outubro 27, 2014

Nenhum comentário

O exemplo da velha águia

Eis uma lição de vida que serve a todos nós. Na segunda fase de sua vida, a velha águia se recolhe ao alto penhasco. Ali, durante seis meses, ela bate seu velho bico nas rochas até que ele caia e surja um novo em seu lugar. Depois é a vez da troca das unhas; com seu novo bico, ela retira uma a uma das unhas antigas, que são também substituídas por outras novas. E, finalmente, ela faz o mesmo com as penas de suas asas.

Agora a águia está restaurada completamente. Ela está com sua velha sabedoria, mas com sua nova roupagem. Fica o exemplo. Quando os golpes da vida nos abatem, é tempo de nos reconstruirmos e não de desistirmos.

O que temos de fazer é compreender que a estação da vida mudou, e agora temos um novo momento. Aprender como viveremos este novo momento é decisivo para nós e para o nosso futuro.

outubro 24, 2014

Nenhum comentário

Inventor adolescente cria método para limpar lixo plástico dos oceanos

Recentemente um jovem de 20 anos se aventurou como cientista e criou um invento para livrar os oceanos do planeta dos plásticos flutuantes. Boyan Slat tentava há anos encontrar maneiras de coletar esses resíduos – e sua técnica conseguiu patrocínio para custear os projetos.

A ideia surgiu quando ele tinha 16 anos, em 2011, enquanto mergulhava na Grécia. “Eu vi mais sacos plásticos do que peixes”, diz. Ficou chocado, e ainda mais chocado ao notar que não havia nenhuma solução aparente.

Entre os últimos 30 e 40 anos, milhões de toneladas de plástico entraram nos oceanos. A produção mundial de plástico é de 288 milhões de toneladas por ano, das quais 10% acabam no oceano. A maioria – 80% – é proveniente de fontes terrestres.

O lixo é arrastado por ralos e esgotos e acaba nos rios – assim, aquele canudo de plástico ou cigarro que você jogou no chão podem acabar no mar.

O plástico é transportado por correntes para cinco sistemas de água rotativos, chamados de giros, nos grandes oceanos, sendo o mais famoso a enorme Mancha de Lixo do Pacífico, entre o Havaí e a Califórnia.

A concentração de plástico nestas áreas é alta e elas chegam a ser chamadas de sopa de plástico. A região abrange uma área duas vezes o tamanho do Texas. Além disso, o plástico não fica no mesmo lugar. Tudo isso faz com que a limpeza seja um grande desafio.

“Se você for lá para tentar limpar com navios levaria milhares de anos”, diz Slat. “Não só isso, seria muito custoso em termos de dinheiro e energia, e os peixes seriam acidentalmente capturados nas redes.”

Quebra-cabeças

Na escola, Slat desenvolveu sua ideia como parte de um projeto de ciências.

Uma série de barreiras flutuantes, ancoradas no leito do mar, primeiro capturariam e concentrariam os detritos flutuantes. O plástico se moveria ao longo das barreiras no sentido de uma plataforma, onde seria, então, extraído de forma eficiente.

A corrente oceânica passaria por baixo das barreiras, levando toda a vida marinha flutuante com ela. Não haveria emissões nem redes para a vida marinha se enroscar. O plástico coletado no oceano seria reciclado e transformado em produtos ou em óleo.

O projeto de ciências do ensino médio foi premiado como Melhor Projeto Técnico da Universidade de Tecnologia Delft. Para a maioria dos adolescentes, as coisas teriam ficado por ai, mas com Slat a coisa tinha de ser diferente.

Slat alcançou um recorde mundial no Guinness pelo maior número de foguetes de água lançados ao mesmo tempo: 213. “A experiência me ensinou a como atrair o interesse das pessoas e como abordar de patrocinadores”, conta.

Quando Slat começou a estudar engenharia aeroespacial na Universidade de Delft, a ideia de limpar os oceanos seguia com ele. Ele criou uma fundação chamada The Ocean Cleanup (Limpeza de Oceano, em tradução literal) e explicou no evento TEDx seu conceito de como os oceanos poderiam se limpar.

