fevereiro 28, 2017

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Pessoas inteligentes são mais felizes sozinhas, sugere pesquisa

Antes só do que mal acompanhado? Para as pessoas mais inteligentes, o ditado popular muda, bastando apenas afirmar “antes só”, não importando quem é o amigo. Elas se sentem mais felizes quando estão sem nenhuma companhia. É o que diz um estudo publicado no British Journal of Psychology.

Para os psicólogos evolucionistas Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, e Norman Li, da Universidade de Cingapura, isso ocorre porque quem possui QI mais elevado consegue se adaptar melhor a círculos de amizades menores.

No estudo, foram entrevistadas 15 mil pessoas entre 18 e 28 anos. A pergunta feita pelos pesquisadores era simples: você se sente feliz? As respostas foram analisadas de acordo com o lugar onde viviam os participantes e quão frequentes eram suas interações sociais.

As pessoas que vivem em áreas mais densamente povoadas relataram menor satisfação com a vida em geral. Mas, quanto mais interações sociais com amigos próximos os entrevistados diziam ter, maior era a felicidade relatada –somos seres sociais e precisamos de amigos.

Mas houve uma exceção no estudo. Para as pessoas mais inteligentes, essas correlações foram diminuídas ou até mesmo invertidas. Ou seja, quem possui QI mais elevado não se importa tanto com as agruras da vida em grandes cidades e se sente melhor com menos interações com os amigos.

“O impacto da densidade populacional na satisfação com a vida foi mais do que duas vezes maior entre indivíduos com QI baixo em comparação com indivíduos com QI alto. E indivíduos mais inteligentes estavam menos felizes quando se socializavam com seus amigos com mais frequência”, dizem os pesquisadores.

Nosso cérebro se adaptou para a vida na savana

Para explicarem os resultados da pesquisa, os pesquisadores partem do pressuposto de que o nosso cérebro evoluiu durante milhares de anos para atender às necessidades do nosso ambiente ancestral. E não teria dado tempo para que o cérebro se adaptasse ao estilo de vida moderno. Assim, o que fazia os povos caçadores e coletores felizes continua nos fazendo felizes.

“Situações e circunstâncias que teriam aumentado a satisfação da vida de nossos antepassados podem ainda aumentar nossa satisfação de vida hoje”, afirmam.

Pense na vida na savana africana de nossos ancestrais pré-históricos. Naquela época, a densidade populacional era semelhante ao que encontraríamos hoje em áreas pouco habitadas do Alasca ou da Amazônia (menos de uma pessoa por km²). Imagine colocar um indivíduo pré-histórico no centro de São Paulo numa segunda-feira na hora do rush (cerca de 7 mil pessoas por km²). Ela sentiria ao menos algum desconforto.

Para eles, o fato de ainda hoje sermos seres sociais é um reflexo de nossa dependência precoce de grupos sociais bem unidos.

Pessoas mais inteligentes se adaptam às cidadesGigantescas transformações que ocorreram entre a vida nas savanas africanas e as grandes metrópoles contemporâneas geraram modos e estilos de vida completamente diferentes. Mas o período em que essas transformações ocorreram foi curtíssimo em comparação com os milhares de anos da pré-história. Basta pensar que o Homo sapiens surgiu na África há cerca de 200 mil anos e a agricultura, há 10 mil anos. E que a Primeira Revolução Industrial, que acelerou o desenvolvimento da vida urbana, faz apenas 250 anos.

Os pesquisadores argumentam que a constituição de nosso organismo não acompanhou as rápidas transformações e permaneceu a mesma do início da humanidade. E, por isso, ocorre um descasamento entre o que nos faz de fato felizes e a vida nas cidades populosas, em que as pessoas são solitárias. Mas por que então pessoas mais inteligentes dizem estar mais felizes no anonimato e na solidão de seus apartamentos nas grandes metrópoles?

Li e Kanazawa argumentam que quem tem o QI mais elevado pode estar melhor equipado para lidar com um estilo de vida tão estranho à nossa natureza primordial. “Os indivíduos que possuem níveis mais elevados de inteligência geral têm maior capacidade de resolver problemas novos. Por isso, podem enfrentar menos dificuldade em compreender e lidar com entidades e situações evolutivamente novas”, dizem eles.

