março 31, 2017

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Meta do Brasil: diminuir a obesidade até 2019

Dados do novo relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) revelam que mais da metade da população brasileira está com sobrepeso e a obesidade já atinge a 20% das pessoas adultas. Segundo o relatório, com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o sobrepeso em adultos passou de 51,1% em 2010, para 54,1% em 2014.

A tendência de aumento também foi registrada na avaliação nacional da obesidade. Em 2010, 17,8% da população era obesa; em 2014, o índice aumentou para 20%, sendo a maior prevalência entre as mulheres, 22,7%. O documento também apontou o aumento do sobrepeso infantil. Estima-se que 7,3% das crianças menores de cinco anos estão acima do peso, sendo as meninas as mais afetadas, 7,7%.
O crescimento econômico, a urbanização e a mudança nos padrões de consumo são alguns aspectos que explicam o crescente aumento do sobrepeso. O relatório aponta que muitas famílias têm deixado de consumir pratos tradicionais e aumentado a ingestão de alimentos ultraprocessados e de baixa qualidade nutricional.
Por conta desses dados, durante o evento internacional realizado na sede da Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OPAS e OMS) em Brasília, o Brasil assumiu o compromisso de frear o crescimento do excesso de peso entre a população. A medida faz parte da chamada “Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição” da ONU, acordo que prevê que haja incentivo dos países à alimentação saudável.
O país assumiu três compromissos até o ano de 2019. O primeiro deles envolve deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional; em seguida reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta; e por fim ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou que a prevenção da obesidade é a marca da atual gestão da pasta. Segundo o ministro, o Brasil vem enfrentando um aumento expressivo de sobrepeso e obesidade em todas as faixas etárias, e as doenças crônicas são as principais causas de morte entre adultos.
Ainda segundo Barros, o setor da saúde tem um papel importante na promoção da alimentação adequada e saudável. Desta forma, o Ministério tem reforçado os programas e as iniciativas que buscam mudar o hábito da população e incentivar práticas mais saudáveis.
Combater a obesidade implica em adotar sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis que unam agricultura, alimentação, nutrição e saúde. É necessário fomentar a produção sustentável de alimentos frescos, seguros e nutritivos, além de garantir a oferta, a diversidade e o acesso a essa alimentação. Isso deve ser complementado com educação nutricional e advertências sobre a composição nutricional dos alimentos ricos em açúcar, gordura e sal aos consumidores.Algumas empresas do setor alimentício já começaram a se adaptar a necessidade de alimentação saudável da população.

março 28, 2017

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Estudo mostra que erros na divisão do DNA de células normais originam câncer

Diversos estudos apontam como causas de câncer a má alimentação, a hereditariedade e o meio ambiente. Mas segundo uma pesquisa publicada pela revista Science existe outra fonte para esse problema. Pesquisadores analisaram o sequenciamento do genoma e dados epidemiológicos de 32 tipos de câncer e concluíram que quase dois terços das mutações nesses cânceres são atribuíveis a erros aleatórios no DNA que ocorrem naturalmente em células saudáveis, durante a divisão e replicação do genoma.

Em uma segunda análise, incluindo dados de 69 países de seis continentes, os cientistas da Universidade Johns Hopkins descobriram que existe uma alta correlação entre a incidência de câncer e o número total de divisões de células-tronco normais.

Para fazer essa avaliação, Tomasetti e Vogelstein utilizaram 423 bancos de dados internacionais sobre câncer, analisando dados publicados sobre as divisões de células-tronco em diferentes tecidos humanos e comparando os dados com a incidência ao longo da vida de 17 tipos de câncer.

Em janeiro de 2015, uma pesquisa também afirmou que a razão de alguns tecidos do corpo serem milhões de vezes mais vulneráveis ao câncer do que outros está relacionada ao número de vezes que uma célula se divide.

De acordo com os pesquisadores, os resultados da pesquisa mostram a importância em focar também no que eles chamam de prevenção secundária (detecção precoce e intervenção precoce).

Segundo os cientistas, para esse tipo de câncer causados por mutações a prevenção secundária seria a única opção. Para os cânceres em que apenas uma pequena porcentagem de mutações aconteceram por erros aleatórios de replicação do DNA, a prevenção primária (que visa minimizar as exposições ambientais e hábitos nocivos a saúde) continuará a ser a forma mais eficaz de reduzir as mortes pela doença.

