agosto 29, 2012

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Projeto bilionário deseja garantir vida eterna aos humanos

Projeto bilionário deseja garantir vida eterna aos humanos

Viver para sempre pode ser algo real dentro de três décadas. O empresário Dmitry Itskov e uma equipe de cientistas russos querem assegurar que os humanos se tornem imortais. Sua ‘missão’ é chamada de “Iniciativa 2045”.

Isso poderá ser alcançado com a geração de um humano que viveria em um “avatar holográfico”, que possuiria um cérebro artificial capaz de articular pensamentos, opiniões, memórias e sentimentos. O grupo acredita que até 2045 este ser humano artificial já estará entre nós.

Existem 4 etapas do projeto que devem se iniciar em 2015. Itskov é um bilionário e ele afirma que seu projeto é sério, mas não será barato. Seu custo estimado é de 50 bilhões de dólares. “Os empresários da lista dos mais ricos da revista Forbes sabem que a vida humana é única e de valor inestimável”, afirma uma carta aberta endereçada aos 1.226 cidadãos mais ricos do planeta.

“Só quando perdemos a vida percebemos o quanto não fizemos, como não tivemos tempo suficiente para fazer o que realmente queríamos ou consertar algo que fizemos errado. Peço que lembrem da importância vital do financiamento para esse desenvolvimento científico no campo da imortalidade cibernética e do corpo artificial.

Essa pesquisa tem o potencial de libertá-los, assim como a maioria de todas as pessoas no nosso planeta, da idade e das doenças, até mesmo da morte. Contribuir para inovações de ponta nas áreas de neurociência, nanotecnologia e robótica andróide é mais do que construir um futuro brilhante para a civilização humana. Trata-se também de uma estratégia de negócios inteligente e rentáveis que irão criar uma nova indústria da imortalidade, sem limites em sua importância. Este tipo de investimento irá mudar cada aspecto da vida como a conhecemos: as indústrias farmacêuticas, transportes, medicina, geração de energia, técnicas de construção, só para citar algumas”, analisa Itskov em seu texto disponível no site 2045.com.

Segundo o material de divulgação, a ideia de chamá-los de avatar vem do famoso filme de James Cameron e as fases serão:

Avatar A : Cópia robótica do corpo humano controlado por computador. (entre 2015 e 2020)

Avatar B: Um avatar capaz de receber um cérebro humano. (2020 -2030)

Avatar C: Um avatar com um cérebro artificial, com a personalidade, memórias e consciência da pessoa. (2030-2040)

Avatar D: Um avatar holográfico. (2040-2050)

Traduzido de Yahoo News

agosto 20, 2012

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Sequenciador que ‘lê’ genomas em tempo recorde chegará ao Brasil

O Hospital A.C. Camargo, instituição de São Paulo especializada em câncer, foi o primeiro do Brasil a comprar o sequenciador que é capaz de ler genomas humanos em apenas um dia por 1 mil dólares (pouco mais de R$ 2 mil). A máquina, chamada de Ion Proton, tem a condição de acelerar o processo de pesquisas e de análise genômica com a interpretação de um determinado número genomas, até então não possível de sequenciar, em um tempo recorde.

De acordo com a assessoria do hospital, além da instituição em São Paulo, a Fiocruz do Paraná também foi uma das compradoras do aparelho. No total, são apenas cinco disponíveis no mundo inteiro. O preço por genoma, considerando o valor em real e somando os impostos, pode chegar a quase R$ 3 mil. “Ele vai ser importante para pesquisas, mais do que gerar a leitura computadorizada e automatizada das sequências. É importante ter a interpretação correta dos dados”, afirmou a assessoria.

Para o biólogo, bioquímico e pesquisador do Hospital A.C.Camargo, Emmanuel Dias-Neto, o sequenciador vai ajudar a encontrar se existe algo de errado nas células do paciente e, caso seja identificada a presença de um tumor, identificar qual tipo de tratamento seria o mais adequado. “Ele promete ser muito revolucionário por algumas características inerentes a ele, relacionadas principalmente a custo e velocidade com que consegue liberar os dados”, afirmou.

De acordo com o pesquisador, a nova e mais barata tecnologia custou cerca de 350 mil dólares e tem previsão de chegar ao hospital no final de setembro. Uma equipe dos Estados Unidos vem ao País em outubro para fazer o treinamento adequado.