Assim, viver em uma área de alta concentração populacional pode ter um efeito menor sobre o bem-estar geral em quem está mais apto a reconciliar as predisposições evolucionárias com o mundo moderno. Da mesma forma, as pessoas mais inteligentes podem estar mais bem equipadas para descartar a rede de amigos que era tão importante para caçadores-coletores. 

O argumento de Li e Kanazawa traz polêmica para o campo de estudos da psicologia evolucionista. Teorias que afirmam que nossos corpos são mais adaptados ao ambiente de nossos ancestrais têm sido alvo de críticas, principalmente devido à defesa de que a dieta dos povos da savana seria a mais indicada para nós, modernos.

Outra ressalva que pode ser feita à pesquisa é de que ela pediu para as pessoas afirmarem espontaneamente se estão felizes ou tristes, e não mensurou o bem-estar a partir de indicadores mais claros, como o número de vezes que a pessoa riu ou se irritou em um determinado período.

Fonte: uol.com.br

fevereiro 24, 2017

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Estamos sozinhos no Universo? Eis a questão que intriga tantos terráqueos

Estamos sozinhos no Universo? Eis a questão que intriga tantos terráqueos. Uma pesquisa do professor de física Stephen Kane, da Universidade de São Francisco (EUA), pode colocar ainda mais mistério em torno desta questão. O cientista encontrou um sistema planetário a 14 anos-luz de distância da Terra que está em uma zona habitável. Isso quer dizer que o sistema fica em uma região onde a água poderia existir em estado líquido na superfície de exoplanetas –como são chamados planetas fora do nosso Sistema Solar. O estudo foi divulgado no jornal Astrophysival.

Para deixar a descoberta mais intrigante, Kane afirma que um dos três exoplanetas que existem no sistema Wolf 1061 está inteiramente dentro desta zona habitável, o que gera expectativas de ter água e vida por lá. Mas ainda são necessários estudos mais precisos para qualquer afirmação.

Kane está trabalhando com a ajuda de colaboradores da Universidade do Tennessee, nos EUA, e da Universidade de Genebra, na Suíça, para esclarecer mais detalhes sobre o exoplaneta Wolf 1061c e ver se ele tem características parecidas com as da Terra, que dão suporte à vida.

O que o exoplaneta precisa ter?

Dois pontos precisam ser estudados no decorrer da nova pesquisa para os cientistas desvendarem se existem extraterrestres no Wolf 1061c.

O primeiro é descobrir a distância entre o exoplaneta e sua estrela mãe. Um planeta que está muito longe pode ser frio demais e congelar a água, o que acontece em Marte. Por outro lado, quando o planeta está muito perto, o calor faz a água evaporar, como o que pode ter acontecido com Vênus, segundo cientistas que acreditam que Vênus teve oceanos.

Outra preocupação é que, diferentemente da Terra, que experimenta mudanças climáticas como a Era do Gelo devido a variações lentas em sua órbita em torno do Sol, a órbita de Wolf 1061c muda a um ritmo mais rápido, o que resultaria em um clima caótico com variações intensas de frio e calor.

Segundo Kane, nos próximos anos novos telescópios serão lançados, como o telescópio espacial James Webb, sucessor do Hubble, que será capaz de detectar componentes atmosféricos dos exoplanetas e mostrar o que está acontecendo na superfície.

Assim, as dúvidas sobre novos habitantes em um sistema planetário distante serão esclarecidas.

Quer ser um caçador de exoplanetas?

Se o seu sonho for buscar por novidades no Universo, você pode ter ganhado uma ajuda. Uma equipe internacional de astrônomos divulgou a maior compilação de observações de exoplanetas já feita, para tornar as pesquisas mais acessíveis.

A ideia da equipe é dividir a compilação que inclui quase 61 mil medições feitas em mais de 1.600 estrelas para que mais cientistas ou curiosos ajudem a encontrar os novos planetas. Eles já detectaram mais de 100 exoplanetas potenciais e esperam a ajuda do mundo para fazer esse número crescer.

A fórmula mágica usada por eles para localizar os novos planetas se baseia no fato de que se um planeta é influenciado pela gravidade da estrela que orbita, a gravidade do planeta também afeta a estrela. Eles calculam quantas forças estão interagindo com a estrela mãe e estimam quantos exoplanetas estariam naquela órbita.

O material pode ser acessado online e tem um software com o tutorial de como interpretar os dados. Quer tentar a sorte? Vai que você acaba achando um planeta novo para chamar de seu.