Os cientistas enfatizam que os resultados de seu estudo são totalmente consistentes com evidências epidemiológicas sobre o número de cânceres nos países desenvolvidos que são potencialmente evitáveis através de melhorias no ambiente e estilo de vida.

A Câncer Research UK, por exemplo, estima que 42% dos casos da doença são evitáveis, enquanto os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos calculam que 21% das mortes anuais por câncer podem ser evitadas.

Fonte: OESTADO

março 24, 2017

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Estudante britânico de 17 anos corrige dados errados da Nasa

Captura de Tela 2017-03-23 às 22.04.24Um adolescente britânico entrou em contato com cientistas da Nasa (agência espacial americana) para apontar um erro em seus dados.

O estudante Miles Soloman, de 17 anos, descobriu que sensores de radiação na Estação Espacial Internacional estavam gravando dados falsos.

O jovem de Sheffield, no norte da Inglaterra, recebeu uma resposta da agência espacial, que, além de agradecer pela correção, o convidou para ajudar a analisar o problema.

“Recebi um monte de planilhas, o que é muito mais interessante do que parece”, disse Soloman ao programa World at One, da BBC Radio 4.

A descoberta do estudante ocorreu como parte do projeto TimPix do Instituto de Pesquisa em Escolas (Iris, na sigla em inglês), que dá aos alunos de todo o Reino Unido a oportunidade de trabalhar em dados da estação espacial, procurando anomalias e padrões que possam levar a novas descobertas.

Durante a estadia do astronauta britânico Tim Peake na estação espacial, detectores começaram a registrar os níveis de radiação. “Fui direto para o fundo da lista, para os bits mais baixos de energia que havia”, explicou Soloman.

“Estávamos todos discutindo os dados, mas ele de repente se animou em uma das sessões e questionou: ‘por que há -1 energia aqui?'”, contou o professor de física do estudante, James O’Neill.

O que Soloman tinha acabado de notar era que, quando nada chegava ao detector, uma leitura negativa era gravada.

Mas você não pode obter energia negativa. Então aluno e professor entraram em contato com a Nasa.

“É muito legal”, disse o jovem. “Você pode contar para seus amigos: ‘acabei de enviar um email à Nasa e eles estão analisando os gráficos que eu fiz’.”

Descobriu-se que Soloman verificou algo que ninguém mais tinha notado – incluindo os especialistas da Nasa.

A agência disse que estava ciente do erro, mas ter acreditado que ele estivesse ocorrendo apenas uma ou duas vezes por ano – o estudante avisou que, na verdade, isso acontecia várias vezes ao dia.

O professor Larry Pinksy, da Universidade de Houston, disse à BBC Rádio 4 que seus colegas na Nasa “pensavam que tinham resolvido isso”.

“Isso ressalta – acho – um dos valores dos projetos da Iris em todos os campos com grandes dados. Eu tenho certeza de que há coisas interessantes que os alunos podem encontrar, e que os profissionais não têm tempo para fazer.”

O professor, que trabalha com a Nasa no monitoramento de radiação, disse que a correção foi “mais apreciada do que considerada algo embaraçoso”.

‘Inveja e tédio’

Mas o que os amigos de Soloman acham de sua descoberta?

“Eles obviamente pensam que sou um nerd”, disse.

“Noto uma mistura de inveja e tédio quando conto os detalhes para eles.”

O jovem acrescentou: “Não estou tentando provar que a Nasa está errada. Quero trabalhar com eles – e aprender com eles”.

O diretor da Iris, Becky Parker, disse que esse tipo de experiência que leva a “ciência real para a sala de aula” pode atrair mais jovens para a ciência, a tecnologia, a engenharia e a matemática.

“O Iris coloca a verdadeira pesquisa científica nas mãos dos estudantes, independentemente do seu contexto ou do contexto da escola. A experiência os inspira a se tornarem a próxima geração de cientistas.”

 fonte: g1.globo.com

março 21, 2017

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Descobertas arqueológicas lançam luz sobre vida na época de Jesus

A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) apresentou neste domingo (19) dezenas de objetos que datam do século I. Os estudiosos creem que isso poderá ajudar a se compreender melhor a vida na época de Jesus Cristo.