Seis meses depois de entrar na faculdade, decidiu trancar o curso para tentar tornar seu projeto uma realidade. Todo o dinheiro que ele tinha era 200 euros (R$ 630). Os meses seguintes foram usados em busca de patrocínio.

“Foi muito desanimador porque ninguém estava interessado”, diz ele. “Eu lembro de um dia entrar em contato com 300 empresas para patrocínio – apenas uma respondeu, o que, também, resultou em nada.”

Mudança brusca

Mas então, em 26 de março de 2013, meses depois de ser publicado na internet, a fala de Slat no TEDx se tornou viral.

“Foi inacreditável”, diz ele. “De repente, tivemos centenas de milhares de pessoas clicando em nosso site todos os dias. Eu recebia cerca de 1.500 e-mails por dia na minha caixa de correio pessoal de pessoas se voluntariando para ajudar.”

Ele montou uma plataforma de financiamento coletivo que captou US$ 80 mil em 15 dias. Slat ainda não sabe o que fez a sua ideia decolar dessa maneira, mas diz ter sido um grande alívio.

“Um ano atrás eu não tinha certeza de que seria bem-sucedido”, diz. “Mas, considerando o tamanho do problema, era importante pelo menos tentar.”

De acordo com o Programa de Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas, há, em média, 13 mil peças de plástico flutuantes por quilômetro quadrado de oceano. Muitas dessas partículas acabam sendo ingeridas acidentalmente pelos animais marinhos, que podem morrer de fome já que o plástico enche seus estômagos.

Albatrozes são particularmente vulneráveis porque se alimentam de ovos de peixe-voador, que estão ligados a objetos flutuantes. Tartarugas tendem a ser vítimas de sacos plásticos, que, quando imersos na água, são parecidos com água-viva.

Mesmo com o estudo, nem todos estão convencidos da viabilidade da ideia. Um problema é que o plástico não está apenas flutuando na superfície, mas é encontrado em toda o corpo de água, mesmo em sedimentos no fundo do oceano.

A pesquisadora marinha Kerry Howell, da Universidade de Plymouth, disse à BBC ter encontrado lixo nas partes mais profundas do oceano. “Você está indo para um lugar onde ninguém jamais esteve antes”, diz ela. “É como ir à Lua e encontrar um pacote de batata frita.”

Fonte: Portal Uol Notícias

outubro 20, 2014

Nenhum comentário

Cientistas desenvolvem modelo de Alzheimer in vitro

Pesquisadores do Hospital Geral de Massachussetts, nos Estados Unidos, desenvolveram, pela primeira vez, um modelo da doença Alzheimer “in vitro”, que consiste em uma cultura de neurônios humanos que reproduzem as estruturas da doença. De acordo com a publicação da revista Veja, dessa maneira os especialistas poderão analisar, em detalhes, as etapas da doença para que assim possam estudar métodos de prevenção e tratamento.

O alzheimer consiste no depósito de placas de proteínas “pegajosas” chamadas beta-amiloides e proteínas tau no cérebro. O acúmulo dessas placas tem sido apontado pelos pesquisadores como um dos responsáveis pelas alterações cerebrais da doença, que levaria à perda de memória. No entanto, os cientistas ainda não sabem o que leva essas proteínas a assumirem uma conformação errada e se depositarem no cérebro, causando a morte dos neurônios.

O novo modelo, criado a partir de células-tronco que receberam os genes da doença, reproduz as duas estruturas, mostrando em detalhes as etapas que levam as células à morte. Um dos modelos mais usados pelos cientistas são ratos que exibem doenças degenerativas, entretanto esses animais desenvolvem apenas o acúmulo das placas beta-amiloides, sendo incapazes de reproduzir as proteínas tau. Por isso, a criação de modelos que desenvolvam com perfeição os estágios da doença é um dos grandes desafios dos cientistas.

