abril 27, 2015

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Sara Nossa Terra recebe expoentes da ciência brasileiros e estrangeiros para discutir a participação de Deus na origem da vida e do homem

Dois mundos separados por uma eternidade. Entre as dúvidas que os distanciam, a criação da vida e do homem. Para a Bíblia, a construção da existência levou sete dias. Para a ciência, foram bilhões de anos. Entre uma e outra, a terceira via: a razão do universo é, a um só tempo,ciência e fé. Para discutir os avanços dos estudos nessa terceira via, físicos, historiadores, filósofos e teólogos de diferentes países vão se reunir em Brasília, nos dias 1 e 2 de maio, na II Conferência Internacional Ciência e Fé – A Ciência de Deus.

Entre os convidados, o físico norte-americano Gerald Schroeder, PhD formado pelo Massachussets Institute of Technology, afirma que os cientistas não têm outra alternativa senão aceitar Deus como criador do primeiro instante de vida.

Também conferencista, o anfitrião do evento é o físico brasileiro Robson Rodovalho. Presidente e bispo mundial da Igreja Evangélica Sara Nossa Terra, acompanha estudos da física quântica sobre evidências materiais da fé pela movimentação de partículas subatômicas.

A apresentação sobre o propósito da vida, o comportamento humano e sua evolução será do convidado Augusto Cury, doutor em psicanálise, psiquiatra e psicoterapeuta. Escritor publicado em mais de 60 países, só no Brasil Cury já vendeu mais de 20 milhões de livros.

A mediação será da escritora e jornalista Barbara Sofner, especialista em temas relacionados à espiritualidade e colunista do jornal The Jerusalem Post. São também convidados o cientista brasileiro Antonio Delson, doutor em Mecânica Espacial e Controle formado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e inglês Allan Chappman, especialista em história da ciência e dos cientistas. Na ocasião serão lançados dois novos títulos: O Livre Arbítrio – A Mente por Trás do Universo, de Gerald Schroeder, e a Física Quântica e a Espiritualidade, de Robson Rodovalho.

II Conferência Internacional Ciência e Fé – A Ciência de Deus é promovida pelo Instituto Hayah – Ciência e Fé, braço da Igreja Evangélica Sara Nossa Terra voltado para o incentivo à ciência.

O evento será realizado no espaço Embaixada Sara Nossa Terra (SQMSW, lote 4, Quadras 7/8).

Maiores informações pelo site  http://conferenciasbrasil.com.br/.

SERVIÇO

Evento – II Conferência Internacional Ciência e Fé – A Ciência de Deus

Quando – 1 e 2 de maio

Onde – Brasília

Local – Embaixada Sara Nossa Terra

Endereço – SQMSW Quadra 4, Lotes 7/8

Inscrições – R$ 100

Informações/Imprensa  – Falar com Jéssica Castro – 61-30359079

abril 27, 2015

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Especialistas encontram solução para asteroides que ameaçam a Terra

Cerca de 500 asteroides ameaçam potencialmente a Terra, um problema para o qual especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA) encontraram soluções que parecem ter saído de um filme de ficção científica.

“Temos cerca de 500 objetos próximos à Terra identificados que poderiam, dentro de 100 anos, eventualmente tocar a terra, mas a probabilidade é muito baixa, em alguns casos de 1 em 1 milhão”, disse Detlef Koschny, chefe do setor de NEO (Near-Earth Objects) na ESA.

“Seguimos seus caminhos, tentamos prever o que poderiam ser e se, eventualmente, representarão um risco”, explicou Koschny a partir do centro operacional dos NEO na cidade italiana de Frascati, perto de Roma.

“Em caso de perigo real, temos duas soluções atualmente viáveis”, acrescentou o especialista. “O primeiro é o acidente de movimento cósmico”, disse.

