março 30, 2015

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Dias de Saturno são seis minutos mais curtos do que se acreditava

Cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, descobriram que o período de rotação de Saturno é diferente do que se acreditava até então. A confusão sobre a duração exata do dia no planeta começou no início dos anos 80, quando a nave Voyager definiu o período como de 10 horas e 39 minutos (em escala da Terra, é claro). A nave fez o cálculo baseado nas emissões de ondas de rádio emitidas pelo planeta. Porém, a nave Cassini, que chegou ao planeta em 2004, calculou um período mais longo, de 10 horas e 47 minutos.

Intrigados com essa discrepância, os cientistas, liderados pela professora Ravit Helled, perceberam que o campo magnético em volta do planeta é diferente de outros campos como o de Júpiter, por exemplo, que libera ondas de rádio que não deixam dúvida sobre a duração do dia em seu planeta (que é de 9 horas e 55 minutos, caso esteja curioso).

Os números conflitantes das duas naves mostraram que os períodos medidos não refletiam a rotação de Saturno. O time de Ravit deduziu a duração do dia a partir do campo gravitacional do planeta. Ao rodar rapidamente, o planeta distorce sua “linha do Equador” e seu campo gravitacional. Os cientistas calcularam essa distorção e chegaram à conclusão de que o dia em Saturno dura 10 horas, 32 minutos e 45 segundos, com uma margem de erro de 46 segundos.

O novo cálculo muda o que se sabia até então sobre a velocidade rotacional do planeta e também sobre a velocidade dos ventos.

Fonte: uol.com.br

março 27, 2015

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Asteroide de 500 metros de diâmetro passará perto da Terra nesta sexta (27)

Um asteroide de cerca de 500 metros de diâmetro deve passar perto da Terra nesta sexta-feira (27), segundo informações da agência espacial americana (Nasa).

Apesar de ter sido classificado pelo Centro de Estudo dos Planetas Menores da União Astronômica Internacional como “asteroide potencialmente perigoso”, o objeto chamado 2014 YB35 deve passar a aproximadamente 4,5 milhões de km da Terra (ou 0,03 unidades astronômicas, medida que equivale à distância entre a Terra e o Sol).

Não é perto o suficiente nem para vê-lo a olho nu. Com instrumentos especiais, porém, ele passou a ser visível no dia 9 de março e continuará assim até o dia 30.

Segundo a Nasa, não há mais informações sobre as propriedades físicas do asteroide.

Fonte: g1.globo.com

março 23, 2015

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Obesidade eleva em até 40% risco de sete tipos de câncer em mulheres

Uma pesquisa da organização britânica Cancer Research UK sugere que a obesidade aumenta em até 40% as chances de mulheres desenvolverem sete tipos de câncer. O problema pode aumentar o risco de câncer de intestino, câncer de mama depois da menopausa, de vesícula biliar, rins, pâncreas, útero e câncer de esôfago.

Segundo os pesquisadores, a obesidade pode aumentar o risco de desenvolver câncer de muitas formas. Uma possibilidade é que a doença esteja ligada à produção de hormônios em células de gordura, especialmente o estrogênio.

Acredita-se que o estrogênio seja o combustível para o desenvolvimento de câncer. A pesquisa analisou um grupo de mil mulheres obesas e descobriu que, neste grupo, 274 tinham maior tendência a desenvolver câncer ao longo de sua vida.

Os pesquisadores também analisaram um grupo de mil mulheres com o peso considerado normal e descobriram que 194 mulheres tinham chances de ser diagnosticadas com câncer durante suas vidas.

‘Pequenas mudanças’
Para Julie Sharp, chefe do setor de informações para saúde da Cancer Research UK, “pequenas mudanças” no estilo de vida já podem ajudar a evitar a doença em mulheres obesas.

“Perder peso não é fácil, mas você não tem que entrar para uma academia e correr quilômetros todo dia, ou desistir de sua comida favorita para sempre.”
“Fazer pequenas mudanças que você consegue manter no longo prazo pode ter um impacto real. Para começar, tente sair do ônibus uma parada antes da sua e cortar alimentos gordurosos ou com muito açúcar”, afirmou.

