maio 29, 2012

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Especialistas buscam fórmula para chegar saudável aos 100 anos

Grupos internacionais vêm estudando a longevidade de pessoas, que também foi discutida durante o Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, evento que se encerrou no último sábado, no Rio de Janeiro. Cientistas afirmam que a genética responde por até 30% da longevidade. O resto está associado a estilo de vida e fatores socioambientais, muitos dos quais passíveis de mudanças e adaptações. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A francesa Jeanne Calment, que morreu aos 122 anos, é um dos principais exemplos para o estudo. Ela andou de bicicleta até os cem anos, caminhou sozinha até os 115 e fumou até os 117, além de comer 1kg de chocolate por semana e beber um copo de vinho por dia até sua morte, em 1997. Os pesquisadores entendem que a longevidade extrema, acima de 110 anos, não é para todos. Um projeto na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) reúne 245 idosos acima de 80 anos, sem queixas específicas, e os prepara para a chegada ao centenário fazendo exames, adequando medicações e orientando sobre sono, memória, dieta e atividade física. Segundo especialistas, é possível ser feliz aos cem anos. A extroversão, cognição e uma relação preservada com família e amigos foram os fatores mais associados à felicidade nessa fase da vida.

Fonte: Terra

maio 28, 2012

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Empresas do País empregam 10 vezes menos físicos que EUA

Por falta de “política industrial coercitiva” e cultura empresarial, o número de físicos atuando em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação em companhias brasileiras é dez vezes menor do que nos Estados Unidos e na Inglaterra, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Física (SBF), Celso Pinto de Melo.

Para o presidente da SBF, a questão é ainda mais preocupante devido aos desdobramentos do Programa Ciência sem Fronteira, lançado ano passado pela presidenta Dilma Rousseff. “O que vamos fazer para absorver os 100 mil estudantes no mercado de trabalho, daqui a três ou quatro anos? Vão ser operadores de telemarketing com formação no exterior?”, pergunta.

“Existe uma enorme carência na interface com a indústria”, lamenta Melo, para quem “o Brasil nunca teve um projeto de autonomia como nação”, o que repercutiu na falta de inovação. Por causa da distorção, a SBF investigou o problema e apresentou estudo recente mostrando que não chega a 270 o número de físicos com mestrado ou doutorado que trabalham em empresas públicas ou privadas brasileiras em atividades de pesquisa.

Em termos percentuais, o número equivale a 10,1% do total de mestres e doutores titulados em física no Brasil entre 1996 a 2009 e que estavam empregados em 31 de dezembro de 2009. Celso Melo fez questão de frisar que as recomendações contidas no estudo (cerca de 25 propostas) são dirigidas à comunidade científica e “não ao governo”.

Segundo Celso Melo, até os anos 1990 a proteção à indústria nacional não estimulava a inovação por causa do mercado garantido. A partir da abertura econômica deflagrada naquela década, de outro lado, não foi exigido que as empresas multinacionais que se instalavam no Brasil investissem em centros de tecnologia e desenvolvessem produtos e processos inovadores nas filiais locais.

Além da ausência de uma “política industrial coercitiva” que estimulasse a inovação, ainda falta cultura empresarial, segundo o dirigente. “Ficou claro que há desconhecimento da importância do físico para a empresa”. O estudo, disponível no site da SBF, descreve que “apesar de receptivos à ideia de contratar físicos, os empresários brasileiros ainda não exploram todo potencial desta comunidade”.

Apesar da crítica, o estudo reconhece que, “para promover a inserção dos físicos nas empresas, é necessário que as comunidades da física brasileira articulem suas qualificações perante o setor empresarial”. Por isso, recomenda um mapeamento das competências da física nacional e dos setores industriais prioritários do Plano Brasil Maior do governo federal.

O estudo foi encomendado pela SBF ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), que promoveu reuniões entre empresas e a comunidade física para colher informações qualitativas e utilizou dados quantitativos da própria SBF, do Ministério do Trabalho, do Ministério da Educação e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número total estimado de físicos no Brasil (em todos os níveis de formação) é de 10 mil pessoas, porém, apenas 350 estão trabalhando em empresas públicas e privadas em diversas atribuições.

Segundo conclusão do estudo, 35% dos físicos brasileiros são físicos experimentais (trabalham com física médica, física nuclear, física de plasmas, matéria condensada, ótica e fotônica); 26% se dedicam ao ensino; 20% são teóricos (lidam com física biológica, astronomia e astrofísica, física atômica e molecular, física de partículas e campos) e 15% cuidam de física estatística e computacional.

 

Fonte: Agência Brasil

maio 7, 2012

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Pesquisadores desenvolvem tecido inteligente para diagnosticar doenças

Pesquisadores espanhóis desenvolveram um tecido inteligente que diagnostica o estado de saúde da pessoa que o veste graças a uma tintura de nanotubos de carbono que transforma a peça de roupa em um condutor elétrico capaz de detectar substâncias químicas.O pesquisador Francisco Andrade, do grupo de pesquisa da Universidade Rovira i Virgili (URV) de Tarragona, no nordeste da Espanha, dirige este projeto que transforma as fibras têxteis em detectores de substâncias químicas que fornecem dados sobre o estado de saúde, com aplicações também para fins esportivos.

