janeiro 31, 2017

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Cientistas afirmam ter encontrado ancestral mais antigo do ser humano

Pesquisadores de três países afirmam ter descoberto na China o ancestral mais antigo dos humanos, que viveu há 540 milhões de anos e cujos fósseis estão “estranhamente bem preservados”. Segundo o estudo, realizado por um grupo de cientistas do Reino Unido, China e Alemanha e publicado na revista científica Nature, o animal aquático é microscópico e representa a fase mais primitiva da evolução que levou aos peixes e, eventualmente, aos humanos.

O Saccorhytus é um exemplar primitivo de uma categoria animal conhecida como deuterostômios, que são ancestrais comuns para várias espécies, entre elas as incluídas entre os animais vertebrados. Os fósseis encontrados na província chinesa de Shaanxi são de um animal de cerca de um milímetro de tamanho e que vivia entre grãos de areia no fundo do mar.

Os cientistas não encontraram indícios de que o Saccorhytus tinha ânus, o que sugere que o consumo de comida e as excreções eram feitos pelo mesmo orifício. “A olho nu, os fósseis que estudamos possuíam pequenos pontos pretos, mas no microscópio o nível de detalhe se revelou surpreendente”, disse Simon Conway Morris, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, um dos responsáveis pela pesquisa.

“Acreditamos que, por se tratar de um deuterostômio primata, ele pode representar a fase primitiva de diversas espécies, inclusive de nós, humanos. Todos os deuterostômios tinham um ancestral comum, e provavelmente seja desse animal que se trata. “Para o pesquisador da Universidade de Northwest, na China, Degan Shu, “o Saccorhytus nos permite um olhar significativo sobre as primeiras fases da evolução de um grupo que levou aos peixes e até nós, humanos”.

Estrutura

Até a descoberta recente, os grupos de deuterostômios já conhecidos eram de 510 a 520 milhões de anos atrás. Eles já haviam se diversificado e transformado em vertebrados – um grupo a que nós e nossos ancestrais pertencemos, e animais como estrelas e ouriços do mar.

Os deuterostômios são muito diferentes entre si, o que dificulta a identificação, pelos cientistas, de como seria a aparência de um ancestral da espécie. Segundo o estudo, o corpo é simétrico – uma característica herdada por muitos descendentes evolucionários, inclusive humanos.

O Saccorhytus também era coberto por uma pele final, relativamente flexível, e possuía músculos, o que levou cientistas a concluírem que ele se movimentava ao contraí-los, se retorcendo. Para os pesquisadores, a característica mais marcante do animal é a boca grande em relação ao resto do corpo. Segundo o estudo, ele se alimentava engolindo partículas de alimentos e até de outras criaturas.

Outra característica são as estruturas cônicas do corpo, que poderiam permitir que a água engolida escapasse, o que poderia representar uma versão muito precoce das guelras, presentes hoje em peixes e outros animais aquáticos.

Fonte: g1.globo.com

janeiro 27, 2017

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Tirar uma soneca durante o expediente pode nos tornar mais produtivos

Ter uma cama em seu escritório e dormir naturalmente, na frente de todo mundo, durante o horário de trabalho, requer cara de pau.

Na década de 1990, Bhim Suwastoyo era um repórter trabalhando para a Agência France Presse no escritório de Jacarta, na Indonésia, que ficou famoso entre seus colegas por dormir embaixo de um armário, atrás de sua mesa.

“Quando alguém do escritório de Hong Kong visitava, a primeira coisa que me pedia era ‘me mostra sua cama’. Que reputação!”, contou Suwastoyo à BBC.

O jornalista explicou que as sonecas do trabalho foram muito úteis em 1997, no auge da crise econômica da Ásia, quando a moeda da Indonésia, a rúpia, perdeu metade de seu valor e o governo Suharto desmoronou.

Suwastoyo estava trabalhando direto para cobrir esta crise. Os telefones celulares não eram tão populares na Indonésia naquela época, então ele cochilava perto do telefone do escritório quando tinha um momento mais sossegado.

Mas o jornalista descobriu que mesmo em um dia mais tranquilo uma soneca ajudava.

“Dá mais energia para o resto do dia. É como começar de novo, de manhã”, disse.