De acordo com a revista, a pesquisa mostra que como o cérebro humano é bastante diferente de uma cultura criada em uma placa de vidro, algumas estruturas ainda não puderam ser reproduzidas, como as células do sistema imunológico, que também têm papel importante na doença. No entanto, esse é o modelo mais perfeito já criado pela ciência e deve tornar mais rápido o estudo de medicamentos que possam combater o Alzheimer.

Fonte: Revista Veja

outubro 17, 2014

Nenhum comentário

Cientistas encontram evidências sobre a formação das primeiras galáxias

Em estudo publicado recentemente na revista “Nature”, cientistas chineses e americanos revelam dados de um novo estudo sobre a formação das primeiras galáxias do Universo, um dos mistérios que ainda não foram desvendados pela astrofísica moderna.

O grupo, liderado por Yong Shi, da Universidade de Nanquim, na China, se valeu de observações de galáxias próximas, pobres em elementos metálicos, para chegar à conclusão sobre os mecanismos que originaram as estruturas estelares primitivas.

Os metais – elementos mais pesados que o hélio – facilitam o esfriamento do gás interestelar, o que permite que aconteçam as condições apropriadas para a formação de estrelas.

Esses elementos ficam no interior dos corpos celestes, por isso, um dos maiores desafios da astrofísica é explicar como surgiram as primeiras galáxias em um ambiente extremamente pobre em metais.

Para compreender esses processos, Shi e seus colegas observaram através do telescópio espacial Herschel a Sextans A, uma galáxia anã irregular localizada a 4,5 milhões de anos-luz da Terra, e a ESO 146-G14, uma formação elíptica a 73,3 milhões de anos-luz.

A partir da análise de sete aglomerados estelares nessas galáxias, os cientistas determinaram que a formação de estrelas é pouco eficiente nessas condições. Além disso, o grupo de Shi detectou uma maior quantidade de luz infravermelha do que era previsto pela teoria para esse tipo de galáxias, o que poderia indicar a presença de mais pó e gás interestelar do que se esperava.

“Compreender a formação estelar em pequenas galáxias de nosso entorno nos permite aprofundar no estudo da formação estelar do Universo originário”, ressaltou na revista “Nature” o americano Bruce Elmegreen, coautor da pesquisa.

A Sextans A e a ESO 146-G14 “são exemplos de como deveriam ser as galáxias durante os primeiros bilhões de anos depois do Big Bang”, destacou o investigador do Watson Research Center.

O cientista americano explicou que, enquanto a formação de galáxias como a Via Láctea foi amplamente estudada, a compreensão sobre a formação de estruturas menores e mais distantes ainda esconde segredos para os cientistas.

outubro 15, 2014

Nenhum comentário

Evoluímos ou seremos descartados

A evolução não apenas definida por aperfeiçoamento tecnológico. Inicia-se sim, por meio disto, mas não é suficiente – o conceito de evolução vai muito além.

Você pode imaginar que na década de 70, no mesmo período em que Steve Jobs idealizava as primeiras linhas de computadores pessoais de sucesso, a série Apple II, no Vale do Silício, aqui no Brasil – especificamente a Universidade de Brasília (UnB), se construía um computador projetado por seus professores?

O que a história nos mostrou? Steve Jobs tornou-se um ícone, bilionário, trazendo ao mundo inegável contribuição tecnológica. E nossas contribuições foram jogadas na lata de lixo. Que lástima!

A falta de uma cultura de incentivo e valorização destrói qualquer iniciativa e possível inovação. Precisamos ter coragem de não nos tornarmos mesquinhos, contentes apenas em “vigiar” e criticar os que obtêm sucesso por suas qualidades e desempenho. Precisamos ter a coragem de seguir em frente e avançar em busca desses novos territórios e possibilidades, tanto no nível de projetos, quanto no nível de atitudes e habilidades que se reciclam.

outubro 10, 2014

Nenhum comentário

De acordo com estudo, câncer de pulmão pode se esconder por 20 anos

Segundo cientistas, o câncer de pulmão pode ficar dormente por mais de 20 anos antes de se tornar mortal, o que explica por que a doença mata mais de 1,5 milhão de pessoas por ano e possui um tratamento tão complexo.