O tecido banhado em uma tintura de nanotubos de carbono detecta as substâncias químicas presentes nos fluidos corporais (como suor e urina) e as transforma em sinais elétricos enviados para um computador ou qualquer dispositivo móvel inteligente para que sejam interpretados por um médico ou pelo próprio usuário.

Em um prazo de entre três e quatro anos, segundo os pesquisadores, poderão ser encontradas no mercado peças de roupa interativas que, metaforicamente, passam a comportar-se como um neurônio, resumiu Andrade.

O método é “rápido, simples e econômico” e os pesquisadores demonstraram que podem “determinar muitos tipos de íons e também o ph de uma forma simples e rápida”, e por isso a roupa tratada assim “pode detectar propriedades de nosso corpo sem nos darmos conta” mediante um sistema nada invasivo, explicou o pesquisador.

Por enquanto, os sensores na roupa foram testados em um manequim e se observou que podem detectar de forma direta a composição do suor artificial.

Os pesquisadores confiam que estes tecidos inteligentes sejam muito úteis para controlar, por exemplo, a cicatrização de uma ferida ou diagnosticar em seguida doenças como o diabetes e a fibrose cística.

A roupa inteligente também tem finalidades esportivas, já que a composição do suor está relacionada com o estado metabólico do atleta.

O grupo de pesquisa desenvolve também sensores de creatinina que poderão agir como uma “fralda inteligente” que meça componentes da urina e sensores de trombina para detectar sangramentos e outras biomoléculas.

maio 6, 2012

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Cegos britânicos recuperam parte da visão após implante de chips

Chips eletrônicos instalados na parte de trás das retinas permitiu que dois pacientes cegos enxergassem luz e contornos

Dois britânicos que eram completamente cegos por muitos anos tiveram a visão parcialmente recuperada após terem se submetido a uma cirurgia pioneira.

Eles tiveram chips eletrônicos instalados na parte de trás de suas retinas, o que permitiu que eles pudessem enxergar a luz e o contorno de algumas formas.

Os chips eletrônicos contêm pixels fotossensíveis que enviam sinais para o nervo ótico e, em seguida, para o cérebro .

Um dos que se submeteram à cirurgia pioneira foi o músico Robin Millar, que disse que agora é capaz de “sonhar em cores”.

Assista ao vídeo:

Fonte: BBC Brasil

maio 4, 2012

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Aspirina funciona como anticoagulante em pacientes cardíacos

Especialista acredita que descoberta terá grande impacto nas políticas de saúde pública

A aspirina funciona tão bem quanto o anticoagulante warfarina na maioria dos pacientes com insuficiência cardíaca para prevenir hemorragia , acidente vascular cerebral ou morte, segundo um estudo internacional divulgado nesta quarta-feira.

As descobertas, publicadas na revista New England Journal of Medicine, surgiram de um estudo de referência clínica com 10 anos de duração, que acompanhou 2.305 pacientes em 11 países.

O risco combinado de hemorragia, AVC e morte era de 7,47% ao ano para os pacientes que tomavam warfarina e de 7,93% ao ano para os que tomavam aspirina, uma diferença que os cientistas consideram estatisticamente insignificante.

Os pacientes que tomavam o anticoagulante, de nome comercial Coumadin, tinham a metade do risco de acidente vascular cerebral do que os que tomavam aspirina, mas os pacientes que tomavam warfarina tinham o dobro de risco de sofrer uma hemorragia grave, razão pela qual estes dois fatores se anularam mutuamente, segundo os cientistas.

Houve alguma evidência entre pacientes que tomavam warfarina, estudados durante quatro anos ou mais, de que os anticoagulantes podem ter benefícios superiores à aspirina, mas são necessários mais estudos para confirmá-lo, destacou o informe.

 

“Visto que os riscos e benefícios globais são similares na aspirina e na warfarina, o paciente e seu médico são livres para escolher o tratamento que melhor se adapta às suas necessidades médicas específicas”, disse o principal pesquisador, Shunichi Homma, da Universidade de Columbia.

“No entanto, em vista da conveniência e do baixo custo da aspirina, muitos podem seguir este caminho”, observou.

A insuficiência cardíaca pode aumentar o risco de coágulos sanguíneos, que podem causar derrame cerebral. A aspirina previne a coagulação do sangue e a warfarina, disponível com receita médica, dilui o sangue.

“Com pelo menos seis milhões de americanos, e muitos mais em todo o mundo, sofrendo de insuficiência cardíaca, o resultado do estudo WARCEF terá um grande impacto na saúde pública”, afirmou Walter Koroshetz, vice-diretor do Instituto Nacional de Transtornos Neurológicos e Acidentes Vasculares Cerebrais dos Estados Unidos (NINDS, na sigla em inglês).

“A decisão chave será entre o aumento do risco de acidente vascular cerebral com aspirina ou o aumento do risco de hemorragia gastrointestinal com a warfarina”, disse.

Fonte: IG