O variado material, descoberto recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, inclui vasos, utensílios de cozinha, restos de lagares para o vinho, ossuários com inscrições em hebraico e até pregos usados nas crucificações.

Gideon Avni, diretor da divisão arqueológica da AAI, explicou à imprensa: “Agora, podemos descrever de forma muito precisa a vida cotidiana desta época, desde o nascimento, através dos costumes alimentares e das viagens, até a morte, com os ritos funerários”.

Atualmente, a Autoridade possui um acervo com mais de um milhão de objetos descobertos em escavações. Todos os anos eles recebem cerca de 40 mil novos, vindos de 300 lugares em Israel.

“O essencial para nós é poder compreender muito especificamente o modo de vida da época de Jesus, do nascimento até a morte”, ressaltou o arqueólogo. Ao falar sobre a pessoa de Cristo, Avni ressalta disse que não há razão para duvidar que Jesus tenha existido somente por que os arqueólogos não encontraram provas físicas sobre sua passagem pelo mundo.

 Há registros sobre ele e sua influência, mas muitos historiadores rejeitam os relatos bíblicos como fatuais, por isso acreditam que não sejam o suficiente.

Yisca Harani, uma estudiosa israelense do cristianismo, disse ao Times of Israel que a falta de evidência física sobre Jesus é um “mistério trivial”.

“Por que esperar que na antiguidade haveria alguma evidência de sua existência?”, disse Harani. “É a realidade da vida humana. São governantes ou militares que sempre tem sua memória inscrita em pedra e artefatos”. Ela acredita ainda o que maior testemunho de Jesus “são as suas palavras”.

Fonte: gospelprime.com.br

março 21, 2017

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Cérebro de paciente continuou ativo por 10 minutos após sua morte

Médicos de uma UTI no Canadá presenciaram na última semana algo até agora inexplicável. Um paciente teve atividade cerebral detectada mesmo 10 minutos após ser declarado morto. Segundo o grupo, as ondas notadas no cérebro se assemelhavam as de alguém que estava em sono profundo. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Canadian Journal of Neurological Sciences.De modo geral, a morte cerebral é considerada o momento final da vida de um paciente. Uma vez que não há mais estímulos elétricos atravessando o cérebro da pessoa, permite-se atestar, de maneira definitiva, o óbito. O caso analisado, no entanto, segue a via inversa. Mesmo sem pulso, reação nas pupilas ou atividade respiratória, indícios de consciência ainda foram notados.Os pesquisadores monitoraram quatro pacientes com idade entre 58 e 72 anos, registrando a atividade de seus cérebros em um eletroencefalograma. Em apenas uma das mortes foi observada a situação descrita. O homem tinha 67 anos e faleceu em decorrência de uma parada cardíaca. Ainda assim, a atividade cerebral de cada caso apresentou diferenças significativas, tanto antes como cinco minutos após o óbito – o que indica que a morte humana pode ser um processo mais gradual que se pensava.A possibilidade dessa atividade cerebral póstuma, segundo os pesquisadores, aponta para um dilema ético e legal no processo de doação de órgãos. Uma vez que o paciente tem o cérebro ainda funcionando, a preparação para cirurgias de transplante, normalmente posterior a falência do sistema circulatório, poderia representar uma violaação da vida do paciente, quando potencialmente consciente.Outros estudos já tentaram investigar o exato instante que antecede a morte, ainda que seu conceito dependa das diferentes interpretações clínicas. Uma pesquisa de 2011 demonstrou que o cérebro e o restante do organismo podem parar em momentos diferentes, ao verificar registros de consciência em ratos 50 segundos após sua decapitação.

Fonte: super.abril.com.br

março 17, 2017

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Cientistas usam eletricidade para sincronizar cérebro e melhorar a memória

Pesquisadores do Imperial College de Londres descobriram que a aplicação de uma corrente de baixa tensão sobre a cabeça pode melhorar a memória de trabalho de curto prazo.

A equipe descobriu que aplicar uma corrente elétrica fraca através do couro cabeludo ajudou a alinhar diferentes partes do cérebro, sincronizando suas ondas cerebrais e permitindo que eles mantenham a mesma batida.

Na pesquisa, realizada em colaboração com o University College de Londres, os cientistas usaram uma técnica chamada estimulação transcraniana de corrente alternada (TACS) para manipular o ritmo normal do cérebro.

