abril 5, 2012

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Estudo confirma que Einstein estava certo sobre expansão do Universo

Pesquisadores afirmaram que teoria é “incrivelmente precisa”

Teoria da Relatividade de Einstein prediz a velocidade que as galáxias se expandem

A Teoria da Relatividade de Albert Einstein é “incrivelmente precisa”, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (30), que ressalta os acertos dos cálculos do físico alemão na hora de explicar a expansão do Universo. Foi o que concluiu de uma pesquisa feita por uma equipe de físicos da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, e do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre da Alemanha, cujos resultados foram anunciados nesta sexta-feira em um encontro nacional de astronomia na Universidade de Manchester (Inglaterra).

Assim, a expansão do Universo poderia ser explicada mediante a teoria de Einstein e a constante cosmológica, uma combinação que representa a resposta “mais simples” para este fenômeno, segundo os especialistas.

Os pesquisadores se centraram no período compreendido entre 5 bilhões e 6 bilhões de anos, quando o Universo tinha quase a metade da idade de agora, e realizaram medições com uma precisão “extraordinária”.

A Teoria da Relatividade de Einstein prediz a velocidade pela qual galáxias muito afastadas entre si se expandem e se distanciam entre si, e a velocidade com a qual o Universo deve estar crescendo na atualidade.

Estes resultados são, segundo a pesquisadora Rita Tojeiro, “a melhor medição da distância intergaláctica já feita, o que significa que os cosmólogos estão mais perto que no passado de compreender por que a expansão do Universo está se acelerando”.

Neste processo parece ter um grande protagonismo a energia do vazio, relacionada com o período inicial da expansão, e segundo alguns astrofísicos também com a aceleração da expansão do Universo.

Na opinião de Rita, o melhor da Teoria Geral da Relatividade de Einstein é que ela pode ser comprovada e que os dados obtidos neste estudo “são totalmente consistentes” com a noção de que esta energia do vazio é a responsável pelo efeito de expansão.

Segundo os especialistas, esta confirmação ajudará os cientistas a compreender melhor o que é que causa este misterioso processo e por que ele acontece.

Eles também esperam avançar na pesquisa da matéria escura, aquela que não emite suficiente radiação eletromagnética para ser detectada com os meios técnicos atuais, mas cuja existência pode ser deduzida a partir dos efeitos gravitacionais que causa na matéria visível, tais como as estrelas e as galáxias.

Os físicos calculam que a matéria escura representa cerca de 20% do Universo, e o estudo publicado nesta sexta parece apoiar sua existência.

“Os resultados não mostram nenhuma evidência de que a energia escura seja simplesmente uma ilusão fruto de nosso pobre entendimento das leis da gravidade”, acrescentou Rita.

Uma melhor compreensão da matéria escura ajudaria a entender por sua vez de que são feitos os buracos negros.

EFE

abril 4, 2012

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Cientistas de 5 países avaliam pesquisas sobre câncer em SP

Um grupo de cientistas de cinco países esteve nesta terça-feira no Hospital A.C. Camargo, na capital paulista, para avaliar as pesquisas desenvolvidas pela instituição, especializada no tratamento de câncer. Eles vão propor soluções para aumentar a qualidade dos trabalhos feitos no hospital e acompanhar periodicamente o desenvolvimento dos estudos.

O diretor de pesquisa do hospital filantrópico, Fernando Soares, explicou que os cientistas avaliaram todos os aspectos da instituição para dar um retorno qualificado sobre os trabalhos desenvolvidos. “Eles estão avaliando tudo, desde condições físicas, número de estudantes, orçamento, qualidade dos projetos. Então a gente espera ao final dessa reunião ter um balizamento de pessoas de sucesso, como cientistas, para nos mostrar exatamente se estamos no caminho certo”, disse.

Além disso, Soares ressaltou que a visita dará visibilidade internacional as pesquisas realizadas no hospital e que envolvem 174 estudantes e cerca de 80% dos 400 oncologistas do corpo clínico. “Essa exposição para cientistas desse peso internacional é muito importante no amadurecimento das pessoas e no acompanhamento das pesquisas”, disse o diretor, que apontou como diferencial do A.C. Camargo as investigações focadas nos pacientes. “Embora seja um grupo que faz pesquisa básica, a nossa principal pesquisa é para o paciente”.

Um dos membros do grupo internacional, o imunologista português Antônio Coutinho, que dirige o Instituto Gulbenkian de Ciência, ressaltou como um dos pontos fortes do hospital, a ligação entre a investigação científica e o atendimento clínico. “As impressões são muito positivas até agora. Estamos todos muito impressionados com a qualidade do hospital e da assistência que é prestada aqui, do cuidado com os doentes e das tecnologias”, disse.