“Imagine um veículo, que é o asteroide, e um outro veículo, que é a nossa ferramenta, colidindo com ele e o deslocando de sua trajetória. Por conta da pressão, é possível desviá-lo gradualmente da Terra”, afirmou.

“A segunda solução é destruir o asteroide com a ajuda de uma explosão nuclear”, acrescentou Koschny.

Ação à distância
A questão é: como mirar um objeto espacial viajando a 3.600 km/h com um outro objeto lançado para interceptá-lo com a mesma velocidade?

“A partir de uma experiência americana chamada ‘Deep Impact’, sabemos que é possível alcançar todos os objetos maiores que 100 metros de diâmetro. Nos encaminhamos provavelmente aos satélites autoguiados por uma câmera, porque não teríamos tempo para dirigi-los a partir da Terra”, explica o cientista.

“É mais fácil quando é Bruce Willis quem faz isso”, diz, brincando, Richard Tremayne-Smith, copresidente da Conferência de Defesa Planetária (Planetary Defence Conference, PDC), realizada em Frascati. A alusão é ao filme americano “Armageddon”, em que o ator destrói um asteroide que ameaça a Terra.

Fonte: G1.globo.com

abril 24, 2015

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‘Supervazio’ no Universo que ‘suga’ luz intriga astrônomos

Astrônomos de uma universidade no Havaí podem ter decifrado um mistério de dez anos e encontrado a maior estrutura conhecida do Universo. Em 2004, ao examinar um mapa da Radiação Cósmica de Fundo (CMB, na sigla em inglês), resíduo do Big Bang presente em todo o Universo, astrônomos descobriram uma área diferente, surpreendentemente ampla e fria, batizada de Ponto Frio.

A física que estuda a teoria do Big Bang para a origem do Universo prevê pontos quentes e frios de vários tamanhos em um Universo ainda jovem, mas um ponto tão grande e tão frio como o desta descoberta não era esperada pelos cientistas.

Mas uma equipe, liderada por István Szapudi, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, em Manoa, pode ter a explicação para a existência deste Ponto Frio que, segundo Szapudi, seria “a maior estrutura individual já identificada pela humanidade”.

‘Supervazio’
Usando dados do telescópio Pan-STARRS1 (PS1), em Haleakala, Maui, e também do satélite Wide Field Survey (WISE), da Nasa, a equipe de Szapudi descobriu o que chamaram de “supervazio”, uma grande região de 1,8 bilhão de anos-luz de largura, na qual a densidade das galáxias é muito menor do que o normal encontrado no Universo conhecido.

Os cientistas dizem que essa região é tão grande que é difícil encaixá-la na nossa compreensão convencional sobre dimensões e espaço.

Ela é mais fria do que outras partes do universo, e apesar de não ser um vácuo ou totalmente vazia, parece ter cerca de 20% a menos de matéria do que outras regiões.

O “supervazio”, localizado a 3 bilhões de anos-luz da Terra, “sugaria” energia da luz que viaja através dela, o que explica o intenso frio da região. Segundo os cientistas, atravessá-la pode levar milhões de anos, mesmo à velocidade da luz.

O estudo foi publicado no Notices of the Royal Astronomical Society.

abril 24, 2015

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Brasil teve recorde de conflitos por água em 2014, diz relatório da CPT

Relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aponta que o Brasil registrou em 2014 o maior número de conflitos por água desde que o levantamento sobre o tema foi iniciado, em 2005.

Coincidentemente, o recorde de 127 casos envolvendo 42.815 famílias do país aconteceu em um ano marcado pela seca extrema em vários estados, principalmente no Nordeste e Sudeste.

Os dados fazem parte de um documento sobre conflitos no campo que será divulgado na tarde desta segunda-feira (13), em Brasília. Destaca-se entre as informações do texto o aumento de assassinatos por disputas agrárias no ano passado: foram 36, dois a mais que em 2013.