“Perder peso demora, então, gradualmente, aumente (exercícios e alimentação saudável) para chegar a um estilo de vida mais saudável que você consegue manter”, acrescentou.

“Sabemos que nosso risco de desenvolver câncer depende de uma combinação de nossos genes, nosso ambiente e outros aspectos de nossas vidas, muitos dos quais podemos controlar. Ajudar as pessoas a entender como elas podem reduzir o risco de desenvolver câncer ainda é crucial para enfrentar a doença”, afirmou.

Para a médica, mudanças no estilo de vida como “parar de fumar, manter um peso saudável, ter uma dieta saudável e diminuir o consumo de álcool” são grandes oportunidades para reduzir o risco de desenvolver a doença.

“Fazer estas mudanças não é uma garantia contra o câncer, mas aumenta as possibilidades a nosso favor”, disse.

Fonte: Portal G1

março 20, 2015

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Pesquisadores americanos descobrem cratera gigante na Lua

Uma cratera de 200 quilômetros de diâmetro foi descoberta na Lua por uma sonda da Nasa e identificada por pesquisadores americanos, que apresentaram os dados durante um recente encontro científico no Texas (EUA).

“Eu diria que essa é a primeira descoberta de uma nova cratera lunar em um ou dois séculos”, afirmou Jay Melosh, um dos pesquisadores do projeto. “Provavelmente, ela foi formada antes do Mare Serenitatis (um mar lunar onde há uma cratera), ou seja, há mais de 3 milhões de anos. Mas ficou cobertos por restos da formação desse mar, que também destruíram a borda da cratera.”

“Ninguém antes reconheceu essa cratera, justamente por sua borda quebrada. E nós mesmos não teríamos reconhecido se não fosse pela gravidade ali, que mostra claramente uma grande anomalia circular”, completou.

A descoberta foi feita quando os pesquisadores procuravam evidências da existência de estruturas ocas abaixo da superfície da Lua, conhecidas como tubos de lava ou cavernas vulcânicas.

A sonda da Nasa mediu as variações na aceleração da gravidade, obtendo assim uma ideia aproximada dessa estrutura interna da lua.  Isso porque, dependendo da topografia da área, há uma aceleração de gravidade diferente.

Segundo Melosh, a cratera, que foi batizada de Amelia Earhart, em homenagem à primeira mulher que fez um voo solo no Oceano Atlântico, esteve ali todos esses anos, mas ninguém a reconhecia porque não havia estes dados sobre o campo de gravidade.

Agora os cientistas acreditam que poderia haver outras 12 crateras, cujas marcas, no entanto, foram eliminadas pelos impactos dos mares ou pelas partículas expelidas por crateras maiores.

Fonte: uol.com.br

março 20, 2015

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Cães enxergam tudo em preto e branco?

Por muito tempo acreditou-se que os cachorros enxergavam o mundo em preto e branco, mas esse mito foi derrubado há alguns anos, após a realização de estudos científicos mais precisos. Os pesquisadores, hoje, sabem que cães captam menos cores –vermelho e verde estão fora da lista, por exemplo– e não conseguem distinguir tantos detalhes quanto nós. Porém, como têm olfato, paladar e audição mais desenvolvidos, essas características não são necessárias para a sobrevivência canina.

“O conjunto dos sentidos dá conta do recado para eles”, comenta a médica veterinária Angélica Safatle, do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (Universidade de São Paulo).

A especialista informa que, se o mundo, para esses bichos, é mais desfocado e menos colorido que o nosso, a escuridão, para eles, é menos ameaçadora. É que, comparada à nossa, a retina dos cachorros (parte do olho que percebe a luz) conta com mais células bastonetes, adaptadas para condições de pouca luminosidade, e menos células cones, envolvidas na percepção das cores e detalhes.

Como os daltônicos

Cada tipo de célula cone é sensível a um espectro e, enquanto seres humanos possuem três tipos de cones, os cães possuem apenas duas, assim como os daltônicos, que representam cerca de 4% da população masculina.