E ele não é o único com essa visão. No sul da Europa, a soneca da tarde, a siesta, é uma instituição respeitada e a China tem algo parecido.

No Japão, cochilar em reuniões é, aparentemente, um sinal de status pois mostra como o funcionário trabalha duro.

Alguns chefes até estariam fingindo cochilos para espionar os funcionários mais indiscretos – e os funcionários fingem indiscrições para agradar os chefes.

Ritmos circadianos

O corpo humano opera de acordo com os ritmos circadianos, o ciclo diário de hormônios que governam o relógio biológico.

O principal culpado é a melatonina. Quando os níveis dela estão altos, você dorme. Mas quando você é exposto à luz do Sol, os níveis de melatonina caem e você acorda.

“O sono funciona como uma limpeza no cérebro, ajuda a limpar o lixo metabólico e as toxinas do cérebro”, explicou Natalie Dautovich, especialista da Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos.

E é por isso que todos nós deveríamos dormir sempre entre sete e nove horas por noite.

“Quanto menos dormimos, mais impreciso fica o nosso julgamento sobre o efeito da falta de sono em nosso desempenho”, afirmou Dautovich.

Em outras palavras: todos no escritório podem ver que estamos exaustos, mas nós não conseguimos perceber, pois estamos exaustos.

Celulares

Para piorar a situação existe a questão dos smartphones. Frequentemente perco uma ou duas horas, já tarde da noite, sentado na cama lendo posts no Twitter.

De acordo com Natalie Dautovich este é um péssimo hábito.

O problema é que as telas dos telefones emitem uma luz muito mais azul que sua lâmpada comum e essa luz pode diminuir os níveis de melatonina e te manter acordado.

Além disso, seu cérebro começa a associar o quarto ao telefone, e, por extensão, a seu escritório e sua vida social. E isto põem em cena outras respostas bioquímicas que não ajudam – como o hormônio do “estresse”, o cortisol.

Então um pouco mais de disciplina poderia ajudar. Largue o telefone e vá dormir.

Estratégia

Existem algumas estratégias básicas para quem quer cochilar no trabalho.

A primeira é óbvia: certifique-se que você tem a permissão do chefe.

O cochilo pode ser depois do almoço, naquele momento em que a sonolência aumenta, entre 14h e 16h.

Encontre um lugar quieto e mais afastado. Evite lugares públicos como bancos de praça, por exemplo.

Também é bom limitar sua soneca a 20 minutos para evitar sonolência que pode ocorrer depois de um período de sono profundo. E tenha um prazo de dez minutos para se recuperar do cochilo.

Se você precisar de mais do que isso, reserve um período de 90 minutos.

Questão de vida ou morte

A BBC visitou um local de trabalho onde permanecer alerta pode ser uma questão de vida ou morte.

O Nats, o serviço nacional de controle de tráfego aéreo da Grã-Bretanha, tem um departamento inteiro dedicado à questão do sono dos funcionários.

E isso é compreensível se levarmos em conta que este escritório é responsável por um dos espaços aéreos mais movimentados do mundo, o de Londres.

“Uma coisa da qual nós somos muito, muito conscientes, é de que as chances de ocorrer um incidente com um controlador de voo são maiores quando ele está muito ocupado ou muito quieto”, afirmou Neil May, que trabalha no Nats.

O serviço britânico afirma que consegue manter o equilíbrio entre tédio e excesso de trabalho controlando o número de aeronaves que cada funcionário guia.

Neil May recebeu a reportagem em uma das salas de controle, a de Swanwick, um local que foi criado para minimizar a distração dos funcionários.

O local tem luzes artificiais 24 horas por dia, sete dias por semana. E o único som é o burburinho suave de centenas de controladores em suas mesas, olhando em suas telas e falando com os pilotos em aeronaves espalhadas pelo sul da Inglaterra.

Os funcionários trabalham em duplas, não apenas para checar o trabalho um do outro mas também para estimular a interação social e manter suas mentes ativas.

E a cada duas horas eles precisam fazer um “intervalo de 30 minutos livres de responsabilidades”, segundo May, que é um passeio até a cafeteria ou até uma soneca curta.