Segundo a CPT, as informações coletadas referem-se apenas a zonas rurais. Nessas localidades, os conflitos pela água são, normalmente, ações de resistência, em geral coletivas, para garantir o uso e a preservação de recursos hídricos e de luta contra a construção de barragens e açudes.

Também são analisadas disputas contra a apropriação particular de rios e lagos, além de disputas contra a cobrança do uso da água no campo.

Balanço
Das 127 ocorrências, 55 tinham relação com o uso e preservação da água, 49 estavam ligadas à instalação de barragens e açudes e 23 notificações referem-se à apropriação particular de áreas em que a água era considerada um bem comum.

Minas Gerais e Bahia foram os estados que mais registraram notificações no ano passado. Cada um fechou a conta com 26 casos. No entanto, o número de famílias afetadas na Bahia foi maior (5.819) que em Minas Gerais (4.201).

Em 2013, a comissão havia detectado 101 disputas relacionadas aos recursos hídricos. Em 2012, o total de ocorrências foi de 79.

Conflitos urbanos
De acordo com Roberto Malvezzi, responsável pela análise dos conflitos de água na CPT, a estiagem pode ter influenciado o aumento de ocorrências no ano passado.

Apesar da organização não computar disputas que acontecem nas zonas urbanas – por ainda não haver uma metodologia própria para isso – Malvezzi afirma que é possível citar ao menos três episódios que impactaram cerca de 37 milhões de pessoas apenas no Sudeste.

“Percebemos três tipos de conflitos: entre entes federados, caso da disputa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro pelo uso da água do Rio Paraíba do Sul; entre empresas urbanas de abastecimento de água e a população, como aconteceu em Itu, no interior paulista, devido ao racionamento imposto; e o terceiro tipo é a poluição, que impede o uso de mananciais para abastecimento, caso da represa Billings”.

Segundo o porta-voz da CPT, tudo o que acontece atualmente é resultado de um processo de destruição que já dura de 40 a 50 anos, com episódios de desmatamento contínuo e invasões de área ambiental.

“Temos problemas que não serão regulados de um dia para o outro. Precisamos tomar decisões políticas urgentes para promover melhorias”, complementa.

Ranking dos 10 anos
Entre 2005 e 2014, o Pará foi o estado com maior número de famílias envolvidas em disputas por água. Foram 69.302, grande parte afetada pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, na região de Altamira.

A CPT prevê que nos próximos anos a quantidade de famílias deve haver aumentar devido a novas obras de infraestrutura, como a do complexo hidrelétrico de Tapajós, no rio de mesmo nome. Segundo a organização, o complexo deve impactar 32 comunidades tradicionais, entre quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, extrativistas e indígenas.

Fonte:g1.globo.com

abril 17, 2015

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Sonda da Nasa encontra espécie de ‘salmoura’ em Marte

As condições frias e desoladas no planeta vermelho dificultam a presença de água líquida, mas recentes descobertas da sonda Curiosity revelam que Marte possui uma película fina e salgada – com a presença de sais perclorato – perto do seu trópico que evita o congelamento do solo durante a noite. As informações são do IFL Science.

As descobertas são baseadas em dados publicados na revista Nature Geoscience esta semana, e sugerem que existe uma mudança ativa na água do planeta entre a atmosfera e sua superfície, onde as condições seriam inviáveis para seres vivos, como micróbios.

A sonda da Nasa atravessa a chamada “Cratera Gale”, próxima ao equador no planeta vermelho, o que permitiu à equipe internacional liderada por Javier Martín-Torres da Universidade de Tecnologia Luleå, analisar umidade e temperatura atmosférica de um ano marciano completo. Neste tempo, porém, ainda não foi possível detectar as possíveis “salmouras líquidas” diretamente, mas, segundo Martín-Torres já é possível observar “as condições para a formação de salmouras na superfície”.