Fonte: uol.com.br

fevereiro 21, 2017

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Pesquisa da Unicamp liga ‘Saúde da Família’ à redução de infartos e AVCs

A atenção básica desenvolvida na rede pública, por meio de ações voltadas à chamada “Saúde da Família”, é capaz de reduzir casos de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC), segundo uma pesquisa da Unicamp com dados de 645 municípios paulistas. O estudo foi feito no campus de Piracicaba (SP) e considerou indicadores entre 1998 e 2013.

O resultado aponta que quanto maior a cobertura de assistência por meio do Programa Saúde da Família (PSF), menores são os indicadores de AVC e infarto. O trabalho é da cirurgiã-dentista Denise Cavalcante, durou 15 meses e foi elaborado dentro do Programa de Mestrado Profissional em Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP).

No período estudado de 15 anos, o indicador de infarto sofreu queda de 56,5%. Passou de uma média de 26,9 casos a cada 10 mil habitantes para 11,7 casos.

“Nos casos de AVC, percebemos que nos primeiros anos os índices cresceram e com a implantação dos PSFs começaram a regredir”, explica a pesquisadora. Os AVCs chegaram a 11 registros, em média, a cada 10 mil habitantes em 2004. Em 2013, o índice médio era de 6 casos.

“É uma prova de que quando esses cuidados da atenção básica são diferenciados junto à comunidade e à família, são mais efetivos”, afirma Denise.

Ainda de acordo com a pesquisadora, as implantações das equipes de saúde nas cidades se mostraram efetivas e atuantes nestes indicadores. “Isto porque além de ter acesso à consulta médica, o paciente tem atenção de diferentes profissionais, como agente comunitário de saúde, enfermeiro, equipe técnica auxiliar e equipe de saúde bucal”.

De acordo com Denise, o levantamento também aponta resultados positivos na distribuição gratuita de medicamentos e na inserção dos Núcleos de Apoio a Saúde da Família (Nasf), assim como o desenvolvimento de trabalho por meio de equipes multiprofissionais que incluem nutricionista, psicólogo, fisioterapia, educador físico, entre outros.

As informações de casos de AVC e infarto foram coletadas junto ao Sistema de Informação Nacional (Datasus), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Infraestrutura
De acordo com Denise, os gestores e o controle social tem papel primordial na política local. “O investimento em atenção básica deve necessariamente incluir melhorias de infraestrutura com as devidas manutenções das unidades de saúde e de seus equipamentos”, afirma.

“A qualificação das equipes tem que ser constante e esta deve encontrar o sentido do porque fazer, trabalhando firme no controle dos indicadores. A sociedade precisa entender minimamente este processo e cobrar seus direitos constitucionais”, complementa.

Estratégia
A coordenadora do curso de enfermagem da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Tereza Mitsue Horibe, explica que o PSF nasceu para atender os princípios do SUS. “A iniciativa visa a inclusão e participação da população. Os profissionais vão ao encontro das pessoas nos seus bairros”, disse. “Esta é uma das melhores estratégias que há mundialmente. Ela leva a pessoa a ter vínculo dentro do seu território com profissionais que orientam e dão diretrizes que provocam o bem-estar”, acrescenta.

Apesar da avaliação positiva, a docente afirma que o desafio é fazer com que a população promova mudanças de hábitos. “O AVC e o infarto muitas vezes são causados pelo estilo de vida. Muitas pessoas são sedentárias, consomem álcool, tabaco ou estão obesas”, explica.

Para Tereza, alimentação saudável e prática de exercícios físicos precisam de orientação. “Sabemos das dificuldades, mas seria importante que a população tivesse acesso a práticas alternativas como homeopatias, acupuntura e ginásticas. São alternativas que também ajudariam na melhora destes indicadores”, opina. “Não adianta apenas colocar academias ao ar livre, por exemplo, sem que se tenha um educador físico para orientar e incentivar a população”, finaliza.

Fonte: g1.globo.com

fevereiro 17, 2017

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Estudo aponta que déficit de atenção é transtorno cerebral

As pessoas com Transtorno por Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) têm o cérebro levemente menor, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira (16), que reitera que se trata de uma alteração física, e não apenas de uma má conduta.

Este estudo, o maior até agora dedicado ao cérebro das pessoas com esta síndrome encontrou “diferenças estruturais” e evidências de atraso no desenvolvimento, segundo os pesquisadores.