A equipe usou a técnica para direcionar o estímulo a duas regiões do cérebro, o giro frontal médio e o lóbulo parietal inferior, que são conhecidos por estarem envolvidos na memória de trabalho. Dez voluntários realizaram tarefas de memória que aumentavam de dificuldade, enquanto recebiam a estimulação.

A frequência foi realizada de forma não sincronizada, ou seja, em momentos diferentes nas partes do cérebro, ao mesmo tempo e também como uma “explosão rápida”.

Dez voluntários realizaram tarefas de memória que aumentavam de dificuldade, enquanto recebiam a estimulação. A frequência foi realizada de forma não sincronizada, ou seja, em momentos diferentes nas partes do cérebro, ao mesmo tempo e também como uma “explosão rápida”.

Nas experiências de memória de trabalho, os participantes olharam para uma tela em que os números brilharam e tiveram de se lembrar se um número era o mesmo que o anterior, ou no caso do julgamento mais difícil, se o número atual correspondia ao que tinha sido visto em duas imagens antes.

Os resultados mostraram que quando as regiões do cérebro foram estimuladas em sincronia, os tempos de reação nas tarefas de memória melhoraram, especialmente no exercício mais difícil de memorizar duas sequências de números. O melhor resultado apareceu quando as duas ondas tiveram o mesmo ritmo e ao mesmo tempo.

Usando uma ressonância magnética a equipe conseguiu visualizar as mudanças na atividade que ocorrem durante a estimulação, com a corrente elétrica modulando o fluxo de informações.

Os pesquisadores esperam que a técnica possa ser usada em pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral ou que têm epilepsia. O próximo passo é verificar se a estimulação cerebral funciona em pacientes com lesão cerebral, em combinação com imagens onde a comunicação de longo prazo do cérebro foi prejudicada.

Fonte: uol.com.br

março 14, 2017

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Estudo relaciona zika a problemas cardíacos em adultos

Novo estudo feito por cientistas americanos revela pela primeira vez que a infecção por zika pode causar problemas cardíacos. Os pesquisadores acompanharam nove pacientes com o vírus – e sem histórico de problemas no coração – atendidos em um hospital de Caracas, na Venezuela. Oito deles apresentaram perigosa arritmia e em seis foram registrados sintomas de insuficiência cardíaca.

O trabalho, liderado pela cardiologista Karina Gonzalez Carta, da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, foi apresentado nesta quinta-feira, 9. “Nosso estudo fornece claras evidências de que há uma relação entre a infecção pelo vírus da zika e complicações cardiovasculares”, afirmou.

Os infectados devem ficar atentos a sintomas de doenças cardiovasculares. “A pessoa com sintomas de zika que também apresentar sintomas como fadiga, falta de fôlego e palpitações no coração deve ver um médico imediatamente”, disse.

Segundo Karina, a equipe não ficou surpresa com o resultado, já que outras doenças semelhantes – como dengue e chikungunya – também afetam o coração. Mas a cientista afirma que a severidade dos problemas cardíacos e a rápida progressão das arritmias entre os pacientes não eram esperadas.

O grupo acompanhou nove pacientes do Instituto de Medicina Tropical de Caracas, que haviam relatado sintomas de zika uma semana antes e que em seguida tiveram sintomas de problemas cardíacos.

Os sintomas incluíam, principalmente, palpitações, perda do fôlego e fadiga. Só um dos nove já havia apresentado problema cardiovascular no passado – uma alta pressão sanguínea já totalmente controlada.

Depois de preencher formulário registrando todos os sintomas, os nove pacientes foram submetidos a um eletrocardiograma. Oito deles apresentaram problemas na taxa – ou ritmo – de batimentos cardíacos.

Com o resultado, foi feita uma bateria completa de exames cardíacos nos pacientes, incluindo ecocardiogramas e monitoramento por ressonância magnética cardíaca. Eles então foram monitorados por seis meses, a partir de julho.

As arritmias detectadas em oito dos pacientes incluíam três casos de fibrilação atrial (caracterizada por batimentos rápidos e irregulares), dois casos de taquicardia atrial não sustentada (um tipo de arritmia benigna) e dois casos de arritmias ventriculares (que pode ser mortal). Foram registrados seis casos de insuficiência cardíaca.