Dormitório

O Nats tem uma atitude mais proativa em relação ao sono dos controladores de voo. A sala de controle de Swanwick tem um dormitório onde os funcionários que estão no turno da noite são estimulados a tirar um cochilo de duas horas durante a madrugada.

“Queremos que eles estejam com o máximo de sua capacidade entre 5h e 6h, quando os voos estão chegando ao aeroporto de Heathrow”, explicou May.

Para Natalie Dautovich, essa visão, assim como a de Bhim Suwastoyo, o jornalista da Indonésia, mostra os benefícios de uma soneca durante a tarde.

“Nós ainda estamos presos a esta noção de que o sono é um luxo (em vez de vê-lo como) um comportamento saudável e positivo com resultados benéficos para a produtividade (dos funcionários)”, explicou.

Em outras palavras: a soneca no trabalho não deveria ser tratada como um problema de disciplina.

Fonte: g1.globo.com

janeiro 25, 2017

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Empresa israelense é uma das precursoras no cuidado com a água

Uma empresa israelense está desbravando novos caminhos na batalha constante para preservar um dos recursos mais preciosos do planeta. Nos últimos anos, Israel tornou-se um líder mundial na área de conservação da água. De acordo com Dr. Doron Markel, diretor da Autoridade da Água Israel, preencher o Lago Kinneret, maior reservatório de  Israel até a borda exigiria quatro metros de água. Os  24 centímetros que caíram em dezembro são, literalmente, uma gota no balde.

No entanto, nos últimos anos, Israel tornou-se um líder mundial na área de conservação da água. Usinas de dessalinização entraram em funcionamento, enquanto o país reduziu sua demanda de água em 17%. Israel reutiliza 86% da sua água para a agricultura, a porcentagem mais elevada no mundo. Em dezembro do último ano,  uma delegação de peritos dos EUA, Tailândia e das Nações Unidas participou de uma visita especial a soluções de água para investigar como Israel está desenvolvendo novas formas de lidar com a escassez de água.

A Neotop Water Systems foi uma criação de Zeev Birger, que há cinco anos levantou a ideia de criar bolas de plástico branco que podem sentar-se na superfície de um reservatório. Seu design impede que a água evapore do tanque e o deixa resfriada a 9 graus. A água sobe e condensa dentro de cada bola e o oxigênio é liberado na água. Isso faz com que as bolas fiquem ideais para uso em fazendas de peixes, e para os pássaros que pousam na superfície da água. Danny Handler, um especialista em banca e finanças com sede em Londres, tornou-se presidente da Neotop investindo em pesquisas iniciais, e há dois anos trouxe um companheiro de equipe Andrew Hamilton e Yael Grant, diretor da Austrália e CFO, para comercializar Neotop e vender suas esferas mágicas não só em Israel, mas também no resto do mundo privado de água. Pouco tempo depois, Neotop ganhou a concessão do prestigiado primeiro-ministro de Empreendedorismo e Inovação.

Neotop está em execução como um projeto-piloto no deserto de Atacama, no Chile, outra de água americana, na Califórnia, e a Índia é o próximo destino. Em Israel, as áreas de Neotop foram instaladas na usina de dessalinização Sorek em uma fazenda de peixes, e agora em Eilat, onde se espera para proteger os recifes de coral do calor do verão. À medida que mais áreas do mundo estão lutando para lidar com a escassez de água, a tecnologia start-up lidera o caminho e esperam que Israel possa proporcionar uma fonte abundante do precioso líquido.

Traduzido do site: itongadol.com.ar

janeiro 24, 2017

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Pesquisa mostra que bebês recordam língua que ouvem no começo da vida

Os bebês constroem o conhecimento sobre o seu idioma já nos primeiros meses de vida. Por isso, mesmo que uma pessoa mude de país e esqueça a sua língua nativa, ainda assim será capaz de voltar a falá-la rapidamente, dizem os cientistas.

Uma pesquisa feita com adultos sul-coreanos que tinham sido adotados quando bebês por casais holandeses mostrou que estes superaram as expectativas na pronúncia de sua língua natal após receberem treinamento.

Os cientistas afirmam que os pais devem conversar o máximo possível com os bebês desde os primeiros meses.