“De acordo com pesquisas, os cães têm a capacidade de distinguir tons básicos de cores: amarelo, azul e cinza. Todas as outras cores se atenuam aos olhos do cão e caem em um desses tons”, explica Juliana Yuri, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

A consultora acrescenta que, por conta de outra estrutura ótica –o “tapetum lucidum”– a luz que passa pela retina dos cães, assim como dos gatos, é “aumentada”, o que dá a esses animais uma visão melhor para vagar por aí de madrugada. Essa membrana, por sinal, é responsável pelo aspecto de “farol refletor” que os olhos de muitos bichos apresentam na penumbra.

Movimento funciona

“Outro detalhe importante sobre a visão canina é que os animais não enxergam muitos detalhes a curta distância: se um objeto pequeno cair em frente a um cão, até uma distância de 40 centímetros, mais ou menos, há uma grande chance de ele não ser notado pelo animal. Porém, se você mover esse objeto na frente do cão, isso fará com que ele se torne instantaneamente mais interessante”, complementa Yuri. Ou seja, os olhos do melhor amigo do homem são mais sensíveis aos movimentos.

Uma pesquisa realizada no ano passado pela Universidade da Cidade de Londres, no Reino Unido, ainda mostrou que cachorros e gatos, assim como vários outros animais, são capazes de enxergar a luz ultravioleta, o que é impossível para seus donos. Os cientistas ainda não sabem exatamente qual a vantagem disso –é algo que ainda precisa ser mais estudado.

E os gatos?

Outra pergunta frequente relacionada ao tema é: a visão dos gatos é melhor que a dos cães? Segundo a médica veterinária da USP, esse é outro mito infundado. Para dar uma noção das diferenças, ela usa um conceito comum entre os oftalmologistas: o 20/20.

Os médicos supõem que uma pessoa com visão normal enxerga perfeitamente o quadro de teste a 20 pés, ou seja, a seis metros de distância. Alguém com 20/40, portanto, consegue ver a seis metros o que uma pessoa com visão normal seria capaz de ver a 12 metros de distância. A partir de 20/200, o indivíduo é considerado cego para fins legais.

Safatle conta que a visão dos cães é 20/80 e a dos gatos, 20/100. E, novamente, a razão disso é simplesmente a falta de necessidade. Aves de rapina, por exemplo, dependem dos olhos para identificar a presa lá do alto, por isso enxergam bem melhor que os seres humanos. Segundo pesquisadores, falcões chegam a ter uma visão 20/2.

O risco de doenças é o mesmo

Apesar das diferenças de acuidade visual, seres humanos e cachorros compartilham o risco de desenvolver certas doenças capazes de levar à cegueira, como catarata, olho seco, glaucoma, miopia e úlceras de córnea.

A oftalmologia veterinária evoluiu bastante nos últimos anos e, hoje, os animais de estimação também contam com tratamentos de ponta para essas enfermidades, relacionadas à genética e à idade. “Muitos cachorros apresentam catarata precocemente, por volta dos quatro anos”, relata.

Mas a veterinária da USP considera que, quando a cegueira é inevitável, os cães se saem melhor, justamente por terem outros sentidos mais aguçados, algo que os humanos com visão comprometida demoram algum tempo para desenvolver.

Fonte: Portal Uol

março 17, 2015

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Humanos ocuparam florestas tropicais há 20 mil anos, diz estudo

Os primeiros humanos modernos se adaptaram para viver nas florestas tropicais há 20 mil anos, muito antes do período que se imaginava, sugerindo uma dieta composta de alimentos típicos desses ambientes.

Uma equipe de pesquisa internacional lançou uma nova luz sobre os alimentos dos quais os primeiros humanos dependiam e situa o momento em que nossos ancestrais começaram a viver e a depender dos recursos das florestas tropicais 10 mil anos antes do que se pensava.

O estudo, publicado nesta sexta-feira (13) na edição impressa da revista “Science”, foi feito com dentes fósseis de 26 indivíduos, o mais antigo de 20 mil anos, que viveram no Sri Lanka e nos quais foram analisados os isótopos de oxigênio e de carvão.

O resultado foi que “quase todos os dentes analisados sugerem uma dieta baseada, em grande parte, em produtos das florestas tropicais”.