O virologista alemão Harald zur Hausen, ganhador de um Prêmio Nobel de Medicina, também elogiou o trabalho desenvolvido no hospital. “É uma instituição dedicada principalmente a pesquisa sobre câncer. E o câncer é um grande problema nesses países. Todo esforço tem que ser feito para melhorar a situação aqui e globalmente. E aqui nós temos uma excelente equipe contribuindo bastante”, disse sobre a instituição que atende 15 mil novos casos de câncer por ano.

 

Fonte: Agência Brasil

abril 4, 2012

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Como lidar com o problema das sacolas plásticas?

Os supermercados de São Paulo encerram nesta quarta-feira a distribuição gratuita de sacolas plásticas no Estado. Medidas semelhantes começam a ser discutidas pela União Europeia para reduzir gradualmente o uso das sacolas no continente.

Mas qual seria a melhor maneira de lidar com os problemas ambientais causados pelo uso excessivo de sacos plásticos?

No caso de São Paulo, a medida trará uma redução de até 7 bilhões no número de sacolas plásticas descartadas no Estado, segundo estimativa da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

Com isso, os supermercados terão uma economia mensal de R$ 17,5 milhões. Mas segundo João Galassi, presidente da entidade, o objetivo da medida é ambiental e não econômico.

A Apas estuda também uma forma de emprestar sacolas reutilizáveis para consumidores que forem aos supermercados, as chamadas “ecobags”, geralmente feitas de plástico ou tecido.

Na Europa, diversos países já trabalham individualmente na redução das sacolas plásticas. Contudo, a Comissão Europeia se prepara agora para enfrentar o problema em todo o bloco.

Segundo o órgão executivo da União Europeia, 27 países do bloco jogam fora anualmente 800 mil toneladas de plástico. Isso representa cerca de 4 bilhões de sacolas (191 unidades por pessoa, segundo estimativa de 2010), número bem inferior ao do Estado de São Paulo.

“O impacto desse lixo plástico pode ser visto sujando nossa paisagem, ameaçando a vida selvagem e se acumulando como ‘sopa plástica’ no oceano, cobrindo mais de 15 milhões de quilômetros quadrados”, afirma o comissário de ambiente Janez Potocnik.

Confira abaixo as soluções que já estão sendo testadas pelo mundo.

Banimento completo 
No ano passado a Itália se tornou o primeiro país europeu a proibir a distribuição de sacolas plásticas não biodegradáveis.

Fora do bloco, outros países ou regiões do mundo também adotaram a medida, entre os quais regiões da China, África do Sul, Quênia, Uganda, Ruanda, Somália, Tanzânia, Emirados Árabes e Bangladesh – este último após descobrir que as sacolas plásticas foram as responsáveis por entupimentos de bueiros que causavam diversas inundações.

No Reino Unido, a proibição entrou em debate no governo em 2010, quando o consumo do produto se elevou 5% após uma sequência de três anos em queda. Já nos EUA, a legislação varia de cidade para cidade.

Taxação 
A Irlanda implantou uma taxa de 0,15 centavos de euro (R$ 0,36) por sacola, em março de 2002, obtendo uma redução de 95% no consumo do produto. Em cerca de um ano, 90% dos consumidores passaram a usar sacolas não descartáveis.

Essa cobrança foi elevada para 0,22 centavos de euro (R$ 0,52) cinco anos depois, quando o governo identificou que o consumo anual per capita das sacolas plásticas subiu de 21 para 30 (antes da lei ele era de 328).

Os recursos arrecadados com a taxa foram usados para pesquisar novas formas de reciclagem e reduzir o volume de lixo produzido.

A iniciativa irlandesa foi seguida por Bélgica, Espanha, Noruega, Holanda e o País de Gales – que também implantou uma multa de 5 mil libras (R$ 14.500) para supermercados que distribuírem sacolas plásticas gratuitamente.

Sacolas não descartáveis 
Não há um substituto perfeito para as sacolas de plástico descartáveis. Sacolas mais pesadas e resistentes, feitas de plástico ou tecido, podem causar um impacto ambiental maior que o das sacolas descartáveis.

No ano passado, a agência britânica do Meio Ambiente divulgou um estudo calculando quantas vezes uma sacola reutilizável tem de ser usada para causar menos impacto ambiental do que uma sacola descartável (de plástico e papel).

Se uma sacola de plástico for usada apenas uma vez, por exemplo, sua equivalente de papel tem de ser usada ao menos três vezes para compensar a quantidade maior de carbono usada na produção e transporte.