O Perclorato de sódio é um tipo de sal que reduz a temperatura de congelamento da água; ele também “puxa” as moléculas da água da atmosfera para formar um líquido corrosivo (salmoura). “Esses sais levam o vapor de água da atmosfera e o absorvem para produzir as salmouras. De acordo com as medidas, as salmouras líquidas poderiam estar se formando nos solos superiores da cratera durante a noite marciana, e, em seguida, evaporam quando a terra e ar começa a se aquecer depois do nascer do sol”, explicou o cientista.

Fonte: Portal Terra

abril 17, 2015

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Obesidade pode ter efeito protetor contra o Alzheimer, diz estudo

A obesidade faz aumentar ou protege contra o risco de Alzheimer? Um estudo publicado nesta sexta-feira (10), na contramão de trabalhos precedentes, indica que pessoas magras têm mais risco de desenvolver demência em comparação às de peso normal ou obesas.

A magreza é definida por um índice de massa corporal (IMC) inferior a 20 kg/m², enquanto o excesso de peso começa em 25 e a obesidade em 30. O peso normal se situa num intervalo entre 20 a 25.

Vários estudos anteriores estabeleciam uma ligação entre excesso de peso e as demências (incluindo Alzheimer) que afetam cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, a maioria delas com idade avançada.

Mas neste estudo publicado na revista médica “The Lancet Diabetes e Endocrinologia”, pesquisadores britânicos mostraram, ao contrário, que as pessoas com idade entre 40 a 55 anos magras têm um risco aumentado em 34% de apresentar demência mais tarde na vida, em comparação àquelas de peso normal.

Ainda mais surpreendente, as pessoas com obesidade mórbida (IMC acima de 40) têm uma diminuição do risco de demência em 29% em comparação às pessoas de peso normal.

O estudo foi baseado nos registros médicos de quase 2 milhões de britânicos de meia-idade (idade média de 55 anos no início do estudo) e IMC médio de 26.

Eles foram acompanhados por um período máximo de 20 anos, durante os quais 45.507 foram diagnosticados com demência.

Comparando os dados e ajustando os resultados para explicar outros fatores de risco para demência (como álcool ou tabaco), os pesquisadores foram capazes de estabelecer uma relação entre o aumento do IMC e uma redução progressiva do risco de demência, inclusive em pacientes obesos ou com sobrepeso.

Sem explicação
O epidemiologista Nawab Qizilbash, que coordenou o estudo, reconhece que não é possível, nesta fase, explicar estes resultados.

“Muitos fatores como dieta, atividade física, fragilidade, fatores genéticos ou alterações de peso associadas a outras doenças, poderiam desempenhar um papel”, observa o médico.

Por todas estas razões, o médico alerta que não é questão de aconselhar às pessoas magras que ganhem peso.

Quanto aos obesos, mesmo que haja efeitos protetores para a demência, eles podem “não viver tempo suficiente para se beneficiar”, porque, lembra o pesquisador, eles são mais propensos a desenvolver doenças cardiovasculares ou certos tipos de câncer.

Em um comentário anexo ao estudo, a neurologista americana Deborah Gustafson reconhece que os estudos existentes são “ambíguos” e que o estudo britânico não é certamente “a palavra final sobre um assunto tão polêmico”.

Fonte: g1.globo.com

abril 13, 2015

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Descoberta de geólogo reacende debate sobre ossos de Jesus em Jerusalém

Aclamados por alguns como a mais significativa de todas as relíquias cristãs, mas negados por céticos em meio a acusações de falsificação, interpretação errônea e especulação precipitada, dois artefatos antigos encontrados em Jerusalém desencadearam um debate arqueológico e teológico acirrado nas últimas décadas.

Agora, a terra pode ter revelado novos segredos sobre essas antiguidades controversas. Um geólogo de Jerusalém acredita que estabeleceu uma relação entre elas que reforça o argumento de sua autenticidade e importância.

