamente que Deus existe. Da mesma forma, é impossível provar cientemente que Deus não existe”. A frase dita pelo físico Adauto Lourenço durante o Encontro Nacional de Universitários ressalta que essa discussão não é uma questão científica, mas filosófica.

Por muitos anos, Lourenço foi conhecido como um evolucionista teísta, uma linha de pensamento que busca conciliar a criação de Deus e a teoria da evolução. Há 20 anos, o físico mudou seu posicionamento para o chamado criacionismo — não por causa de uma conversão, mas diante da quantidade de evidências científicas que o convenceram.

Lourenço observa que o relato da criação do mundo no livro de Gênesis não contradiz a ciência. “A ciência não é contra a Bíblia, mas posicionamentos científicos sim. Ciência é conhecimento. Não é a ciência que não acredita em Deus, são os cientistas que não acreditam em Deus”, afirma.

De acordo com o modelo evolucionista, se o universo tivesse sido surgido a partir do “Big Bang”, as galáxias mais distantes da Terra deveriam estar menos organizadas, pois elas teriam levado um longo tempo para serem formadas espontaneamente. No entanto, evidências científicas refutam essa afirmação e dão respaldo ao criacionismo.

“Se o universo tivesse surgido espontaneamente, olhando logo em seu início — estudando objetos a 13 bilhões de anos-luz — veríamos coisas começando a se formar. Mas não é isso o que a ciência tem descoberto. Uma publicação científica, em 1994, mostrou que as galáxias distantes são surpreendentemente semelhantes em muitos aspectos e suas descendentes consideravelmente mais próximas. Não estamos vendo galáxias nascendo, estamos vendo galáxias morrendo”, explica.

“Não deveria haver galáxias maduras no início do universo, mas elas estão lá”, Lourenço acrescenta. “Isso significa que o modelo evolucionista está errado. Não estou tratando de religião, isso é publicação científica. O universo em seu início já era completo, complexo e perfeitamente funcional”.

Além disso, cientistas descobriram em 2011 a presença de água nos lugares mais distantes do universo. “É mais uma demonstração de que havia água no universo desde as eras primordiais”, disse a publicação científica. “O interessante é que a Bíblia já dizia que no início, ‘o Espírito de Deus pairava sobre as águas’. Eles apenas estão provando a Bíblia”, disse Lourenço.

A natureza e seu autor

“Quando nós estudamos a natureza, a natureza não fala nada diferente daquilo que a Bíblia diz. O autor é o mesmo. O problema é que, muitas vezes, nós não sabemos ler a natureza, porque colocamos uma lente diferente para enxergá-la”, explica.

O criacionista destaca que não é observada evolução em animais com características semelhantes, mas sim a existência de espécies diferentes. “Para a evolução acontecer, teria que haver mutação — surgimento de novo material genético, novos órgãos, novas funções, novas estruturas”, esclarece.

Lourenço observa que os dois modelos têm as sua propostas, mas a evidência científica apoia o criacionismo. “Segundo Darwin, ‘todos os seres orgânicos que já existiram na Terra provavelmente descendem de uma forma primordial, na qual a vida foi primeiramente soprada’”, disse ele, fazendo referência a Gênesis 2:7.

O cientista também defendeu que a Bíblia está correta em todo o seu conteúdo, conforme comprova o estudo conhecido como “Eva Mitocondrial”. “A Bíblia diz que todo ser humano veio de uma única e mesma mulher, assim como mostrou o estudo do DNA mitocondrial publicado em 1980”, destaca.

Ele ainda observa que a Bíblia é coerente entre o seus 40 autores, mesmo tendo sido escrita em 3 continentes diferentes ao longo de 1.600 anos. “Nenhum outro livro tem essa característica”, afirmou.

A cronologia bíblica é uma questão importante, que muitas vezes é negligenciada, segundo Lourenço. “Quando o pai de Noé nasceu, Adão ainda estava vivo. Isaque estava vivo quando o filho de Noé, Sem, faleceu. Isso mostra que as informações da criação foram passadas de uma geração para a outra e que existia uma ligação muito próxima daqueles que transmitiram a informação que hoje nós temos”.

“Toda a ciência devidamente estabelecida e toda a Bíblia corretamente interpretada, nunca entrarão em contradição”, o físico conclui.

 

Fonte: guiame.com.br

agosto 1, 2017

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Cérebro valoriza respostas imediatas, sem avaliar consequências futuras

A psicopatia geralmente é relacionada à falta de caráter e à ausência de empatia. Pesquisadores dos Estados Unidos propõem um novo olhar sobre esse intrigante distúrbio. Eles analisaram o cérebro e o comportamento de 49 prisioneiros diagnosticados psicopatas e perceberam que alterações cerebrais podem levar esses indivíduos a valorizar respostas imediatas, sem uma preocupação com os impactos das escolhas. Divulgado recentemente na revista Neuron, o resultado, segundo os investigadores, amplia a compreensão sobre o distúrbio e pode ajudar a explicar a prática de comportamentos repugnantes, como os crimes em série.