Ocupação humana
Até agora, acreditava-se que os humanos não tinham ocupado essas regiões até o início da época conhecida como Holoceno inicial, há 8 mil anos, e, de acordo com as teorias dos especialistas, os humanos consideraram que a vida nessas florestas era mais difícil por haver menos comida e caça disponível que em espaços mais abertos.

O artigo da “Science” lembra que algumas pesquisas arqueológicas sugerem a possibilidade de os humanos terem ocupado esses ecossistemas há cerca de 45 mil anos, mas, nesse caso, não foi possível determinar se viviam nele ou se só entravam durante períodos limitados de tempo para desenvolver alguma atividade concreta.

Investigadores das universidades britânicas de Oxford e Bradford estudaram dentes fossilizados de 26 humanos, cuja idade oscilava entre 20 mil e 3 mil anos. Todos eles encontrados em três sítios arqueológicos do Sri Lanka, que hoje em dia estão cercados por florestas tropicais e campos um pouco mais abertos.

As análises mostraram que os humanos daquela época seguiam uma dieta procedente de “florestas tropicais intermediárias” e que só dois mostravam em seus dentes os sinais de uma alimentação com produtos das pradarias.

O diretor do estudo, Patrick Roberts, da Universidade de Oxford, afirmou que seus resultados indicam que os humanos evoluídos do Sri Lanka podiam viver quase que exclusivamente de comida encontrada na floresta tropical, sem a necessidade de se deslocar para outros ambientes.

“Nossos primeiros antepassados eram claramente capazes de se adaptar com sucesso a diferentes ambientes extremos’.

Agora, os estudiosos consideram que é necessário seguir com a pesquisa para estabelecer se esse “profundo nível de interação” dos primeiros humanos com as florestas do Sul da Ásia aconteceu também em outras regiões, como a Austrália, o Sudeste asiático e a África.

Fonte: Portal G1

março 17, 2015

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Estudo feito nos Estados Unidos mostra que a poluição do ar pode ter relação com aumento de casos de AVC

Um novo estudo divulgado nesta segunda-feira (16) sugere que a poluição do ar tem relação com um possível estreitamento das artérias carótidas, responsáveis por transportar o sangue arterial do coração para o cérebro.

O entupimento delas pode provoca um acidente vascular cerebral (AVC).

Pesquisadores do Centro Médico Langone, hospital da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, analisaram registros de mais de 300 mil pessoas que vivem em Nova York, Nova Jersey e Connecticut.

Com os dados, eles descobriram que quem vivia em endereços com maior presença de poluição particulada ficou mais propenso ao estreitamento de suas artérias carótidas internas em relação a quem vivia em áreas menos poluídas.

A análise foi feita entre os anos de 2003 e 2008, com a ajuda de índices de poluentes obtidos pela Agência de Proteção Ambiental (EPA).

O material particulado (que tem a sigla em inglês PM2,5) é uma denominação para um conjunto de poluentes como poeiras, fumaças e todo titpo de material sólido e líquido que fica suspenso na atmosfera por causa do seu tamanho pequeno.

As principais fontes de emissões desse tipo de material são os veículos automotores, processos industriais e queima de biomassa. Esses agentes contaminantes causam danos graves à saúde, segundo cientistas.

Menos poluição, menos risco
De acordo com o pesquisador Jeffrey Berger, da Divisão de Cardiologia da Universidade de Nova York, os dados reforçam a possibilidade de que a poluição do ar diária pode representar um alto risco de AVC, além dos fatores de risco tradicionais como a pressão arterial alta, colesterol, diabetes e tabagismo.

As duas artérias carótidas internas estão situadas em ambos os lados do pescoço e fornecem sangue ao cérebro. Normalmente, o AVC resulta do acúmulo de placas nessas artérias.

Segundo Jonathan Newman, cardiologista que liderou a investigação científica, ainda não é possível estabelecer a influência direta da poluição, mas a análise sugere que a hipótese de que a redução dos níveis de contaminação do ar influencia na queda da incidência de problemas nas artérias carótidas e, consequentemente, possíveis episódios de AVC.