O primeiro artefato é um ossário, ou uma caixa para enterrar ossos, que traz a inscrição em aramaico “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”, que o colecionador de Israel que é seu proprietário diz ter comprado de um negociante de antiguidades em Jerusalém Oriental na década de 1970. Mais de uma década atrás, a Autoridade de Antiguidades do governo de Israel declarou que a parte da inscrição que dizia “irmão de Jesus” era uma falsificação e entrou com acusações contra o colecionador; um tribunal de Jerusalém decidiu em 2012 que o Estado não tinha conseguido provar seu caso.

O segundo artefato é um túmulo descoberto em um canteiro de obras no bairro de Talpiot, em Jerusalém Oriental, em 1980, que foi alçado à fama por um documentário de 2007, “The Lost Tomb of Jesus” [“O Túmulo Perdido de Jesus”]. O filme foi produzido por James Cameron (“Titanic”) e roteirizado por Simcha Jacobovici, um cineasta nascido em Israel e que vive em Toronto. Ele foi exibido pela primeira vez no Discovery Channel em 2007.

A câmara funerária, que depois ficou conhecida como túmulo de Talpiot, continha dez ossários, alguns com inscrições que foram interpretadas como “Jesus, filho de José”, “Maria” e outros nomes associados a figuras do Novo Testamento. O grupo de nomes levou Jacobovici e seus defensores a argumentarem que este talvez fosse o túmulo da família de Jesus de Nazaré, uma afirmação sensacional rejeitada pela maioria dos arqueólogos e especialistas, que disseram que esses nomes eram muito comuns naquela época.

Críticos como Amos Kloner, arqueólogo do distrito de Jerusalém na época, acusaram Jacobovici de tirar conclusões precipitadas para promover seu filme. Jacobovici e seus defensores dizem que, se pudesse ser provado que o ossário conhecido como de Tiago, cuja proveniência não é clara, veio do túmulo de Talpiot, os nomes inscritos nele, acrescentados ao grupo de nomes encontrados no túmulo, aumentariam as chances de o túmulo pertencer à família de Jesus de Nazaré.

Aí entra o geólogo Aryeh Shimron. Ele está convencido de que fez essa ligação, ao identificar uma combinação geoquímica bem definida entre elementos específicos encontrados em amostras coletadas no interior dos ossários do túmulo de Talpiot e do ossário de Tiago.

Quando os ossários de Talpiot foram descobertos, eles estavam cobertos por uma camada espessa de um tipo de solo, o rendzina, que é característico das colinas de Jerusalém Oriental e foi capaz de impor uma assinatura geoquímica única aos ossários enterrados sob ele.

“Acho que tenho provas realmente fortes e praticamente inequívocas de que o ossário de Tiago passou a maior parte de sua vida, ou de sua morte, no túmulo de Talpiot”, disse Shimron em uma entrevista no saguão do hotel King David enquanto apresentava suas descobertas, ainda não publicadas, a um repórter pela primeira vez.

Um Indiana Jones improvável, Shimron, 79, nasceu na antiga Tchecoslováquia e é especialista em gesso. Hoje aposentado como pesquisador sênior do Serviço Geológico de Israel, um instituto governamental especializado em ciências da terra, ele esteve envolvido com a geologia arqueológica nos últimos 20 anos.

Shimron baseou sua pesquisa na teoria de que um terremoto que estremeceu Jerusalém no ano 363 d.C. inundou o túmulo de Talpiot com toneladas de terra e lama, deslocando a pedra de entrada e cobrindo os ossários de giz completamente, algo pouco comum. “O solo criou uma espécie de vácuo”, disse ele. “A composição do túmulo foi simplesmente congelada no tempo.”

Nos últimos sete anos, Shimron vem estudando a química das amostras raspadas da parte de baixo da crosta de giz dos ossários de Talpiot e, mais recentemente, do ossário de Tiago. Ele também estudou amostras de solo e cascalho de dentro dos ossários. Além disso, para fins de comparação, ele examinou amostras de ossários de cerca de outros 15 túmulos.