Dias-Neto conta que há 10 anos, o sequenciamento de genomas de um paciente demoraria 15 anos para ficar pronto, além do preço mais alto. Agora, com o Ion Proton, será possível descobrir detalhes da doença que vão ajudar no tratamento do paciente. “O problema de hoje é que sabemos que pacientes se beneficiam mais com quimioterapia ou radioterapia depois do tratamento. Na medida em que for descoberto o marcador que vai permitir com segurança total e absoluta o tipo de tratamento ao paciente, reduzo o tempo de medicação e de internação, por exemplo”, afirmou.

Segundo ele, a probabilidade de o processo apresentar algum tipo de erro é muito baixa. “O sequenciamento é pesado, cada base do genoma é sequenciada pelo menos 50 vezes”, disse. “Se o aparelho erra em regiões do genoma que são repetidas, vou confirmar com outra tecnologia para ter certeza”, concluiu.

O pesquisador conta ainda que o aparelho será usado inicialmente para casos de tumores específicos. “Os pacientes que estão sendo atendidos no hospital serão contatados e convidados a participar da pesquisa”, disse Dias-Neto.

O hospital também vai servir como um centro de apoio para pesquisas de outras instituições e outras áreas da saúde, como o mal de Alzheimer, o autismo, transtorno bipolar e a esquizofrenia.

Fonte: Portal Terra

agosto 20, 2012

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Estudo nos EUA descobre sistema de limpeza do cérebro

Neurocientistas da Universidade de Rochester, na cidade de mesmo nome (no Estado americano de Nova York), descobriram um sistema capaz de limpar rapidamente o cérebro. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira na revista especializada Science Translational Medicine, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).

Segundo os pesquisadores, o sistema glymphatic, como nomearam, funciona com uma série de tubos que atua nos vasos sanguíneos do cérebro. O sistema atua de forma similar ao linfático, que drena a “sujeira” do sangue.

“A limpeza é de central importância para cada órgão, e se questiona há muito tempo sobre como o cérebro se livra de seu ‘lixo'”, diz a pesquisadora Maiken Nedergaard. “Este trabalho mostra que o cérebro limpa a si mesmo de uma maneira mais organizada e em escala muito maior do que se pensava anteriormente.”

Os cientistas já sabiam que o fluido cerebrospinal (ou líquido cefalorraquidiano) é um importante ator na limpeza do tecido cerebral, pois leva embora a “sujeira” do órgão e carrega nutrientes para ele. O novo sistema faz esse líquido circular em todo o cérebro de maneira eficiente, através da convecção.

“É como se o cérebro tivesse dois caminhões de lixo, um lento do qual nós já sabíamos, e um rápido que acabamos de conhecer”, diz Maiken. Enquanto o sistema anteriormente conhecido trabalhava em um fluxo, o novo funciona sob pressão para movimentar grandes volumes do fluido cerebrospinal pelo órgão todo o dia e carregar grandes volumes de “lixo”.

Conforme o estudo, o sistema funciona como uma tubulação que rodeia os vasos sanguíneos. Os pesquisadores dizem que um tipo de neurônio chamado astrócito cria uma rede fora das artérias e veias – similar a quando árvores criam um “túnel verde” em uma rua. São essas células que movem o líquido cefalorraquidiano através do órgão.

Mas, com todos os recursos tecnológicos existentes, como os cientistas não tinham descoberto esse sistema até agora? Segundo os pesquisadores, o problema é que o fluxo só pode ser descoberto em um animal vivo – ratos, no caso. Para isso, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como microscopia de dois fótons, que permite visualizar o fluxo de fluidos em um animal vivo.

“É um sistema hidráulico”, diz Maiken. “Quando você abre (o cérebro), você quebra as conexões e ele não pode ser estudado. Nós temos sorte de ter a tecnologia que nos permite observar o sistema intacto, para vê-lo em operação.”

Jeffrey Iliff, principal autor do estudo, afirma que a pesquisa indica ainda que o sistema recém-descoberto é responsável por mais da metade da remoção da proteína beta-amiloide. Essa substância se acumula no cérebro de pacientes com Alzheimer. “Essencialmente, em todas as doenças neurodegenerativas, inclusive Alzheimer, proteínas se acumulam e eventualmente sufocam e matam redes de neurônios”, diz Iliff.

“Se o sistema ‘glymphatic’ falha em limpar o cérebro, isso pode significar que, tanto como consequência do envelhecimento natural, ou como resposta a um dano, a sujeira começa a acumular no órgão. Pode ser isso que acontece com os depósitos amiloides do mal de Alzheimer”, diz o pesquisador.

“Esperamos que essas descobertas tenham influência em muitas condições que envolvem o cérebro, como lesão cerebral traumática, mal de Alzheimer, derrame e mal de Parkinson”, diz Maiken.

 

Fonte: Terra