Já uma sacola plástica reutilizável tem de ser reutilizada ao menos quatro vezes – e uma de tecido 131 vezes – para compensar seu impacto ambiental em relação a uma sacola plástica descartável.
O estudo levou em conta que as sacolas não descartáveis são maiores e podem transportar mais produtos que as descartáveis.

Já levantamento da Universidade do Arizona, de 2010, afirmou que sacolas reutilizáveis seriam “terreno fértil para perigosas bactérias de origem alimentar”.

Porém, a pesquisa foi financiada pelo Conselho Americano de Química, integrado por diversos fabricantes de sacolas plásticas, e por isso criticada por associações de consumidores.

Sacolas biodegradáveis 
A Comissão Europeia estuda novas formas de classificar sacolas biodegradáveis e compostáveis.

As compostáveis só podem ser recicladas em indústrias especializadas. Já as biodegradáveis podem se deteriorar no ambiente, porém de duas formas diferentes:

– As feitas a partir de milho são mais bem decompostas em aterros sanitários, porém produzem gás metano (causador de efeito estufa) durante sua decomposição.

– As de tipo oxo-biodegradável se deterioram em contato com o ar e com a água, mas não em aterros sanitários.

Segundo a empresa britânica Symphony, produtora de sacolas oxo-biodegradável, elas podem ser “programadas” para se desfazer em um período entre seis a 18 meses.

“Há uma região cheia de sacolas de plástico do tamanho do Estado do Texas flutuando pelo oceano Pacífico. Se elas fossem feitas de oxo-biodegradável já teriam desaparecido”, disse o parlamentar britânico Michael Stephen.

Sacolas de papel 
Tradicionalmente, as sacolas de papel são as mais utilizadas nos EUA, apesar de causarem maior impacto ambiental em relação às feitas de plástico.

De acordo com estudo da agência britânica de Meio Ambiente, além do maior dano ambiental, as sacolas de papel também são menos reutilizadas pelos consumidores – principalmente como sacos de lixo.

Segundo o ativista Ted Duboise, do site “Relatório sobre Sacolas Plásticas”, a preferência americana pelas sacolas de papel se explica pela força do lobby da indústria madeireira do país.

abril 3, 2012

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EUA disparam laser mais poderoso do mundo

Raio durou 23 bilionésimos de segundo, e chegou a 411 trilhões de watts, mil vezes mais do que os EUA consomem em um instante

Vista do fundo da câmara onde o raio laser é posicionado e emitido: o mais poderoso do mundo

O Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, Estados Unidos, quebrou um recorde de energia na emissão de um raio laser no último dia 15 de março. O raio chegou a 1,875 megajoules (MJ) de energia, acima do previsto que era de 1,8 MJ – isso é o equivalente a 411 trilhões de watts, mais de mil vezes o que um país como os Estados Unidos usa em um segundo.

De acordo com comunicado do laboratório, a experiência teve picos de energia de até 2,03 MJ, outro feito inédito. Foi a primeira vez que um raio laser ultrapassou a barreira dos 2 MJ de energia, e com isso, ele se tornou 100 vezes mais potente que qualquer outro laser atualmente em operação.

O intuito do experimento, no entanto, não é criar uma arma de destruição em massa, e sim verificar as condições para reações de fusão e ignição iniciadas pelo laser. Por isso, por enquanto, as experiências se resumem a apenas emitir o raio, sem um alvo específico. O próximo passo do laboratório é construir alvos e ver como eles se comportam diante de um laser tão poderoso.

 

Fonte: AFP

abril 2, 2012

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Avião movido a energia solar voa por 25 horas e deve influenciar carros

Aeronave tem a missão de funcionar mesmo à noite, quando não há sol

As tecnologias presentes no avião experimental Solar Impulse, que é movido a energia solar e decolou nesta quarta-feira (7) para um voo de 25 horas, devem ter aplicações em setores como o automobilístico e o espacial.

O Solar Impulse partiu da pista em Payerne, região oeste da Suíça, alcançando 35 km/h antes de piloto Andre Borschberg executar a operação de decolagem às 6H51 (1H51 de Brasília). O avião tem como única fonte de energia 12 mil células fotovoltaicas que cobrem suas asas e alimentam os quatro motores elétricos.

O aparelho demonstrou funcionar bem durante o dia, com um primeiro voo de sucesso em 7 de abril e outros dez realizados desde aquela data. Agora, precisa ser aprovado no teste noturno, que vai analisar a capacidade das baterias de serem carregadas suficientemente durante o dia e alimentar o avião durante horas sem sol. Pascal Vuilliomenet, da EPFL (Escola Politécnica Federal de Lausanne), diz que “no que diz respeito à aviação comercial, ainda se está relativamente longe de mover um avião com a força da energia solar”.