A pesquisa foi chefiada pela Dra. Jiyoun Choi, da Universidade Hanyang, de Seul, na Coreia do Sul.

Conhecimento precoce

Ela explica que o estudo é o primeiro a mostrar que o contato precoce de crianças adotadas com a sua língua nativa será importante décadas depois, mesmo quando elas acreditarem ter esquecido aquele idioma.

“Esta descoberta indica que o conhecimento da linguagem é armazenado nos primeiros meses de vida, ficando preservado mesmo quando não é usado e podendo ser revelado quando se reaprende a língua”, disse à BBC News.

No estudo, adultos sul-coreanos com idades em torno de 30 anos e que foram adotados ainda bebês por famílias holandesas, tiveram que pronunciar consoantes em coreano depois de fazer um curso rápido do idioma.

Em coreano, as consoantes são totalmente diferentes das existentes em holandês.

O grupo analisado foi comparado com adultos que não haviam tido qualquer contato com o idioma coreano na infância e ambos foram avaliados por coreanos nativos.

Antes de fazerem o curso rápido da língua, os dois grupos tiveram o mesmo desempenho. Mas, depois das aulas, os adultos que haviam sido adotados apresentaram resultados surpreendentes ao falar coreano.

Processo abstrato

Não houve diferenças entre as pessoas adotadas com menos de seis meses – ou seja, antes de aprenderem a falar – e as adotadas a partir de um ano e meio, quando já haviam aprendido a falar.

 Fonte: g1.globo.com

janeiro 20, 2017

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Cientistas identificam onda de gravidade gigantesca na atmosfera de Vênus

Uma gigante onda na atmosfera de Vênus pode ser a maior de seu tipo no sistema solar.

Astrônomos dizem acreditar que a formação, observada de uma nave espacial japonesa, teria sido gerada de modo “muito semelhante” às ondulações formadas quando a água flui sobre rochas em um leito de riacho.

Nesse caso, a onda é formada pelo fluxo da baixa atmosfera sobre as montanhas de Vênus.

As descobertas foram publicadas na revista científica “Nature Geoscience”.

Logo depois de entrar na órbita de Vênus, em 2015, a nave espacial Akatsuki registrou um fenômeno em forma de arco na atmosfera superior do planeta por vários dias.

Curiosamente, a estrutura brilhante – que se estende por 10 mil km (23 vezes a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo) – permaneceu fixa no topo das nuvens de Vênus.

O fenômeno surpreende porque na espessa atmosfera superior de Vênus, as nuvens se movimentam a 360 km/h.

Ou seja, se locomovem muito mais rápido do que a lenta rotação do planeta abaixo delas, onde 1 dia dura mais do que o tempo que o planeta leva para orbitar em torno do sol.

Makoto Taguchi, da Universidade de Tóquio, Atsushi Yamazaki, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) e outros cientistas mostraram que a zona luminosa ficou parada sobre uma região montanhosa na superfície do planeta, conhecida como Aphrodite Terra.

Eles também descobriram que ela era mais quente do que as partes circundantes da atmosfera.

Fenômeno especial’

Segundo os cientistas, o fenômeno é o resultado de uma onda de gravidade gerada na medida em que a atmosfera mais baixa atravessa as montanhas e se espalha para cima através da atmosfera espessa de Vênus.

As ondas de gravidade ocorrem quando um fluido – como um líquido, gás ou plasma – é deslocado de uma posição de equilíbrio.

“Se um córrego flui sobre uma rocha, as ondas de gravidade se propagam para cima através da água. Na superfície do córrego, seria possível perceber alterações em sua altura”, explica à BBC Colin Wilson, cientista planetário da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que não participou da pesquisa.

“Mas o que acontece em Vênus é diferente, porque estamos vendo o fenômeno acontecer em meio a temperaturas máximas nas nuvens. As partículas atmosféricas estão se movimentando para cima e para baixo, tal como as partículas da água”, acrescenta.

O estudo, de acordo com os pesquisadores, “mostra uma evidência direta da existência de ondas de gravidade estacionárias (fixas), e também indica que tais ondas de gravidade estacionárias podem ter uma escala muito maior – talvez a maior já observada no sistema solar”.

“O que torna esse fenômeno especial é que ele se estende de polo a polo em Vênus”, destaca Colin.