Jacobovici, que vem documentando a pesquisa para outro filme, disse que “a produção” financiou o trabalho de laboratório.

A Autoridade de Antiguidades de Israel forneceu acesso à maioria dos ossários e retirou a maior parte das amostras sob a direção de Shimron. Uma porta-voz da autoridade disse que a entidade forneceu alguma consultoria técnica para o filme de Jacobovici, mas que não o manteve atualizado sobre a pesquisa.

Shimron estava em busca de quantidades incomuns de elementos derivados do solo rendzina, como silício, alumínio, magnésio, potássio e ferro, bem como elementos de rastreamento específicos, entre eles fósforo, cromo e níquel – componentes característicos do tipo de solo argiloso de Jerusalém Oriental que, segundo ele, encheu o túmulo de Talpiot durante o terremoto. Os resultados, diz ele, colocam claramente o ossário de Tiago no mesmo grupo geoquímico que os ossários do túmulo de Talpiot. “A prova vai além do que eu esperava”, disse ele.

Hoje, o túmulo de Talpiot está lacrado, no subsolo, sob uma laje de concreto em um pátio localizado entre prédios de apartamentos comuns na rua Dov Gruner, em Talpiot Oriental, e seus ossários estão sob custódia da Autoridade de Antiguidades de Israel. O ossário de Tiago foi devolvido a seu proprietário, o colecionador Oded Golan, que mora em Tel Aviv e guarda a caixa em um local secreto.

No entanto, as descobertas de Shimron devem reacender as controvérsias do passado.

Existe a ideia de que os restos mortais, que incluem matéria óssea, de Jesus de Nazaré sugeririam que não pode ter havido uma ressurreição do corpo. Além disso, especulações de que uma das caixas de ossos encontrada em Talpiot pode ter pertencido a Maria Madalena, enquanto outra trazia a inscrição “Judá, filho de Jesus” só aumentaram a controvérsia das descobertas.

Embora dez ossários tenham sido desenterrados em Talpiot, apenas nove permanecem lá. Apesar de os arqueólogos dizerem que o décimo era uma caixa simples e quebrada que foi jogada fora, isso, também, gerou perguntas e teorias da conspiração, incluindo teorias de que o ossário de Tiago era o décimo e que desapareceu misteriosamente de alguma forma.

O colecionador Golan recentemente deu a Shimron acesso a seu ossário de Tiago para realizar os testes, mas disse que era cético quanto aos resultados. Por um lado, Golan disse em uma entrevista por telefone que comprou o ossário no máximo em 1976, ao passo que o túmulo de Talpiot foi escavado em 1980. (Se Golan tivesse comprado o ossário depois de 1978, ele poderia ter sido reivindicado pelo Estado de acordo com a lei de antiguidades de Israel.)

Mesmo que a química esteja correta, o ossário de Tiago poderia ter vindo de outro túmulo em Talpiot Oriental, disse Golan, acrescentando que uma pesquisa como esta exigiria amostras de uma base de testes muito mais ampla.

“É muito interessante, mas não é o suficiente para determinar nada de forma conclusiva”, disse Golan sobre o trabalho de Shimron. “Seriam necessárias amostras de pelo menos 200 a 300 cavernas.”

Shimon Gibson estava entre os arqueólogos da Autoridade de Antiguidades que entraram no túmulo de Talpiot logo que foi descoberto nos anos 1980. Ele disse recentemente que ficou claro que a entrada subterrânea para o túmulo tinha sido aberta desde a Antiguidade e que o túmulo tinha se enchido de terra abruptamente como resultado de um único acontecimento rápido – possivelmente um terremoto.

Gibson e outros arqueólogos concluíram que ladrões de túmulos tinham provavelmente estado lá durante o período bizantino. Mas descartou qualquer possibilidade de que o ossário de Tiago tenha desaparecido quando o túmulo foi descoberto.

