agosto 29, 2016

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Cinco motivos que tornam fascinante a descoberta do planeta Proxima b

O mundo habitável mais próximo de nós pode estar na nossa vizinhança espacial, segundo um estudo recém-publicado na revista Nature. Cientistas da Universidade Queen Mary de Londres, no Reino Unido, dizem que a estrela mais próxima de nosso Sistema Solar, a Proxima Centauri, é orbitada por um planeta do tamanho da Terra, o Proxima b.

Acredito que essa seja a descoberta mais importante possível de um exoplaneta. O que poderia superar um planeta habitável que orbita a estrela mais próxima do Sol?

Carole Haswell, pesquisadora da Open University.

Entenda a seguir o que torna este achado tão significativo.

1. Proxima b está bem perto de nós

Em escala espacial, esse planeta é praticamente um vizinho da Terra. Está a apenas 4 anos-luz de distância. Ele estava “escondido” bem embaixo de nossos narizes, orbitando a estrela mais próxima ao nosso Sistema Solar, Proxima Centauri.

2. É um planeta parecido com a Terra

Proxima b tem dimensões bem parecidas com a do nosso mundo. E, assim como a Terra, cientistas acreditam se tratar de um planeta sólido e rochoso.

3. É possível que tenha água líquida

O planeta está se movendo a 7,3 milhões de km de sua estrela, uma distância consideravelmente menor do que a da Terra para o Sol, de 149 milhões de km. Mas Proxima Centauri é uma estrela-anã vermelha, ou seja, bem menor e mais fria do que o nosso Sol, então, Proxima b acaba recebendo 70% do fluxo de energia que normalmente atinge a Terra.

Nessas condições, o planeta não é quente ou frio demais para que exista água em estado líquido em sua superfície. Se houver, também pode haver vida nele. Mas ainda é preciso determinar se ele tem ou não uma atmosfera, o que é muito importante para essa hipótese.

4. Mas a radiação é um problema…

Proxima b orbita um tipo de estrela muito ativa e que emite uma forte radiação por meio de explosões.

Isso tornaria desafiador que qualquer coisa sobreviva em sua superfície, mas alguns cientistas acreditam que esse fator não necessariamente elimina a possibilidade de o planeta abrigar vida.

5. E chegar lá ainda é uma missão impossível

Apesar de ser o exoplaneta mais próximo que já encontramos, levaríamos, com a tecnologia atual, milhares de anos para percorrer os 40 trilhões de quilômetros que nos separam dele. Ainda assim, é um ótimo objeto de estudo para a ciência. E, com a ajuda de telescópios posicionados na Terra e no espaço, será possível observá-lo mais de perto para checar se Proxima b de fato tem as condições ideias para vida.

“Claro, ir até lá atualmente é ficção científica”, diz Guillem Anglada-Escudé, integrante da equipe que revelou a existência do planeta.

“Mas não é mais apenas um exercício de imaginação pensar em enviar uma sonda até ele algum dia.”

Fonte:uol.com.br

agosto 26, 2016

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Revolução a caminho? Cientistas acham indícios de quinta força da natureza

A ciência pode passar por uma nova revolução nos próximos tempos. Uma equipe de cientistas publicou um estudo na revista “Physical Review” Letters em que aponta indícios para a descoberta de uma quinta força da natureza que ajudaria a reger todas as leis naturais. Atualmente, são quatro as forças conhecidas: gravitacional, eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca.

galaxias

Antes da descoberta, cientistas acreditavam que elas eram completas e responsáveis pelo entendimento de todo nosso universo. Agora, tudo pode mudar. O achado, que faria o modelo padrão da física ser completamente revisado, foi descrito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. O astrônomo e físico Jonathan Feng, um dos principais cientistas envolvidos no estudo, descreve a repercussão da possível descoberta de maneira bem simples:

Se for verdade, é revolucionário. Se confirmado por outros experimentos, a descoberta de uma possível quinta força pode mudar completamente nosso entendimento sobre o universo. A suspeita de uma suposta quinta força começou em 2015. Na época, físicos nucleares húngaros buscavam por uma hipotética partícula elementar chamada de “fóton escuro” e que estaria presente na matéria escura que compõe 85% do nosso universo –matéria escura é aquela que não emite luz e só é detectada pelo seu efeito gravitacional na matéria comum. A pesquisa, publicada no início deste ano, não cravava o que seria isso e deixava no ar se seria uma partícula de matéria ou uma partícula que carregava força.