“Acontece que não há uma formação como essa em Júpiter porque, com a rotação do planeta é muito mais rápida, sua atmosfera é dividida em cinturões. A rotação lenta de Vênus permite, por outro lado, uma formação desse tipo”, acrescenta o especialista.

Ainda não se sabe se as ondas de gravidade geradas pela topografia montanhosa de Vênus podem se movimentar para as partes superiores das nuvens do planeta.

Mas as observações indicam que a dinâmica atmosférica pode ser mais complexa do que os cientistas inicialmente previram.

Wilson participou da missão Venus Express, da Agência Espacial Europeia, que terminou em dezembro de 2014. Perto do fim da expedição, a nave espacial detectou sinais da existência de atividade vulcânica no planeta vizinho da Terra.

“Nossa equipe só viu isso em uma localidade de Vênus. O fato de Akatsuki estar lá por alguns anos e equipada com o tipo correto de câmeras vai permitir potencialmente detectar mais desses eventos vulcânicos ativos”, concluiu Wilson.

 Fonte: g1.globo.com

janeiro 19, 2017

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Físicos chocam o mundo ao afirmarem que: “nossos pensamentos afetam o mundo físico”

Década após década, vários cientistas têm considerado os fatores associados à consciência (percepção, sentimentos, emoções, atenção mental, intenção etc.) como parte fundamental da ciência – que não se pode compreender plenamente ciência, física, especialmente quantum, sem incluir o estudo da consciência.

“Eu considero a consciência como fundamental. Eu considero a matéria como um produto derivado de consciência. Não podemos ficar atrás da consciência. Tudo o que falamos, tudo o que nós consideramos como existente, postula a consciência.”

-Max Planck, físico teórico que originou a teoria quântica, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Física em 1918.
Além disso, décadas de pesquisa e experimentos dentro do reino da parapsicologia têm mostrado resultados bizarros, inexplicáveis, mas repetidamente observáveis indicando a grande importância da consciência que nós não costumamos considerar, especialmente quando se trata de ciência.

É algo que é comumente esquecido, mas talvez nós devemos prestar mais atenção a isso. Como pensamos, o que nós pensamos, como nós percebemos, e no que acreditamos parece ter um grande impacto sobre o tipo de existência que criamos para nós mesmos como uma raça, que influencia o tipo de experiência humana que promulga. Isso torna ainda mais importante para nós que nos perguntar, tanto a nível individual e colectivo : quem somos nós? Por que nós pensamos o que pensamos? Por que fazemos o que fazemos?

“Não foi possível formular as leis da mecânica quântica de uma forma plenamente coerente sem referência a consciência.” Eugene Wigner, físico teórico e matemático. Ele recebeu uma parte do Prêmio Nobel de Física em 1963. Uma questão que tem confundido os cientistas quando se trata de matéria é : pode a consciência (intenção humana direta) alterar diretamente o mundo físico que vemos ao nosso redor? Pode a mente, literalmente, influenciar? Qual é a relação entre mente e matéria e o que isso significa sobre a verdadeira natureza da nossa realidade? Onde é que esta questão vem?

É um conceito que os cientistas e filósofos ao longo da história têm pensado. “O conceito de que a mente é primária sobre a matéria está profundamente enraizada em filosofias orientais e crenças antigas sobre magia.” – (1) Dr. Dean Radin deixou uma grande citação “A conclusão fundamental da nova física também reconhece que o observador cria a realidade”. Como observadores, estamos pessoalmente envolvido com a criação da nossa própria realidade. Os físicos estão sendo forçados a admitir que o universo é uma construção “mental”.