“Eu mesmo escavei um punhado de túmulos que estavam abertos e cheios de terra”, disse Gibson. “Pessoalmente, acho que o ossário de Tiago não tem nada a ver com Talpiot.”

Ainda assim, diz Gibson, a comunidade acadêmica está aguardando ansiosamente a publicação dos resultados do Shimron em uma revista científica para ser revisada por pares.

Shimron, enquanto isso, diz estar se preparando para uma tempestade de críticas inevitável, inclusive por parte de pessoas que consideram abominável que um cientista, nas palavras dele, fique “brincando com os ossos de Jesus e Maria”.

Fonte: uol.com.br

abril 10, 2015

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Óculos laranja promete capturar ondas de celular que atrapalham sono

Na maioria das noites, antes de assistir a uma comédia ou ler e-mails em seu celular, Matt Nicoletti coloca um par de óculos com lentes cor de laranja que comprou pela internet por oito dólares. “Minha namorada acha que fico ridículo com eles”, afirma. Mas Nicoletti, de 30 anos, consultor de hospitalidade de Denver, insiste que os óculos, que conseguem bloquear alguns comprimentos de onda emitidos pelas telas eletrônicas, faz com que fique mais fácil dormir.

Estudos mostraram que esse tipo de luz, especialmente as da parte azul do espectro, faz com que o corpo produza menos melatonina, um hormônio que ajuda as pessoas a pegar no sono. As opções estão crescendo para bloqueadores de luz azul, embora especialistas avisem que poucas delas passaram por testes adequados de efetividade e que a melhor solução ainda é evitar eletrônicos muito iluminados à noite.

Uma pesquisa suíça com 13 adolescentes, publicada em agosto pelo The Journal of Adolescent Health, mostrou que quando os garotos usavam os óculos com lentes pintadas de laranja, também conhecidos como bloqueadores de azul e feitos para prevenir a supressão de melatonina, de noite por uma semana, eles se sentiram “significativamente com mais sono” do que quando usaram óculos normais. Os meninos olharam para suas telas, como os adolescentes sempre fazem, por pelo menos algumas horas em média antes de ir para cama e foram monitorados no laboratório.

Adultos mais velhos podem ser menos afetados pela luz azul, dizem os especialistas, porque com a idade acontecem algumas mudanças nos olhos, como o fato de o cristalino ficar mais amarelado, o que ajuda a filtrar maiores quantidades dessa luz. No entanto, a luz azul continua sendo um problema para a maioria das pessoas, e um estudo anterior com 20 adultos de 18 a 68 anos descobriu que aqueles que usaram óculos com lentes cor de âmbar por três horas antes de ir para a cama melhoraram a qualidade do sono consideravelmente em relação a um grupo de controle que usou lentes amarelas, que bloqueia apenas a luz ultravioleta.

Aparelhos como smartphones e tablets geralmente são iluminados por um diodo que emite luz, ou LEDs, que tendem a lançar mais luz azul do que os produtos incandescentes. Televisões com retroiluminação de LED também são fontes de luz azul, mas como normalmente ficam a uma distância maior do que as telas pequenas, como as dos celulares, podem ter menos efeito, explica Debra Skene, professora de Neuroendocrinologia da Universidade de Surrey, na Inglaterra.

LEDs também estão cada vez mais populares como luzes para a casa, mas a lâmpada “branca morna”, com menos azul, geralmente é uma escolha melhor do que a “branca fria” para uso de noite. A empresa de dispositivos de iluminação Philips também faz uma lâmpada, chamada Hue, que pode mudar a intensidade das cores que a compõe por meio de um aplicativo. No mês passado, a GE anunciou uma lâmpada de LED com menos azul, destinada a ser usada antes da hora de dormir.

“Conceitualmente, qualquer coisa que diminua a exposição à luz azul de noite ajuda”, avisa Christopher Colwell, neurocientista da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. “Conheço alguns jogadores de games que são entusiastas daqueles óculos com lentes cor de laranja.”