Efeito disfarçado. Segundo Karina, os dados revelaram que os sintomas de problemas cardiovasculares apareceram, em média, dez dias após as primeiras queixas de sintomas de zika.

Segundo ela, é provável que muito mais casos de sequelas cardíacas ligadas ao vírus sejam diagnosticados no futuro.

“Precisamos agora de estudos maiores e sistemáticos para entender o verdadeiro risco de problemas cardíacos relacionados à zika – e descobrir o que leva alguns pacientes a serem mais suscetíveis”, explicou a cientista.

Fonte: saude.estadao.com.br

março 10, 2017

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Cientistas detectam pó interestelar de uma das galáxias mais distantes

Uma equipe internacional de cientistas detectou o pó interestelar da galáxia A2744_YD4, que é uma das mais distantes conhecidas, em uma pesquisa que traz luz sobre o ciclo de vida das primeiras estrelas do Universo.

O pó cósmico é composto de silício, carbono e alumínio, com grãos tão pequenos como um milionésimo de centímetro, e consiste de partículas que se formam no interior das estrelas que, quando morrem, as dispersam pelo espaço, especialmente ao explodirem como supernovas, a última fase das estrelas massivas.

Na atualidade, esse pó é abundante e vital para a formação de estrelas, planetas e moléculas complexas, mas existia em pouca quantidade no início do Universo, antes da morte das primeiras estrelas, explicou o Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC), na Espanha, em comunicado de imprensa.

A descoberta foi feita através do telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), no Chile, e o estudo publicado na revista especializada “The Astrophysical Journal Letters” foi dirigido por Nicolas Laporte, astrônomo da University College London (UCL), no Reino Unido.

A galáxia A2744_YD4 não é apenas a mais distante observada pelo ALMA, mas, além disso, a detecção de tanto pó indica que supernovas anteriores devem tê-la contaminado previamente, segundo Laporte, que acrescentou que esta observação é também a detecção mais distante de oxigênio no Universo.

O pó cósmico encontrado na 2744_YD4 foi observado apontando o telescópio em direção a um conjunto de galáxias denominado Abell 2744, que serviu como uma lente gravitacional.

Devido a esse fenômeno, o conjunto de galaxias funciona como um telescópio gigante que magnifica em cerca de 1,8 vezes a galáxia A2777_YD4 e permite observar ainda mais longe, ou seja, antes no tempo.

As observações posteriores foram realizadas com o telescópio Very Large Telescope (VLT), no Chile, e confirmaram a grande distância em que está A2744_YD4, quando o Universo tinha apenas 600 milhões de anos e as primeiras estrelas e galáxias estavam se formando.

Também foram utilizadas imagens obtidas com o Telescópio Espacial Spitzer, para calcular o desvio para o vermelho aproximado (a partir do qual se pode determinar a distância em que se encontra a galáxia) inclusive antes de obter seu espectro, afirmou Alina Streblyanska, astrônoma do IAC.

A detecção de pó desta época tão primordial revela novas pistas do momento em que as primeiras estrelas explodiram como supernovas e inundaram o cosmos de luz, e calcular este “despertar cósmico” é um dos “Santos Graais” da astronomia moderna, de acordo com os pesquisadores.

A equipe estimou que A2744_YD4 tem uma quantidade de pó equivalente a 6 milhões de vezes a massa do Sol, enquanto todas as suas estrelas equivalem a 2 bilhões de massas solares.

Também puderam medir a taxa de formação estelar e descobriram que as estrelas estão se formando a um ritmo de 20 massas solares por ano, muito rápido se comparado com uma massa solar por ano na Via Láctea.

Essa velocidade não é incomum em uma galáxia tão distante, mas ajuda a saber a que ritmo o pó se formou nela, comentou o coautor do estudo Richard Ellis, astrônomo do European Southern Observatory (ESO) e da UCL.

O tempo que leva este processo é de cerca de 200 milhões de anos, portanto se a 2744_YD4 observada está pouco depois de sua formação, então as estrelas começaram a se formar aproximadamente 200 milhões de anos antes da luz observada agora, acrescentaram os cientistas.