Ao analisar os dados, Feng e sua equipe sugeriram que a descoberta dos húngaros era uma estranha partícula, cuja existência poderia ser explicada pela ação de uma quinta força da natureza até então desconhecida pelos humanos. Enquanto a força eletromagnética interage com prótons e elétrons, a nova força interage com elétrons e nêutrons a uma distância muito curta, segundo os pesquisadores. Nunca nenhuma partícula apresentou este padrão, de acordo com a equipe.

Avalia-se até a possibilidade de que o universo de matéria comum tenha um setor “escuro” paralelo com sua própria matéria e forças. Loucura, não? Os responsáveis pela pesquisa reforçam a necessidade de novos estudos para confirmar a quinta força e que seus dados são preliminares. A quinta força gravitacional nunca havia sido confirmada por ser bastante fraca e achá-la novamente pode ser bem difícil. Contudo, Feng afirma que, agora que sabemos para onde olhar, podemos estar perto da descoberta. 

Fonte: noticias.uol.com.br

agosto 22, 2016

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Exame de vista pode vir a detectar Parkinson antes mesmo de primeiros sintomas

Pesquisadores de uma universidade britânica concluíram um estudo considerado animador por neurologistas: testes em ratos mostraram que um exame de vista simples pode vir a detectar a doença de Parkinson em um paciente antes mesmo de os primeiros sintomas se manifestarem.

Segundo a professora e pesquisadora-chefe do estudo Francesca Cordeiro, da University College London, roedores que ainda não tinham nenhum sintoma da doença passaram pelo exame e apresentaram alterações no fundo dos olhos.

Ela afirmou que o método é barato e não invasivo e que “é potencialmente uma descoberta revolucionária no que diz respeito a diagnósticos rápidos e tratamento no início de uma das doenças mais debilitantes do mundo”.

“Com isso, talvez possamos intervir muito mais cedo e tratar de uma maneira mais eficiente pessoas com essa doença devastadora.”

Atualmente, não há exames de imagem ou de sangue que concluam um diagnóstico de Parkinson.

‘Passo significante’
Arthur Roach, diretor de pesquisa da ONG Parkison’s UK, disse que há uma “necessidade urgente de um método simples e preciso para se detectar essa doença, principalmente nos primeiros estágios”.

“Apesar de a pesquisa ainda estar em seu estágio inicial e precisar ser testada em pessoas com Parkinson, um testes simples e não invasivo, exatamente como um exame de vista, poderia ser um passo significativo no tratamento da doença.”

Os pesquisadores disseram ainda que o método pode ser usado também para avaliar como os pacientes estão respondendo ao tratamento. O estudo foi divulgado na publicação Acta Neuropathologica Communications.

Os sintomas de Parkinson – que incluem tremores, rigidez muscular, lentidão nos movimentos e qualidade de vida prejudicada – geralmente surgem após as células cerebrais já terem sido danificadas.

Fonte: g1.globo.com

agosto 19, 2016

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Não tome mais do que 8 doses de antibióticos ao ano

Yellow pills

Yellow pills

O alerta foi dado na prestigiosa revista Science e foi direcionado aos líderes mundiais: para conter o desenvolvimento de superbactérias, aquelas resistentes a todos os tipos de antibióticos, a população geral não deve tomar mais de 8 doses diárias de antibióticos ao ano.