O físico pioneiro Sir James Jeans escreveu: “O fluxo de conhecimento está caminhando em direção a uma realidade não-mecânica; o universo começa a se parecer mais com um grande pensamento do que como uma grande máquina. A mente já não parece ser um intruso acidental no reino da matéria, devemos saudá-la, em vez como o criador e governador do reino da matéria. Supere isso e aceitar a conclusão é indiscutível. ”O universo é imaterial-mental e espiritual ‘”- RC Henry, Professor de Física e Astronomia da Universidade Johns Hopkins,” O Universo Mental. “; Nature 436: 29,2005)

A citação acima está se referindo ao fato de que, na física, a verdade “inevitável” que o ato de observação muda a natureza de um sistema físico e pode significar que a consciência (ou fatores associados à consciência) pode ter um efeito ou realizar alguma grande importância quando se trata do que chamamos ‘mundo físico’. Uma revelação potencial desta experiência é, mais uma vez, que “o observador cria a realidade.” Um artigo publicado na revista científica Física Ensaios de Dean Radin, PhD, explica como este (o experimento de fenda dupla) tem sido utilizado várias vezes para explorar o papel da consciência para moldar a natureza da realidade física. O estudo constatou que os fatores associados com a consciência “significativamente” foram correlacionadas de um modo previstas com perturbações no padrão de interferência dupla fenda. Não há literalmente uma riqueza de análise científica e experimentação para que se deslocar através se interessado neste tópico. A verdade é, há mais de 60 anos de experiências e pesquisas disponíveis quando se trata de cientistas que examinaram a conexão mente-matéria.

É 2015, e a ciência agora mais do que nunca está começando a aceitar esses tipos de conceitos e explorá-las de forma mais aberta. Ao longo da história, os nossos sistemas de crenças têm nos impedido de explorar conceitos de nossa realidade que contrastavam os sistemas de crenças aceitas na época.Galileu é um grande exemplo, seu trabalho foi banido e proibido e há mais de 200 anos; ele foi condenado e colocado sob prisão domiciliar por mais de 200 anos.

Estas experiências têm produzido evidências convincentes e consistentes que a intenção mental está associada com o comportamento desses sistemas físicos.” (1) – Dean Radin Estas experiências, geralmente rotuladas sob o domínio de estudos parapsicologia (ISP), cientistas mostraram que o fenômeno que eles têm sido capazes de observar repetidamente em um ambiente de laboratório, mas ainda estão longe da compreensão humana. Há algo acontecendo, independentemente de saber se podemos explicá-lo ou não. A evidência é tão clara que “os céticos informados estão reconhecendo que algo interessante está acontecendo.” – Dr. Dean Radin (1) Se você gostaria de continuar a sua pesquisa, para começar, recomendamos que você visite o Instituto de Ciências Noéticas (íons). IONS colabora na pesquisa de ponta para as potencialidades e poderes da consciência, explorando fenômenos que não necessariamente se encaixam modelos científicos convencionais, mantendo um compromisso com o rigor científico. IONS é conhecida por seu patrocínio e participação em pesquisa e publicação de artigos em revistas científicas originais. Eles cobrem tudo, desde a consciência e cura até a transformação cosmovisão das capacidades humanas estendidas. Pesquise e informe-se mais sobre o tema.

Fonte: revistapazes.com

janeiro 17, 2017

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“Crer em Deus está nos genes”, afirma prêmio Nobel de Medicina

O doutor Arvid Carlsson ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 2000 por seus estudos sobre os neurotransmissores. Em entrevista à agência italiana ACI, ele falou sobre como a religiosidade é a forma natural de viver do ser humano.

Discorrendo sobre a capacidade da mente humana compreender o universo, o cientista explicou que “possivelmente, quando a primeira célula começou a existir já houvesse aí uma profunda ‘sabedoria’. Quando apareceu um indivíduo composto de mais células, aquela ‘sabedoria’ ainda estaria presente nos genes, mas as diferentes partes de ‘sabedoria’ se dividiram em células especializadas”.

Sua tese é que “A forma natural de viver é em uma relação com Deus, para quem reza e acredita nele”. Questionado sobre sua própria fé, afirmou não seguir nenhuma religião organizada.

Também deu a entender que o ateísmo é uma deficiência: “Eu não sou uma pessoa normal, porque não tenho esse sentimento religioso que, não obstante, considero normal. É um problema meu. Pode-se dizer que é uma forma minha de deficiência”.

Para ele, ser religioso é a norma. “Na verdade, isso faz parte de nossos genes”, afirmou. Quando foi comparar as diferentes formas de crer, foi categórico: “Devo dizer que entre as três religiões monoteístas e sua relação com a ciência, sem dúvida o cristianismo é a melhor”.

