fevereiro 11, 2012

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Cientistas criam robô que remove câncer do estômago

Robô foi criado por pesquisadores de Cingapura Foto: Reuters

Inspirados pelo famoso prato de Cingapura, o chilli de caranguejo, pesquisadores criaram um robô miniatura com uma pinça e um gancho que pode retirar cânceres de estômago no estágio inicial sem deixar cicatrizes.

Montado em um endoscópio, o robô entra no estômago do paciente através da boca. Tem uma pinça – que segura os tecidos cancerígenos – e um gancho – que os corta e coagula o sangue para parar o sangramento. Com a ajuda de uma câmera minúscula anexada ao endoscópio, o cirurgião vê o que está dentro do estômago e controla os braços robóticos de modo remoto, sentado em frente a uma tela de monitor.

“Nossos movimentos são grandes demais e se você quer fazer movimentos muito delicados, as mãos tremem. (…) Mas os robôs podem executar movimentos muito delicados sem tremer”, disse o enterologista Lawrence Ho, que ajudou a projetar o robô.

O professor Ho, que trabalha no Hospital da Universidade Nacional de Cingapura, disse que o robô ajudou a remover tumores malignos de estômago, em estágio inicial, de cinco pacientes na Índia e em Hong Kong, usando uma fração do tempo normalmente gasto em cirurgias abertas, que colocam os pacientes sob riscos maiores de infecção e deixam cicatrizes.

O câncer de estômago, ou gástrico, é a segunda maior causa de mortes por câncer no mundo e é comum no leste asiático. O diagnóstico de câncer gástrico geralmente ocorre em um estágio mais avançado da doença, quando o tratamento é difícil e, com frequência, malsucedido. Louis Phee, professor-assistente na escola de engenharia mecânica e aeroespacial do Instituto Tecnológico Nanyang de Cingapura, ajudou a projetar o robô com Ho.

Eles desenvolveram o robô depois de um jantar de frutos do mar em Cingapura em 2004 com o cirurgião de Hong Kong Sydney Chung, que sugeriu que o design fosse inspirado no caranguejo. Chung é mais conhecido por combater a Sars em Hong Kong em 2003.

“Ele (Chung) sugeriu que usássemos o caranguejo como protótipo. O caranguejo pode pegar areia e suas pinças são muito fortes”, disse Ho. “Muitas coisas são de certa maneira porque elas evoluíram e se adaptaram a certas funções (…) nós criamos algo que seguiu a anatomia humana e pegou emprestado ideias da natureza e incorporou as duas”. Os pesquisadores formaram uma empresa em outubro passado e esperam tornar o robô disponível comercialmente dentro de três anos.

Fonte: Terra

fevereiro 9, 2012

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Tubarão de 12 m de espécie ameaçada é achado morto em praia

Pescadores retiram tubarão-baleia das águas do porto de Karachi, no Paquistão. A espécie é considerada ameaçada de extinção pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN),O tubarão tinha cerca de 12 m e entre 6 e 7 toneladas. Os pescadores encontraram o animal morto em uma praia perto do porto.

Segundo agência internacionais, o tubarão foi vendido por 1,7 milhão de rúpias (R$ 32.368). Segundo a IUCN, no Paquistão a carne do tubarão-baleia é apreciada. Muitos casos de pesca acidental – por rede de arrasto, por exemplo – são registrados.

O tubarão-baleia não apresenta riscos ao ser humano, inclusive é comum o turismo que estimula a interação com o animal. A espécie é encontrada em águas quentes e temperadas de todo o planeta.

Fonte: Reuters

fevereiro 7, 2012

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Consumo de chá verde reduz deficiências em idosos, revela estudo

O chá verde contém químicos antioxidantes que ajudam a evitar os danos celulares que podem provocar doenças.

Estudo com 14 mil pessoas descobriu que idosos que bebem mais chá verde são menos propensos a desenvolver demência

Adultos idosos que bebem chá verde regularmente podem permanecer mais ágeis e independentes do que seus contemporâneos com o passar do tempo, segundo um estudo japonês realizado com milhares de pessoas.

O chá verde contém químicos antioxidantes que ajudam a evitar os danos celulares que podem provocar doenças. Os pesquisadores estão estudando o efeito do chá verde em tudo, do colesterol ao risco de certos cânceres, com resultados mistos até agora.

Pelo novo estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, os pesquisadores decidiram examinar se bebedores de chá verde têm um menor risco de fragilidade e incapacidade conforme envelhecem.