A pesquisa foi enviada às Nações Unidas, para que vire recomendação oficial. “Nenhum país deve consumir mais do que a dose média global: 8,5 doses diárias per capita ao ano. Calculamos que isso poderia diminuir o consumo de antibióticos em 17,5% no mundo todo”, diz o estudo. O número, claro, é uma médias Pessoas saudáveis deveriam evitar totalmente os antibióticos, para que quem precise puder tomar do que 8 doses.

A recomendação veio depois do aumento no consumo de antibióticos e na prescrição sem necessidade. Esse tipo de remédio não é eficaz em casos de gripe (que é uma doença viral) e na maior parte das inflamações da garganta, por exemplo. Cada vez que alguém toma um antibiótico sem motivo, acaba matando a fauna natural de bactérias protetoras juntos com as malignas – e deixa sobreviver apenas as mais fortes. Isso pode causar o surgimento de superbactérias.

Mortes por superbactérias são comuns dentro de hospitais, onde as pessoas já estão com a saúde debilitada. O medo é que esse tipo de doença possa se espalhar também pela população comum – e aí a ciência não teria como se defender. Casos de superbactérias aconteceram no fim de 2015 em três fazendas britânicas, por exemplo.

Fonte:super.abril.com.br

agosto 15, 2016

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Genes de síndrome podem ajudar a melhorar a sociabilidade de humanos

Uma pesquisa publicada na revista “Nature” analisou os genes causadores da síndrome de Williams, uma condição rara que deixa o portador com uma predisposição a ser hipersocial. O estudo pode contribuir para o tratamento do autismo, por exemplo, de acordo com o artigo publicado nesta quarta-feira (10).

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, em parceria com o Salk Institute of Biological Studies e outras instituições, criaram uma espécie de modelo sobre como se desenvolve a síndrome. A condição genética é causada pela falta de sequências de 25 genes no cromossomo 7, cerca de 30 mil genes no cérebro.

A síndrome afeta 1 em cada 10 mil pessoas no mundo e ocorre em ambos os sexos. As pessoas com a condição têm problemas cardíacos, dentários e ortopédicos. Elas geralmente têm um nariz pontudo, boca mais larga e/ou carnuda e queixo pequeno. Neurologicamente, há um atraso no desenvolvimento com déficits de noção espacial e uso da linguagem.

De acordo com Ursula Bellugi, co-autora do estudo e professora da Universidade da Califórnia, além de serem muito sociais, as “pessoas com síndrome de Williams tendem a ser excessivamente confiantes, desenvoltas com estranhos, mas ansiosas.” Ainda segundo Bellugi, não está totalmente clara a ligação genética com os aspectos comportamentais da síndrome.

O autor principal do estudo, o brasileiro Alysson Muotri, é conhecido por estudar o autismo e disse que ficou intrigado com a doença, já que é uma condição diferente – quase oposta – de seu foco de pesquisa. O autismo se caracteriza por menor sociabilidade e competências linguísticas. “Fiquei fascinado com como um defeito genético, uma pequena deleção em um dos nossos cromossomos, pode nos fazer mais amigáveis, mais compreensivos e mais capazes de abraçar as nossas diferenças”, disse Muotri.

Há alguns anos, Muotri e outros cientistas criaram modelos celulares in vitro com características genéticas do autismo, usando células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) de dentes de crianças com a doença. O mesmo processo foi feito nesta pesquisa, mas com indivíduos com síndrome de Williams – as células foram reprogramadas para se tornarem células progenitoras neurais capazes de formar redes que se assemelham ao córtex do cérebro humano.

Os neurônios com a síndrome cultivados têm um aspecto diferente. São mais ramificados do que os derivados com desenvolvimento normal. “Eles [neurônios] fazem mais sinapses ou conexões com outros neurônios do que geralmente é esperado”, disse Muotri. “Isso pode estar por trás do aspecto super-social da síndrome e de seu cérebro humano agregador, dando ‘insights’ sobre o autismo e outras desordens que afetam lado social do cérebro”.