Fonte: g1.globo.com

março 9, 2015

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Oceano em Marte era tão extenso quanto o Ártico, afirma a Nasa

Cientistas que trabalham na Nasa descobriram que, em algum momento, existiu em Marte um oceano tão extenso quanto o Ártico. A informação foi publicada na quinta-feira (5). Os pesquisadores também calcularam, mediante a análise da atmosfera marciana, que o planeta vermelho perdeu 87% de água no espaço.

No artigo publicado na revista especializada “Science”, a equipe explica que, quando Marte ainda era úmido, havia água o bastante para cobrir completamente o planeta até uma profundidade de 137 metros.

Na realidade, provavelmente a água formava um oceano que cobria a metade do hemisfério norte do planeta, onde atingia até 1,6 km de profundidade.

Dada a formação geológica em Marte, não é de hoje que os cientistas consideram essa parte do planeta como a zona mais propícia para ter um oceano, que talvez tenha se estendido por 19% da superfície de Marte. Em comparação, o Atlântico ocupa 17% da Terra.

“Nosso estudo estima que havia uma alta concentração de água em Marte, ao determinar as quantidades perdidas no espaço”, explica Gerónimo Villanueva, um dos autores do trabalho e pesquisador no Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA, em Greenbelt (EUA).Artigos

A estimativa se baseia em observações muito detalhadas sobre formas levemente distintas da água: a mais familiar, formada por um átomo de oxigênio e dois de hidrógeno (H2O), e a água pesada, quando um dos dois átomos de hidrogênio é substituído por deutério.

Usando o telescópio infravermelho Keck 2, localizado no Havaí, e o poderoso telescópio europeu ESO, no Chile, os cientistas puderam fazer a distinção entre a constituição química da água nos dois casos. Comparando a proporção de água pesada na água normal, os pesquisadores conseguiram deduzir quanto de água foi perdido no espaço.

Fonte: www.uol.com.br

março 6, 2015

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Cientistas acham fóssil de primeiro humano de 2,8 milhões de anos

Há 2,8 milhões de anos, os primeiros membros do gênero Homo, ao qual pertencem todas as pessoas vivas hoje, já caminhavam pela savana no território da atual Etiópia, afirma um novo estudo.

A conclusão vem da análise de uma mandíbula descoberta por cientistas americanos e etíopes, cujas  características parecem estar no meio do caminho entre as dos australopitecos, homens-macacos mais primitivos que povoavam a África até então, e as do gênero humano propriamente dito, cujas espécies mais conhecidas só surgem 2 milhões de anos atrás.

A transição evolutiva que levou à origem do nosso gênero pode ter sido relativamente rápida, afirmou em entrevista coletiva por telefone um dos autores do estudo, o paleoantropólogo Brian Villmoare, da Universidade de Nevada em Las Vegas.

Ocorre que o provável ancestral dos primeiros Homo, o Australopithecus afarensis (espécie à qual pertencia a fêmea conhecida como Lucy) ainda andava pela Eitópia há 3 milhões de anos. O fóssil recém-descoberto é “apenas” 200 mil anos mais jovem, ou seja, um piscar de olhos do ponto de vista geológico.

Além de descrever a mandíbula em artigo na revista “Science”, os cientistas também traçaram um retrato detalhado do ambiente em que viviam os primeiros Homo.

O cenário era composto por grandes áreas de vegetação aberta e relativamente árido.

Esses dados podem explicar a origem do gênero humano, porque os australopitecos parecem ter preferido áreas de vegetação mais fechada. Os Homo seriam resultado da adaptação e ambientes abertos. A hipótese, porém, precisa ser mais estudada.

Menos Dentuço

O hominídeo encontrado no sítio etíope de Lee Adoyta tinha uma mandíbula cujo formato lembra mais um V (como a de primatas mais antigos) do que um U (como a dos demais Homo). Por outro lado, os dentes eram consideravelmente menores.

“O que podemos afirmar é que parece haver um relaxamento da seleção em favor de dentes grandes que tinha predominado até então, o que indica que a linhagem do gênero Homo não estava mais consumindo alimentos de origem vegetal tão duros”, disse Villmoare à Folha.

