julho 15, 2013

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Biblioteca Britânica coloca manuscritos gregos na internet

Entre os destaques do acervo digitalizado estão os Salmos de Theodore, altamente ilustrados, produzidos em Constantinopla em 1066

 

A Biblioteca Britânica, em Londres, colocou na internet mais de um quarto dos seus manuscritos gregos, totalizando 280 volumes, em mais um passo rumo à digitalização completa desses importantes documentos antigos.

Os manuscritos, disponibilizados gratuitamente no site www.bl.uk/manuscripts, são parte de uma das mais importantes coleções localizadas fora da Grécia para o estudo de mais de 2 mil anos de cultura helênica.

A biblioteca detém um total de mais de mil manuscritos gregos, mais de 3 mil papiros e uma abrangente coleção de impressos arcaicos gregos.

As informações ali presentes interessam a acadêmicos que trabalham com literatura, história, ciência, religião, filosofia e arte do Mediterrâneo Oriental durante os períodos clássico e bizantino.

“Isso é exatamente o que todos esperávamos da nova tecnologia, mas raramente tínhamos”, disse Mary Beard, professora de cultura clássica da Universidade de Cambridge.

“Isso abre um recurso precioso para qualquer um — do especialista ao curioso — em qualquer lugar do mundo, gratuitamente.”

Entre os destaques do acervo digitalizado estão os Salmos de Theodore, altamente ilustrados, produzidos em Constantinopla em 1066, e as fábulas de Babrius, descobertas em 1842 no monte Atos, que contêm 123 fábulas de Esopo corrigidas pelo grande acadêmico bizantino Demetrius Triclinius.

A iniciativa, financiada pela Fundação Stavros Niarchos, se soma a outros projetos da biblioteca para ampliar a divulgação de documentos antigos, frágeis e raros.

Outros projetos digitais incluem um caderno de Leonardo da Vinci, do século 16, e o Codex Sinaiticus, do século 4., contendo a mais antiga cópia completa do Novo Testamento.

julho 12, 2013

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Astrônomos identificam pela primeira vez a cor de um planeta fora do Sistema Solar

Como a Terra, o HD 189733b é azul, segundo dados do Hubble

exoplanetaO HD 189733b é um dos exoplanetas mais estudados pelos pesquisadores. Agora eles sabem que ele é azul — como a Terra (NASA, ESA, M. Kornmesser)

Astrônomos usaram o telescópio espacial Hubble, da Nasa, para identificar, pela primeira vez, a cor de um planeta fora do Sistema Solar. O corpo escolhido foi o HD 189733b, localizado a 63 anos-luz – um dos exoplanetas mais próximos conhecidos pelos cientistas. Assim como a Terra, o HD 189733b é azul, segundo os pesquisadores.

A órbita do HD 189733b é muito pequena, e a luz refletida em sua superfície é muito fraca. Para investigar sua coloração, os pesquisadores usaram o espectrógrafo do Hubble. O aparelho mediu as mudanças na luz refletida pelo planeta durante toda a sua órbita.

Os astrônomos descobriram que, quando o planeta se esconde atrás da estrela — e a passagem de luz é bloqueada — há uma pequena mudança no padrão de ondas que chegam à Terra. “A luz vai se tornando menos brilhante no espectro azul, mas não no verde ou vermelho. Isso significa que o objeto que desapareceu era azul”, diz Frederic Pont, da Universidade de Exeter, na Inglaterra.

Segundo os cientistas, se o planeta pudesse ser observado diretamente, ele se pareceria com um ponto azulado, lembrando a Terra quando observada do espaço. As semelhanças, no entanto, terminam aí. Ao contrário da Terra, o tom azulado do HD 189733b não vem dos oceanos, mas de sua atmosfera turbulenta e tempestuosa. De dia, as temperaturas podem chegar a 1.000 graus Celsius, e de noite, a 800. A diferença de temperaturas faz com que fortes ventos percorram sua superfície a até 7.000 quilômetros por hora, carregando cortantes partículas de vidro, que refletem mais o azul do que o vermelho.

NASA, ESA, and G. Bacon (STScI)

planeta O planeta HD 189733b é conhecido como um Júpiter quente, pois é muito grande e está localizado muito perto de sua estrela

O HD 189733b foi descoberto em 2005 e desde então, os astrônomos têm descoberto várias características sobre sua atmosfera, incluindo a presença de água. Ele faz parte de uma classe de planetas ainda pouco estudada conhecida como Júpiter quente — têm tamanho semelhante ao grande planeta do Sistema Solar, mas orbitam zonas muito próximas de sua estrela. As novas observações podem ajudar os cientistas a compreender um pouco melhor essa classe de planetas.