Para ele, que coordena os projetos entre o EPFL e a equipe do Solar Impulse, o avião não proporcionará de imediato aplicações comerciais, mas vários de seus subelementos poderão ser utilizados no futuro. Segundo Vuilliomenet, as pesquisas com os painéis solares levam muito tempo, mas os avanços no terreno dos materiais compostos (resinas e plásticos) utilizados no avião parecem muito promissores.

Os motores elétricos, utilizados para mover as quatro hélices do Solar Impulse, poderão ser aplicados no setor automobilístico. Apesar de o protótipo ser muito avançado para ser adaptado para um voo comercial, suas novidades tecnológicas devem servir para o desenvolvimento de energias verdes, diz o autor do projeto, Bertrand Piccard.

– Estamos convencidos de que se um avião pode voar dia e noite sem nenhum combustível, ninguém poderá depois dizer que é impossível utilizar as mesmas tecnologias para os carros, o ar condicionado, a calefação, os computadores ou os eletrodomésticos.

Anil Sethi, diretor-geral da empresa Flisom, especializada em painéis solares ultrafinos e flexíveis, prevê que a energia solar terá, sim, um futuro na aviação, e que projetos como o Solar Impulse podem também ter aplicações em terra, com veículos alimentados por elegantes painéis solares.

(Foto: Denis Balibouse/AFP)

Veja o vídeo abaixo:

abril 1, 2012

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Estudo reduz tamanho do próton e causa revolução na ciência

Detalhe do equipamento de laser que fez a nova medida do próton

A diferença é de apenas 4%, mas causará um recálculo em diversas teorias e experimentos

Cientistas de um grupo internacional de pesquisas lançaram uma verdadeira bomba sobre a teoria do mundo subatômico, nesta quarta-feira, ao relatar que um constituinte fundamental do Universo visível, o próton, é menor do que se pensava anteriormente, segundo estudo publicado na capa da revista científica Nature.

Medições revistas reduziram em 4% o raio da partícula que, embora não pareça muito – especialmente dado o tamanho infinitesimal do próton -, em experimentos futuros pode representar um desafio a preceitos fundamentais da eletrodinâmica quântica, a teoria de como a luz e a matéria interagem, disseram os autores.

Inicialmente, a equipe internacional de 32 cientistas, chefiada por Randolf Pohl, do Instituto Max Planck em Garching, Alemanha, só queria confirmar o que já se sabia e não derrubar conceitos.

Por décadas, os físicos de partículas usavam o átomo de hidrogênio como um parâmetro para medir o tamanho dos prótons, que são parte do núcleo atômico. A vantagem do hidrogênio é sua simplicidade incomparável: um elétron circunda um único próton.

Mas, se artigo estiver correto, esta unidade de medida esteve equivocada por uma margem pequena, porém crítica.

“Nós não imaginávamos que haveria um abismo entre as medidas conhecidas do próton e as nossas próprias”, admitiu o co-autor do estudo, Paul Indelicato, diretor do Laboratório Kastler Brossel na Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris.

O novo experimento – pelo menos 10 vezes mais preciso do que qualquer outro feito até agora – foi previsto por cientistas 40 anos atrás, mas só desenvolvimentos recentes na tecnologia o tornaram possível.

O truque foi recolocar o elétron no átomo do hidrogênio com um múon – partícula com a mesma carga elétrica, mas ao mesmo tempo 200 vezes mais pesado e instável – negativo.

A massa maior do múon dá ao hidrogênio muônico um tamanho atômico menor e permite uma interação muito maior com o próton. Como resultado, a estrutura do próton pode ser sondada com mais precisão do que usando o hidrogênio normal.

Jeff Flowers, cientista do Laboratório Nacional de Física britânico em Teddington, perto de Londres, disse que o trabalho pode levar as teorias da física de partículas a um novo território.

Se o descoberto no estudo for confirmado, comentou, será preciso mais do que o multibilionário acelerador de partículas instalado no Laboratório Europeu de Física Nuclear (CERN), na Suíça, para testar o chamado Modelo Padrão, lista das partículas subatômicas que formam o Universo.

Se as medidas previamente aceitas sobre as quais centenas de cálculos foram feitos estiverem errados ou existir um problema com a própria teoria eletrodinâmica quântica, os físicos têm muito trabalho a fazer.

“Agora, os teóricos vão refazer seus cálculos e mais experimentos serão feitos para confirmar ou refutar” este estudo, disse Indelicato, antes de explicar que em dois anos será feito um novo experimento com o mesmo equipamento, “desta vez, com hélio muônico”.

Fonte: AFP