Ainda de acordo com o pesquisador, estudar a síndrome pode ajudar a explicar como um ser humano pode ser social e contribuir para a evolução da humanidade. “Foi nosso poder de sociabilidade que nos fez uma espécie de colaboração. Capazes de transformar de forma dramática o nosso meio ambiente por meio da criação de poesia, música e tecnologia, disse.

Fonte: g1.globo.com

agosto 12, 2016

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Conviver com a diversidade pode favorecer o cérebro das crianças

criancasPara entender como o cérebro responde ao perceber diferenças raciais, cientistas têm estudado o chamado “preconceito implícito”: uma reação biológica e inconsciente que pode determinar o quanto confiamos em cada pessoa de acordo com suas características faciais. Em uma convenção da American Psychological Association, a psicóloga Jasmin Cloutier apresentou um estudo recente que sugere que crianças expostas desde cedo a rostos de outras raças podem ser menos suscetíveis a certos tipos de preconceito. Os cientistas acreditam que essas impressões relacionadas aos rostos das pessoas são criadas durante a infância.

No artigo do Journal of Cognitive Neuroscience, Cloutier descreveu o experimento com 45 participantes brancos, expostos a uma série de atividades visuais com o rosto de pessoas brancas e negras. Durante o teste, seus cérebros foram escaneados na região da amídala, a parte relacionada à sensação do medo e outras emoções.

Entre os participantes que afirmaram ter se relacionado com pessoas de outras raças quando crianças, a atividade dessa área cerebral foi bem menos evidente. O resultado pode indicar que seus cérebros estão mais “preparados” para encarar o rosto de negros como indivíduos antes mesmo de considerá-los como parte de um grupo racial diferente do deles.

O objetivo principal dos pesquisadores é analisar alternativas capazes de minimizar esse possível preconceito implícito. O estudo ainda é recente, mas sugere que crianças expostas a uma variedade maior de rostos podem desenvolver melhor a habilidade cerebral de “processar” rostos e talvez estejam menos propensas a reações de medo quando tiverem contato com rostos que não forem familiares.

Fonte: Revista Galileu

agosto 8, 2016

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Pesquisa da USP usa materiais de construção no cultivo de plantas

Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), o campus da Universidade de São Paulo (USP) de Piracicaba (SP), descobriram que é possível usar restos de materiais de construção para cultivar plantas e jardins. A pesquisa de quatro anos concluiu que a areia, misturada ao adubo, após ser triturada a partir dos entulhos, pode ser aplicada em obras de paisagismo, gramados e colaborar com a manutenção do meio ambiente.

Apoiado na Lei 12.305/2010, declarada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e que reforça a necessidade de um novo destino a esses materiais, o pesquisador do laboratório de Química, do Departamento de Ciências Exatas da Esalq, Marcos Canto Machado, realiza pesquisas, coletas e testes com restos de construções de diferentes partes da cidade de Piracicaba e região.

Depois da triagem, pedras, tijolos e  pedaços de concreto são triturados para depois serem reaproveitados em obras de infraestrutura, como construção e recuperação de estradas. “Mas infelizmente, somente uma pequena fração é direcionada a esse fim”, disse.

É com a outra parte, os materiais que possuem granulometria (areia mais fina) menor que o pesquisador direciona a pesquisa. “Pelos aspectos físicos e químicos, tornam-se mais favoráveis ao plantio”, afirmou.

Além desses materiais, também estão inseridos nos estudos os resíduos que contêm gesso, que é um insumo importante na agricultura e que colabora com a proposta do projeto. “Nos aterros, os resíduos de construção que apresentam gesso são uma preocupação ambiental, pois nestes materiais há substâncias (sulfatos) que podem atingir corpos hídricos ou formar outras substâncias tóxicas”, explicou.