“Os resultados de nosso estudo confirmam que as pessoas com TDAH têm diferenças na estrutura cerebral, o que sugere que o TDAH é um transtorno no cérebro”, afirmou a diretora do estudo, Martine Hoogman, do Centro Médico da Universidade Radboud, na Holanda.

“Esperamos que isto ajude a reduzir o estigma de que o TDAH é ‘apenas um rótulo’ para crianças com dificuldades ou que é provocado por uma educação pobre”, acrescentou em um comunicado.

As conclusões do estudo, no qual participaram 1.713 pessoas com esta síndrome e 1.529 pessoas sem ela, foi publicado na revista The Lancet Psychiatry.

O TDAH é diagnosticado geralmente na infância, mas pode perdurar nos adultos. Seus sintomas mais frequentes são os problemas de concentração, a hiperatividade e a impulsividade.

A causa do transtorno gera controvérsia e alguns especialistas insistem que o TDAH é apenas um pretexto para utilizar medicamentos que suavizem o comportamento de crianças com personalidades conflitivas.

Neste estudo, Hoogman e sua equipe analisaram as ressonâncias magnéticas de pessoas entre 4 e 63 anos, com ou sem TDAH, e mediram o volume total de seu cérebro, assim como o tamanho de sete regiões que podem estar vinculadas ao transtorno.

O volume total era menor em pessoas diagnosticadas com a síndrome, também de cinco zonas do cérebro, disseram os cientistas.

“Estas diferenças são muito pequenas (…) por isso, a dimensão de nosso estudo, sem precedentes, era crucial para nos ajudar a detectar isto”, acrescentou Hoogman.

Outros estudos anteriores, que vinculam as mudanças no volume do cérebro com o TDAH, eram muito pequenos para ser conclusivos, afirmou.

Fonte: noticias.uol.com.br

fevereiro 14, 2017

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Cientistas descobrem por que alguns ‘odeiam’ o som de pessoas mastigando

A explicação está na misofonia, uma condição marcada por reações intensas a alguns sons específicos, bem mais complexa do que o “não gostar” de alguns barulhos. “Eu me sinto ameaçada e que preciso me debater ou fugir – a resposta é sempre essa, lutar ou fugir”, conta Olana Tansley-Hancock, de 29 anos, que convive com misofonia há mais de duas décadas.

Cientistas britânicos mostraram que os cérebros de algumas pessoas são programados para produzir uma resposta emocional excessiva nessas situações. Olana desenvolveu a condição quando tinha oito anos. Os sons que a irritam incluem o de respiração, de mastigação e o farfalhar de folhas ou sacos de papel ou plástico.

“Qualquer pessoa comendo salgadinho crocante faz com que eu me afaste na hora. O barulho do pacote abrindo já é o suficiente para eu começar a me mexer”, disse ela à BBC. “Não é qualquer irritação, é algo que me faz dizer imediatamente: ‘Meu Deus, que barulho é esse?’, e aí eu tenho que sair dali ou fazer parar na hora.”

“Passei muito tempo evitando lugares como cinema. Em trens, eu tinha que mudar de lugar sete ou oito vezes em menos de 30 minutos. E eu deixei um emprego depois de três meses depois de ter passado mais tempo chorando e tendo ataques de pânico do que trabalhando”, contou. Cientistas britânicos escanearam o cérebro de 20 pessoas com misofonia – incluindo Olana – e 22 pessoas sem o problema. Os voluntários tiveram de ouvir diversos barulhos enquanto estavam ligados ao equipamento de ressonância magnética, incluindo:

  • sons neutros, como a chuva
  • sons mais incômodos em geral, como gritos
  • sons que ativavam a doença

Os resultados, divulgados na publicação científica Current Biology, revelaram que a parte do cérebro que une nossas sensações com nossas emoções – o córtex insular anterior – estava excessivamente ativa em momentos de misofonia. E que, nos voluntários que sofrem da condição, as conexões e interações com outras partes do cérebro se davam de forma diferente. “Eles começam a ficar extenuados quando começam a ouvir esses sons, mas a atividade era específica sobre esses sons que ativam a doença, não os outros dois”, disse o cientista Sukhbinder Kumar, da Universidade de Newcastle.

“A reação é majoritariamente de raiva. Não é nojo, desgosto, a emoção dominante é raiva – parece uma resposta normal, mas de repente se torna uma resposta exagerada.”