A equipe decidiu recorrer às facilidades da tecnologia de imagem para tentar mudar a direção tomada pela maioria de estudos realizados sobre o tema. “Durante anos, seguimos concentrados na ideia de que os psicopatas são pessoas que não podem gerar emoção e, por isso, fazem todas essas coisas terríveis (…) Embora os psicopatas sejam frequentemente retratados como predadores de sangue frio, quase alienígenas, mostramos que o deficit emocional pode não ser o principal motor dessas escolhas ruins”, ressalta Joshua Buckholtz, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Harvard.
Buckholtz e os colegas defendem que é necessário analisar uma outra característica presente no distúrbio psiquiátrico: o imediatismo das escolhas. “O que nós nos preocupamos com os psicopatas não são os sentimentos que eles têm ou não têm, são as escolhas que eles fazem. Eles cometem uma quantidade surpreendente de crimes, e esses atos são devastadores para as vítimas e astronomicamente caros para a sociedade como um todo”, diz.
Os 49 prisioneiros participantes do estudo estavam em duas prisões de segurança média localizadas na cidade de Wiscosin. Todos foram submetidos a exames de ressonância magnética enquanto participavam de um teste de gratificação monetária. No experimento, tinham que escolher entre duas opções: a primeira faria com que recebessem uma quantia menor imediatamente; a segunda,  um montante maior, mas posteriormente.  O monitoramento de cada psicopata durou mais de duas horas.

Como resultado, os cientistas descobriram que aqueles diagnosticados com alto índice de psicopatia apresentaram maior atividade na região estriado ventral, uma área do cérebro envolvida com as escolhas mais imediatas. “Portanto, quanto mais psicopática é uma pessoa, maior a magnitude dessa resposta estriatal. Isso sugere que a maneira como elas estão calculando as recompensas de valor é desregulada”, resume Buckholtz.

Em uma segunda etapa, os pesquisadores mapearam a atividade de regiões do cérebro conectadas ao estriado ventral dos prisioneiros e constataram fenômenos que reforçaram os achados da primeira observação. “Nós mapeamos as conexões entre o estriado ventral e outras regiões envolvidas na tomada de decisões, especificamente as do córtex pré-frontal, conhecido por regular a resposta estriatal. Descobrimos que as conexões entre o corpo estriado e o córtex pré-frontal medial ventral eram muito mais fracas em pessoas com psicopatia”, detalha o investigador. “Precisamos do córtex pré-frontal funcionando estavelmente para fazer julgamentos prospectivos, sobre como uma ação nos afetará no futuro”, complementa.

Aval biológico

Segundo João Armando, psiquiatra do Instituto Castro e Santos, em Brasília, a dificuldade em controlar os impulsos, que ocorre pela falta de um mecanismo adequado de avaliação das consequências futuras e pela valorização de situações momentâneas, é uma situação observada em todos os transtornos de personalidade, incluindo a sociopatia. “Essa pesquisa corrobora de forma biológica sintomas que são características na prática clínica. Sabemos que resumir a sociopatia apenas à falta de empatia e emoções era algo muito simplista”, diz.
Guido Palomba, psiquiatra e diretor cultural da Associação Paulista de Medicina e autor do livro Insania Furens — Casos verídicos de loucura e crime, ressalta que o diferencial do estudo é o uso de tecnologias inovadoras para reforçar achados anteriores. Segundo ele, europeus e brasileiros também estudam esse tema e correlacionaram a impulsividade com a psicopatia. “Isso ocorre muito na física. Temos teorias de Einstein que foram comprovadas recentemente. Como agora há aparelhos que mostram detalhadamente o que desconfiávamos, podemos ter a confirmação do que era suspeito. O imediatismo é algo muito presente na psicopatia e faz com que esse transtorno gere consequências graves, como os crimes”, complementa.

Tratamento limitado

Tanto os especialistas quanto os pesquisadores acreditam que os resultados da pesquisa não poderão contribuir diretamente para o tratamento da psicopatia, um dos maiores desafios da área psiquiátrica. “A sociopatia é um dos transtornos de maior dificuldade de tratamento e com poucas respostas positivas. Creio que o estudo ajude a entender o funcionamento cerebral de algumas características, mas tenha pouco impacto na abordagem clínica, que continua a ser baseada em psicoterapia por longos períodos e, mesmo assim, com resultados, na maioria das vezes, discretos”, explica João Armando.
Segundo o psiquiatra, os cientistas têm se envolvido na busca por intervenções mais efetivas. “O número de pesquisas que tenta demonstrar a forma como os sintomas atuam no cérebro está crescendo bastante. Elas são bem-vindas, pois corroboram nossa prática no dia a dia, mas ainda há pouco impacto no tratamento clínico. A sociopatia tem muito que ser entendida, principalmente porque não temos um tratamento adequado. Creio que o grande desafio seja descobrir um tratamento com melhor resposta”, diz.