O grande desafio agora será entender melhor o cipoal de linhagens de hominídeos que parece brotar do solo da África Oriental em torno de 2 milhões de anos atrás.

Mais ou menos na mesma época, três espécies do nosso gênero surgem no cenário: o Homo habilis, o H. rudolfensis (ambos de pequeno porte e aparentemente mais primitivos) e o H. erectus (que podia ser tão alto quanto um humano moderno, embora tivesse cérebro um terço menor).

Como as três criaturas não surgiram do nada, a questão era saber quais eram seus ancestrais. Numa pesquisa da edição da revista “Nature”, a equipe liderada por Fred Spoor, do University College de Londres, deu um passo nesse sentido ao fazer uma reconstrução digital da mandíbula do H. habilis, que está amassada e é difícil de analisar.

Segundo Spoor, a mandíbula lembra bastante a encontrada na Eiópia, sugerindo que o H. habilis, e provavelmente as outras linhagens, têm uma história mais antiga do que se imaginava.

Fonte: Ciência – Folha de São Paulo

março 2, 2015

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Cientistas prevêem transplante de cabeça em dois anos

O primeiro transplante de cabeça da história poderia ocorrer em dois anos, segundo uma reportagem publicada pela revista NewScientist.

É a possibilidade que estuda uma equipe liderada pelo cirurgião italiano Sergio Canavero, do Grupo de Neuromodulação Avançada de Turim. O grupo deve apresentar a proposta durante uma conferência médica nos Estados Unidos neste ano.

A técnica consistiria em implantar a cabeça de um paciente de doença grave no corpo de um doador que tenha tido morte cerebral. Em entrevista à NewScientist, Canavero disse que a cirurgia poderia prolongar a vida de pessoas que sofrem de degeneração dos músculos e nervos ou que tenham câncer.

Ele disse, porém, estar ciente de que a proposta gera muita polêmica e que entraves éticos podem ser uma grande barreira. Canavero prevê ainda que sua equipe enfrenta dificuldades para conseguir autorização para desenvolver a técnica nos Estados Unidos.

“Se a sociedade não quiser isso, eu não vou fazer. Mas se as pessoas não quiserem nos Estados Unidos ou na Europa, não significa que não será feito em outro lugar. Estou tentando fazer da forma correta. Antes de você ir à lua, tem que ter certeza que as pessoas o seguirão”, disse Canavero à NewScience.

Técnica
O cirurgião italiano publicou neste mês uma lista de técnicas que tornariam o transplante possível.

Elas incluem procedimentos como resfriar a cabeça do receptor e o corpo do doador para evitar que as células morram sem oxigênio, cortar os tecidos do pescoço e conectar as veias e artérias maiores a tubos finos e seccionar os nervos da espinha.

Uma das partes mais complicadas da eventual cirurgia seria conectar os nervos da espinha do corpo aos nervos da cabeça. O cirurgião usaria uma substância química com polietileno para fazer as conexões e eletrodos para estimular as novas conexões nervosas.

Canavero disse também à NewScience que logo após a cirurgia o paciente passaria semanas em coma e inicialmente seria capaz de mover os músculos do rosto e falar com a mesma voz que tinha antes. Porém, seria necessário pelo menos um ano de fisioterapia para que pudesse andar.

Segundo ele, diversas pessoas já teriam se candidatado ao procedimento.

Segundo a NewScience, um procedimento similar foi testado em um macaco nos anos 1970 por outra equipe. O animal conseguia respirar com ajuda de aparelhos mas não podia se mover, pois sua cabeça não havia sido conectada aos nervos da espinha.

O animal morreu dias depois devido à rejeição de tecidos.

Chances
A revista ouviu diversos especialistas na área que se disseram céticos em relação à viabilidade da técnica. Alguns ressaltaram pontos técnicos difíceis de resolver, tais como a dificuldade de fazer o paciente passar pelo coma de forma saudável.

Outros levantaram dilemas éticos, como a possibilidade de que, se der certo, a cirurgia seja usada para fins cosméticos. Ou disseram que o procedimento pode até se tornar realidade, mas não em um prazo tão curto.

Fonte: G1.com