Tratamento

Não há tratamentos para o problema, mas Olana desenvolveu uma forma de “driblá-lo”, usando, por exemplo, tampões nos ouvidos. Ela também sabe que cafeína e álcool pioram a condição, por isso evita os dois. “Mas agora eu consegui amenizar o problema, ainda consigo ter um emprego – conheço muita gente que não consegue -, então eu me sinto com sorte, na verdade”, afirmou.

Ainda não se sabe ao certo o quanto o problema é comum ou não, já que também não há uma forma clara para diagnosticar o problema, que é considerado uma descoberta recente. Atualmente, a esperança dos pesquisadores é que o entendimento sobre como funciona o cérebro de uma pessoa com misofonia – em comparação com o cérebro de pessoas que não sofrem do problema – ajude a encontrar novos tratamentos.

Uma ideia é que passar uma corrente elétrica de baixa intensidade pelo crânio, ação conhecida por ajustar funções do cérebro, pode ajudar.

Tim Griffiths, professor de neurologia cognitiva da Newcastle University e da University College London de Londres, disse esperar “que isso tranquilize um pouco os pacientes”. “Eu era parte dessa comunidade cética até que recebemos pacientes na clínica e entendemos o quão surpreendentes e semelhantes eram as suas características”, disse.

“Nós agora temos evidências para estabelecer a base do transtorno conforme as diferenças no mecanismo do controle do cérebro em casos de misofonia.”

fevereiro 10, 2017

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Cientistas encontram na Amazônia vestígios de povos de mais de 2.000 anos

Muito antes de os europeus terem chegado às Américas em 1492, a floresta amazônica foi transformada durante milhares de anos pelos povos indígenas, que escavaram mais de 400 círculos misteriosos na paisagem acriana – informaram cientistas nesta segunda-feira (6).

Embora o propósito dessas centenas de valetas, ou geoglifos, permaneçam um mistério, cientistas afirmam que podem ter servido como locais de ritual.

Juntamente com fotos aéreas, o desmatamento moderno ajudou a revelar cerca de 450 desses desenhos no estado do Acre, oeste da Amazônia brasileira.

“O fato de esses locais terem ficado escondidos sob a floresta tropical madura realmente muda a ideia de que as florestas amazônicas são ‘ecossistemas intocados'”, afirmou a principal autora do estudo, Jennifer Watling, pesquisadora de Pós-Doutorado do Museu de Arqueologia e Etnografia na USP (Universidade de São Paulo).

Arqueólogos descobriram pouquíssimos artefatos dos locais e cientistas suspeitam que as estruturas – que se estendem por 13.000 quilômetros quadrados – não foram construídas para criar cidades, ou por razões de defesa.

Ao invés disso, eles acreditam que os humanos alteraram florestas de bambu e criaram clareiras pequenas e temporárias, “concentrando-se em espécies de árvores economicamente valiosas, como palmeiras, criando uma espécie de ‘supermercado pré-histórico’ de úteis produtos florestais”, destacou o estudo publicado na publicação científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences.

O estudo se baseou em técnicas inovadoras usadas para reconstruir cerca de 6.000 anos de histórico da vegetação e de fogo ao redor de dois sítios, contendo geoglifos.

Watling, que realizou a pesquisa enquanto estudava na Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, disse que as descobertas mostram que a região não foi intocada pelos humanos no passado, contrariando a crença popular.

“Nossa evidência de que as florestas amazônicas foram manejadas por povos indígenas muito antes do contato com os europeus não deveria ser usada como justificativa para as formas destrutivas e insustentáveis de uso do solo praticadas hoje”, acrescentou.

“Deveria, ao contrário, servir para destacar a ingenuidade dos regimes de subsistência no passado que não levam à degradação florestal e a importância dos povos indígenas na descoberta de alternativas mais sustentáveis para o uso do solo”, concluiu.

Brasil tem registro humano mais antigo

A arqueologia brasileira é vasta em achados, com exemplares de fósseis de mais dez mil anos. Os vestígios de registro humano mais antigos foram encontrados no Parque Nacional da Serra da Capivara, localizado no Piauí, a 510 km de Teresina. O local reúne pinturas rupestres de milhares de anos. Restos de fogueiras podem ser os mais antigos da América.