O doutor Carlsson é um dos neurocirurgiões mais importantes do mundo atual. Seus estudos contribuíram com descobrimentos fundamentais na busca de tratamentos que ajudam a enfrentar as doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer.

Fonte:gospelprime.om.br

janeiro 13, 2017

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Estudo aponta que atividade cerebral explica ligação entre estresse e risco cardíaco

O efeito de estresse sobre uma região do cérebro pode estar associado a um risco maior de ataque cardíaco, segundo uma pesquisa publicada na revista especializada The Lancet.

No estudo com 300 pessoas foi observado que os que apresentavam uma atividade maior na amígdala (parte do cérebro responsável por orquestrar emoções) tinham uma probabilidade maior de desenvolver doenças cardiovasculares – e mais cedo que os outros.

De acordo com os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, estresse pode ser um fator de risco tão decisivo como fumo e pressão alta.

Especialistas em doenças do coração afirmam que os pacientes em situações de risco devem receber ajuda para gerenciar o estresse.

O estresse já tinha sido ligado a um aumento no risco de doenças cardiovasculares, que afetam o coração e os vasos sanguíneos. Mas a forma como isso acontecia nunca tinha sido explicada.

Os pesquisadores de Harvard detectaram que uma atividade maior na amígdala, a região do cérebro que processa emoções como medo e raiva, ajuda a explicar a ligação.

As amígdalas – são duas, uma de cada lado do cérebro – são grupos de células localizadas dentro dos lobos temporais mediais do cérebro. Em humanos e animais a amígdala está ligada a respostas ao medo e também ao prazer.

Os cientistas sugerem que a amígdala sob estresse envia sinais para a medula óssea, para que esta produza mais células brancas para o sangue. Estas células vão causar inflamação nas artérias e isto pode causar ataques cardíacos, angina e derrames.

Quando exposta a estresse, esta parte do cérebro parece funcionar como uma boa forma de prever a ocorrência de eventos cardiovasculares. No entanto os pesquisadores de Harvard afirmam que ainda são necessários mais estudos para confirmar esta sequência de reações.

Inflamação

O estudo publicado na Lancet analisou duas pesquisas diferentes. A primeira analisou cérebro, medula óssea, baço e artérias de 292 pacientes durante quase quatro anos para verificar se eles desenvolveram doenças cardiovasculares.

Durante o período de acompanhamento, 22 pacientes desenvolveram o problema; estes eram os que tinham uma atividade maior nas amígdalas do cérebro.

O segundo estudo, com apenas 13 pacientes, analisou a relação entre os níveis de estresse e a inflamação no corpo.

Esta pesquisa descobriu que os que relataram os níveis mais altos de estresse apresentavam também os níveis mais altos de atividade nas amígdalas e mais sinais de inflamação no sangue e nas artérias.

“Nossos resultados dão uma percepção única de como o estresse pode levar à doença cardiovascular”, afirmou Ahmed Tawakol, um dos líderes da pesquisa e professor na Faculdade de Medicina de Harvard.

“Isto aumenta a possibilidade de, ao reduzirmos o estresse, também obter benefícios que vão além da melhora no bem-estar psicológico.”

“No futuro o estresse crônico poderá ser tratado como um fator de risco importante para doenças cardiovasculares, poderá fazer parte dos exames de rotina e ser gerenciado de forma eficaz como os outros grandes fatores de risco para doença cardiovascular”, explicou Tawakol.

Controle de hábitos

Comentando a pesquisa, Emily Reeve, enfermeira especialista em problemas cardíacos da British Heart Foundation, explica que reduzir o risco de problemas no coração e derrame trabalhando com o estresse do paciente geralmente envolve o controle de hábitos e estilo de vida como tabagismo, alto consumo de bebidas alcoólicas e excesso de comida.

Mas, a partir desta pesquisa, isso deve mudar.

“Explorar como o cérebro administra o estresse e descobrir a razão do aumento do risco de doença cardíaca vai permitir o desenvolvimento de novas formas de gerenciar o estresse psicológico crônico.”

“E isto pode garantir que pacientes que correm este risco sejam examinados com frequência e que o estresse destes pacientes seja controlado de forma eficaz.”