Mas os óculos laranja não são uma panaceia, afirma Debra Skene.

“A questão não é apenas se livrar do azul e achar que está tudo bem”, explica.

A intensidade da luz, além da cor, pode afetar o sono, diz ela, e nem todas as marcas de óculos pintados de laranja passaram por testes independentes em número suficiente para provar sua habilidade de ajudar no sono.

Telas que não têm retroiluminação, como acontece com alguns leitores digitais, são preferíveis às tipicamente iluminadas, avisa.

Nicoletti diz que os óculos laranja que usa, de uma marca de segurança industrial chamada Uvex, torna algumas cores, principalmente azuis e verdes, mais difíceis de distinguir. Ele também usa certos aplicativos feitos para alterar o impacto da luz azul em seus aparelhos dependendo da hora do dia: um aplicativo chamado f.lux para o computador e outro denominado Twilight para o celular.

Novas ideias estão surgindo. Uma empresa de Ohio chamada LowBlueLights.com, por exemplo, oferece filtros para bloquear a luz azul cobrindo a tela de equipamentos eletrônicos como iPhones e iPads. A empresa também vende luzes de LED “com pouco azul” e os óculos laranja.

Durante o dia, dizem os especialistas, a exposição à luz azul faz bem. Mas o melhor é a luz do sol que contém muitos comprimentos de onda diferentes.

“Isso é o que nosso cérebro conhece”, explica Kenneth P. Wright Jr., diretor do laboratório de Sono e Cronobiologia da Universidade do Colorado, em Boulder.

Um estudo de 2013 liderado por ele, publicado no jornal Current Biology, mostrou exatamente como tudo pode ser diferente sem luzes de noite: depois que os participantes acamparam nas montanhas por uma semana, seus corpos começaram a se preparar para dormir duas horas antes do que o normal.

Ao invés de apagar todos os aparelhos à noite, dizem os especialistas, é melhor usar uma tela pequena do que uma grande; diminuir a luz da tela e mantê-la o mais longe dos olhos possível; e passar menos tempo usando os equipamentos.

“Se você puder usar o iPhone por dez minutos ao invés de três horas, vai fazer muita diferença”, avisa Debra.

Fonte: Portal Uol

abril 6, 2015

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Formigas cultivam fungo exclusivo e dependem dele para viver

Da mesma forma que os fazendeiros, as formigas que cultivam fungos mantém jardins subterrâneos com esmero. Elas fertilizam, retiram as ervas daninhas e cuidam de sua cultura regularmente.

Pesquisadores agora descobriram que uma espécie primitiva de formigas cultiva uma espécie exclusiva de fungo. “Essas formigas sobrevivem do cultivo e dependem totalmente desse fungo”, afirmou Ted Schultz, entomologista do Instituto Smithsonian. O pesquisador e seus colegas descreverão suas descobertas na próxima edição do periódico The American Naturalist.

A Apterostigma megacephala foi descrita pela primeira vez em 1999, com base em quatro espécimes descobertos no Peru e na Colômbia. Dez anos depois, os pesquisadores descobriram ninhos da Apterostigma megacephala no leste da região amazônica brasileira e perceberam que as formigas cultivavam um tipo de fungo que cresce apenas em colônias dessa espécie e de uma espécie cortadora de folhas.

O desenvolvimento do fungo Leucoagaricus gongylophorus ocorreu apenas entre 2 e 8 milhões de anos atrás. O sequenciamento do DNA mostrou que a formiga pertence a uma linhagem que remonta a 39 milhões de anos.

Como e quando a espécie conseguiu esse fungo permanece um mistério, afirmou Schultz. A formiga cortadora de folhas, que também cultiva o fungo, evoluiu mais cedo, há aproximadamente 12 milhões de anos.

Outras formigas primitivas que cultivam fungos não conseguem digerir o organismo sem morrer, afirmou Schultz.