Assim, abre-se uma grande oportunidade para que o ALMA e outros grandes telescópios comecem a explorar a época mais antiga possível, na qual surgiram as primeiras estrelas e galáxias do Universo.

março 7, 2017

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Comer demais é ruim para o meio ambiente e prejudica a alimentação mundial

Comer demais afeta mais do que o seu peso. Pode prejudicar a alimentação da população mundial e o meio ambiente. De acordo com um estudo da Universidade de Edimburgo, quase 20% dos alimentos produzidos são desperdiçados pelos consumidores. A população mundial consome cerca de 10 % mais alimentos do que precisa, enquanto quase 9% é jogado fora ou deixado para estragar.

Usando dados coletados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, pesquisadores examinaram dez etapas fundamentais no sistema alimentar global, incluindo o consumo de alimentos e o crescimento e colheita de culturas.

A equipe descobriu que mais alimentos são perdidos do se pensava anteriormente.

Quase metade das colheitas, o que representa 2,1 bilhões de toneladas, são perdidas por consumo excessivo, desperdício e ineficiência nos processos de produção, dizem os cientistas. A produção de gado é o processo menos eficiente e perde 840 milhões de toneladas. Cerca de 1,08 bilhão de toneladas de colheitas são utilizadas para produzir 240 milhões de toneladas de produtos animais comestíveis, incluindo carne, leite e ovos. Este estágio sozinho responde por 40% de todas as perdas de colheitas.

De acordo com o estudo, publicado na revista Agricultural Systems, o aumento da procura por alguns alimentos, em especial a carne e lacticínios, pode reduzir a eficiência do sistema alimentar e dificultar assim que toda a população seja alimentada.

Atender a essa demanda poderia causar danos ambientais, elevar as emissões de gases de efeito estufa, esgotar o abastecimento de água e causar perda de biodiversidade.

Para os pesquisadores, uma forma de reduzir o desperdício seria incentivar as pessoas a comerem menos produtos animais, reduzir o desperdício e não exceder as necessidades nutricionais do organismo.

Fonte: uol.com.br

março 3, 2017

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Qual a origem da vida na Terra? Fósseis de 4 bi de anos podem responder

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fonte: Dominix Papineau

Cientistas acreditam ter encontrado os fósseis mais antigos do mundo, que podem ajudar a desvendar a origem da vida na Terra, de acordo com estudo publicado na Nature.

Os especialistas afirmam que os fósseis podem ter se formado entre 3,7 bilhões e 4,28 bilhões de anos atrás. As rochas estudadas estão no cinturão Nuvvuagittuq, Quebec, no Canadá.

Se essas rochas realmente se formaram a 4,28 bilhões de anos, então estamos discutindo a origem da vida longo após da formação dos oceanos, 4,4 bilhões de anos atrás”

Matthew Dodd, autor da pesquisa da Universidade de Londres, na Inglaterra.

A nova descoberta suporta a teoria de que a vida emergiu e se diversificou rapidamente na Terra e, segundo os autores, proporciona novos caminhos para investigar se a vida existiu em outras partes do sistema solar, incluindo a lua de Júpiter, Europa, e Marte, que já se vangloriava de oceanos.

“Se olharmos para as velhas rochas de Marte e não pudermos encontrar nenhuma evidências de vida, podemos descobrir que a Terra é uma exceção muito especial e que a vida só conseguiu surgir aqui, no nosso planeta”, afirma Dodd.

Como são as rochas e os fósseis?

As rochas são algumas das mais antigas do mundo e devem ter se formado em torno de respiradouros hidrotermais subaquáticos –uma tese apoiada por análises químicas que insinuam uma formação submarina, bem como a presença de estruturas como basaltos de almofadas, que são formados quando a lava encontra a água.

Já os microfósseis podem ser restos de bactérias que uma vez prosperaram sob a água em torno destes respiradouros hidrotermais, dependendo de reações químicas envolvendo o ferro para sua energia. Eles seriam compostos de minúsculos tubos e filamentos feitos de um óxido de ferro conhecido como hematita.

Os autores escrevem que “os tubos e filamentos são restos de bactérias filamentosas que metabolizam o ferro e, por tanto, representam as formas de vida mais antigas da Terra”.

As bactérias oxidantes de ferro existem até hoje e a descoberta pode destacar o sucesso de tais organismos. “Eles têm em torno de 3,8 bilhões de anos, pelo menos”, afirma outro pesquisador que participou do estudo, Dominix Papineau.

Fonte:uol.com.br