Yasutake Tomata, da Escola de Medicina da Universidade Tohoku, e seus colegas acompanharam perto de 14.000 adultos com mais de 65 anos durante três anos. Eles descobriram que os que beberam mais chá verde eram os menos propensos a desenvolver “incapacidade funcional”, ou problemas com atividades diárias e necessidades básicas, como se vestir ou tomar banho.

Quase 13% dos adultos que beberam menos de uma xícara de chá verde por dia tornaram-se funcionalmente incapacitados, em comparação com pouco mais de 7% das pessoas que beberam pelo menos cinco xícaras por dia.

“O consumo de chá verde está associado de forma significativa a um menor risco de incapacidade funcional incidente, mesmo após o ajuste para possíveis fatores de confusão”, disse Tomata. O estudo não provou que apenas o chá verde mantinha as pessoas ágeis com a idade.

Os aficionados do chá verde geralmente têm dietas mais saudáveis, incluindo mais peixe, vegetais e frutas, assim como uma instrução maior, uma taxa menor de fumantes, menosataques cardíacos e acidente vascular cerebral (AVC), e uma maior acuidade mental. Eles também tendem a ser mais ativos socialmente e a ter mais amigos e familiares com quem contar.

Mas apesar desses fatores, o chá verde sozinho foi relacionado a um menor risco de deficiência, disseram os pesquisadores.

Pessoas que ingerem pelo menos cinco xícaras por dia tiveram um terço menos probabilidade de desenvolver deficiências do que as que ingeriram menos de uma xícara por dia. Os que beberam em média três ou quatro xícaras por dia tiveram um risco 25% menor.

Embora não esteja claro como o chá verde pode oferecer uma defesa contra a incapacidade, a equipe de Tomata observou que um estudo recente descobriu que extratos do chá verde pareciam aumentar a força muscular na perna em mulheres mais velhas.
Embora o chá verde e seus extratos sejam considerados seguros em pequenas quantidades, eles contêm cafeína e pequenas quantias de vitamina K, e isso pode interferir com medicamentos que impedem a coagulação do sangue.

Fonte: Reuters

fevereiro 1, 2012

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Cientistas desenvolvem técnica para “ler” pensamentos

Método que analisa sinais elétricos produzidos no cérebro é capaz de reconstruir som das palavras pensadas por pacientes. Pesquisadores monitoraram as ondas cerebrais de 15 pacientes


 

Foto: Getty Images

Cientistas americanos criaram um método para descobrir palavras nas quais pacientes estavam pensando, com base em suas ondas cerebrais.

A técnica, descrita na revista científica PLoS Biology, se baseia nos sinais elétricos nos cérebros de pacientes que ouviam diferentes palavras. Um computador foi depois capaz de reconstruir os sons nos quais os pacientes estavam pensando.

Segundo os pesquisadores, o método poderia ser usado no futuro para ajudar pacientes em coma ou com síndrome de encarceramento a se comunicar.

Imagens e sons


Estudos recentes vêm aperfeiçoando maneiras de “ler” pensamentos.No ano passado, a equipe do cientista Jack Gallant, da Universidade da Califórnia, Berkeley, desenvolveu uma maneira de relacionar os padrões de fluxo sanguíneo no cérebro a determinadas imagens nas quais os pacientes estavam pensando.

Agora, Brian Pasley, da mesma universidade, liderou uma pesquisa aplicando princípios semelhantes aos sons.

Sua equipe se concentrou no giro temporal superior (GTS), uma região do cérebro que não só é parte do aparato auditivo, mas também nos ajuda a entender linguisticamente os sons que ouvimos.

Palavra secreta


Os pesquisadores monitoraram as ondas cerebrais de 15 pacientes selecionados para cirurgia devido a epilepsia ou tumores, enquanto diferentes alto-falantes tocavam gravações contendo palavras e frases.

Eles usaram então um programa de computador para mapear que partes do cérebro reagiam, e de que forma, quando a pessoa ouvia diferentes frequências sonoras.

Depois, os pacientes recebiam uma lista de palavras e escolhiam uma na qual deveriam pensar. Com a ajuda do programa de computador, a equipe conseguia descobrir que palavra havia sido escolhida.

Eles conseguiram até reconstruir algumas das palavras, transformando as ondas cerebrais que eles viam de volta em som, com base nas interpretações feitas pelo computador.