Dois estudos que detalham a evolução do câncer de pulmão revelam como, após uma falha genética causadora da doença – muitas vezes devida ao fumo –, as células do tumor desenvolvem numerosas novas mutações silenciosamente, tornando partes diferentes do mesmo tumor geneticamente únicas.

Quando uma pessoa chega ao estágio de ser diagnosticada com o câncer, seus tumores já percorreram diversas fases evolucionárias, dificultando o efeito de qualquer medicamento. De acordo com as descobertas, há a necessidade de se detectar a doença antes que tenha se transmutado em múltiplos clones malignos no pulmão.

“O que não tínhamos conseguido entender antes é por que este é o imperador de todos os tipos de câncer e uma das doenças mais duras de tratar”, disse Charles Swanton, autor de uma das monografias do Instituto de Pesquisa de Londres da instituição de caridade Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha. “Anteriormente, não sabíamos o quão heterogêneos eram estes tipos de câncer de pulmão em estágio inicial”.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS, apontam que o câncer de pulmão é o mais fatal do mundo, matando cerca de 4.300 pessoas por dia. Uma faixa de 85 por cento dos pacientes têm câncer de pulmão de células não-pequenas (NSCLC, na sigla em inglês), o tipo analisado nos dois estudos.

Para chegar a uma compreensão plena da doença, os dois grupos de cientistas britânicos e norte-americanos analisaram a variabilidade genética em diferentes regiões dos tumores pulmonares removidos em cirurgias e desvendaram como as falhas genéticas haviam se desenvolvido ao longo do tempo.

O que eles descobriram foi um período oculto extremamente alto entre as mutações iniciais e os sintomas clínicos, que acabaram surgindo depois que falhas novas e adicionais desencadearam o crescimento acelerado da doença.

Em ex-fumantes as falhas genéticas se apresentaram pelo consumo de cigarros de duas décadas antes. Mas ao longo do tempo não tiveram importância, tendo mutações recentes por uma proteína chamada APOBEC.

As pesquisas foram publicadas no periódico científico “Science”. Ramaswamy Govindan, da Escola de Medicina da Universidade Washington, que não esteve envolvido com os estudos, disse que uma compreensão melhor de tais alterações genéticas é crucial para se desenvolver tratamentos mais eficazes.

outubro 6, 2014

Nenhum comentário

Prêmio Nobel de Medicina vai para neurocientistas que descobriram sistema de GPS do cérebro

Segundo a revista Veja, três neurocientistas foram os ganhadores da edição deste ano do prêmio Nobel de Medicina. O Instituto Karolinska, na Suécia, premiou o pesquisador americano John O’Keefe e o casal da Noruega May-Britt Moser e Edvard Moser, “por suas descobertas sobre células que constituem um sistema de posição no cérebro” e “que tornam possível sabermos onde estamos e encontrarmos o nosso caminho”, segundo anúncio feito nesta segunda-feira (06).

Em resumo, os pesquisadores descobriram mecanismos cerebrais que fazem com que as pessoas se localizem em um ambiente, saibam como chegar de um local a outro e guardem essas informações caso precisem fazer esse trajeto novamente. É o que os membros do instituto sueco chamaram de “sistema interno de GPS”.

“As descobertas resolveram um problema que ocupava os filósofos e cientistas havia séculos. Como o cérebro cria um mapa do espaço que nos rodeia e como podemos navegar no nosso caminho através de um ambiente complexo?” disseram os membros do Instituto Karolinska.

Segundo eles, os estudos dos três cientistas não revelaram mecanismos específicos de distúrbios cerebrais, como a doença de Alzheimer, mas devem servir como inspiração e base para pesquisas futuras sobre o tema.

Premiados — Metade do prêmio será dedicada a John O’Keefe, de 75 anos. Ele é diretor do Centro de Circuitos Naturais e Comportamento da Universidade College London, na Inglaterra, e tem cidadania britânica e americana.