A dúvida dos pesquisadores era se o material continha substâncias que pudessem causar danos ao homem e ao meio ambiente. Por isso, foram analisados metais tóxicos e benéficos presentes na areia. A quantidade de resíduos foi tão pequena, que foi descartado qualquer tipo de dano.

Fonte: g1.globo.com

agosto 1, 2016

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70% dos brasileiros se automedicam e 40% fazem auto-diagnóstico

Evitar ir ao pronto-socorro por considerá-lo um ambiente lotado e não achar a opinião do médico importante para sintomas de saúde estão entre as principais causas apresentadas pelos brasileiros para automedicar-se, de acordo com a segunda edição de uma pesquisa do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ) sobre o assunto no Brasil. O levantamento mostra que 72% da população toma remédio por conta própria e 40% faz auto-diagnóstico usando a internet.

A primeira edição foi feita em 2014, quando o índice de automedicação era de 76,4%. Neste ano, foram ouvidas 2.340 pessoas em 16 cidades e, apesar da queda, o dado sobre auto-diagnóstico foi considerado preocupante pelo condutor do estudo, Marcus Vinicius Andrade, diretor de pesquisa do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico do ICTQ.

“Um aspecto relevante deste ano foi o índice de pessoas que fazem o auto-diagnóstico: 40% dos entrevistados, além de automedicar-se, fazem esse tipo de diagnóstico. O que as pessoas não entendem é que, quando colocam qualquer sintoma de saúde na internet, há uma infinidade de patologias e elas acabam escolhendo uma delas sem um diagnóstico preciso.”

Durante 12 anos, a designer Valéria Rezende, de 23 anos, praticou a automedicação para tratar uma urticária crônica. Parou apenas neste ano, após apresentar disfunções nos rins. “Tenho acompanhamento adequado desde janeiro deste ano com especialistas em urticária, mas, em outros momentos, já tinha feito outros tratamentos. Com o fracasso deles, eu acabava caindo na automedicação”, conta.

Ao parar de tomar remédio por conta própria, Valéria teve de enfrentar a abstinência. “Foi estranho, comecei a passar mal, ter tontura e febre. Isso durou um mês.” Mas ela também já está convivendo com os aspectos positivos, pois o medicamento que tomava causava retenção de líquido e, desde que parou, a designer já perdeu dois quilos. “Tenho certeza de que muita coisa ainda vai mudar em mim por dentro e por fora.”

A última vez que a blogueira Francielli Rezende, de 29 anos, se medicou foi em 2008, quando quase ficou internada por causa de uma infecção urinária. “Era recorrente e eu já conhecia os remédios. Na época, não precisava de receita para comprar. Mas o médico me explicou que, como tomava o remédio por conta, não fazia mais efeito e a bactéria estava resistente.”

Risco

Médica especialista em dor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Alexandra Raffaini diz que o maior risco da automedicação é adiar o diagnóstico de determinadas doenças. “A pessoa pode tomar um remédio que não contribui para a melhora da saúde e perder a oportunidade de ter um diagnóstico com maior chance de controle e de cura.”

Alexandra diz que tomar o remédio por conta própria já é uma questão cultural, principalmente quando há dor. “Mas as pessoas precisam entender que a dor é um alarme de que algo está errado. Ao automedicar-se, elas tratam o sintoma e não a doença em si.”

Lígia Brito, infectologista e clínica geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, alerta que, dependendo da dose e do tipo de medicamento, os remédios podem trazer sérias complicações.

“Antitérmicos e analgésicos podem causar problemas no fígado, os analgésicos e anti-inflamatórios podem causar complicações no estômago. E os anti-inflamatórios também podem desencadear problemas renais”, explica.

Lígia diz que é necessário ter confiança nos profissionais da área. “É complicado falar que não tem paciência para esperar. As pessoas têm de priorizar a saúde.”

Fonte: uol.com.br