Fonte:uol.com.br

fevereiro 7, 2017

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Agência espacial anuncia construção de templo na Lua

A ideia parece ter saído de algum filme de ficção científica, mas os membros da ESA (Agência Espacial Europeia) anunciaram na semana passada planos para construir um “Templo na Lua”. Ele fará parte da primeira base impressa em 3D na superfície lunar.

O conceito de um assentamento lunar vem sendo desenvolvido há anos e os artistas da ESA acreditam que nesse lugar os conceitos precisarão ser “repensados”. Como a religião faz parte da maioria das pessoas do planeta, parece lógico esperar que eles procurarão alguma forma de culto.

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Jorge Mañes Rubio, que trabalha no projeto da colônia, é membro da Advanced Concepts Team (ACT), que pesquisa tecnologias emergentes e futuras para a agência. Ele chama o local de “centro espiritual lunar”, embora não acredita que ele representará as religiões que conhecemos. Eles preferem descreve-la como “um local de contemplação”.

A estrutura, que funciona na premissa da união da humanidade é ecumênica e ao mesmo tempo espera unir as pessoas de forma nova. Conforme foi anunciado, a ESA deve erguê-la na colônia, planejada para ficar na borda da Cratera Shackleton, no polo sul da Lua. A escolha se baseia no fato de o local receber continuamente a luz solar. Sendo assim, oferecerá uma combinação perfeita de calor para a vida e frio para gelo – que por sua vez fornecerá água.

Rubio visualiza o Templo da Lua com uma cúpula de 50 metros de altura. Ela terá aberturas voltadas para a Terra. O local também terá um telescópio, disponível para quem desejar olhar para o espaço.

Não há data para o início da construção, mas a NASA já anunciou planos para começar a colonização da Lua em 2022, com um custo de 10 bilhões de dólares. Com informações de Daily Maile Christian Today

Fonte: gospelprime.com.br

fevereiro 3, 2017

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Veja as espetaculares imagens de Saturno que mostram suas milhões de ‘miniluas’

Os anéis de Saturno hospedam milhões de miniluas, como revelam imagens inéditas enviadas pela sonda Cassini, da Nasa.

Estas imagens espetaculares capturam a maior riqueza de detalhes até então vista do planeta. Elas revelam que nos anéis de Saturno existem estruturas brilhantes chamadas hélices, que, por sua vez, são formadas por miniluas aglomeradas pelo efeito da gravidade.

“Estou surpresa com a melhora dos detalhes desta nova coleção (de imagens)”, destacou Carolyn Porco, cientista planetária que lidera a equipe de estudo das imagens da sonda.

Saturno é o sexto planeta a partir do Sol e o segundo maior do Sistema Solar, depois de Júpiter.

Níveis de detalhes como este foram capturados pela primeira vez (Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)

Níveis de detalhes como este foram capturados pela primeira vez (Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)

Cassini capturou as imagens no dia 18 de dezembro a uma distância de 54 mil quilômetros dos anéis, que são também formados por gelo, poeira e rochas de vários tamanhos.

Seu estudo é importante para a astronomia e a astrofísica porque nos ajuda a entender como os sistemas cósmicos se organizam em forma de disco.

A sonda tem orbitado em diferentes partes dos anéis de Saturno e permanecido em cada área por uma semana. Essa atividade, que está na penúltima fase, se repetirá ao todo 20 vezes.

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Imagem mostra anel A, à esquerda, e uma ‘onda de densidade’ – um acúmulo de material que se formou a partir da tração das luas Janus e Epimetheus. (Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)

No final de abril, a sonda iniciará a missão “Grand Finale”, como diz a Nasa, na qual se deslocará repetidamente entre os anéis e a superfície do planeta.

Cassini coleta imagens dos anéis de Saturno há 13 anos. A missão terá fim em setembro, quando a nave espacial irá submergir na atmosfera do planeta gasoso até ser queimada como um meteoro devido à frição com o ar.

Lançada ao espaço em 1997, a sonda chegou ao sistema de Saturno em 2004.

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A sonda envia imagens de Saturno há 13 anos e termina em setembro próximo (Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)

Desde então, a sonda fez várias descobertas sobre Saturno, como a de um oceano submerso no pólo sul de uma de suas luas, a Enceladus. Há ainda indícios que nesse oceano teria atividade hidrotermal, ou seja, jatos d’água emergindo da superfície. Além disso, revelou mares de metano líquido em sua outra lua, Titã.

Fonte: g1.globo.com