A outra metade foi dividida entre os pesquisadores noruegueses, que são casados e atuam na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, em Trondheim. May-Britt Moser, de 51 anos, é diretora do Centro de Computação Neural da universidade e seu marido, Edvard Moser, 52 anos, dirige o Instituto para Sistemas de Neurociência.

A revista Veja destacou que a pesquisadora norueguesa é a 11ª mulher a receber o Nobel de Medicina em 114 edições do prêmio. Ela e Edvard Moser são o quinto casal que são premiados juntos.

Estudos — Em 1971, John O’Keefe descobriu o primeiro componente do sistema de posicionamento do cérebro. Em estudos com ratos, ele conseguiu identificar um grupo de células nervosas localizadas no hipocampo que sempre eram ativadas quando o animal estava em um determinado lugar de um quarto. O pesquisador também observou que o conjunto de outras células era ativado quando os ratos estavam em um local diferente nesse ambiente. O’Keefe, então, concluiu que essas células “de localização” ajudam a formar um mapa interno.

Décadas depois, em 2005, May-Britt e Edvard Moser descobriram um novo componente que ajuda a entender o sistema de posição do cérebro. O casal identificou outro tipo de células nervosas, chamadas de células “grid”, que tornam as coordenadas de um ambiente ou trajeto mais precisas.

Nobel — O Prêmio é concedido desde 1901 àqueles que tenham se destacado na área de fisiologia ou medicina. Em 2013 ele foi dado a três cientistas que ajudaram a revelar como as células do corpo transportam e distribuem moléculas. Em 2012, o prêmio agraciou um cientista britânico e um japonês por seus estudos em torno de células-tronco.

outubro 2, 2014

Nenhum comentário

Pesquisadores afirmam que a água é mais velha que o sol

Em um trabalho divulgado na edição desta semana da revista americana Science, um grupo internacional de pesquisadores defende que uma fração da água da terra teria surgido antes da formação do Sol. De acordo com os cientistas, a descoberta aumenta as chances de que os exoplanetas (os que estão fora do Sistema Solar) também possam ter água em sua composição. Dessa forma, as chances de que eles também sejam habitáveis aumentam consideravelmente.

Para analisar se a água da Terra teria surgido antes da formação do Sol, os cientistas utilizaram como base a composição da água interestelar (que existia antes da formação do Sistema Solar) e que possui uma grande quantidade de deutério – átomo de hidrogênio mais pesado.

Para comparar a composição dessa água interestelar e do gelo antigo da Terra, os pesquisadores simularam em um modelo computacional um sistema de formação do Sistema Solar (uma nuvem de gás e poeira onde se formaram os planetas). Depois, analisaram em que a radiação de uma estrela como o Sol modificaria a formação de gelo.

Ao comparar a composição do gelo antigo da Terra com o modelo computacional, eles constataram que a água do planeta possuía muito mais deutério do que imaginavam. De acordo com os estudiosos, os níveis altos de deutério no gelo da Terra são a razão pela qual se justifica a presença das substâncias interestelares na formação da água do planeta. “Nossos resultados mostram que uma fração significativa de água do nosso Sistema Solar, o ingrediente mais fundamental para promover a vida, é mais velha do que o Sol”, destaca Ilsedore Cleeves, estudante de doutorado na Universidade de Michigan e autor principal do artigo, em um comunicado à imprensa.

Os cientistas acreditam que a confirmação de que a Terra possui em sua parte origem interestelar pode trazer esperanças de que os exoplanetas também possam abrigar água. “Esses resultados apontam que parte da água do Sistema Solar deve ter sido herdada do ambiente antes do nascimento do Sol e, portanto, são anteriores a ele. Se a formação do nosso Sistema Solar era típica, isso implica que a água é um ingrediente comum durante a formação de todos os planetários”, explica Cleeves.

Para os cientistas, a descoberta aumenta as esperanças de que outros planetas também possam ser considerados como habitáveis. “Até o momento, o Satélite Kepler detectou cerca de 1 mil planetas extrassolares confirmados.  A ampla disponibilidade de água durante o processo de formação planetária coloca uma perspectiva promissora sobre a prevalência da vida em toda a galáxia”, acredita Cleeves.