Fonte:g1.globo.com

janeiro 10, 2017

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O que a morte da orca mais velha do mundo pode nos ensinar sobre a menopausa

Granny (vovó), como era conhecida, tinha mais de 100 anos e foi fundamental para pesquisas que estudaram questões ligadas à influência da menopausa na evolução.

Isso porque as orcas são uma das únicas espécies de mamíferos que entram na menopausa – juntamente com outro tipo de cetáceo (a baleia-piloto-de-aleta-curta), além das mulheres. Até mesmo espécies consideradas nossos “primos”, como os chimpanzés, não passam por essa experiência.

O objetivo das pesquisas era entender por que esses animais deixam de ter bebês aos 30 ou 40 anos, mesmo podendo viver por ainda muito tempo.

Assim, acompanhar a vida de Granny e de outras orcas fêmeas mostrou aos pesquisadores o papel fundamental que elas têm no grupo familiar, justamente nesse período pós-reprodutivo.

“Ela vinha ajudando seu grupo familiar a sobreviver ao compartilhar seu conhecimento sobre quando e onde encontrar alimentos”, explica o professor de biologia da Universidade de Exeter Darren Croft, que coordena a pesquisa. Orcas mais velhas também seriam responsáveis por cuidar dos filhotes do grupo.

Com essas ações em mente, Croft e seus colegas investigam se as orcas na menopausa aumentam as possibilidades de sobrevivência do restante de suas famílias e, portanto, de seus próprios genes.

Vovós trabalhadoras

A pesquisa coleta estatísticas vitais – como taxa de nascimento, de mortalidade e probabilidade de sobrevivência – e as estuda de acordo com uma calculadora darwiniana para checar se a menopausa das orcas traz benefícios aos netos.

“Notamos que as velhas guiam o grupo para encontrar alimentos. Todos confiam em sua experiência e em seu conhecimento ecológico”, afirmou Croft.

Mas apesar das vantagens de se ter avós trabalhadoras, esses benefícios talvez não superem o “custo” – ou a interrupção – da reprodução, segundo os pesquisadores.

Croft acredita que pode haver outro fator impulsionando a evolução da menopausa. O professor pesquisa se ela ajuda as orcas a sobreviver, reduzindo as possibilidades de que as mães e as filhas tenham bebês ao mesmo tempo.

A pesquisa vai continuar, mas agora sem a orca mais estudada do planeta, Granny.

Ela vivia na zona costeira do Pacífico norte, próximo a Vancouver (Canadá) e Seattle (Estados Unidos), mais especificamente no chamado mar de Salish.

A orca integrava um clã de 78 cetáceos que se divide em três grupos distintos e que regressavam a Salish todos os verões.

Fonte: bbc.com/portuguese

janeiro 6, 2017

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Por que é tão difícil manter contato visual durante uma conversa?

conversaVocê até tenta, mas ficar encarando uma pessoa por muito tempo enquanto ela fala parece impossível. Isso não é sinônimo de falta de interesse ou timidez.  Segundo pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão, é o seu cérebro que encontra dificuldades.

Pesquisadores reuniram 26 voluntários para participarem de jogos de associação de palavras enquanto encaravam rostos gerados por computador. Durante o jogo, eles precisavam associar uma palavra a um verbo.

Ao encarar as animações na tela do computador os participantes encontravam maiores dificuldades em fazer associações de palavras. A pesquisa, publicada na revista Cognition, sugere que manter o contato visual requer um nível de esforço mental muito intenso e o uso de muitos recursos cerebrais.

Os voluntários foram testados enquanto encaravam as imagens e também em momentos em que desviavam o olhar. Os pesquisadores pediram que eles fizessem ligações fáceis entre palavras, como associar a palavra a faca a um verbo, e algumas mais complexas.

Os participantes levaram mais tempo para pensar em associação entre palavras quando estavam fazendo contato visual, mas isso só se agravou quando as palavras usadas eram mais difíceis. Os cientistas acreditam que isso acontece porque o cérebro está cumprindo muitas funções ao mesmo tempo.

Para os pesquisadores, isso mostra que o contato visual não interfere diretamente na escolha das palavras, mas requer esforço cognitivo, o que faz as duas tarefas entrarem em conflito.

Fonte: noticias.uol.com.br